Usuário:
 
  Senha:
 
 

Bando Gaúcho:
Se preparando pra Semana Farroupilha
 

 

Buenas, Vivente! O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, reafirmando o seu propósito de seguir lutando pela preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro! Pois como asseverou o Patrono do Tradicionalismo, João Cezimbra Jacques, "povo sem tradição é como uma árvore sem raízes". Sejas bem-vindo, chê!
 

ATENÇÃO! Prezados visitantes! O sítio Bombacha Larga informa que está, desde 30 de janeiro de 2007, reprisando as matérias publicadas anteriormente. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!

23/09/2009 11:45:49
OS HERÓIS DO TRADICIONALISMO E OS SEUS IDEAIS DE TRADIÇÃO
 
Paixão Côrtes: Preservar nossas raízes culturais é cultuar o passado
e afixar luminárias às novas gerações!
............................................................................

Os Heróis do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, os jovens do Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre-RS, se uniram no ano de 1947 com um primordial propósito: o de resgatar, valorizar, cultuar, preservar, retransmitir e divulgar os antigos usos e costumes tradicionais de sua Terra Gaúcha Sul-rio-grandense. Para isso eles organizaram, aos 5 de setembro, um Piquete, e a 7 criaram a Chama Crioula da Tradição Regional Sul-rio-grandense, colhendo-a de uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria. E mantiveram-na acesa em um candeeiro até o dia 20 de Setembro, com o fim de reacender a Alma Gaúcha dos Sul-rio-grandenses e relembrá-los no dia 20 dos Feitos dos Farrapos durante o Decênio Heróico, na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Portanto, a motivação essencial daquele evento esteve centrada na necessidade das ações de culto, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação das antigas Tradições Campeiras dos Antepassados Gaúchos do Pampa Sul-rio-grandense. E essa manifestação pelo resgate das Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul não se chamou nem semana nem farroupilha, mas Ronda Crioula, com o significado de vigília e exaltação da Regional Tradição dos Gaúchos Pampeanos do Sul do Brasil. Por treze dias, então, os jovens estudantes tradicionalistas gaúchos trajaram-se com as Pilchas dos Gaúchos Interioranos do Rio Grande do Sul, montaram cavalos bem encilhados, dançaram, cantaram, declamaram, comeram arroz-de-carreteiro e churrasco, e tomaram chimarrão, ao pé de um fogo de chão, no pátio do Colégio Julinho. Foi desses espontâneos e culturais festejos, sem fins econômico-financeiros, comerciais, político-eleitoreiros, que nasceu o MTG Brasileiro organizado, redundando, aos 24 de abril de 1948, na fundação do Primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul: o 35 CTG, de Porto Alegre. E aquela Ronda Crioula da Antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira, organizada pela gurizada de 47, enquanto vigília das coisas nativas e tradicionais do Pago Sulino, e conservadorista do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, só viera a ser transformada em Semana Farroupilha pela Lei Estadual-RS nº 4.850, de 11.12.64. E o órgão Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul só veio a ser fundado mais tarde, ainda, aos 28 de outubro de 1966. Mas o que Paixão Côrtes e seus companheiros estudantes combatiam nos seus intentos eram os resquícios da política centralista de Getúlio Vargas, que a partir de 1937 proibiu qualquer manifestação regionalista-tradicional no país; o que eles pretendiam era promover o resgate do sentimento de valorização do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense e dos símbolos do Estado, como o seu Hino e a sua Bandeira, ambos com origens na Revolução Farroupilha. São eles, por isso, os Heróis da Tradição dos Campeiros do Rio Grande, os Heróis do MTG Brasileiro e os Heróis da Semana Farroupilha. Foram eles, igualmente, que com coragem se opuseram à invasão cultural norte-americana, decorrente do término da Segunda Guerra Mundial. Os ideais desses Heróis da primeira Semana Farroupilha estavam fincados no apego e no amor às coisas tradicionais e aos Feitos Históricos de seu Estado: o Rio Grande do Sul. Por isso, na Ronda Crioula da Tradição da Terra Gaúcha Sul-brasileira, em 1947, aqueles heróicos jovens gaúchos sul-rio-grandenses nem poderiam imaginar que os seus ideais tornar-se-iam futuramente em mera especulação, mera mercantilização, mera exploração comercial e eleitoreira, frente às suas nobres, cívicas e culturais ações. Nem eles poderiam conceber, ao honrarem a Tradição de sua Terra Sul-brasileira, que prendas gaúchas viriam um dia a ostentar, em carnavalescos e comerciais desfiles, na Semana Farroupilha e no Dia do Gaúcho do Rio Grande, as pilchas características dos peões campeiros de outras plagas, e não condizentes com a verdadeira vestimenta das mulheres pampeanas do RS no séc XIX, na época do surgimento da bombacha sul-rio-grandense; que os modismos comerciais de diversos mercados, como o texa-crioulista-mercosurista e o country-sertanejista, com as suas forçadas integrações culturais e suas estratégicas tradições sem fronteiras, viriam a corromper, nas futuras Rondas do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, a autenticidade das antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, que eles tanto se orgulharam de exaltar em 1947. Certamente que eles jamais pensaram que os politiqueiros e os comercialistas é que passariam a explorar o Movimento Cultural que eles patriota e civicamente iniciaram no Rio Grande do Sul, instituindo os Bailões Comerciais, com músicos sul-rio-grandenses ou brasileiros, mas não gaúchos nem tradicionalistas, mal-pilchados, despilchados; com conteúdos morais, ritmos e compassos musicais não tradicionais do Rio Grande; com peões a dançar nos salões dos Centros de Tradições Gaúchas e nos ambientes tradicionalistas com chapéus, boinas e bonés importados de outras culturas; que esses CTGs e outras Entidades Tradicionalistas Gaúchas viriam servir ao comércio de Rodeios não Crioulos da Tradição do Rio Grande do Sul e aos interesses comerciais dos Exploradores de um MTG Brasileiro desvirtuado pelo poder econômico-financeiro de uns e político-partidário e eleitoreiro de outros; que em pleno Dia do Gaúcho poder-se-ia ver, expostas para o mundo todo, calças justas em vez de bombachas; cintas urbanas, rastras platinas, guaicas porchetão freio de ouro, lencitos estampados, pretos, diminutos, escondidos, virados, folclóricos, exagerados, triangulares, à meia-espalda, por fora da gola da camisa, texanos; boinas coloridas das modas impostas e chapéus claros, countries, chaparral, copa alta, com o formato próprio de outras culturas que não a do Rio Grande; camisas pretas, vermelhas e de outras cores vibrantes, contrastantes, berrantes e contrárias ao comedido, antigo, tradicional Jeito Gaúcho de Ser dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-brasileiro; churrasquinhos de gato, churrascos grelhados em tonel e guisados com carne fresca, como se isso fosse o tradicional carreteiro sul-rio-grandense; cavaleiras travestidas de peão e prendas com decotes excessivos e mais para o gosto dos turistas do que para a oficial Pilcha Gaúcha Feminina de Honra do Rio Grande do Sul. Enfim, os Heróis da Tradição do MTG Brasileiro e da Semana Farroupilha jamais poderiam presumir que os seus tradicionalistas ideais transformar-se-iam em aspirações meramente exploratórias, de índole eleitoreira, comercial, mercadista; em carnavalescos desfiles, a promoverem no Dia Maior do Gaúcho Brasileiro o merchandising de eventos comerciais outros em nada relacionados com a antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; que a esses procedimentos não faltariam oportunistas a pleitearem a extensão desses desvirtuamentos regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses para o resto do Brasil. Eles, os Heróis, certamente nunca imaginariam que as suas Rondas Crioulasas vigílias dos antigos usos e costumes tradicionais da Terra Gaúcha Brasileira – transformar-se-iam em Rondas Crioulistas, com modalidades importadas do Texas e suas gineteadas comerciais mercosuristas, com pilchas não tradicionais dos Campeiros do Rio Grande, a atender somente aos interesses comerciais dos comerciantes de cavalos e suas grifes; e em Rondas Texanas, com a imagem, a Oração e a Benção da Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira dos Ginetes Barretanos especialmente importadas de São Paulo, a atender aos comerciais intentos do Rodeo Country-texa-sertanejo e seu mercado, suas selas, cordas, estilos e pilchas texanas; que aquelas Tradições, baseadas nos usos e costumes antigos dos antepassados pampenaos sul-rio-grandenses, dariam lugar às invenções comerciais e às explorações eleitoreiras de Associações Municipais fundadas por políticos locais, que embora explorando o termo tradicionalista longe estão de agir conforme a Filosofia de Atuação do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, ao qual se encontram igualmente e indevidamente filiadas, nos termos da Carta de Princípios do MTG/RS; que na Semana Farroupilha do Rio Grande imperaria não a verdadeira Tradição Regional dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, mas a Corrupção Cultural desse antigo Patrimônio Regionalista-tradicional Sul-brasileiro, desse Bem Cultural Público pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro. E apesar de tudo isso, esperamos que os senhores e as senhoras responsáveis pelo cumprimento da Lei Estadual/RS Nr. 8.715, de 11.10.1988, e pela organização das próximas Semanas Farroupilhas no Estado do Rio Grande do Sul, deixem de lado todas as nocivas incoerências regionalistas gaúchas sul-rio-grandenses e as impropriedades tradicionais e tradicionalistas gaúchas brasileiras, todas as explorações mercantilistas e eleitoreiras da Maior Festa Popular e Cívica do Estado Garrão-sul do Brasil, e passem, desde já, a se prepararem melhor para que, em honra aos Heróis da Tradição, do MTG Brasileiro e das pioneiras comemorações do Decênio Heróico do Pago Sulino, devolvam aos Gaúchos Sul-rio-grandenses o exercício do seu sagrado Direito Humano e Cultural Regionalista-tradicional de poder ver, cultuar, ostentar, enaltecer, valorizar, retransmitir e apresentar, perante o mundo, as verdadeiras, as genuínas, as autênticas, as antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

............................................................................
 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
NENHUM COMENTÁRIO ATÉ O PRESENTE MOMENTO!
.................................................................................................................................................
 
26/10/2014 23:23:35 ELEIÇÃO É VOTAR NOS HONESTOS CANDIDATOS DO PODER ECONÔMICO!
04/10/2014 07:26:50 NA DOUTRINA MATERIALISTA NÃO HÁ CULTURA NATIVISTA!
13/07/2014 18:04:04 FORRANDO O PONCHO, COM O CABRESTEIO DOS NÉSCIOS!
13/06/2014 07:00:29 TRAMPA NA PENCA FALSA E NAS PELADAS DE CALÇA!
03/06/2014 19:59:22 NUM CUSCO HÁ UM AMIGO; NESSA MATILHA, UM CASTIGO!
13/05/2014 19:17:43 TODO DIA É DIA DE MEIO AMBIENTE: AGREDIDO, HOSTILIZADO!
28/04/2014 09:13:21 CONSCIENTES E NÃO CONSCIENTES: TODOS SOMOS IRMÃOS!
24/03/2014 15:11:18 NA BOCA DE QUEM NÃO PRESTA QUEM É BOM NÃO VALE NADA!

09/05/2014 12:09:37 COM IMPORTAÇÕES E MODISMO NÃO HÁ TRADIÇÃO NEM TRADICIONALISMO!
31/03/2014 10:30:46 CONHECIMENTO, CONSCIÊNCIA, TRADIÇÃO!
31/12/2013 19:43:18 UMA FELIZ FESTA GAUCHESCA DE PASSAGEM DE ANO A TODOS!
02/08/2013 10:41:01 A PILCHA TRADICIONAL DOS GAÚCHOS BRASILEIROS!
10/07/2013 10:18:59 21ª EXPOTCHÊ: BRASÍLIA MAIS TCHÊ DO QUE NUNCA!
18/04/2013 21:01:08 TRADIÇÃO É PATRIMÔNIO ANTIGO, PRESERVADO E RETRANSMITIDO!
10/04/2013 10:37:06 UMA FESTA CAMPEIRA DA TRADIÇÃO DO RIO GRANDE?
15/03/2013 09:02:03 TRADIÇÃO É PATRIMÔNIO ANTIGO, NÃO ESSA HODIERNA E COMERCIAL EXPLORAÇÃO!
 

Quero Cadastrar meu E-mail Quero Remover meu E-mail
E-mail:
 
Untitled Document