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Leopoldo Rassier:
Pilchas, de Luiz Coronel e Airton Pimentel

 

27/10/2007 06:49:05
CONHECIMENTO, CONSCIÊNCIA, TRADIÇÃO!
 
Tradicionalismo: consciência e coerência cultural-regionalista!
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Aos que integram o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado é necessário o conhecimento da história do MTG do Rio Grande do Sul, suas origens, seu fins, seus motivos, sua Filosofia Cultural Tradicionalista e Gauchesca Sul-rio-grandense.

 

A figura do Tradicionalista Gaúcho só se completa com esse conhecimento cultural básico e com a consciência tradicionalista dele advindo.

 

Assim, a juventude dos dias atuais, conhecendo os feitos daqueles jovens integrantes do Departamento de Tradições Gaúchas do Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho de Porto Alegre, no ano de 1947 – e a árdua luta deles pelo direito de cultuar, vivenciar, preservar, retransmitir e divulgar os usos e costumes tradicionais herdados de seus avós, seus pais, seu rincão, oriundo dos antepassados de sua Terra, certamente que saberá valorizar bem mais as autênticas, as antigas, Tradições Regionais dos Gaúchos Sul-rio-grandenses e os objetivos institucionais do sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro a que estão vinculados.

 

Conscientes, pelo conhecimento, da Filosofia que rege o Tradicionalismo, todo o jovem tradicionalista gaúcho internalizará aquele mesmo espírito de culto, preservação e defesa do antigo  Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional pertencente ao Povo e ao Estado do Rio Grande do Sul, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro.

 

 

Dessa forma, desde piazitos e prendinhas, todos os Tradicionalistas Gaúchos do Brasil estarão cientes de que para as Sociedades Tradicionalistas cumprirem os seus papéis de Guardiãs da Tradição Gaúcha Sul-brasileira elas deverão, necessariamente:

 

·       conservar no interior de suas sedes sociais o ambiente adequado às práticas dos princípios morais do gaúcho, como os da hospitalidade, do salutar convívio, do respeito, especialmente aos mais velhos e às prendas, cumprindo assim um dos Fins Culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, porquanto esses são alguns dos aspectos sociológico-tradicionais herdados dos Antepassdos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro;

 

·       enquanto Centros das Antigas Tradições Gauchescas do Rio Grande do Sul, com essa ou outra denominação, não permitirem a execução de músicas desvinculadas dos ritmos, compassos e conteúdos morais da Tradição dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul, devendo ser evitadas, principalmente, aquelas de conteúdos impróprios, de duplo sentido, erotizadas, cujas mensagens não podem ser classificas como gaúchas tradicionais e que, por isso, não são tradicionalistas, uma vez que elas   contrariam um dos Fins Culturais do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil, que é o da defesa e preservação da autenticidade dos antigos usos e costumes gauchescos tradicionais, antigos, dos interioranos do Pampa Sul-brasileiro;

  

·       primar para que o uso da indumentária tradicional dos Gaúchos Brasileiros esteja de acordo com as Diretrizes do Tradicionalismo para o Uso da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense, a qual orienta às suas Entidades e Cidadãos evitarem que os interesses pessoais, de mercado e seus modismos venham a desnaturar aquilo que é tradicional e que, por isso mesmo, deve continuar sendo preservado, defendido, cultuado, retransmitido e divulgado como tal, ou seja, que a própria essência das Entidades Tradicionalistas não venha a se perder em meio a tantos interesses de índole particular e econômico-financeira de um mundo capitalista e globalizado sem qualquer fronteira cultural regionalista-tradicional;

 

·       nos recintos tradicionalistas, desde a chegada até a saída, zelar pela vestimenta mais adequada ao tradicional Jeito de Vestir dos Antepassados Gaúchos Sul-rio-grandenses, preferencialmente pelo uso correto de todas as suas peças previstas na Lei da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, evitando-se as que não são oriundas da região Pampeana do Estado Sulino, embora estas há muito estejam sendo ofertadas até no interior das próprias Entidades Tradicionalistas, as quais têm, por obrigação estatutária, o dever de coibir tais incoerências tradicionais sul-rio-grandenses e impropriedades tradicionalistas;

  

·       fazer com que no Tradicionalismo as preferências pessoais, por uma questão de lógica, cedam aos postulados tradicionalistas, na busca da necessária coerência cultural regionalista, pois do contrário, se cada um fosse usar a roupa que quisesse, tocar a música que quisesse, dançar do jeito que quisesse e agir do jeito que bem entendesse, o ambiente tradicionalista não poderia mais dizer-se Tradicionalista, por estar muito distante da sua Filosofia de Atuação, dos seus objetivos, dos seus fins culturais, dentre outros o de manter a Identidade Cultural do Povo Gaúcho Pampeano do Rio Grande do Sul;

 

·       relembrar, sempre, aos mais jovens, que no ambiente tradicionalista gaúcho não devem cometer, ao namorar, os eventuais excessos que, talvez, pudessem ser praticados em outros locais, tais como: colocar a namorada no colo, exagerar nos agarramentos, nos beijos, enfim, cometer atos que estariam em desacordo com a tradicional moralidade e os bons costumes dos Antepassados Gaúchos Interioranos da Região Pampeana de nosso país, sabidamente recatados e comedidos, especialmente quando reunidos em sociedade;

    orientar às prendinhas, desde o primeiro momento em que chegam ao ambiente tradicionalista gaúcho, da postura correta ao sentar, uma vez que a tradição que elas difundem, divulgam, é aquela vigente no início da Era da Bombacha, isto é, do final do séc. XIX (a partir de 1870); da impossibilidade de abanarem-se com o Vestido de Prenda, diante das altas temperaturas; da forma adequada de dançar, com a distância correta entre os pares e o posicionamento certo dos braços e das mãos no ato de enlaçar-se para a dança gauchesca;

 

 

Esses são alguns lembretes que devem ser renovados aos integrantes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, por meio de ações educacionais permanentes e contínuas. Aos recém-chegados nos CTGs e demais Entidades Tradicionalistas, estas são informações imprescindíveis, uma vez que muitos desses novos sócios e frequentadores nunca mantiveram contado anterior com a Cultura Regionalista-tradicional Gauchesca do Rio Grande do Sul, não dispondo de um mínimo de conhecimento que os permita adequarem-se aos propósitos do Tradicionalismo e a respeitar os seus Objetivos Estatutários, os seus Fins Culturais, a sua Filosofia Tradicionalista contida em sua Carta de Princípios.

 

Assim, espera-se que todos cumpram com o seu dever: Patrões, Posteiros Culturais, Artísticos, e demais membros das Patronagens, na implementação e na execução das necessárias atividades educacionais tradicionalistas, no âmbito de suas respectivas Entidades Culturais Tradicionalistas Gaúchas; e, também, os Tradicionalistas que integram os diversos MTGs, nas suas ações práticas voltadas para a Coerência Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense e a esperada Propriedade Tradicionalista Gaúcha Brasileira, nos exemplos de Cidadãos Tradicionalistas Gaúchos conscientes, transmitindo à Juventude Tradicionalista o espírito de conservação e entrega, à atual e às futuras gerações, das autênticas, antigas, Tradições Regionais do Rio Grande do Sul e da Identidade Cultural dos Gaúchos Brasileiros!

Organizador: José Itajaú Oleques Teixeira

BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Brasileiros!

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