Usuário:
 
  Senha:
 
 

Jayme Caetano Braun:
Negrinho do Pastoreio

 

15/02/2011 23:51:58
OS JOVENS TRADICIONALISTAS, O MTG E A TRADIÇÃO DO RS!
 
............................................................................

OS JOVENS TRADICIONALISTAS BRASILEIROS
E A TRADIÇÃO GAÚCHA DO RIO GRANDE DO SUL:
PATRIMÔNIO REGIONAL ANTIGO,
A SER PRESERVADO PELO MTG DO BRASIL!

I – Introdução

Sabe-se que o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro não tem fins econômico-financeiros, lucrativos, pois o seu Fim Cultural Maior está fundado nas ações de culto, preservação e adequada divulgação da autêntica Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, antiga, regional e campeira da região do Pampa Sul-brasileiro.

Contudo, diante dos sempre presentes interesses mercadistas e eleitoreiros, pressões de toda a ordem são exercidas no sentido da flexibilização dos objetivos e dos fins do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Explorado por setores do mercado – musical, das empresas do entretenimento e suas grifes - e da política partidária, cada vez mais o MTG passa a visar o sucesso de público e o fim financeiro do que propriamente a preservação do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul; da antiga e regional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense.

Diante desses desvios de finalidade, dessa corrupção dos fins institucionais e estatutários do MTG Brasileiro, é de se perguntar:

1) o que teria representado o Tradicionalismo na vida dos Jovens Gaúchos Sul-rio-grandenses de 1947?

2) o que deve representar o MTG Brasileiro, hoje, na vida dos Jovens Gaúchos Tradicionalistas que o integram?

3) os interesses individuais, pessoais, particulares, financeiros, comerciais, lucrativos, eleitoreiros, podem sobreporem-se ao interesse cultural público de preservação do Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional Gaúcho pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro?

4) o Fim Cultural do atual Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro tem o  mesmo fim daquele Movimento Regionalista-tradicional organizado pelos Jovens Gaúchos do Grupo dos Oito, a partir do ano de 1947?

5) Os Jovens Tradicionalistas Gaúchos do MTG Brasileiro cumprem, efetivamente, a Filosofia Tradicionalista e as Diretrizes para o uso correto da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, previstas na sua Instituição Cultural?  

II - Desenvolvimento

Foram os jovens os precursores do atual Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil. Todos eles, com idade entre 16 e 20 anos, eram nascidos no interior do Rio Grande do Sul. Na condição de estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, propuseram-se a resgatar as esquecidas tradições dos gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense.

Inspirados e liderados por João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, os integrantes do Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do “Julinho” fizeram ver aos sul-rio-grandenses que Tradição não é sinônimo de velharia ou de algo que, pelo simples fato de ser antigo, não deva merecer importância, o devido valor e a necessária preservação.

Foi diante da forte invasão cultural norte-americana, ocorrida no período pós-Segunda Guerra Mundial, após o dia 7 de maio de 1945, quando os EUA, fortalecidos como potência militar e econômica, passaram a deitar influências sobre o resto do mundo, impondo a sua cultura nacional, os seus usos e costumes regionais, o seu sistema de vida, que aqueles jovens secundaristas gaúchos sul-rio-grandenses tiveram a coragem de combater a ofensiva alienígena que descaracterizava, substituía, corrompia o Regionalismo Gaúcho advindo da região interiorana do Pampa do Rio Grande do Sul.

Foram eles, os Jovens do Piquete da Tradição do Rio Grande, que gritaram ao Povo Sul-rio-grandense, ao Povo Brasileiro e aos povos do mundo todo que o Estado Garrão-sul do Brasil precisava, mais do que nunca, reagauchar-se, na expressão do próprio Paixão Côrtes.

O Laçador da Tradição Regional do Rio Grande do Sul, Paixão Côrtes, a fim de possibilitar a necessária valorização da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, passou a criar símbolos regionais e inúmeras solenidades cívicas e culturais.

A Chama Crioula da Tradição do RS, que interligou o Fogo da Pátria aos Festejos da Revolução dos Farrapos, foi uma delas. O Candeeiro Crioulo, simbolizando a Pira Campeira da referida Chama da Tradição Nativa do RS, cujo sentimento é o de amor aos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Gaúchos Interioranos do Pampa Sul-brasileiro, fazem parte dessa simbologia e dessas solenidades.

O Desfile de Cavalarianos Gaúchos do Rio Grande do Sul, nas comemorações da Semana da Pátria; a 1ª Ronda Crioula da Tradição Regional do Rio Grande (1947), nela incluídos o 1º Baile Gauchesco, com danças e músicas gaúchas do Estado, e os Concursos de Pilchas Gaúchas Tradicionais do RS, masculinas e femininas; a Ronda Crioula, a qual veio dar origem à atual Semana Farroupilha, oficializada em 1964 pelo Governo do Estado, são outros exemplos da atuação dos integrantes daquele Grupo dos Oito Jovens Gaúchos Tradicionalistas do Rio Grande do Sul, nos meados do séc XX.

Em 1948, Paixão Côrtes e seus companheiros gaúchos sul-brasileiros fundaram o primeiro Centro de Tradições Gaúchas originadas do Pampa do Rio Grande do Sul, o 35 CTG, de Porto Alegre, RS, fato este considerado como o propulsor do atual Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado.

Pergunta-se: haveria muita diferença entre os dias atuais e aqueles do período pós-Segunda Guerra Mundial?

E aquela mesma ofensiva cultural externa não continua hoje, e com uma penetração muito maior na população, diante dos avanços da tecnologia de informação vigente?


E o que os Jovens Tradicionalistas Gaúchos do atual MTG Brasileiro estão fazendo em favor daqueles ideais de 1947, em prol do culto, do cultivo, do zelo, da preservação e da correta divulgação, para o mundo, do Patrimônio Tradicional, antigo, regional, campeiro, do Pampa do Rio Grande do Sul?

Os Jovens do atual Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, hoje, também reagem contra as pressões dos mercados, tal como o fizeram os Jovens de 47, ou estão a aceitar as falácias da globalização, dos mercados comuns sem fronteiras, suas integrações, importações, seus modismos comerciais, urbanos, mercadistas?

Ou será que, como aqueles Jovens Tradicionalistas Gaúchos do Grupo dos Oito, a Juventude Tradicionalista de hoje levantará as armas e a Bandeira do Rio Grande do Sul e bradará aos compatriotas sulinos, aos brasileiros e aos povos de todo o mundo que a Terra Gaúcha Sul-brasileira tem Tradição; que o Rio Grande do Sul precisa, novamente, reagauchar-se e preservar o seu Patrimônio Sociológico-tradicional, herdado dos antigos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro?

Se aqueles Jovens Tradicionalistas Gaúchos do RS foram, a partir de 1947, os precursores do atual Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, serão os atuais Jovens do MTG os precursores do Movimento de Reação dos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros?

Diante dos discursos estratégicos e comerciais das incentivadas integrações no Tradicionalismo – cujo significado está voltado mais para a fusão de usos e costumes regionais distintos do que para a salutar reunião de culturas diversas;

diante das pretendidas flexibilizações e seus mercadistas intentos;

dos fortes interesses de mercado, como o musical, o crioulista do comércio de cavalos, o comercial-nativista, o country-sertanejo, todos eles sem fronteiras e com seus produtos musicais, suas grifes, seus modismos urbanos, seus estilos não tradicionais do Rio Grande;

podemos esperar dos atuais Jovens Tradicionalistas Gaúchos do MTG Brasileiro a devida e esperada reação a essa poderosa invasão promovida junto à Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, pelos poderes econômico-financeiros dos referidos mercados e político-eleitoreiros dos politiqueiros locais?

Poderemos esperar dos Jovens Gaúchos do Tradicionalismo a necessária Resistência Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira?

Que eles, empunhando suas Identidades Tradicionalistas e a Bandeira Farrapa, cantando o Hino do Rio Grande, pilchados conforme a antiga Tradição dos Campeiros do Sul do Brasil, bradem ao Estado Sulino, ao Povo Sul-rio-grandense, ao Povo Brasileiro e ao resto do mundo que a Tradição do Rio Grande tem dono, e que por isso ela continuará sendo cultuada, cultivada, zelada, preservada e adequadamente divulgada, de acordo com os Fins Culturais e as Diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro ao qual integram?  

III - Conclusão

Em nome do propósito maior do MTG do Brasil, da conservação e retransmissão da antiga Tradição Regional dos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, às novas e futuras gerações de Gaúchos Brasileiros, esperamos, sinceramente, que os Jovens Tradicionalistas Gaúchos de hoje honrem aqueles Jovens precursores do atual Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro;

que eles defendam o Fim Cultural Maior desse Movimento Cultural ao qual integram, não como meros artistas, mas como verdadeiros Tradicionalistas, combatendo todas as  ações direcionadas à corrupção do Tradicionalismo e da autenticidade da Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil!

Autoria: José Itajaú Oleques Teixeira
ONTGB - OBSERVATÓRIO NACIONAL DO TRADICIONALISMO GAÚCHO BRASILEIRO

* BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos do Rio Grande!

............................................................................
Untitled Document