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Conjunto Farroupilha:
Pezinho - Chimarrita-balão

 

07/08/2005 08:12:46
AS DIRETRIZES PARA O USO DA PILCHA DOS GAÚCHOS BRASILEIROS!
 
A Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra dos Gaúchos do Brasil!
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Todos os povos têm sua indumentária regional, folclórica e tradicional; todos têm uma Identidade Cultural própria, específica, peculiar. Ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado cumpre zelar, preservar, retransmitir e corretamente divulgar a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul. A Lei Estadual/RS Nº 8.813, de 10 de janeiro de 1989, nos termos de seu art. 1º, oficializa como Traje de Honra e de uso preferencial no Estado do Rio Grande do Sul, para ambos os sexos, a indumentária denominada Pilcha Gaúcha. O parágrafo único do citado artigo estabelece que será considerada Pilcha Gaúcha somente aquela que, com autenticidade, reproduza com elegância a sobriedade de nossa indumentária histórica, conforme os ditames das diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG. De acordo com o que prescreve o art. 2º da referida Lei da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense, esta poderá substituir o traje convencional em todos os atos oficiais públicos ou privados realizados no Rio Grande do Sul. As Diretrizes do MTG/RS para o uso da Pilcha Gaúcha Tradicional do Rio Grande, portanto, devem estar compatíveis com o antigo, regional e tradicional Modo de Vestir dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, exaltando o uso da Bombacha e do Vestido de Prenda, por serem estas as peças mais representativos da Indumentária Tradicional dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Por isso, as recomendações para o uso dos Trajes de Época – os quatro trajes fundamentais, folclóricos, dentre eles o chiripá -, já referendados pelos 23º e 43º Congressos Tradicionalistas Gaúchos do MTG/RS, orientam no sentido de que eles sejam usados apenas nos momentos especiais do Tradicionalismo, como as mostras culturais e os concursos artísticos específicos dos festivais. Assim, os trajes anteriores a 1865 não devem ser usados em fandangos. Por serem apenas informativos das variadas e antigas formas de vestir dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, não podem eles ser considerados tradicionais do Rio Grande do Sul, uma vez que não foram repassados, de pais para filhos, até os dias de hoje. Essas são indumentárias históricas, de um passado distante e em completo desuso há quase um século e meio; algumas, inclusive, erroneamente consideradas como Pilchas Folclóricas dos Gaúchos Brasileiros. A Bombacha, prevista nas Diretrizes do MTG para o uso da atual Pilcha Tradicional do Rio Grande do Sul, deve observar as seguintes características próprias da Tradição Gaúcha Brasileira oriunda da região do Pampa Sul-rio-grandense: constituída de tecidos de brimnão confundir com jeans -, sarja, linho, algodão, oxford ou microfibra, sóbrias, em cores claras, escuras ou neutras, tais como marrom, bege, cinza, azul-marinho, verde-escuro, mas nunca em cores agressivas, vibrantes, vivas, fosforescentes, contrastantes, cítricas, berrantes, como a vermelha, a azul claro, a amarela, a laranja, a verde-limão, a lilás, a cor-de-rosaroxaanil, etc; com padrão liso, listrado pequeno ou xadrez discreto, cujo modelo tradicional apresenta-se sempre com o cós largo e sem alças, sem bolos traseiros, com dois bolsos na lateral e punho abotoado no tornozelo; com ou sem favos e com a largura compatível com a etimologia da palavra, cujo significado sempre foi, é e deverá continuar sendo, por Tradição, calça larga, e cuja largura jamais poderá ser tão estreita a tal ponto de ser confundida com uma calça comum, citadina, urbana, nem mesmo na região da Serra, onde a bombacha, por influência dos birivas paulistas e dos imigrantes chegados à região, restou um pouco mais estreita, mas não excessivamente estreita; e com o uso sempre por dentro das botas. Por não ser da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, as bombachas plissadas nunca devem ser usadas pelos gaúchos brasileiros. Já o Vestido de Prenda deve ser inteiro ou cortado na cintura; com barra de saia no peito do pé, corte godê, meio-godê, franzido com ou sem babados; com mangas longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindo-se pequenos babados nos punhos, sendo vedado o uso de mangas boca-de-sino ou tipo morcego; se tiver decote, este deve ser bem pequeno, sem nunca expor ombros e seios; com enfeites de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, transelim, crochê, nervuras, plissês, favos, sendo permitida pintura miúda, com tintas para recidos; mas não se deve usar pérolas e pedrarias, assim como dourados, prateados e pintura à óleo e demais tintas ou purpurinas; com tecidos lisos ou com estampas miúdas e delicadas, de flores, listras, petit-poa e xadrez delicado e discretos, podendo ser usados tecidos de microfibra, crepes, oxford, não sendo permitidos os tecidos brilhosos ou fosforescentes, transparentes, slinck, lurex, rendão e similares; com cores harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se contrastes chocantes; nunca se usa a cor preta (luto), e a branca apenas para casamentos ou trajes de pagens; nem se deve usar as cores da bandeira do Brasil, as do Rio Grande do Sul, e as combinações destas, ou as cores do vestido e deste com a pilcha do peão; para a categoria mirim não se usa cores fortes, como marrom, marinho, verde escuro, roxo, bordô, pink, azul forte; nesta usa-se o Vestido de Prenda com saia de armação leve e discreta, na cor branca e com o comprimento inferior ao do vestido, evitando-se o excesso de armação, o qual caracteriza o chamado repolhão, este uma grave incoerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense e uma grande impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira; com bombachinha de tecido na cor branca, com enfeitas de rendas discretas, abaixo do joelho, e meias longas de cor branca ou bege, que permitam ocultar a nudez das pernas; com sapatilhas de salto 5 ou meio-salto, com tira por sobre o peito do pé e que abotoe no lado de fora, nas cores preta, marrom - nos seus vários tons - ou bege, não sendo permitido com a Pilcha Gaúcha Feminina o uso de sandálias, sapatos abertos e especialmente os de salto alto, por uma questão de tradição e até de segurança das dançarinas e dançarinos, durante os fandangos ou as apresentações artísticas. E completando a figura da  Prenda Gaúcha Tradicionalista, esta poderá apresentar-se com os cabelos soltos, semi-soltos, presos ou em tranças, podendo ser enfeitados com flores naturais, artificiais ou com um pequeno passador (travessa), pelas prendas adultas e juvenis, mas sem brilhos ou purpurinas, sendo o uso de plástico inadequado. E quanto às prendas mirins, estas não usam flores nos cabelos; e a maquiagem deve ser discreta e de acordo com a faixa etária da prenda e o momento social. Preservar o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul é um dos princípios da Filosofia de Atuação do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, a ser concretizado por todos: Tradicionalistas Gaúchos e Entidades Culturais filiadas ao MTG Brasileiro. A Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, portanto, faz parte da História e da atual Tradição Regional do Estado Garrão-sul do Brasil. Valorizá-la e preservá-la é um dever estatutário do Tradicionalismo e uma obrigação moral de todos aqueles que o integram, em prol do Fim Maior Institucional de zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação da Tradição Regional e da Identidade Cultural dos Gaúchos Brasileiros!

 

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04/02/2008 22:52:20 natalino elpidio herculano - paulo lopes / SC - Brasil
Sou do Sul, meu País, minha gente, minha terra abençoada por Deus, este povo nativo e tradicionalista, que só aqui no Sul tem!
Sítio: http://ctg 13 guspos
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