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Michael Hartmann (Fonte: YouTube):
Bombacha Larga, de Albino Manique

 

29/12/2005 14:30:18
A BOMBACHA DO RIO GRANDE E AS BOMBACHITAS ENFIADAS!
 
A Histórica e Tradicional Bombacha
dos Gauchos Campeiros do Uruguai!
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Já houve quem dissesse que chegamos ao Fim da História, que o pensamento tem de ser único e o consenso universal. Quem tem boca fala o que quer, mas esses e outros tantos discursos ideológicos não são de valde. Interesses de toda a ordem é que não faltam por detrás dessas e outras tendenciosas teorias. No que se refere ao discurso propalado de que a bombacha, a peça mais tradicional da indumentária típica do peão gaúcho do Rio Grande do Sul, não deve ser larga, mas estreita, é mais um bom exemplo desses falaciosos discursos. Na verdade, há razões mercadológicas suficientes para quererem transformá-la em uma ridícula bombachita colante, num eslaque. Contudo, nesse afã estão os comercialistas a contrariar um uso e um costume tradicional, antigo, regional e campeiro dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Ignoram, assim, ou preferem ignorar, a História Regional dessa importante e tradicional peça do vestuário do homem ineriorano do Pampa Sul-rio-grandense. Tentam, agindo dessa forma, aniquilar a referência maior da Identidade Cultural Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-brasileiro: a sua peculiar e tradicional forma de vestir. Entretanto, e apesar da morfologia do vocábulo bombacha significar calça larga, mercadistas, crioulistas, nativistas, modistas, tentam convencer do oposto os novos consumidores, as vítimas das modas importadas e urbanas de agora. A bombacha, conforme esses que integram o Sistema Explorador da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, não seria uma calça larga, mas uma calça de largura normal, com alças no cós para as cintas da cidade ou do Texas, já que a guaiaca da Tradição do Rio Grande eles também já a sepultaram com os mesmos fins mercadistas sem fronteiras. Evidentemente que não estão eles do lado da razão. Os dicionários são categóricos e de uma clareza cristalina, conforme pode-se constatar: 1. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:bombachas – regionalismo - Sul do Brasil: entre os gaúchos, certas calças muito largas, cingidas nos tornozelos por botões”; 2. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa:bombachas – calças muito largas em toda a perna, salvo no tornozelo, onde são presas por botões, típicas, sobretudo, do vestuário regional gaúcho”. Naturalmente que para os mercados corruptores de Culturas Regionais interessa somente o comércio e o lucro, mesmo que para isso tenham de enterrar a História, a Identidade Cultural, a Coerência Regionalista-tradicional dos povos por eles explorados, espoliados nos seus Patrimônios Culturais Regionalista-tradicionais. A moda pode até pegar, mas não se sustenta diante dos fatos; e contra estes não há argumentos. A História, por sua vez, continuará muito viva e a revelar episódios antigos e atuais. Essas e outras deturpações promovidas na Cultura Regional dos Gaúchos Brasileiros estarão sempre expostas. Como um exemplo, relativamente recente, recordamos os efeitos da derrocada da economia argentina. O mercado interno daquele vizinho país tornou-se praticamente inexistente. A solução foi alastrar a venda de seus produtos na região Sul do Brasil. O resultado foi a venda de calças fabricadas lá, com tecido e mão-de-obra argentina, com bandeira brasileira pregada junto ao bolso. E por serem estreitas, passaram a vender mais junto àqueles gaúchos que têm vergonha de vestir a regional, típica e tradicional Pilcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul. Com as chamadas bombachitas - as quais não são bombachas, mas calças - choveram no Sul do Brasil cuias pequenas e sem borda no bocal; bombas de chimarrão lisas, sem a pitanga; palas surecos e ponchos curtos, uruguaios e argentinos; chapéus de copa alta; lenços curtos, pretos e estampados; rastras platinas, com a sua peculiar prataria; barbicachos metálicos; pilchas de cores pretas e coloridos fortes; coletes texanos e cintas urbanas, dentre outros produtos que a moda mercosur - manipulada pelo mercado texano - empurrou aos sul-brasileiros com o fim de instituir no Sul do Brasil uma pilcha padrão, resultante da famigerada integração cultural, enquanto fusão de regionalismos diversos, unicamente para o bem do novo nicho de mercado sul-americano. De quebra, junto vieram costumes que são próprios somente dos campeiros platinos, como os peleguitos, a ausência de pelego, as pratarias nas cordas, os estribos curtos, a tosa da cola do cavalo acima dos machinhos, as gineteadas comerciais e suas garupa sureña, basto aberto e seus criminosos sedéns, à luz da legislação ambiental sul-rio-grandense e brasileira; e outros apetrechos estranhos à Tradição Regional Gaúcha do Rio Grande do Sul, como as boinas coloridas importadas, alienígenas, as botas garrão de potro não representativas da atual Pilcha Gaúcha de Honra do Rio Grande, as incoerentes camisetas e camisas vermelhas, pretas e de outros coloridos fortes; os lencitos "cueca" dos modismos mercadistas, e muitas outras deturpações da autenticidade tradicional do Povo Gaúcho do Sul do Brasil. Mas outros interesses também justificam essas pretendidas mudanças no antigo e tradicional Jeito Gaúcho Sul-rio-grandense de Vestir e de Viver. Enquadram-se neles a tentativa de tirar da Prenda Gaúcha o uso do seu vestido tradicional, para que ela passe a usar botas, calças justas, cintas urbanas, lencitos pretos ou floriados, virados, chapéus chaparral ou platinos dos mercados country-texa-sertanejo e crioulista-mercosurista. Certamente que para eles não interessa a preservação dos centenários usos e costumes tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses nem a tradição local de um povo, transmitida de pai para filho, pelo tempo, de forma espontânea e contínua, até os dias de hoje. Ao contrário, dão é boas-vindas à globalização, outra das muitas ideologias defendidas não pelos povos que até agora apenas têm socializado os prejuízos, mas pelos que capitalizam sozinhos os seus lucros. Uma coisa, no entanto, é certa: esses que exploram e destroem culturas regionais em nome dos seus interesses econômico-financeiros e comerciais nunca aceitaram e jamais aceitarão igual interferência nos seus mercados internos e nas suas superprotegidas culturas. Tente o comerciante brasileiro, por exemplo, vender a bombacha, o chapéu, a guaiaca ou o lenço próprios dos gaúchos sul-brasileiros a argentinos, uruguaios ou texanos e verá bem quem são as vítimas desse processo globalizante. A História nunca morreu, a não ser para os Assassinos Culturais e os Exploradores de Culturas Regionais alheias. Entretanto, ela continua sólida, perene e a desmascarar todas as perversas teorias e as nefastas intenções. A história da bombacha está e continuará registrada nos dicionários, na literatura, nas fotografias. Se os fazendeiros - e apenas reduzidíssima parcela deles - só vieram a aderir ao seu uso bem recentemente, uma vez que preferiam se vestir com as modas da Europa, a bombacha já vinha sendo usada por peões campeiros nas estâncias do RS desde a Guerra do Paraguai, onde também fora utilizada como uniforme de guerra pelas tropas de Osório. Portanto, ao contrário da eterna cantilena, ela nunca foi empecilho para que o gaúcho desempenhasse bem a sua lida de campo, no lombo de um cavalo ou não. Ao contrário, a sua largueza sempre o favoreceu, dando-lhe a necessária liberdade de movimentos e deixando-o livre e desembaraçado para todo e qualquer serviço. Não fosse assim, teríamos de rasgar os regulamentos do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, autoridade máxima para dizer o que faz parte da Tradição dos Gaúchos Brasileiros e o que, por exclusão, não é próprio dos seus antigos usos e costumes regionalista-tradicionais, em que pese a existência de inúmeras e recentes impropriedades tradicionalistas regulamentares decorrentes das influências concretas desses referidos e corruptos mercados. Ou, então, teríamos de desqualificar todas as pesquisas científicas realizadas por renomados folcloristas, tais como Paixão Cortes, Barbosa Lessa e outros. A História, no entanto, apesar de todos os esforços realizados no sentido de alterar a essência da bombacha gaúcha sul-rio-grandense, seguirá sendo a principal testemunha da principal característica dessa tradicional peça da indumentária típica dos Gaúchos do Sul do Brasil. Larga, ela continuará sendo a Rainha da Pilcha Oficial e de Honra dos Gaúchos do Rio Grande. A estreita - e nunca demasiadamente estreita -, embora não sendo a bombacha da Tradição do Rio Grande do Sul, esta originada do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, a região do Pampa Sul-brasileiro, será sempre respeitada na Serra Gaúcha. Ali ela é apenas regional, por conta das influências dos paulistas birivas e imigrantes. Na região de todo o Pampa do Sul do Brasil a bombacha do Rio Grande continuará aquela cuja largura justifica plenamente a autêntica e regional Tradição do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. E na região da Fronteira, onde sempre fora larga, se houver gaúcho pilchado com bombachita enfiada nas partes glúteas, com eslaque, com calça, caracterizada estará mais uma enorme e violenta incoerência histórica e cultural regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense. Assim, apesar de todas as tentativas empreendidas para apagar a História, dizimar o Regionalismo Gaúcho Brasileiro e alterar a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS e os demais usos e costumes gaúchos tradicionais sul-rio-grandenses, os maulas que as promovem sempre encontrarão a resistência dos verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos do BrasilEles encontrarão pela frente, de chapéu tapeado na testa, os verdadeiros Herdeiros do Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros, os sentinelas da preservação das autênticas, das antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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20/09/2010 12:49:46 Nélio Spolti - nova mutum / MT - Brasil
Parabéns pela matéria. Continuem publicando, em defesa da genuína cultura gaúcha.
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09/05/2010 14:46:39 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezada Sandra Aparecida. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a comunicação encaminhada a este espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que, dependendo da ocasião, isto é, fora dos fandangos e das solenidades tradicionalistas oficiais, quando o frio for muito intenso, a prenda gaúcha tradicionalista poderá portar uma indumentária complementar, como um casaquinho ou até mesmo um poncho de lã, desde que este não seja o demasiadamente curto e não tradicional dos antigos usos e costumes gaúchos sul-rio-grandenses. Além disso, conforme a matéria publicada em 04.12.2007, sob o título DIRETRIZES DO MTG/RS PARA O USO DA PILCHA GAÚCHA FEMININA, tal como o Vestido de Prenda, tais peças complementares (de uso apenas em casos excepcionais de frio intenso e fora dos ambientes tradicionalistas oficiais), hão de conter cores harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se os contrastes chocantes, as cores pretas ou as alusivas às das bandeiras do Brasil e do RS. De resto, em dias de temperaturas muito baixas, o que não pode é uma prendinha mirim tiritar de frio, sem o mínimo de proteção e bem-estar pessoal; tudo com muito bom senso e a maior adequação possível aos propósitos tradicionalistas de corretamente divulgar, para o mundo, as autênticas Tradições Regionais das Gaúchas Campeiras do Pampa do Rio Grande do Sul. Com as Saudações Tradicionalistas seguem os nossos votos de um Feliz Dia das Mães e um fraterno e cinchado quebracostelas a essa prezada Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
09/05/2010 09:42:29 sandra aparecida hugue rossatto - primavera do leste / MT - Brasil
Pelo amor de Deus! Estou há três dias procurando, em todos os sites, o que posso usar sobre o vestido de prenda da minha filha de dez anos, em dias de frio; o que se pode usar, em dias de frio, por sobre o vestido de prenda mirim...
Sítio: *****
21/04/2010 15:12:24 guilherme teipel - tres passos / RS - Brasil
É aí que me refiro....!!!!!
Sítio: *****
13/08/2008 14:53:38 Daniele - cerro azul / PR - Brasil
Os gaúchos merecem a sua tradição!
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03/12/2007 01:17:57 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Abel. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado. Em resposta, informamos-te que o lenço gaúcho sul-brasileiro é, por tradição, usado para fora da camisa e passando diretamente pelo pescoço do vivente. É esse o uso e o costume tradicional e atual dos gaúchos do Rio Grande. Tendo sido o lenço usado como bandeira política no Estado, deve seguir batendo no peito e atado com um dos inúmeros nós existentes na Tradição dos Gaúchos Brasileiros. E é por isso que ele não pode ser curto nem fino nem estampado, pois esse nunca foi, não é e não deve ser considerado um uso tradicional no Sul do Brasil. Os modismos, como o do uso por fora da gola da camisa ou para dentro desta, não se sustentam na indumentária atual do gaúcho brasileiro. Para fins de consulta, indicamos a Notícia publicada no dia 17.10.2007 e arquivada no item Notícias do Menu de Opções deste espaço cultural tradicionalista gaúcho, sob o título Diretrizes do MTG/RS para a Pilcha Gaúcha Masculina. Portanto, o uso do lenço gaúcho de pescoço com as pontas para dentro da camisa só se justificaria nos dias de muito frio; e passar o lenço por fora da gola da camisa não é prática que se sustente na atual indumentária gaúcha, pois esse foi um uso da pilcha histórica, não um costume tradicional, isto é, repassado de pais para filhos, pelo tempo, até os dias atuais. Infelizmente, o MTG não trata de assuntos importantes como esse, omitindo-se no seu dever institucional de bem informar e formar consciências tradicionalistas gaúchas brasileiras. Saudações Gauchescas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
02/12/2007 12:25:55 Abel Azevedo - Porto alegre / RS - Brasil
Caros Senhores Poderia me informar a regra para uso do lenço para fora de camisa,com vem sendo usado em varios nucléos como modismo. Isto é possivél dentro de nossa cultura no RGS. Grato Abel
Sítio: *****
03/01/2006 21:27:14 José Itajaú Oleques Teixeira
Prezado Gabriel. O Diário Bombacha Larga agradece mais uma honrosa participação desse quera e a colaboração prestada em mais um oportuno comentário. A divergência de ideias e pensamentos é salutar na Democracia, por isso temos a liberdade constitucional de expressá-los e, também, o dever de receber e respeitar qualquer manifestação contrária, cientes que somos da existência natural de uma grande diversidade de interesses pessoais e setoriais, permeados na convivência humana. É claro que essas são questões ideológicas. Evidentemente que nesses conflitos o cultural tende a ser superado, historicamente, pelo comercial. Contudo, a toda uma ação é natural a ocorrência de uma reação de igual força. No âmbito da cultura, qualquer tradicionalista, como o próprio nome sugere, pretende manter o que foi recebido e a contrapor-se ao que lhe é imposto. Em não sendo assim, não há que se falar em tradicionalista. Melhor seria chamá-lo de adaptacionista, modista ou coisa que o valha. Fora do Tradicionalismo organizado o direito ao livre arbítrio é sagrado; usa-se o que quer e como quiser. Entretanto, no que se refere ao Tradicionalismo Gaúcho organizado as regras existem exatamente para impedir a ocorrência das deturpações, dos modismos, das descaracterizações e influências mercadistas. Hoje, por conta desses imensos interesses comerciais (cujas modas são lançadas por artistas e suas grifes, estas condicionadas pelo mercado musical...), um gaúcho corretamente pilchado conforme a autêntica, antiga, regional e campeira Tradição do Rio Grande do Sul é tido como um estranho em pleno Centro de Tradições Gaúchas do Tradicionalismo! Não há como aceitar lenços finos e de cores impróprias, usados virados para o lado ou para trás, com pontas triangulares, exagerados, por fora da gola de uma camisa de cor berante, forte, contrastante, bem ao estilo dos texanos ou dos platinos, no interior de um CTG. O próprio baile gaúcho, hoje, está mais para discoteca, aonde tocam músicas sertanejas, "swing", axé, "tchê music", e dançam maxixe e outros ritmos que nada têm a ver as Tradições dos Gaúchos Campeiros Sul-rio-grandenses. Como concordar que tudo isso faz parte da genuína e antiga Tradição dos Gaúchos do Rio Grande? Naturalmente que diante de todos esses despropósitos culturais regionalistas sul-rio-grandenses a lógica está sendo ferida de morte. E por que os "tradicionalistas" das Patronagens dos CTGs e dos MTGs não cumprem a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira da Carta de Princípios de seu Movimento Cultural? Por que preferem ficar do lado dos interesses financeiros e deixam de observar os Estatutos que juraram cumprir, para a defesa da Tradição que o Povo Gaúcho Brasileiro recebeu dos bisavós, avós e pais? Por tudo isso, prezado amigo, é que o Movimento de Reação dos Tradicionalistas Gaúchos está sendo firmado e organizando o Observatório Nacional do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Divulgar, elogiar, criticar, denunciar, requerer e cobrar ações ligadas às ações de culto, cultivo, zelo, defesa, preservação e correta divulgação da verdadeira Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul são os objetivos do ONTGB. Coerência, observância dos princípios morais e a preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense serão desideratos desse Grupo de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. Mas, se por um lado somos enfáticos no nosso intento, por outro respeitamos posicionamentos como o teu, pois o espaço é democrático e aberto a todas as opiniões, independentemente dos pontos de vista expressados e dos interesses pessoais ou setoriais envolvidos. Mais uma vez, o nosso muito obrigado por mais esta importante participação. Um quebracostelas cinchado e as nossas Saudações Tradicionalistas a esse prezado peão gaúcho colaborador do Bombacha Larga: na luta pela preservação das Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
03/01/2006 15:25:19 Gabriel
Querido amigo, é um gusto enorme estar aqui debatendo temas como esse, não venho aqui para agredir nem denegrir ninguém e tão pouco a imagem do gaúcho... Coisa que tb fazes ao colocar na Net esse pequeno espaço de cultura, parabéns... Sou nascido em Jaguarão, fronteira com o Uruguai e desde pequeno vejo gaúchos, dos dois lados do rio usando bombachas estreitas e médias, rastras e guaiacas, boinas e chapéus, pelegos curtos e largos, tiradores de meia perna ou de perna inteira... Isso eu vejo ha praticamente 20 anos. O que aconteceu pra mim, foi uma generalização dos regionalismos, gaúchos da serra, missões, pampa e planalto usando as mesmas coisas, antes, havia um jeito próprio de cada região, agora, o que se vê, é um costume só, uma coisa de uso geral, da mesma maneira que o MTG tentou fazer com que os gaúchos de todas as regiões usassem as mesmas pilchas, dizendo o que é certo e o que é errado. Pesquisas foram feitas e devem ser respeitadas, sem dúvida, mas tb devemos usar nosso próprio bom censo e medir na balança o ue vem acontecendo e não simplesmente engolir o que o MTG coloca em seus regulamentos sendo que as pesquisas nem foram feitas por eles, foram de outros e eles se aproveitam delas, para assim, ter uma maneira de reger a forma do gaúcho se pilchar. Sou pesquisador, e filho de pesquisador, ja andei pelo Uruguai, Agentina e Brasil, li livros que poucos conhecem, nem mesmo o MTG, e os que conhecem, dizem que são relatos esparsos, que não tem nenhum fundo de verdade... Isso me entristece. Temos uma fronteira seca de quase 250 Km, como proibir ou simplesmente descartar o contrabando, cultural e mercantil nesses lugares, pois se em Jaguarão mesmo, é comum, num fim de tarde eu me sentar pra matear e escutar a rádio uruguaia, com tão belas músicas, e eles mesmos se agradam muito das nossas, então, não é so no Brasil que se usam coisas de lá, no Uruguai e Argentina tb existem muitas coisas dos brasileiros, devemos nos orgulhar disso tb... Sempre costumamos dizer que em termos de pilchas as melhores botas são brasileiras, as melhores bombachas são uruguaias e os melhores chapéus são argentinos... Quanto a questão de aparar a cola acima do machinho, é uma questão de praticidade, pois abaixo deste a cola fica por demais comprida, encostando no chão e juntando sujeira, assim, ao invés de termos a bela cola do cavalo crioulo, tão farta de cerdas, teremos cavalos surus, pois teremos que começar a tosar cada vez mais curto para deixar e se formarem as maçarocas na cola... Os argentinos, tem por costume, tosar os animais, na doma, prenhes, ou xucros acima do garrão, para melhor identificá-los quando soltos campo a fora, eu mesmo faço isso, e nos animais que estão sendo domados, ainda costumamos deichar o que chamamos de penacho, é um toso comlesto do pescoço, deixando apenas o topete, a cernelha e um tufo no meio do pescoço. Chê, um baita abraço, que este ano de 2006 nos traga muitas alegrias e muitos temas para podermos expressarmos nossas opiniões... Fique com Deus e um beijo carinhoso nos corações de tua família... Gracias...
Sítio: http://locoveio.flogbrasil.com.br
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