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Os Farrapos:
Marca do Pampa,
de Calico Ribeiro e Iedo Silva

 

30/11/2005 08:16:05
O MONARCA DAS COXILHAS DO RIO GRANDE DO SUL!
 
Gaúcho Sul-brasileiro: o Monarca das Coxilhas
do Rio Grande do Sul!
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O folclorista e escritor Dante de Laytano foi o fundador e presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, instalada no ano de 1948. Na década de 80 foi presidente da Academia Rio-grandense de Letras e da Academia Brasileira de História. Na sua obra Folclore do Rio Grande do Sul: levantamento dos costumes e tradições gaúcha, o autor nos ensina que 'Monarca das Coxilhas' é o tipo principal na literatura gauchesca do século XIX. Praticamente todos os autores tratavam desse tema. Oliveira Melo, que era filho de Desembargador de mesmo nome, é um exemplo disso. Formado em Direito pela Faculdade de São Paulo, tendo sido presidente da Província de Santa Catarina e deputado na Assembléia Geral Legislativa, quando abandonou a política passou a dedicar-se à vida do campo. Na sua obra Os Farrapos, publicada em 1897, o autor enaltece a vida irrequieta, as armas, representadas no laço e nas boleadeiras, e a força do gaúcho campeiro sul-rio-grandense. Assim Oliveira Melo refere-se ao Monarca das Coxilhas do Rio Grande do Sul: "Essa força é o trono firme do caráter gaúcho; franco porque não carece de refolhos quem tem a consciência e as provas da energia da própria individualidade; simples e ingênuo por essa consciência mesma, que desfaz as sugestões da astúcia e despreza as prevenções meticulosas; independentes e livre, porque a liberdade é a mais alta e imperiosa afirmativa da natureza humana, desenvolvida com desassombrada expansão fora do influxo corruptor de um meio social contrafeito e viciado". Outro grande escritor a utilizar-se do tema foi o Doutor José Antônio do Vale Caldre e Fião. Médico humanitário, escritor, deputado e jornalista, nascido em Porto Alegre aos 22.8.1813 e falecido em São Leopoldo aos 20.3.1876, foi presidente do Partenon Literário e precursor do Regionalismo Gaúcho Sul-rio-grandense, com obras como Divina Pastora e O Corsário. Já no ano de 1851, nesta última obra um de seus sonetos românticos tratava do assunto, provavelmente pela primeira vez, sob o título de Monarca da Coxilha, com os seguintes versos: "Nestes pagos sou muito conhecido, por ‘monarca’ de grande opinião, tenho fama por todo este rincão e por Deus que sou quebra destemido. E se houver algum mais presumido, que apareça esse grande quebralhão, que hei de pisotear-lhe no garrão e à rebenque levar esse atrevido. Sou ‘monarca’ e meio abarbarado, se me pisam no ponche já me esquento e saco o meu facão enferrujado. E por Deus que daqui me não ausento sem deixar um diabo codilhado e também já me corto que nem tento". No epílogo da obra citada, Dante de Laytano observa que a literatura regionalista cresce, multiplica-se e tem uma bibliografia rica e recomposta com assiduidade. Resta-nos esperar que a figura do Monarca das Coxilhas Sul-rio-grandenses continue a ser tratada conforme a autêntica e antiga Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, sem qualquer influência externa; e mantida como uma importante referência na literatura regional gaúcha sul-brasileira!

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