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Conjunto Farroupilha:
Canção do Gaúcho

 

15/11/2005 15:40:03
A SANTA CRUZ DE TODOS OS AMIGOS, NO ENART 2005!
 
Abertura do ENART 2005, em 12.11.2005 - Foto: Inor Assmann
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Cerca de seis mil pessoas prestigiaram a cerimônia de abertura que evidenciou o valor da amizade, fez das danças um patrimônio cultural e emocionou muitos gaúchos. As tradições farrapas são chamas que jamais se apagarão. Assim como uma das principais características do povo do Sul: a amizade. Sabe bem disso quem foi ao Ginásio Poliesportivo na noite desta sexta-feira para prestigiar a abertura oficial da fase final da 20ª edição do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart). Saiu de lá certo de que um amigo vale mais do que dinheiro, sucesso e fama. Eram cerca de 20h30 quando o evento que marca o início da etapa decisiva do maior festival artístico-cultural da América Latina começou a se desenrolar. De forma arrastada, com os discursos das autoridades que não conseguiam mexer com os brios da gauchada que lá estava. A exceção ficou por conta da intervenção do deputado estadual do PDT, Osmar Severo, que quase chorou ao falar ao público. Porém, antes de chegar ao microfone, ele teve seu projeto de lei 189 – que torna as danças tradicionais um patrimônio cultural do Estado – sancionado pelo governador Germano Rigotto. O ato foi testemunhado pelas cerca de seis mil pessoas que lá estavam. Peões e prendas dos mais variados recantos do Rio Grande do Sul que passaram a se emocionar de forma mais intensa quando os discursos cederam lugar às apresentações e homenagens. O reconhecimento teve um nome: Cyro Dutra Ferreira. Ex-conselheiro vaqueano e benemérito do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), ele foi um dos fundadores do histórico Grupo dos Oito ou Piquete da Tradição. Morreu este ano vítima de câncer. A lembrança veio em forma de declamação. Afinal, foi por meio da determinação de Ferreira e de seus amigos que o sonho do fortalecimento das raízes se tornou real. “Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo”, afirmou a maior amiga dele em vida, dona Cira, 75 anos. Com ela, o Tio Cyro, como era mais conhecido, foi casado por 54 anos. “E bem”, garante a viúva do homem que viveu pela tradição e pela inserção cada vez maior dos jovens no meio tradicionalista. Parece ter cumprido sua missão. Na noite desta sexta-feira, muitos eram os adolescentes e crianças que prestigiavam a abertura. Alguns fizeram parte dela de forma direta. Caso dos três amigos Yuri Fernandes, 7 anos, Gabriel Calniski, 3, e Matheus Romero Ritzel, 6. PAISANOS – Colegas da Escola Municipal Vidal de Negreiros, eles ajudaram a entoar a canção Amigos para sempre. Foram na carona do quarteto de cantores formado por Andreia Sacool, Fabiana Bertagnoli, Leandro Custódio e Júnior Benaduce. “Eu participo porque gosto disso tudo”, dizia o pequeno Gabriel, sobre o tablado de apresentações, enquanto as lágrimas corriam no rosto de muitos que estavam na arquibancada. Na verdadeira multidão de paisanos não havia espaço para diferenças. Para o orgulho, sim. “Ah, eu sou gaúcho, ah, eu sou gaúcho”, gritavam todos em uma só voz depois de a música parar. No centro do ginásio uma chama acesa em um candeeiro estilizado insistia em não se apagar. Era o fogo da tradição, da entrega, da amizade. (Nero Setúbal, Gazeta do Sul, Santa Cruz do Sul-RS)

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