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20/12/2007 17:29:11
A HISTÓRIA E A SIMBOLOGIA DO NATAL
 
Antes da comercial figura do Papai Noel
está a do Mestre dos Mestres Jesus!
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A SIMBOLOGIA DO ATUAL NATAL

 

 

 

 

                  1. Introdução 

 

                  O espírito do Natal reaviva, anualmente, os sentimentos cristãos de paz, harmonia, amor e compreensão entre os Homens.  

 

 

                 No período natalino são reforçados, relembrados e instigados os exemplos de caridade, humanidade, sacrifício e amor ao próximo, deixados à Humanidade pelo Aniversariante do Dia 25 de Dezembro, o Divino Tropeiro Jesus Cristo. 

 

 

                   As nossas comemorações do nascimento do Menino Deus, no entanto, por motivos históricos, continuam expressivamente arraigadas aos antigos modelos europeus e aos costumes oriundos da América do Norte. 

 

 

                 A presente proposta tem por objetivo elucidar, especialmente àquela parcela de sulistas brasileiros que pertencem às classes de menor poder econômico, que não há a necessidade de se comemorar o Natal nesses padrões importados pela sociedade brasileira e baseados mais nos interesses comerciais do que propriamente no sentido maior do Dia do Natal. Pode-se, ao contrário, comemorar o nascimento de Jesus Cristo a partir do nosso modo característico de ser, agir e viver; com as nossas coisas regionalista-tradicionais, locais.

 

                  Aos Tradicionalistas Gaúchos e a todos aqueles que entendam existir nestes singelos estímulos culturais de índole regionalista algum fundamento de ordem religiosa-cultural capaz de justificar as alterações no atual sistema comemorativo do Natal, na região Sul do Brasil e nos diversos espaços tradicionalistas gaúchos espalhados pelo território de nosso país e pelo mundo, é que são destinadas estas simples e modestas sugestões, que seguem juntamente com os votos de pleno sucesso nas suas eventuais aplicações práticas.

 

                    2. O histórico da simbologia das atuais comemorações natalinas

 

 

 

                    2.1 O Papai Noel

 

                   Com mais de dezessete séculos de existência, Papai Noel, segundo a versão mais aceita, representa a figura de San Nicholas; ou Santa Clauss, para ingleses e norte-americanos. Segundo a lenda, ele morava no extremo norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, no entanto, sua casa ficava no Polo Norte. Os britânicos frequentemente  aludiam que a sua residência ficava nas montanhas de Korvatunturi, na Lapônia, Finlândia. 

 

                    Nascido na Ásia Menor, no ano de 271, filho de família rica, Nicolau passou a distribuir seus bens aos pobres, presenteando crianças que não tinham com o que se alegrar. Foi Bispo em vida; e após a sua morte foi considerado santo.

 

                    Os marinheiros, de quem foi muito amigo, o acolheram como Patrono Celestial, contribuindo para espalhar a sua fama pelo mundo todo.

 

                    Assim, por São Nicolau ter distribuído seus bens aos pobres, principalmente às crianças, tornou-se um costume, durante muito tempo, os pais presentearem seus filhos no dia 6 de dezembro, data de sua morte e da sua festa litúrgica. Às crianças dizia-se que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu. Passou, então, a ser representado com longas barbas brancas, montado num burrinho e carregando um grande saco cheio de presentes.

 

                    Falava-se, na Suécia e na Noruega, que o próprio santo era quem distribuía os presentes, colocando-os nas lareiras das casas, nos sapatos e nas meias das crianças. Essa tradição de presentear as crianças no dia da festa, 6 de dezembro, foi lentamente sendo transferida para o dia 25 do mesmo mês.

 

                    Pelo fim da Idade Média São Nicolau transformou-se em Santa Claus, para os povos da Europa Setentrional. Depois, com a descoberta do Novo Mundo, foi levado pelos holandeses para a América do Norte, indo até a Groenlândia, onde adotou o trenó puxado por renas como o seu veículo preferido.  

                        São Nicolau faleceu no dia 6 de dezembro de 352, respeitado por todos os cristãos. E só passou a ser associado definitivamente ao Natal, com o nome de Papai Noel, há mais ou menos 500 anos. Entretanto, a forma como é conhecido hoje, sorridente, roupas vermelhas e barbas brancas, é originada de um quadro do caricaturista e cartunista político  norte-americano Thomas Nast, publicado em 1886 na edição especial de Natal da revista Harper's Weeklys.   

 

 

 

2.2 A Árvore de Natal

 

              As árvores, desde a antiguidade representaram para o Homem alguma simbologia. Segundo a lenda, quando São Vifrido (534-710), um monge anglo-saxão, começou a difundir o Cristianismo na Europa Central, encontrou nos povos da região a crença pagã que atribuía a existência de um espírito no carvalho.  

 

              

              Objetivando destruir a referida crença, São Vifrido cortou uma árvore da mesma espécie que havia em frente a sua Igreja, demonstrando com esse ato não haver motivos para tal crendice.

 

 

               

               A partir desse fato, o pinheirinho existente na Europa passou a ser colocado junto ao presépio como símbolo cristão, com a seguinte simbologia: o troco representava Jesus; os ramos os Homens.

 

               Com o passar do tempo, esse símbolo passou a ser enfeitado com bolas de diversos tamanhos, que representavam os frutos das nossas boas ações, conforme as suas intensidades, como a generosidade e a caridade. Enfeitava-se o pinheirinho de Natal também com luzes, representando a Luz que ilumina a existência humana o caminho, a claridade e o calor; a Luz verdadeira, que vinda a este mundo, ilumina ao Homem. E as mechas de algodão, colocadas nos galhos do pinheiro, representava a neve, comum na Europa na época natalina.

 

 

                2.3 Os Presentes de Natal

 

                Os primeiros presentes de Natal foram os ofertados pelos Reis Magos Baltasar, Belchior e Gaspar ao Menino Jesus. Entretanto, eles não tinham qualquer valor patrimonial. O incenso, a mirra e o ouro foram entregues a Jesus como símbolo da Fé, do Sofrimento e da Realeza.

 

Os presentes de Natal, tal como se verificam hoje, foram idéia do Papa Bonifácio, no século VII. No dia 25 de dezembro, terminada a missa, os sacerdotes benziam pães e os distribuíam ao povo. Este, no dia 6 de janeiro, dia dos Reis magos, retribuía aquele gesto com presentes.

 

A primeira loja especializada em presentes de Natal e Ano Novo, a inaugurar o interesse econômico no antigo costume de presentear, implementado pelo Papa Bonifácio, foi fundada em Paris no ano de 1785.

 

 

2.4 O Presépio

 

O presépio é provavelmente a mais antiga forma de caracterização do Natal. Foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, no ano de 1223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual se conhece hoje.

 

O resto desse presépio de São Francisco de Assis encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Presépio - em latim praesepium e em hebraico ebus e urvã, significa nesta última língua a manjedoura dos animais; mas indica, também, o estábulo.

 

São Francisco de Assis, na aldeia de Greccio, montou um presépio em tamanho natural, com figuras esculpidas, na noite de 24 para 25 de dezembro de 1223. Era uma manjedoura cheia de feno, tendo perto dela um boi e um jumento. Acima da manjedoura fora improvisado um altar; e nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo, com a vestimenta de diácono, cantou solenemente o Evangelho, juntamente com o povo simples, pronunciando comovente sermão sobre o nascimento de Jesus.

 

Assim, após se passarem tantos séculos, o presépio continua sendo uma das mais preciosas e comoventes tradições da festa do Natal, reunindo as famílias pela fé cristã. E cada um dos seus elementos, a circundar esse nascimento tão simples de mais de dois mil anos atrás, continua tendo o seu importante papel.

 

A Sagrada Família, os Reis Magos, os pastores, as ovelhas e a vaca são símbolos dessa noite de alegria, e também da humildade de Cristo como o Divino Pastor. A estrela presente no presépio lembra a que andou pelo céu, naquela noite sagrada, e fixou-se em cima da manjedoura, a localizar o lugar do nascimento do Menino Deus, transformando-se no símbolo do Divino Guia.

 

O boi e a vaca ilustram a humildade de todas as criaturas do mundo, reconhecendo o Homenageado Cristo como o Filho de Deus. Os três Reis Magos, os sábios que visitaram a manjedoura após o nascimento de Jesus, e sempre presentes no presépio de Natal, tiveram as suas visitas profetizadas na Bíblia, no Salmo 71, e em Isaías 60, como reis levando presentes de incenso, ouro e mirra para o Salvador.

 

 

 

 

2.5 Os Cartões de Natal

 

O cartão de Natal surgiu no ano de 1843, na época em que os Contos de Natal de Charles Dickens acabavam de ser lançados. Quando Sir Henri Cole, diretor do British Museum of London percebeu, quase no final do ano, que não teria mais tempo de escrever à mão as felicitações de Natal, pediu ao artista plástico mais famoso da época, John Callicot Horsley, membro da Royal Academy.

 

Horsley, então, pegou um cartão pequeno, quadrado, e o dividiu em três partes. No centro desenhou uma família reunida em volta da mesa, bebendo alegremente, e ao lado crianças esfomeadas recebendo comida e roupas. Na parte de baixo escreveu: a Merry Christmas, a happy New Year to you. Depois, os cartões foram impressos em litografia, cem ao todo, e coloridos à mão. Cole despachou cinquenta pelo Correio e vendeu o resto, cada um por 1 Xelim.

 

Na Inglaterra todos se entusiasmaram com a ideia; as crianças recortavam figurinhas e as colavam nos cartões, com dizeres alusivos. As senhoras faziam seus cartões com desenhos. Enfim, a partir do natal de 1843, mandar e receber cartões significava estar na moda.

 

Em 1843 uma tipografia londrina lançou cartões de Natal maiores, mais bonitos. Foi um sucesso. A própria rainha Vitória encarregou a firma Tuck de imprimir os cartões de Natal para toda a família real. Os temas preferidos da Era Vitoriana eram os anjos gorduchos, as mulheres sofredoras e as crianças visivelmente desprotegidas. Depois, vieram os pássaros; e durante trinta anos apareceram em todos os cartões. Só em 1880 o cartão foi lançado na América; e as imagens mais comuns eram cenas de famílias e crianças brincando na neve. 

 

 

  

2.6 As Canções de Natal

 

A mais popular e difundida canção de Natal é Noite Feliz, Stille Nacht!, em alemão. A sua história começa na data de 24 de dezembro de 1818, quando o padre Joseph Franz Mohr (1792-1848), vigário cooperador da pequena paróquia de São Nicolau, na aldeia de Obemdorf, na província austríaca de Salzburg, lia a Bíblia.

 

O jovem vigário estava preparando o seu sermão para a missa da meia-noite, quando no Novo Testamento leu a história dos pastores, aos quais um Anjo disse: “Não vos amedronteis, porque vos trago uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo. Na cidade de Davi nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. Eis o sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e colocado em um presépio”. E justamente naquele momento alguém bateu à porta. Era uma camponesa, que assim o saudou: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, pedindo-lhe em seguida para que abençoasse um lenhador. Padre Mohr, cumprindo o dever cristão, vestiu seu casaco, luvas, sapatos de neve e acompanhou a mulher pela floresta de pinheiros cobertos de neve, mas seu pensamento estava voltado para o sermão da meia-noite. Chegando a uma choupana, um homem o recebeu, levando-o até um rústico leito onde estava a mãe, segurando nos braços a criança recém-nascida que dormia. Estendendo a mão, padre Mohr abençoou a ambas. Regressando sozinho sentiu-se bastante comovido ao recordar aquela cena, pela semelhança com o nascimento de Jesus na manjedoura. Seu pensamento voava para o texto bíblico, parecendo ter à sua frente toda a cena do milagre divino.

 

Aqueles momentos ficaram profundamente gravados em seu coração, não conseguindo apagá-los. Parecia que fora testemunha viva e presente do nascimento de Jesus. Ao realizar a Missa do Galo, voltou para casa; mas não conseguiu dormir. A cena vivida horas antes o tomava de emoção. Sentou-se frente à escrivaninha tentando rabiscar o que sentia e as palavras foram suavemente tomando a feição de versos. Ao amanhecer, o padre Joseph Mohr viu que havia escrito um poema. “Noite Feliz”, que começava com as seguintes palavras em alemão: “Stille Nacht! Heihge Nacht! "(Noite silenciosa! Noite Santa!).

 

A melodia de Noite Feliz foi composta pelo também austríaco e católico romano, músico organista e mestre-escola em Obemdorf, Franz Xavier Gruber (1787-1863). Após ficar muitos anos circunscrita à família Gruber, fora lentamente sendo divulgada até chegar na Corte da Prússia. Quando Ambrosius Prennsteirner, inspetor do coro da Abadia de São Pedro – onde hoje se ergue a cidade de Salzburg – ficou sabendo quem era o seu autor, acabou procurando Gruber. Este, no jantar em sua casa, disse a Prennsteiner que ele havia escrito a melodia há trinta anos e que a letra era do falecido Padre Joseph Mohr. Mesmo com seus sessenta e seis anos de idade, Gruber cantou para o visitante ao som da guitarra a sua música Noite Feliz, que hoje se encontra traduzida em mais de 80 idiomas. É sem dúvida a mais famosa canção de Natal. E a sua versão em português mais conhecida é a de Gladys S. Michalany: “- Noite feliz! Noite feliz! Ó Senhor Deus de amor; pobrezinho nasceu em Belém, eis na lapa Jesus nosso bem; dorme em paz, oh! Jesus, dorme em paz oh! Jesus. – Noite feliz! Noite feliz! Oh! Jesus Deus da luz, quão afável é teu coração, que quiseste nascer nosso irmão e a nós todos salvar, e a nós todos salvar! – Noite feliz! – Noite feliz! Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos dos céus anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador, de Jesus Salvador!”.

 

 

2.7 A Ceia de Natal

 

Originada de um antigo costume europeu de deixar as portas das casas abertas no Dia de Natal, para receber viajantes e peregrinos e com eles confraternizarem os anfitriões o nascimento de Cristo, a Ceia de Natal sempre foi preparada com fartura de comida, tradição esta que foi se espalhando pelo mundo.

 

A Ceia de Natal é uma festa de família, onde todos compartilham da mesma refeição com alegria, prazer e vida. É um meio de união nos lares cristãos, a festejar, respeitosamente e sem exageros, o nascimento de Jesus. É motivo de reunião dos familiares, pais, filhos, netos, num verdadeiro congraçamento cristão.

 

É no instante da Ceia de Natal que Cristo parece estar mais junto de todos, mostrando seus exemplos de caridade, humildade, sacrifício e amor ao próximo, em mais uma tentativa de estender, para o resto da vida dos participantes, um comportamento mais humano, baseado na paz, na harmonia, na compreensão, no amor e na irradiação de bons sentimentos.

 

Aliado a esse antigo costume de uma mesa farta desenvolveram-se os interesses comerciais, incorporando à Ceia de Natal um certo número de iguarias raras. São frutas secas de origem européia, nozes, castanhas, amêndoas, avelãs, figos secos e vinhos. E aos hábitos da Europa acrescentam-se, ainda, os de origem norte-americana, como, por exemplo, o consumo de peru, na Ceia Natalina. Da mesma forma os enfeites da mesa e do ambiente sofrem a influência de outros povos. As velas, simbolizando a luz; os enfeites de cor branca, simbolizando a neve européia ou norte-americana da época natalina, própria daquelas regiões ao tempo do Natal.

 

3. Conclusão

 

 

O Natal, desde o seu início, foi considerada uma festa pagã. E como tal, desde a criação norte-americana do atual Papai Noel, em 1886, que o seu verdadeiro fim é mais comercial do que religioso ou cristão. Nas comemorações do Nascimento de Cristo dá-se mais importância à figura do Papai Noel do que à do Filho de Deus, Jesus. A figura original do Bispo São Nicolau, que como forma de presentear o Aniversariante Divino Jesus distribuía um pouco do que era seu aos mais necessitados, há muito que fora substituída pela imagem de um Papai Noel criado com fins essencialmente mercadistas, aonde a multiplicação de presentes acaba presenteando a quem não está nem comemorando aniversário nem lembrando-se do real sentido desse artificial e corrompido Natal.

 

Assim, sendo mais importante a respeitosa e sincera comemoração do nascimento de Cristo razão alguma há para as importações, as extravagâncias ou o luxo nas decorações e nas composições das ceias natalinas. O que importa para quem é realmente cristão é exercer o verdadeiro sentido natalino, louvando o fato de o Mestre dos Mestres Jesus ter vindo a esta Terra para ensinar à Humanidade a Filosofia do Deus-pai das Muitas Moradas do Céu, baseada nos princípios, dentre outros, da fé, da licitude, do respeito ao mais fraco, do amor a Deus sobre todas as coisas, da fraternidade, solidariedade, caridade, piedade. Natal é comemoração do nascimento de Jesus Cristo e lembrança dos seus ensinamentos, com fartura na mesa ou não; com presentes aos mais necessitados ou não. O importante é não esquecermos do real sentido do Dia 25 de Dezembro!

 

 

 

 

Organização: José Itajaú Oleques Teixeira

BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!

 

Fonte principal: http://www.cea.eti.br/natal/cartoes.php

 

 

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