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Baitaca:
A evolução me entristece, de Baitaca

 

14/12/2005 12:18:34
ESBARRADAS, PALETEADAS E OUTRAS MODALIDADES IMPORTADAS!
 
Esbarrada e Paleteada são provas comerciais importadas do Texas,
não da Tradição Antiga, Regional e Campeira dos Gaúchos do Rio Grande!
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O Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro se destina às ações de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação da antiga, regional e campeira Tradição do Rio Grande do Sul. Portanto, seus malfadados convênios com setores do mercado compromissados apenas com os seus interesses comerciais é prova de violação à sua intrínsica Destinação Cultural Tradicionalista. O comercial Crioulismo dos comerciantes de cavalos, dos Freios de Ouro, suas provas e indumentárias importadas ou recentemente criadas não integram - ou não deveriam integrar - o MTG Brasileiro organizado. Como exemplo de um evento crioulista citamos aquele ocorrido nos dias 16 e 17 de dezembro de 2005, em Bagé-RS, na I Festa da Família Crioulista. O encontro teve por objetivo marcar o encerramento das atividades da Raça Crioula 2005, uma promoção do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Bagé. Por meio desses e outros acontecimentos crioulistas nota-se que seus eventos distanciam-se, cada vez mais, das provas verdadeiramente gauchescas e tradicionais do Estado do Rio Grande do Sul. Como aconteceu na Expointer de Esteio, já é de praxe a apresentação de um autêntico cowboy texano nessas festas crioulistas. Como representante da cultura norte-americana, ele não está somente a demonstrar as habilidades próprias dos vaqueiros de lá, mas a promover, também, um estilo comercial programado para ser universal, sem-fronteiras, com seus cavalos, indumentárias, apetrechos, seus produtos. Quanto às provas comerciais dos eventos ligados à ABCCC - Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos -, a distância existente entre elas e a verdadeira, antiga e regional Tradição Oriunda dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul é grande e resta por demais evidenciada. Os praticantes do Pólo in door, da Esbarrada e da Paleteada, por exemplo, preferem o uso das calças justas, preferencialmente a jeans, com bolsos traseiros e alças no cós para as cintas urbanas; das camisas vermelhas, pretas e de outros coloridos fortes, berrantes; das boinas coloridas, alienígenas; dos lencitos pretos, estampados, virados, escondidos; dos bonés do importado estilo, das rastras platinas e das guaiacas porchetão freio de ouro; dos chapéus claros e típicos dos caubóis, com abas frontais caídas, nada disso pertencente à antiga Tradição Crioula do Estado Garrão-sul do BrasilEvidentemente que tudo isso ocorre mediante a pressão exercida pelos mercados envolvidos nesses eventos, criando e incentivando as preferências pessoais dos envolvidos e dos participantes do Mercado Crioulista e do assaltado Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Essas são mudanças que há muito são transmitidas aos gaúchos, os quais, na verdade, são na sua esmagadora maioria apenas sul-rio-grandenses sem interesse algum pelo Patrimônio Sociológico-tradicional de sua Terra Gaúcha, de seu Pago Sulino, de sua Querência, o Rio Grande do Sul. Nesse antigo e persistente processo de substituição cultural, o nosso jovem começa, desde sua tenra idade, com os desenhos animados de inocentes personagens animais trajados como texanos, a receber, por osmose, toda essa inculcação impingida pelos comercialistas do mercado country. Depois, passam a ser vítimas das novelas da Globo e seus patrocinadores, seus Circuítos Nacionais de Rodeos e outras formas desse financiado merchandising. Então, formados se encontram os consumidores dos produtos culturais desses poderosos e sem fronteiras mercados. Quem defende esse estado de coisas é porque deve estar ganhando algo com ele, mas quem tem orgulho próprio, sentimento de nacionalidade e de valorização do que é seu, por direito de herança cultural, não se submete aos interesses mesquinhos desses salteadores e piratas contemporâneos, e seus representantes tupiniquins. Provas como paleteada e esbarrada, por exemplo, são próprias de quem nunca teve condições de conduzir um animal solito, paletando, como sempre o fizeram os Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. E tem mais! O feno usado para demarcar o itinerário dessas importadas provas nunca foi do uso regionalista-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros. Por tudo isso, nada de tradicional há nessas e noutras provas crioulistas, do mercado de cavalos crioulos de toda a América do Sul, e dos Appaloosa, Paint Horse e outros crioulos dos EUA. Tradição Gaúcha Brasileira é o que se verifica nos Rodeios Crioulos da Verdadeira Tradição Regional do Rio Grande, quando respeitados os antigos, os tradicionais, usos e costumes gauchescos sul-rio-grandenses, e não aquilo que é crioulo do Uruguai, da Argentina, do Chile ou do Texas, como tentam empurrar, goela abaixo, ao Povo Gaúcho do Brasilesses mercados sem fronteiras Crioulista-mercosurista, Country-texa-sertanejo, Comercial-nativista, Tchesista-urbano, dentre outros, a explorar os incautos, as vítimas desse verdadeiro estelionato cultural regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense. Os prejuízos, por conta dessas imposições externas e globalizadas da Nova Ordem Mundial, há muito que se verificam no Regionalismo Gaúcho Brasileiro. Calças enfiadas com alças no cós e bolsos traseiros; cintas urbanas, rastras platinas e guaiacas porchetão freio de ouro; boinas coloridas, bonés e chapéus de outras culturas; camisas vermelhas, pretas e de outras cores contrastantes; lencitos-cueca, estampados, floriados, virados no estilo Jacques Leclair, isso e muito mais é o que mais se vê nesses eventos não tradicionalistas. E não é para menos! A pressão do poder econômico é grande e os interesses financeiros gigantescos. Ainda bem que os erros de uns servirão de lições para outrosalguns acertarão no futuroporque muitos erraram no passado. Aos participantes da I Festa da Família Crioulista de Bagé foi desejado, por este espaço cultural tradicionalista gaúcho, boas Paleteadas, ótimas Esbarradas e excelentes pólos in door a todos. À época, no entanto, embora eles já se verificassem, esperávamos que tais modismos comercias não chegassem de forma abrangente ao sistema MTG Brasileiro organizado, aonde o diamante, o ouro e a prata devem dar lugar ao couro e à reconhecida simplicidade característica das antigas e regionais Tradições Herdadas da Peonada Gaúcha e Campeira do Pampa do Rio Grande do Sul. Porém, apesar do seu mister voltado para o culto, o zelo, a defesa, a efetiva preservação, a necessária retransmissão e a correta divulgação da antiga, regional e campeira Tradição Gauchesca do Rio Grande do Sul, o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, infelizmente, secretamente controlado por máfias, não foi capaz de resistir ao fortes e tentadores apelos do Mercado de Cavalos Crioulos e dos demais mercados sem fronteiras, alguns deles, hoje, indevidamente, seus fiéis parceiros e afáveis conveniados!

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29/10/2008 19:55:43 JOHN ISMAEL LOPES - BITURUNA / PR - Brasil
NA VERDADE, TODAS AS NOSSAS TRADIÇÕES ESTÃO SE ACABANDO. A BOMBACHA LARGA FOI TROCADA PELO CALÇA; A NOSSA GAITA PELA MÚSICA ELETRÔNICA. UM ABRAÇÃO A TODOS OS GAÚCHOS! É TRISTE, MAS É A REALIDADE...
Sítio: http://MORRO GRANDE
28/10/2008 22:30:28 anderson - são bento do sul / SC - Brasil
Boa a foto desse gateado. Sou ginete e corro também o Freio de Ouro. Mas eu quebrei o braço e não pude fazer as provas deste ano...
Sítio: http://a tala
18/06/2008 08:00:06 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Paulo. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão em protestar contra os atuais Rodeios “Crioulos” do Rio Grande do Sul. Como revelas no teu comentário esses eventos são comerciais, não tradicionais; são mercadistas, não tradicionalistas. O Tradicionalismo organizado há muito que foi assaltado pelos interesses mercadistas e político-eleitoreiros, ambos corruptores da cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense. Perguntamos: por acaso há algum evento tradicionalista desvinculado do poder público local ou dos segmentos que exploram o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro? Não tendo o Tradicionalismo fins lucrativos, haveria a necessidade de se cobrar importâncias elevadas e de se oferecer prêmios a quem se propõe a cultuar, preservar e coretamente divulgar a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, uma vez que a grande maioria das Entidades Tradicionalistas já obtém recursos públicos por meio da LIC ou do fato de ser uma OSCIP? Prefeituras Municipais, sob o controle dos inafastáveis interesses eleitoreiros, poderiam organizar eventos de responsabilidade do MTG Brasileiro? Isso não feriria a Ética Tradicionalista, uma vez que, por interesse políticos, o fim do Tradicionalismo estaria sendo deturpado, desnaturado, corrompido e relegado a último plano? E quanto ao ato de conscientizar organizadores desses comerciais eventos, isso é simplesmente impossível, pois são eles maulas não tradicionalistas que só estão nos seus cargos com o objetivo de explorar esse Movimento Cultural, com seus fins escusos, pessoais, financeiros, comerciais: são eles os conhecidos "Picaretas da Tradição", os "Tradicionalistas de Oca$ião", os "Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira", propriedade do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. E aproveitando o ensejo, somos obrigados a fazer uma ressalva ao teu comentário. Paleteada, assim como a esbarrada e outras importações, não é prova tradicionalista prevista no Regulamento Campeiro do MTG/RS; e não faz parte da tradição dos gaúchos do Rio Grande, porque não foi prática reiterada, contínua, transmitida de pai para filho, ao longo dos tempos e por todo o povo campeiro do Estado. Portanto essa e outras importações são apenas invenções comerciais copiadas do Texas e, por extensão, dos eventos “countries” dos “texanos brasileiros”, desse mercado que assola o Rio Grande e o Sul do Brasil tentando substituir a nossa cultura regional por aquelea que impõem, a baixo de corrupção, aos "tradicionalistas" do Sistema MTG Brasileiro organizado. E as inverdades que se encontram em certas composições musicais, tentando justificar a paleteada como prática exercitada pelos gaúchos no ato de tirar um bicho do mato, e de o conduzir até o antigo rodeio, é apenas mais uma frustrada tentativa de amparar essa importação, pois um campeiro gaúcho nunca precisou agir como o fazem os texanos, na lida com uma novilha desgarrada, por ser muito mais perito na arte de cavalgar, no manejo do laço ou no ato de repontar uma rês. Engodos, falácias, mentiras que falseiam a verdade. É claro que os “tradicionalistas” do MTG/RS deixaram uma brecha no parágrafo único do art. 2º de seu regulamento campeiro, para que essas e outras deturpações possam vir a ser praticadas como se Tradição dos Campeiros do Rio Grande do Sul fosse. Tal permissividade só reforça a suspeita de uma prática nociva, indevida; de uma deplorável Corrupção Cultural, quiçá econômico-financeira aliada àquela que desprezou o tirador, a guaiaca, a bombacha, o compasso da música gaúcha regionalista-tradicional gaúcha do Rio Grande e, agora, o Vestido de Prenda da mulher tradicionalista gaúcha brasileira. Paleteada não é tradição dos gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, tanto que a primeira prova experimental de paleteada no Brasil foi realizada no ano de 1993 e com fins meramente de competição comercial, não cultural tradicionalista gaúcha sul-rio-grandense, como já foi revelado no comentário abaixo. Assim, comerciantes de cavalos crioulos – os “crioulistas”, os tais Freios de Ouro e outros eventos mercantilistas têm a liberdade para inventar e importar aquilo que mais lucro lhes render nos seus negócios. Entretanto, no Tradicionalismo tais incoerências culturais regionalista-tradicionais não podem ou não poderiam jamais prosperar, pois elas contrariam a própria Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, ferindo os postulados da Carta de Princípios do MTG Brasileiro organizado. Cumprimentando-o pelo trabalho realizado em prol da Tradição Gaúcha dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, encaminhamos a esse prezado Vivente as Saudações Tradicionalistas e o nosso quebracostelas cinchado!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
14/06/2008 09:22:49 paulo guara - porto alegre / RS - Brasil
Buenas, amigo! Apesar de ter vindo pra capital dos gaúchos, sou criado na lida, tenho cavalo de rodeio e participo de provas campeiras. Sou aficcionado na prova rédea com balizas e paleteada. O que me entristece é que cada vez mais estão se desvalorizando as modalidaes de provas nos rodeios grandes. Tudo virou comércio. Tu vai num grande rodeio, às vezes até de nível internacional, e tudo que vês é apenas o tiro de laço o dia todo. E aonde foi parar aquela velha tradicão de vários partcicipantes em várias modalidades campeiras? Se não dermos um jeito isso vai acabar. Nem sempre o vivente está com os bolsos das bombachas cheio de pilas, para participar de um tiro de laco. A coisa tá muito cara. Já tratamos nossos cavalos o ano inteiro, para quando irmos ao rodeio fazermos bonito, mas muitas vezes não podemos participar na modalidade que gostamos. Estão acabando com os nossos grandes rodeios. Não tem mais quase nada. Temos que conscientizar os organizadores que o público quer ver cavalos se mexendo e não só correndo atrás de uma rês. Aonde foram parar as velhas provas de estafetas, do couro, argolas, rédeas, paleteada e várias outras? Um abraco!
Sítio: *****
24/04/2008 16:22:48 Olli da Costa - goiania / GO - Brasil
O modismo Norte-americano vai continuar tentando desconstruir a Identidade do Povo Gaúcho. Eles são sutis...
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12/02/2008 02:14:27 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Walmir. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Para que possamos atendê-lo necessitamos do teu correio eletrônico. Por isso, solicitamos a esse prezado visitante que utilizes o item Fale Conosco, do Menu de Opões da página, e envies um e-mail a este sítio. Um abraço a esse ginete!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
09/02/2008 19:13:34 Walmir Teixeira Pequeno Jonior - seropádica / Brasil
Gosto muito de cavalos. Tenho 14 anos e queria que me dessem uma opinião de trabalho no haras do meu pai. E tenho 1 metro e 65 de altura. Valeu! Vê se me responde! Fui!!!!!!!!!!
Sítio: *****
14/12/2007 10:51:40 Pualo Pereira - são miguel do oeste / SC - Brasil
Parabéns pelo conteúdo. Assim temos mais informações do RS e também matamos a saudade da terra nativa. Como sugestão, penso que poderiam publicar as datas e locais de eventos nativistas, bem como as músicas finalistas. Abraço e um Feliz Natal e Ano Novo!
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14/12/2007 09:50:35 Ivo Leovaldo Pires Pereira - Gravataí / RS - Brasil
Amigos do Bombacha Larga, gostaria de conseguir o email do Elias Soares, natural de Encruzilhada do Sul/Rs., atualmente radicado em Cascais-Portugal, que fez comentário sobre o tema: Cavalo Crioulo, para esse site, em 24/09/2007. Ficaria muito grato.
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11/10/2007 18:21:45 airton bueno ribas - itaperuçu / PR - Brasil
E A COISA MAIS LINDA QUE JA VI
Sítio: *****
24/09/2007 09:29:47 elias soares - cascais-portugal / RS - Portugal
Ótima matéria! Coloca-a no hotmail, para podermos enviar aos campeiros do mundo. Sou gaúcho de Encruzilhada do Sul, uso bombacha aqui na europa e concordo 100% com a matéria; Meu Rio Grande tá perdendo a identidade para os boyzinhos de m........
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20/07/2007 00:22:55 bruna - santa fé / PR - Brasil
gostei do cavalo esbarrando ai em bonito cavalo e eu site bem arrumadinho parabens
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26/12/2005 17:15:25 José Itajaú Oleques Teixeira
Prezado Gabriel "Loco Véio", de Brasília-DF. Primeiramente, o sítio Bombacha Larga agradece a honrosa visita e a tua efetiva participação. Parabéns pela democrática discordância, em parte, das opiniões do sítio Bombacha Larga. O debate das idéias é uma das vantagens da verdadeira Democracia. Às vezes, a proposta deste sítio é a provocação, mesmo. Mas sempre com o fim nobre de aguçar consciências e despertar o pensamento crítico de parcela de nossos amigos visitantes. Tens razão ao defenderes os teus interesses e ao valorizar o nosso cavalo crioulo, o qual é também crioulo de toda a Sul-américa. É claro que não há como se evitar, pelo público, o uso de indumentárias estranhas, até porque o livre arbítrio de fazer o que bem entender é um direito de todo o cidadão. Respeitando a tua opinião, temos algumas divergências. No que se refere ao argumento muito usado pela ABCCC, qual seja o de que os prejuízos culturais se justificam diante da necessidade de vender o cavalo crioulo no exterior, este, no meu entendimento, é um argumento falacioso e que não se sustenta. O cavalo crioulo é por demais conhecido no mundo todo. Desde 1923 que já existe a Associação de Criadores de Cavalos Crioulos da Argentina. No Uruguai a entidade correlata é de 1949. A própria ABCCC, salvo engano, é de 1939. Há algum tempo que existe Associações de Criadores do Crioulo na Itália e na Alemanha. Na verdade, o que ocorre é que os eventos ligados ao cavalo crioulo são explorados para o comércio de cavalos como "Appaloosa", "Paint Horse", Árabe, Lusitano, crioulos do Chile e outros mais. Os gringos - a para os gaúchos do Rio Grande gringo é todo aquele que é estranho ao Pago Sul-brasileiro -, sabemos todos, não dão ponto sem nó. Nesse ambiente, aproveitam é para alastrar ainda mais a sua cultura e os seus produtos. São bilhões de dólares seguindo anualmente para lá, com a venda de arreamento e indumentárias diversas para "tupiniquins" brasileiros. Para quem já patenteou a rapadura brasileira como legítimo dono - e aqui o grigo foi o alemão - pode-se esperar tudo, menos a valorização da Cultura Regionalista-tradicional dos outros povos. O certo é que a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira, frente a esses interesses de mercado, tem perdido muito. Tu e eu, por exemplo, podemos criar, a qualquer momento, uma nova modalidade esportiva, aonde um cavalo salta, pula, coiceia, atropela, esbarra e relincha, tudo valendo de 0 a 10 pontos, e darmos o nome a tal prova de Gabriel-Itajaú, com a indumentária que quisermos e, ainda, nos defendermos com o argumento de que é para o bem do cavalo "crioulo do Rio Grande". O regulamento do Freio de Ouro exige que a indumentária do participante gaúcho e o arreamento da montaria sejam as tradicionais do Estado Sulino. Só que tradicional mesmo é o que está previsto nos regulamentos do MTG/RS. Portanto, tudo o que diferir daquelas normas não estará enquadrado no Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul. Assim a "rastra" platina, permitida pela ABCCC, não é do uso e do costume tradicional dos gaúchos do Pampa Sul-riograndense, mas tão somente dos “gauchos" platinos; da mesma forma que os lenços diminutos, floreados, estampados, pretos, virados, não são tradicionais do gaúcho brasileiro; assim os pelegos curtos ou a falta deles, a cola do cavalo tosada acima dos “machinhos”, o chapéu de abas laterais levantadas e com aba frontal caída nos olhos, pois na Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros o chapéu é tapeado, como quem vai beijar santo em parede, uma marca do destemido gaúcho campeiro do Rio Grande do Sul. Quer dizer: mudam o tradicional por uma questão de interesse econômico, financeiro, comercial, aliados aos mercados Mercosur e Country-texa-sertanejo. A paleteada pode até fazer parte de uma lida campeira, no caso de uma necessidade, mas o campeiro gaúcho sempre foi muito bom na arte de conduzir uma novilha, um terneiro, sem precisar do costado de um outro cavaleiro. Isso é coisa de texano maturrango! Dizer que essa modalidade esportiva, que usa feno, cujo regulamento original foi criado por Péricles Pereira Druck, o Péti, Fernando Zandonai e Ricardo Borges, idealizadores do 1. Campeonato de Paleteadas, do Núcleo da 6a Região da ABCCC, pode ser considerada como uma Tradição dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul é uma inverdade, até porque a prova experimental dessa modalidade aconteceu muito recentemente, em 1993, com fins meramente comerciais. Está mais para cópia de prova texana do que para uma tradicional prova campeira e tradicional do Estado do Rio Grande do Sul. Tradicionais são as provas dos Rodeios Crioulos promovidas pelos MTGs, como a gineteada em pelo, por exemplo, pois estas são práticas de nossos bisavós, avós e pais. O que inventam agora não dá para classificar como tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro e, portanto, não pode ser cultuado e divulgado no MTG, como se isso fosse próprio dos Gaúchos do Brasil. Quanto à bombacha, é sabido que ela, morfologicamente, etimologicamente, significa calça larga. Na Serra Gaúcha ela é, historicamente, um pouco mais estreita, por influência dos birivas paulistas e dos imigrantes chegado à região, o que não quer dizer que seja extremamente estreita. Sabe-se, também, que na Fronteira sempre foi, por Tradição, larga; e que nas regiões da Campanha e das Missões é de largura média. Mas bombacha da Tradição do Rio Grande é aquela proveniente do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense: o Pampa Sul-brasileiro. Mudar isso é cometer um atentado regionalista-tradicional, uma Corrupção Cultural. Sabe-se, também, que com a derrocada econômica da Argentina os seus produtos típicos, por falta de mercado, passaram a ser comercializados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Por isso que há cuias pequenas, sem bocal e com prataria, ponchos e palas curtos argentinos, boinas que não são tradicionais nem de lá, calças com bandeirinha brasileira próximas ao bolso, chapéus de copa alta, destoantes dos nossos chapéus tradicionais de copa baixa, enfim, uma série de artigos que podem ser típicos dos “gauchos” de lá e criações do mercado "mercosur", mas que não são do uso antigo, tradicional, dos gaúchos sul-rio-grandenses. É claro que para a população que não é tradicionalista e que gosta de seguir os "modismos" dos mercados, tudo é igual. Na verdade, apesar das mesmas lidas campeiras, os usos e os costumes antigos, tradicionais, são diferentes para gaúchos brasileiros e “gauchos” uruguaios e argentinos. Para o Tradicionalista, o integrante do MTG Brasileiro, como reza a Carta de Princípios do Tradicionalismo, defender e preservar as Tradições Regionais do Estado Sulino e do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense não é só uma questão de cumprir previsões normativas, mas um dever institucional-filosófico e uma obrigação cultural para com nossos antepassados, que nos legaram tão rico Patrimônio Regionalista-tradicional. Apesar das nossas divergências, sei que continuaremos a lutar pelo que acreditamos. Agradeço-te a importante participação e a efetiva colaboração prestada para o objetivo deste espaço. E respondendo a tua dúvida, sou crioulo dos Pagos de Santana da Boa Vista-RS, na região da Campanha Gaúcha, e criado no lombo do cavalo desde os primeiros anos desta curta e mal aproveitada existência. Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente! BOMBACHA LARGA: na luta pela preservação das autênticas Tradições Regionais do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
16/12/2005 14:46:23 Gabriel "Loco Véio"
Chê, tenho que concordar contigo, não em tudo... No meio onde estamos(nós, criadores de cavalos Crioulos) não podemos proibir o uso de tais roupas, como o jeans e chapéus dobrados pra cima a lá Cowboy... O Cavalo Crioulo está se tornando universal, temos que ficar contentes desse pessoal de jenas se dar conta do real valor do crioulo, pois com isso estamos deixando de lado cavalos como Pain Horse, Apaloosa e Quarto de Milha(todos americanos, importados para o Brasil), o Crioulo é uma raça própria daqui e estamos conseguindo levá-lo ao resto do mundo... Quanto a paleteada, não sei de que cidade és, sou de Jaguarão, na fronteira com Uruguai... E em toda a minha região, é de uso e costume paletear... Assim como em toda a região pampeana(Argentina, Brasil e Uruguai) como tb é nosso costume pealar potros, ginetear em basto, usar boina, lenços estampados e bombachas estreitas... Um abraço forte e espero poder conversar mais com o senhor...
Sítio: http://locoveio.flogbrasil.com.br
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