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Vilson Schmitt:
Tradicionalismo Moderno

 

27/05/2007 15:59:08
BARBOSA LESSA: O GRANDE IDEALIZADOR DO PRIMEIRO CTG!
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Luiz Carlos Barbosa Lessa nasceu no meio rural, na Chácara Boa Esperança, nos arredores de Piratini, a 13 de dezembro de 1929. Alfabetizou-se em sua terra natal e completou seus primeiros estudos no Ginásio Gonzaga, em Pelotas. A essa época já escrevia sobre fatos históricos do Rio Grande, compunha temas regionais em seu violão, formava grupos artísticos e fundava jornalzinho estudantil. Na década de 1940, no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, Lessa terminava o Curso Clássico, concluindo, depois, a Faculdade de Direito da URGS. Integra a vida jornalística rio-grandense, escrevendo como “free-lance” para vários órgãos e revistas brasileiras. No ando de 1947, encontra-se com Paixão Côrtes, também estudante do “Julinho”, e com mais alguns colegas forma a frente do Departamento de Tradições Gaúchas, órgão estudantil que inspirou a fundação do 35 Centro de Tradições Gaúchas, em 1948. Barbosa Lessa foi o grande idealizador do primeiro CTG surgido. Depois de rico levantamento de pesquisa folclórica sobre danças e temas gauchescos, feito com Paixão Côrtes pelo interior do Rio Grande do Sul e países vizinhos, Lessa viajou para São Paulo, onde se estabeleceu por 20 anos. Desenvolve intensa atividade publicitária; cria grupo artístico e monta peças teatrais folclóricas; produz programas para TVs; faz exposições sobre arte popular brasileira; publica livros sobre temas gauchescos, destacando-se “Os Guaxos”, romance premiado pela Academia Brasileira de Letras; compõe músicas para festivais e atua na área fonográfica. Retorna ao Rio Grande ao final da década de 70. E, no governo de Amaral de Souza, atua como Diretor de Cultura, da Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo, onde mais tarde foi Secretário Titular dessa mesma Pasta. De sua idéia nasceram os “Pólos Culturais” do Estado e se inaugura a Casa de Cultura Mário Quintana. Integra a Academia Rio-Grandense de Letras e é membro de inúmeras entidades literárias. Aposentado do Estado, Barbosa Lessa viveu até a data de seu passamento, aos 11.03.2002, no seu belo sítio ecológico da “Água Grande”, no interior do Município de Camaquã-RS, industrializando erva-mate, escrevendo para jornais, produzindo mais e mais livros e, com a sua esposa Nilza, cuidando de temperos aromáticos para a gastronomia gaúcha. (PAIXÃO CÔRTES, João Carlos. Tradicionalismo Gauchesco – Nascer, Causas & Momentos. Caxias do Sul: Editora Lorigraf, 2001, p. 18)

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  Autor: João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes
  Observações: O texto, naturalmente, não reproduz toda a vida e obra de Barbosa Lessa nem abrange a totalidade da sua imensa contribuição dada à valorização, ao culto, à preservação e à divulgação da Cultura Gaúcha. No entanto, este artigo de Paixão Côrtes é de suma relevância para informar aos prezados leitores de quão elevado foi o espírito desse ilustre gaúcho tradicionalista, o heróico e para sempre reverenciado Luiz Carlos Barbosa Lessa: um dos mais eméritos filhos do nosso Grande Rio Grande do Sul!

 
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17/03/2009 14:48:17 Mauro Reis Guaracy JUnior - Senador Canedo / GO - Brasil
Queria saber como faço para encontrar a letra de Entrevero no Jacá. Quem tiver, por favor mande para mauroguaracy@hotmail.com. Desde já, agradecido.
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13/09/2008 21:16:52 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Guilherme. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, respondemos-te: sem dúvida que sim. Barbosa Lessa, que se autodenominou como um Homem das Letras, não era de pilchar-se à gaúcha, como Paixão Côrtes, mas a sua contribuição, tanto para o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado como para o resgate do Folclore Sul-rio-grandense foi de uma importância imensurável. Naturalmente que a sua obra não é toda ela tradicionalista gaúcha. Contudo, na literatura do grande idealizador do primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul – o 35CTG, de Porto Alegre, fundado aos 24.04.1948 -, e grande incentivador da realização do Primeiro Congresso Tradicionalista Gaúcho - ocorrido na cidade de Santa Maria, em 1954 -, estão, dentre outras, as seguintes obras literárias tradicionalistas: Caráter Cíclico do Tradicionalismo; O Sentido e o Valor do Tradicionalismo Gaúcho (Tese aprovada pelo MTG-RS, no ano de 1954, e uma das bases sociológicas do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado); Manual de Danças Gaúchas, resultado das suas pesquisas folclóricas, junto com Paixão Côrtes (1950-1952), quando percorreu o interior do Rio Grande do Sul; Antologia Ilustrada do Folclore Brasileiro – Estórias e Lendas do Rio Grande do Sul (1960); e clássicos da música regional gaúcha, gravadas em disco nos anos citados e em outras épocas, como Negrinho do Pastoreio (1953), Me dá um mate (1953), Carreteiro (1953), Rancheira de Carreirinha (1961), Aroeira (1961), No bom do baile (1961); Canção do Tropeiro (1961), Andarengo (1962), Milonga do Bem Querer (1969), Quero-Quero (1956), Levanta Gaúcho e Hino Tradicionalista (1998). Portanto, prezado Guilherme, Barbosa Lessa pertence, sem qualquer dúvida, à literatura tradicionalista gaúcha sul-rio-grandense. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
13/09/2008 09:20:12 Guilherme Araujo da Silva - Mostardas/Solidão / RS - Brasil
Gostaria de saber se Barbosa Lessa pertence à literatura tradicionalista.
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