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Gaúcho

 

02/02/2010 23:52:24
SUGESTÕES PARA O PROTOCOLO DA TROCA DE PATRONAGENS
 
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SUGESTÕES PARA O PROTOCOLO DA CERIMÔNIA DE TROCA DA PATRONAGEM DE UMA ENTIDADE TRADICIONALISTA GAÚCHA

 

I - INTRODUÇÃO 

A Cerimônia de Troca da Patronagem de uma Entidade Cultural Tradicionalista Gaúcha Brasileira é considerada especial, assim como são, também, as desenvolvidas nas comemorações da sua data de aniversário, na troca de faixas ou distintivos de Prendas e Peões, e outras homenagens. 

A organização do protocolo para tais eventos deve ser da responsabilidade da própria Entidade Tradicionalista, observando-se, se for o caso, os regulamentos do Órgão Tradicionalista Federativo ao qual ela encontra-se filiada, podendo a elaboração do referido protocolo contemplar, como autoridades, outras pessoas. 

Nessas Cerimônias Especiais as autoridades poderão ocupar seus lugares na Mesa de Honra acompanhadas de seus cônjuges.

II – DESENVOLVIMENTO

1 – SUGESTÕES DIVERSAS

1.1 É interessante que para os eventos realizados por uma Entidade Tradicionalista Gaúcha haja um Posteiro do Protocolo, integrante da Patronagem, responsável pelo desenvolvimento de todos os eventos, ou pessoa da Entidade instituída especificamente para uma determinada cerimônia. 

1.2 O Posteiro do Protocolo deve possuir boa dicção, organização, atenção, formalidade, educação e condições de, com alegria, proporcionar a todos os presentes no evento uma aprazível reunião, em um salutar convívio. 

1.3 Como o Mestre da Cerimônia, o Posteiro do Protocolo é o responsável pela preparação de tudo aquilo que estiver relacionado com o evento, seu desenvolvimento sequencial e, inclusive, com a recepção calorosa e a saudação alegre de todos aqueles que chegam para participar do evento, de preferência por parte de Peões e Prendas corretamente orientados para esse fim, e adequadamente pilchados conforme as Diretrizes do MTG para o uso da Pilcha de Honra e Oficial do Rio Grande do Sul. 

1.4 Se necessário for, o Posteiro do Protocolo deve fazer uso de uma comissão de auxiliares no ato de recepcionar e informar a presença de autoridades, personalidades e seus respectivos nomes, cargos e funções. 

1.5 A responsabilidade de preparação do roteiro da cerimônia é do Posteiro do Protocolo, o qual, no ato da abertura do evento, após as palavras iniciais do Presidente da Mesa de Honra, com o fim de saudar autoridades e público presente, e proferir breve momento de reflexão, fará a Abertura Oficial da Cerimônia de Troca de Patronagens da Entidade Tradicionalista Gaúcha Brasileira. 

1.6 Para essa Abertura, segue a seguinte sugestão: 

1. Buenas noite!

2. Bem vindos à Cerimônia de Troca da Patronagem do CTG Palanque da Tradição.

3. Sr. Patrão Fulano de Tal.

4. Exmo. Sr. Prefeito Municipal, Cicrano de Tal (ou Representante do Sr. Prefeito Municipal, Fulano de Tal)

5. Senhores e Senhoras (se for o caso) integrantes da Patronagem;

6. Senhores e Senhoras!

7. Para compor a Mesa de Honra desta cerimônia, convidamos: (anunciar conforme a composição pré-estabelecida, como, p. ex.: Sr. Patrão Fulano de Tal; Exmo. Sr. Prefeito Municipal Cicrano de Tal; Sr. Coordenador da X Região Tradicionalista, se presente; etc.);

8. Citação dos nomes dos convidados, autoridades, visitantes;

9. Sendo o uso da palavra um “poder” do Presidente da Mesa de Honra, que dirige a cerimônia, o Posteiro do Protocolo não deve oferecer ou devolver a ele a palavra, mas agradecê-lo pelo uso da mesma, dizendo, ainda, quando terminar:  “- finalizando seus trabalhos, o Posteiro de Protocolo coloca-se à disposição do Patrão”.

2 - NORMAS GERAIS DO CERIMONIAL

O Patrão da entidade é quem presidirá todas as cerimônias promovidas pela respectiva Entidade Tradicionalista, concedendo lugar de honra (destaque) ao Presidente do MTG ou seu representante e ao Coordenador Regional ou seu representante, caso façam-se presentes no evento.

Os representantes dos Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo devem ocupar o lugar dos seus representados.

Os representantes das demais autoridades civis e militares terão a precedência que lhes competir por força de seus postos ou funções, e não a que caberia aos representados.

Nas cerimônias em que os pioneiros da Entidade Tradicionalista se fizerem presentes, os mesmos serão convidados a participar das mesas de honra, na qualidade de Autoridades Tradicionalistas.

3 - ORDEM DE PRECEDÊNCIA NO CERIMONIAL NAS ENTIDADES TRADICIONALISTAS

1º   - Patrão

2º   - Vice-Patrões ou Capatazes

3º   - Membros do Conselho de Vaqueanos (Ex-Patrões)

4º   - Sócios Beneméritos

5º   - Sócios Honorários

6º   - Titulares do Conselho Fiscal

7º   - 1ª Prenda

8º   - Peão Farroupilha

9º   - Sota-Capatazes

10º - Agregados das Pilchas

11º - Posteiro Jurídico

12º - Posteiros das Invernadas

13º - Titular do Departamento Jovem

14º - 1ª Prenda Juvenil

15º - Guri Farroupilha

16º - 1ª Prenda Mirim

17º - Suplentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal (por idade)

18º - Demais Prendas Adultas (2ª e 3ª)

19º - Demais Peões Farroupilhas (2º e 3º)

20º - Substituto do Departamento Jovem

21º - Demais Prendas Juvenis (2ª e 3ª)

22º - Demais Guris Farroupilha (2º e 3º)

23º - Demais Prendas Mirins (2ª e 3ª)

3 - COMPOSIÇÃO DAS MESAS

3.1 Regras Básicas

3.1.1 As pessoas são colocadas à mesa a partir do centro, à direita e à esquerda desse centro. A posição parte de quem está sentado à mesa e não de quem está no auditório, olhando a mesa de frente.

3.1.2 A composição da mesa deve ser previamente planejada. O ideal é que a mesa seja composta por um número pequeno de pessoas. Pode-se considerar como ideal o número de 7 (sete) ou 9 (nove) pessoas.

3.1.3 Para as grandes cerimônias, quando for absolutamente necessário, as autoridades excedentes ocuparão as primeiras fileiras de cadeiras na platéia e serão nominadas pelo protocolo, logo após a formação da mesa.

3.1.4 As duas primeiras fileiras de cadeiras da platéia devem ficar reservadas para as autoridades e seus cônjuges. Sempre que possível as mulheres não ocupam as extremidades da mesa diretiva.

3.1.5 A autoridade que não estiver presente ao ato, não deve ser nominada em microfone.        

4 – COMPOSIÇÃO DAS MESAS

4.1 Nas mesas compostas por um número par de integrantes a pessoa mais importante (1) fica no centro, tendo à direita a segunda pessoa mais importante (2) e à esquerda a terceira (3), e assim por diante, conforme o exemplo abaixo:

 

Mesa de Honra

4                 2                 1                 3                 5

Direita                                            Esquerda

Auditório 

4.2 Nas mesas compostas por um número ímpar de integrantes ninguém fica no centro, sendo este considerado como a linha imaginária a partir da qual serão distribuídas as autoridades, com a pessoa mais importante (1) colocada à direita da referida linha imaginária central; a segunda pessoa na ordem de importância (2) à esquerda da mesma, e assim com a terceira, quarta e demais pessoas que integram a Mesa de Honra da Cerimônia de Troca de Patronagens, de acordo com o exemplo que se segue:

 

Mesa de Honra

5      3        1       centro       2       4      6

Direita                                              Esquerda

Auditório

 

5 - PRONUNCIAMENTOS (DISCURSOS) 

5.1 Os pronunciamentos obedecerão a ordem inversa à precedência das autoridades, exceto quanto ao Patrão da entidade anfitriã do evento, que sempre será o primeiro a falar, para dar as boas-vindas aos participantes. Serão encerrados pela maior autoridade tradicionalista presente. 

5.2 O número de pronunciamentos dependerá de cada cerimônia. Recomenda-se até 3 (três) pronunciamentos para cerimônias de entidade e de nível regional. 

5.3 Autoridades convidadas, tais como Prefeito, Vereadores, etc., devem ser consultadas antes da cerimônia sobre possíveis pronunciamentos. 

6 - DISPOSIÇÃO DAS BANDEIRAS 

A disposição das Bandeiras Nacional e Rio-grandense devem atender às previsões contidas no Decreto Federal nº 70.274, de 09.03.72, e no Decreto Estadual nº 30.012, de 31.12.80. 

As Bandeiras do MTG, RTs e Entidades Tradicionalistas podem ser utilizadas em todas as situações em que houver a presença da Bandeira Nacional e da Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul, e, também, em todos os locais e situações em que não atentem contra a Carta de Princípios do MTG Brasileiro ou os bons usos e costumes do Povo Gaúcho Brasileiro. 

6.1 Colocação da Bandeira do Brasil 

6.1.1 A Bandeira Nacional, quando disposta com outras, ocupa lugar de honra, central ou mais próxima do centro e à direita deste, em linha de mastros, panóplias, escudos ou peças semelhantes. 

6.1.2 Quando conduzida em desfiles a Bandeira Nacional deve seguir destacada, à frente das demais bandeiras. 

6.1.3 Quando em tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho, a Bandeira do Brasil deve estar disposta à direita desses locais. 

6.2 Colocação da Bandeira do Rio Grande do Sul 

6.2.1 A Bandeira Rio-grandense deve estar colocada próxima do centro da Mesa de Honra e à esquerda da Bandeira do Brasil, quando o número de bandeiras for par. 

6.2.2 A Bandeira do Rio Grande do Sul deve estar colocada próxima do centro e à direita da Bandeira do Brasil, quando o número de bandeiras for ímpar. 

6.3 Colocação da Bandeira do Município 

A Bandeira do Município deve postar-se junto à Bandeira do Brasil, do lado oposto à Bandeira Estadual. 

6.4 Bandeiras Tradicionalistas 

Bandeira é o símbolo oficial de países, estados e municípios, que possuam território identificado. Estandarte é o símbolo de instituições e entidades da sociedade organizada, integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, ou que lhe é simpatizante, reconhecidas pelos promotores do Evento Tradicionalista. 

6.4.1 A ordem de precedência das Bandeiras Tradicionalistas é a seguinte:

a. Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha – CBTG.

b. Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG.

c. Bandeira da Paz.

d. Região Tradicionalista – RT, pela ordem crescente de designativo: 1ª, 2ª ...

e. Entidade Tradicionalista Filiada – CTG, DTG, PTG, GT, PL, etc., pela data de filiação (conforme o número de registro no MTG).

f. Departamento ou Piquete de Entidade Filiada. 

6.4.2 As bandeiras das Regiões Tradicionalistas serão hasteadas preferencialmente com a do MTG. 

Obs.: Considera-se a direita do dispositivo de bandeiras, a direita de uma pessoa colocada junto ao dispositivo e voltada para a rua, para a platéia ou, de modo geral, para o público que observa o dispositivo.

 6.5 Hasteamento e Arriamento das Bandeiras 

6.5.1 As bandeiras podem ser hasteadas e arriadas a qualquer hora do dia e da noite, mas normalmente elas são hasteadas às 08:00 e arriadas às 18:00 h, exceto no Dia da Bandeira, quando o hasteamento se dará ao meio-dia. 

6.5.2 À noite, as bandeiras somente poderão ser mantidas hasteadas em mastros se estiverem iluminadas. 

1º Caso: Três Bandeiras

centro 

  RS                  BRASIL            CIDADE

platéia

 

2º Caso: Quatro Bandeiras

centro

CIDADE     BRASIL                     RS              CTG

  platéia

 

3º Caso: Seis Bandeiras

centro

RT      CIDADE  BRASIL   RS       MTG      CTG

platéia

 

4º Caso: Sete Bandeiras

centro

RT       CBTG      RS         BR     CIDADE    MTG     CTG

platéia

 

7 – DA EXECUÇÃO DOS HINOS NAS CERIMÔNIAS TRADICIONALISTAS 

7.1 As cerimônias tradicionalistas terão o início propriamente dito com a execução dos Hino Nacional Brasileiro e Hino Tradicionalista, e serão encerradas com a execução do Hino Rio-grandense. 

7.2 O Hino Nacional Brasileiro, quando em execução instrumental, deverá reproduzir integralmente a primeira parte; quando vocal, serão cantadas as duas partes do poema, em uníssono. 

7.3 É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples.

7.4 O Hino Tradicionalista deverá ser o segundo nas cerimônias tradicionalistas, imediatamente após a execução do Hino Nacional Brasileiro. 

7.5 O protocolo, ao anunciar a execução, instrumental ou vocal, dos Hinos Nacional Brasileiro, Rio-grandense e Tradicionalista, deverá informar os autores de letra e música, bem como alertar para a atitude que os cidadãos devem ter, ou seja: “todos devem tomar atitude de respeito, em pé e em silêncio, braços ao longo do corpo, civis do sexo masculino com a cabeça descoberta, os militares fardados em continência e os a paisana conforme seus próprios regulamentos. 

7.6 Durante a execução dos Hinos Nacional Brasileiro e Rio-grandense todos deverão voltar a frente para onde estiverem as respectivas bandeiras. Em caso de execução por Banda ou Coral presentes, todos deverão voltar a frente para os executantes. 

8  - DO JURAMENTO DA NOVA PATRONAGEM 

8.1 Na Cerimônia de Troca da Patronagem da Entidade Cultural Tradicionalista Gaúcha, o Presidente da Mesa de Honra chamará nominalmente os integrantes da Patronagem eleita, declinando os nomes escolhidos para Patrão, Vice-patrão e demais componentes da nova administração, os quais, diante da Mesa de Honra, prestarão o compromisso protocolar, sendo, logo após, declarados empossados nos respectivos cargos. 

8.2 O compromisso protocolar será prestado mediante o seguinte juramento, que será lido pelo novo Patrão ou por um dos empossados, por ele previamente designado, com pausas, durante as quais será repetido pelos demais membros da nova Patronagem: 

PROMETO,

PELA MINHA HONRA DE GAÚCHO

E DIANTE DO AURI-VERDE PENDÃO DA MINHA PÁTRIA

E DO SAGRADO PAVILHÃO TRICOLOR

DO MEU RIO GRANDE DO SUL,

RESPEITAR E ACATAR,

CUMPRINDO E FAZENDO CUMPRIR,

AS NORMAS DO ESTATUTO,

DOS REGULAMENTOS,

DA CARTA DE PRINCÍPIOS,

DO CÓDIGO DE ÉTICA

E DAS RESOLUÇÕES

DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO,

BUSCANDO EXECUTAR

COM FIDELIDADE E FIRMEZA

AS ATRIBUIÇÕES QUE ME FORAM CONFERIDAS,

PARA O APRIMORAMENTO

E FORTALECIMENTO DAS NOSSAS TRADIÇÕES

E MAIOR HONRA E GLÓRIA

DA NOSSA SAGRADA QUERÊNCIA

E DO POVO GAÚCHO BRASILEIRO. 

III – CONCLUSÃO 

Na Cerimônia de Troca de Patronagens de uma Entidade Tradicionalista há de haver a formalidade. Porém, esta não deve ser exagerada a tal ponto de prejudicar a leveza e a alegria do ambiente, cuja essência é de ser compatível com a Tradição dos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense e o seu Jeito Simples, Familiar e Galponeiro de Viver, a ser representado nos locais destinados ao culto, preservação e adequada divulgação da Regional Tradição do Estado do Rio Grande do Sul.

Organização: José Itajaú Oleques Teixeira

BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!

ONTGB - Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro: o Mangrulho da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul!

Fonte: PROTOCOLO E CERIMONIAL TRADICIONALISTA, do MTG/RS http://www.mtg.org.br/documentos/cerimonial.doc

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