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No meio dos Quatro Ventos

 

28/11/2005 23:37:01
A EXPLORAÇÃO COMERCIAL-TURÍSTICA DA TRADIÇÃO DO RIO GRANDE!
 
Carnavalescos no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro: cavalos de isopor
em meio aos inúmeros Parceiros de Campo dos Gaúchos do Rio Grande,
presentes em todos os Desfiles Farroupilhas do Estado Garrão-sul do Brasil!
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É um dever do Estado do RS, do Povo Sul-rio-grandense e do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro preservar e corretamente divulgar o Patrimônio Sociológico-tradicional Sul-rio-grandense, especialmente durante as comemorações da Semana Farroupilha, a Maior Festa Popular do Rio Grande do Sul. Mas, ao passar por Porto Alegre, na ida de Natal-RN para Caçapava do Sul-RS, com o fim de participar dos festejos da Semana Farroupilha de 2004, um vivente aproveitou para fazer uma visita às lojas de artigos gauchescos da Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros: Porto Alegre. E ao procurar por uma bombachaa calça larga dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, com cós largo e sem alças -, para sua surpresa não encontrou uma sequer. Por outro lado, uma grande quantidade de calças estreitas, de fabricação argentina, quase todas de uma única cor e de um só tipo de tecido, com uma bandeirinha do Brasil exposta junto ao bolso, enchiam as prateleiras de todas aquelas casas comerciais intituladas de Empórios da Tradição do Rio Grande. Para completar esse quadro obscuro de incoerências regionalista-tradicionais gaúchas sul-rio-grandenses, uma dessas lojas presenteou o xiru com um chaveiro promocional, metálico - e defeituoso -, no formato de uma bota de caubói. O gaúcho percebeu, então, que as coisas haviam mudado, em muito e para pior, no seu Rio Grande do Sul. Depois, no mês de dezembro, retornando novamente ao Sul do Brasil, o vivente aproveitou para realizar uma cobertura fotográfica do Festival Teixeirinha, nas dependências do 35 CTG, de Porto Alegre, para o então Diário Digital Bombacha Larga, antes de seguir para a Reunião da Família Oleques Teixeira, em Sant’Ana da Boa Vista-RS. E ali, naquele precursor Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul, a primeira Entidade Tradicionalista Gaúcha Brasileira fundada para o culto, o zelo, a defesa, a preservação, retansmissão e adequada divulgação das antigas, campeiras, regionais, autênticas, Tradições dos Antepassados Gaúchos Pampeanos Sul-rio-grandenses, o índio presenciou grupos musicais gaúchos se apresentando no palco daquele Santuário da Tradição dos Gaúchos Brasileiros com os seus integrantes trajando calças em vez de bombachascintas urbanas no lugar das guaiacas sul-rio-grandenses, sem lenços de pescoço ou com lencitos pretos, estampados, viradoscamisetas de mangas curtíssimas e em cores berrantes, com chapéus não tradicionais, countries, e uma performance mais indicada para grupos baianos de Axé do que para grupos musicais verdadeiramente gauchescos. Sabe-se que as grifes que patrocinam esses grupos, por meio dos contratos de suas gravadoras e dos patrocinadoras desses eventos, exigem que seus integrantes promovam suas modas em busca do almejado retorno econômico-financeiro. Entretanto, em nome do devido respeito ao MTG Brasileiro e à sua Filosofia de Atuação, às suas Entidades Culturais Tradicionalistas filiadas, ao Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, às antigas Tradições Regionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, todos os músicos dessas bandas que se utilizam da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense como meio de sobrevivência artística, deveriam retirar de seus baús aqueles mesmos trajes típicos e tradicionais utilizados nos seus primeiros trabalhos para, humildemente e com orgulho até, apresentarem-se adequadamente pilchados nos palcos dos CTGs, em respeito às suas próprias origens, às autênticas Tradições do Rio Grande, às Diretrizes Culturais do MTG e ao público tradicionalista presente nos eventos em que eles aceitam se apresentar. E aos senhores Tradicionalistas dessas Entidades Culturais do MTG Brasileiro não caberia outro procedimento. No entanto, lamentavelmente, muitas das Entidades Culturais filiadas ao Tradicionalismo organizado, as quais deveriam cumprir as orientações contidas nos Estatutos Sociais e na Carta de Princípios do MTG, passaram a realizar Domingueiras e Bailões Comerciais com grupos desse nível, em nada tradicionais e tradicionalistas. Assim agindo, passaram todos a contribuir negativamente para uma crescente descaracterização desse Movimento Cultural Regionalista-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense, o qual nasceu justamente para a afirmação da Identidade Cultural Gauchesca e a preservação da autenticidade das Antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. E para piorar essa triste situação vivenciada hoje no MTG do Brasilalgumas Entidades Tradicionalistas ainda contratam grupos dessa estirpe para abrilhantarem seus Bailes Farroupilhas, sem exigir-lhes o correto uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS e a execução da verdadeira Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, com conteúdo moral, ritmo e compasso musical adequadodeterminando-lhes cláusulas restritivas nesse sentido. Não é de hoje que Conselheiros do MTG e membros de algumas Patronagens de CTGs compactuam com as músicas sertanejas, os ambientes escuros das boates, as estridentes guitarreadas, o som em volume insuportável e incompatível com o verdadeiro Fandango Gaúcho Tradicionalista e as descaracterizações da típica e tradicional indumentária regional dos gaúchos sul-rio-grandenses. E nos diversos Eventos Tradicionalistas Gaúchos, quando alguns desses Tradicionali$ta$ de Oca$ião defendem a inobservância dos regulamentos, das convenções sociais e das diretrizes aprovadas no MTG Brasileiro, em consonância com a Carta de Princípios Tradicionalistaspara em nome de seus interesses individuais, pessoais, passarem a assassinar as centenárias Tradições dos Gaúchos do Rio Grande, desvirtuando os usos e os costumes tradicionais dos campeiros do Estado Garrão-sul do Brasil, encontram, ainda, eco nessas suas blasfêmias culturais. E diante dos mais variados interesses, dentre eles o comercial e o eleitoreiro, o Tradicionalismo parece não mais se socorrer nem do velho e recomendável bom senso. Sabemos, contudo, dentre outros despropósitos, que o grande incentivo para quePrenda Gaúcha Brasileira passe a usar a bombacha - um traje essencialmente masculino - em vez do tradicional e feminino Vestido de Prenda, não é despropositado. Afinal, a moda invasora dos mercadistas sem fronteiras não poderia vender calças jeans, lencitos floriados, camisas pretas e de coloridos fortes, cintas urbanas, guaiacas porchetão freio de ouro e rastras platinas, botinhas Texas e chapéus de caubói para as Tradicionalistas Gaúchas se elas continuassem a usar a regionalista, antiga e tradicional indumentária da mulher gaúcha brasileira do séc XIX. Para eles não deve persistir no MTG o respeito à fidelidade dos autênticos usos e costumes gaúchos tradicionais dos Pampeanos do Rio Grande. Também não é de valde que tentam trocar o nosso histórico lenço maragato ou chimango por lencitos floriados, pretos, virados, escondidos, folclóricos, exagerados, triangulares, à meia-espalda; a nossa centenária bombacha - calça larga - por eslaques texanos; e a nossa tradicional bota de cano alto, russilhonapor botinhas à meia-canela de outras procedências. Além disso, no ano de 2005 o próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul encarregou-se, infelizmente, de estar à frente de todos os despautérios observados durante os festejos da Semana Farroupilha. O que se viu foram desfiles carnavalizados, embonecados, copiados das paradas norte-americanas, e com distribuição de chapéus claros, countries, chaparral, ao público assistente da Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros. Com temas que desfocaram os principais motivos das comemorações da Semanda e do Desfile Farroupilhaatendendo mais aos interesses políticos, financeiros, comerciais e turísticos que rondam a Cultura Regional Gaúcha do Rio Grande do Sula Comissão Estadual da Semana Farroupilha e o MTG/RS só contribuíram para o esquecimento dos Feitos Heróicos dos Farroupilhas e dos seus ideaiscujos valores deveriam ser enaltecidos junto ao povo presente naquele evento histórico, oficial, cívico e tradicional do Rio Grande do Sul. Esses acontecimentos, aliados a outros não menos aviltantes às autênticas Tradições Gaúchas Sul-brasileiras, verificados no Estado do RS, serviram apenas para revelar ao mundo o atual nível de exploração da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, herdada dos valorosos e heróicos antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, pelos globalizados interesses da Nova Ordem Mundial. Cultura Gauchesca esta a ser, especialmente na Semana Farroupilha, preservado e corretamente divulgado para o Brasil e o mundo, por uma questão de dever cívico e cultural, quer seja pelo Estado Sulino, pelos Sul-rio-grandenses e, principalmente, pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Estado Garrão-sul do Brasil!

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13/08/2009 18:52:04 ana pereira de melo - pb / PB - Brasil
Projeto Raiz.
Sítio: baixa larga
12/07/2009 16:53:12 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Prezado Paulo Ricardo. O sítio Bombacha Larga agradece as honrosas visitas e mais um importante comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Concordamos com esse missivista que para alguém aprender o que é a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul não precisa estar em um CTG. Contudo, em sendo um dos fins culturais do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado preservar o Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul, é no interior das suas Entidades Culturais Tradicionalistas filiadas - algumas delas, infelizmente, hoje transformadas em Bailões Comerciais, em Rodeios do Mercosul ou em “Rodeos Country-barretanos” – que a juventude urbana poderá - ou poderia - cultuar, zelar, defender, preservar e corretamente divulgar, para o mundo, as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, as quais não foram formadas na linha fronteiriça do Estado, com acentuada influência espanhola, mas na região de todo o Pampa do Rio Grande do Sul. E além de ser um direito de todos os cidadãos gaúchos - tanto dos sul-rio-grandenses como dos demais gaúchos de espírito, oriundos de qualquer lugar - obter esse conhecimento e cultuar essa riqueza regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense também é, ou deveria ser, um dever de todos os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros - sejam eles integrantes do Tradicionalismo organizado ou não -, contribuindo para essa Tradição, isto é, para essa retransmissão, de pais para filhos, dos usos, costumes e demais aspectos do acervo cultural regionalista-tradicional recebido dos antepassados gaúchos do Interior Pampeano do Estado Garrão-sul do Brasil, de forma espontânea, contínua e preservada desses modismos comerciais, oriundos dos mercados sem-fronteiras que deturpam, alteram, substituem, modificam, "integram" e corrompem o Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense com fins meramente econômico-financeiros, comerciais, eleitoreiros. É com esse adequado conhecimento cultural regionalista que todos saberão que chimarrão – o mate cevado sem açúcar - é o mate-amargo dos gaúchos do Rio Grande, e que mate é o chimarrão dos “gauchos platinos”, sendo este vocábulo no Rio Grande do Sul, especialmente na fronteira, um sinônimo de chimarrão por influência daqueles vizinhos; que as modas dos discos do mercado musical são patrocinadas por mercados como o Mercosul, o Crioulista-texano dos comerciantes de cavalos de toda procedência e o Country-texa-sertanejo, não representando a autêntica Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros; que a “rastra” é platina e a cinta é citadina, ambas não sendo do uso tradicional dos Campeiros do Rio Grande; que a guaiaca é o cinturão do gaúcho sul-rio-grandense, obrigatoriamente com suas respectivos bolsas; que as boinas coloridas não são tradicionais nem do Rio Grande nem dos países platinos; que os lenços floriados masculinos não têm qualquer base na sociologia regionalista-tradicional sul-rio-grandense; que as indumentárias e os eventos campeiros dos “crioulistas” nada têm a ver com a verdadeira Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, mas com as marcas e os interesses comerciais do globalizado mercado Freio de Ouro, importado a partir de 1993 por influência texana; que ser Tradicionalista é preservar, com fidelidade, a Herança Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense recebida dos bisavós, avós e pais, sem a necessidade de haver nascido no campo ou ter a posse de terras, cavalos ou gado; e que muitos gaúchos da capital e até de outros estados e outros países cultuam, zelam, preservam, defendem, retransmitem e melhor divulgam os lenços históricos, a encilha com o pelego grande e o encordoamento de couro, sem pratarias; o chapéu de feltro típico, copa baixa, tapeado na testa, escuro; a guaiaca, isto é, o cinto com bolsas para o relógio, as moedas e o dinheiro em papel; a bombacha, ou seja, a calça larga sem alças no cós e sem bolsos traseiros, dos pampeanos do Rio Grande; as botas de cano alto, russilhonas; as camisas sóbrias de mangas longas e em cores claras, neutras, dentre outros aspectos regionalista-tradicionais e nativos do Estado do Rio Grande do Sul. Portanto, prezado Paulo Ricardo, não nos parece que a região da Fronteira e seus campeiros esteja assim tão imune a todos esses imensos interesses comerciais, oriundos daqueles que querem ganhar dinheiro com a Fusão Cultural Regionalista de todo o Cone-sul América; que os fronteiriços, mesmo os “Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros” dos CTGs, estejam resistindo à invasão do Tradicionalismo pelos interesses mercadistas dos “crioulistas”, dos “mercosuristas”, dos "texanos country-sertanejos", todos patrocinados pela globalizada política da Nova Ordem Mundial, e dos intere$$e$ eleitoreiros dos políticos locais, que tudo misturam a a todos compram com recursos públicos, mediante um único fim: o do voto financiado pelas contribuições desses mercados. O que tem sido divulgado para o mundo, pelas imagens que a mídia revela nas últimas décadas, é justamente o contrário. Seja no campo ou na cidade, muitos "gaúchos" do Rio Grande do Sul, pelas suas atuais e modistas indumentárias e seus novos e importados estilos, podem ser identificados como verdadeiros uruguaios, argentinos ou paulistas texanos, mas jamais como legítimos representantes dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas a esse prezado Vivente colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
12/07/2009 00:10:46 Paulo Ricardo da Luz Gonçalves - Bagé / RS - Brasil
Concordo em parte, com o que foi dito, pois na região da fronteira, o vestuário gaúcho não mudou! o verdadeiro homem do campo, e fronteiriço nunca precisou de ctgs, nem de manuais para aprenderem o que é tradição, aqui se forja o gaúcho no lombo de cavalo , junto com o pai ou avô, em lides de campo! o que foi referido, serve para aqueles "gaúchos de fim de semana" moradores de capital,gaúchos de CTGs, tomadores de "chimarrão" ao invés de "mate", inventam modas , aqui na região da campanha nada disso ocorre, concordo em relação a largura da bombacha, essa está estreita , fora isso o que mudou foi a qualidade e diversificação de marcas!!!!
Sítio: *****
29/04/2008 21:54:09 claitoncamacholeivas - gravatai / RS - Brasil
Sou um tradicionalista conservador. Eu acho que umas das coisas que tem que mudar são os desfiles. Aliás, voltar ao que era antes, porque os desfiles de hoje em dia estão parecendo mais um carnaval, o que não poderia acontecer, ou seja, ter aqueles carros alegóricos, pois fica muito ridículo. O que fazia diferença nos Desfiles Farroupilhas de antes era a gauchada ir nos acampamentos e fazer o encerramento com seus cavalos, suas carroças e carretas, com o diferencial como o de fazer um churrasco em cima de um caminhão com um fandango... Mas, fazer carros alegóricos é mais uma cópia, sem cultura, dos carnavais do Rio e Sampa...
Sítio: *****
03/01/2008 21:46:15 Virginia Strapazzon - rondonopolis / MT - Brasil
Parabéns!!! Faço de sua indignação a minha... pois passei por situação semelhante quando procurei um traje completo para meu sobrinho e afilhado, que iria fazer um evento no CTG em Cbá, para arrecadar fundos para a formatura de Agronomia, a qual planejou e sonhou se vestir como tal, por ser descendente de gaúchos... Um grande abraço!
Sítio: *****
05/11/2005 10:44:20 Iasline
ADOREI ESSA FOTO. OS CAVALOS SÃO LINDOS. BOM, QUEM FEZ DEVE TER LEVADO UM TRABALHÃO. MAS VALEU A PENA...BJS
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