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Paixão Côrtes:
Prece ao Minuano,
de Telmo de Lima Freitas

 

18/11/2005 13:42:21
TRADIÇÃO OU DETURPAÇÃO REGIONALISTA-TRADICIONAL DO RS?
 
ENART 2005: 20. Encontro de Artes e Tradição
dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do RS!
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De acordo com os Estatutos, os Regulamentos, as Diretrizes e a Filosofia de Atuação Cultural do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, prevista na sua Carta de Princípios, todos os Fins Institucionais Tradicionalistas estão voltados para as ações de culto, cultivo, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação, para o mundo, das autênticas Tradições Regionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. No entanto, por falta de informação muitos novatos no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro acabam por deturpar os usos e os costumes tradicionais, antigos, dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil. Contudo, aqueles que se propuseram a integrar o MTG Brasileiro organizado hão de estar conscientes de que Fazer Tradição do Rio Grande do Sul é cultuar, cultivar, defender, zelar, corretamente divulgar e, principalmente, efetivamente preservar e retransmitir o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. É preciso, portanto, que os integrantes do Tradicionalismo desenvolvam o necessário senso crítico no sentido de diferenciar o que é imposição comercial de hoje daquilo que consiste, verdadeiramente, a antiga e regional Tradição advinda dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul. Com Consciência Tradicionalista qualquer indivíduo será capaz de identificar as Incoerências Regionalista-tradicionais Sul-rio-grandenses e as Impropriedades Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras, verificadas  nos dias atuais no MTG do Brasil. No uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, prevista na lei estadual do RS 8.813/89, fácil é se ver aberrações como a dos lencitos de pescoço virados no estilo Jacques Leclair, e das camisas em cores escuras, fortes, berrantes, uma vez que estas não são as camisas da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense. Na Tradição Regional recebida dos Interioranos do Pampa Sul-brasileiro, repassada de pais para filhos, pelo tempo, de forma espontânea, contínua e preservada, a cor preta sempre fora usada apenas para os casos de luto. Os lenços de pescoço estampados e de cores diversas das previstas nas Diretrizes do Tradicionalismo para o Uso da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense Masculinavirados para o lado, para trás, triangulares, folclóricos, exagerados, por fora do pescoço ou com pontas escondidas por debaixo da camisa, contrariam a História, os usos e os costumes regionalista-tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses. Os chapéus claros, chaparral, countries, de couro, com abas laterais viradas para cima e aba frontal caída, com copa alta ou no estilo "polícia-montada do Canadá"; o uso das boinas coloridas de outras procedências; o uso de coberturas à cabeça no interior dos ambientes, dentro dos salões de baile e demais recintos fechados, cujo ato contraria a antiga, a tradicional convenção social dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, os quais, por tradição e educação, sempre descobriram a cabeça nos ambientes cobertos, uma vez que razão alguma há para que um peão gaúcho mantenha sua cabeça com cobertura debaixo de um teto, pois ali não há nem sereno nem chuva nem sol; as cintas urbanas, as "rastras" platinas e as guaiacas porchetão freio de ouroem vez da guaiaca gaúcha sul-rio-grandense, o cinturão típico da Tradição Regional do Rio Grande do Sul; as calças justas, as quais não se confundem com a bombacha, cujo vocábulo etimologicamente significa calça larga, sendo esta a peça da indumentária gaúcha tradicional oriunda do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado na região do Pampa Sul-brasileiro, onde se formou toda a Tradição Gaúcha Brasileira, tudo isso está a ser modificado, substituído, deturpado, "integrado", corrompido pelos interesses mercadistas e seus modismos comerciais sem fronteiras culturais, ofensivos à autenticidade da Cultura Regionalista-tradicional dos Gaúchos do Rio Grande do Sul. O Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é - ou deveria ser - preservacionista, conservadorista da Cultura Gauchesca Nativa do Pampa Sul-brasileiro. Assim, são Deturpações Regionalista-tradicionais Sul-rio-grandenses o uso de túnicas militares, das camisas pretas e de cores fortes, berrantes, como a vermelha, a verdão, a azulão, a amarelão e outras; as combinações de cores da pilcha do peão com a saia ou o vestido da prenda. A Tradição Gaúcha a ser cultuada no MTG Brasileiro é a originada do Pampa Sul-rio-grandense, formada pelos antigos habitantes do interior pampeano do Rio Grande doo Sul. Estes, reconhecidamente comedidos e recatadosnunca usaram as cores fortes, preferindo a sobriedade, as mais claras, como bem demonstram os estudos folclóricos e os registros histórico-literários brasileiros, desde a Era da Bombacha (1870). A Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul não deve, ainda, ostentar as cores nem as insígnias das bandeiras do Estado Sulino ou do Brasil; nem o Tradicionalista Gaúcho Brasileiro deve usar os barbicachos em plástico brilhante ou com correntes metálicas; nem tiradores com pinturas e penduricalhos; nem as botas brancas ou de coloridos diversos das convencionais pretas, beges e marrons; nem as camisas fulgurantes, brilhosas, de cetim, mangas fofas, com gola de padre; nem as calças corridas, estreitas, os eslaques com alças no cós e bolsos traseiros; nem as bombachas coloridas, plissadas, os conjuntos pretos (no estilo zorro, de quem, pelo extremado luto, parece ter acabado de perder toda a família em um desastre!); nem as faixas uruguaias, argentinas, paraguaias ou chilenas, uma vez que o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro visa a conservação e a preservação daquilo que é próprio, antigo, tradicional, do Pampa do Rio Grande do Sul, e não do que é do uso ou do costume dos países vizinhos de formação espanhola; nem as camisetas ou as camisas com as mangas arregaçadas, as alpargatas e a faca à cintura, em eventos sociais, como os fandangos e as solenidades tradicionalistas; nem os casacos, os jalecos ou as blusas tipo-campeira, com adornos de favos-de-mel ao longo das mangas; nem os procedimentos pessoais em nada tradicionalistas de dançar maxixe, lambada, tchê music, forró ou qualquer outro ritmo musical que não tenha o compasso e o conteúdo moral da Música Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul, no interior dos CTGs - Centros das Antigas e Regionais Tradições do Rio Grande do Sul - e demais Entidades Tradicionalistas filiadas ao MTG Brasileiro organizado. Essas e outras Incoerências Regionalista-tradicionais Sul-rio-grandenses e Impropriedades Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras são verdadeiros atentados praticados contra o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Essas são deturpações culturais que configuram um grave crime de lesa-cultura gaúcha sul-brasileira. Essas e outras Aberrações Regionalista-tradicionais Sul-rio-grandenses podem ser evitadas com a necessária, por imprescindível, Educação Tradicionalista. Desnaturações Tradicionais como essas não devem ser praticadas no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizadoPois elas estão a contrariar a todos os Estatutos, os Regulamentos, as Diretrizes Culturais e a própria Filosofia de Atuação de MTG Brasileiro, contida na sua Carta de Princípios, base para todos os seus objetivos e fins institucionais de culto, cultivo, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação, para o mundo, das autênticas, antigas e regionais Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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18/04/2010 15:04:09 Pedro Ricardo - Porto Alegre / RS - Brasil
Vocês estão com toda a razão. O que podemos esperar, quando num programa gaúcho de uma grande emissora de porto alegre seus apresentadores aparecem daquela forma na TV. Não entendo como uma pessoa estudada, como é um deles, tem a coragem de vestir aquilo que eles, e somente eles, chamam de pilcha. Alguma coisa deve ser feita, enquanto há tempo. É uma questão cultural séria. Sempre cito a questão das roupas típicas dos alemães e italianos, pois elas são da mesma forma, não sofreram alterações e nem eles permitiriam tal fato. Fico triste e envergonhado quando vejo pessoas de idade vestindo estas modernidades, pois eles deveriam dar o exemplo às futuras gerações.
Sítio: *****
24/11/2005 22:21:40 José Itajaú Oleques Teixeira
Prezado Zatti. O sítio Bombacha Larga agradece a tua importante participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Somos obrigados a discordar do teu respeitável comentário. Se estamos, hoje, copiando o que é dos outros e perdendo a nossa identidade é justamente porque não houve a preocupação para com a preservação dos autênticos usos e costumes gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Deu no que deu: modismos e exploração comercial deturpando-os, substituíndo-os, corrompendo-os. Quanto à bombacha, a "muito estreita" é uma imposição comercial chegada em 1993 por meio dos convênios firmados entre "crioulistas" e texanos. A estreita, esta continuará sendo um uso regionalista da Região da Serra do Rio Grande do Sul, por influência dos antigos birivas paulistas e dos imigrantes italianos chegados à região, mas não representivo da Tradição Gaúcha do RS, oriunda do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, constituído pelo Pampa Sul-brasileiro. Quanto ao lenço, sem dúvida que o mesmo não deve ser usado como pala. Quanto à cor, o estampado, historicamente não foi tradicionalmente usado no Rio Grande. É uma influência da moda sem fronteiras do mercado "mercosurista-texano", sendo o uso do mesmo repelido nas Diretrizes Culturais do MTG-RS para o uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino. Quanto à bombacha plissada, igualmente, por não ser tradicional, mas outra das invenções modistas de alguns estilistas, por esse motivo não é ela acobertada pelas referidas normas tradicionalistas. Por todo o exposto, acreditamos que o artigo está, sim, fundamentado. Cremos que todo o modismo comercial atenta contra o que é tradicional e, por isso mesmo, necessariamente antigo. E se é para se fazer Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, o requisito maior é a preservação das autênticas, antigas e campeiras tradições regionais do Pampa do Rio Grande do Sul, sob pena de não se cumprir adequadamente a missão institucional-estatutária: transmitir de pais para filhos, de forma preservada, o que recebemos de nossos antepassados gaúchos do Pampa Sul-brasileiro. Agradecendo, mais uma vez, a tua importante colaboração, deixamos aqui as nossas Saudações Tradicionalistas e o nosso fraterno e cinchado quebra-costelas a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
17/11/2005 11:24:16 Carlosd Zatti
Gosto do Bombacha Larga, entretanto, não pode entrar de cabeça na rigidez da coisa, sem fundamento. Li o caso da bombacha: se for serrana, é estreita mesmo, assim como ela era usada para a lida campeira, ficando a mais larga como a domingueira. Lenço longo sim, mas não em forma de pala. Quanto à cor, temos que ver melhor e aprofundar o estudo. Bombacha plisada? sei não se na fronteira não era de uso!!! Verificar. No mais, assina o artigo. Saludos! Zatti - escritor - Curitiba
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