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Leopoldo Rassier:
Veterano, de Antonio Augusto Ferreira
e Ewerton Ferreira - Calhandra de Ouro
da X Califórnia (1980)

 

30/12/2005 11:23:24
O GRUPO DOS OITO JOVENS TRADICIONALISTAS GAÚCHOS DO RS!
 
Grupo dos Oito, da Ronda de 1947, no Piquete da Tradição, em 1949!
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Continuando as homenagens a Paixão Côrtes relatamos neste artigo o que nosso folclorista nos informa a respeito dos problemas vivenciados por ele e pelos demais estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, de Porto Alegre-RS, quando do início dos trabalhos realizados para o ressurgimento do sentimento de gauchismo sul-rio-grandense, praticamente ausente na população do Rio Grande do Sul nos anos seguintes ao término da Segunda Guerra Mundial. Começaremos pelo repúdio à Bandeira Rio-grandense. Além do banimento no currículo escolar de fatos e feitos da História dos Gaúchos Sul-brasileiros, na época do Estado Novo o governo de Getúlio Vargas chegou a determinar a queima, em praça públicada Bandeira Tricolor Farrapa do RS. Mas mesmo após a eleição do General Eurico Gaspar Dutra, os símbolos do Rio Grande do Sul – Bandeira, Brasão e Hino Rio-grandense - continuavam alijados da vida dos sul-rio-grandenses, retornando a público somente com a Nova Constituição, em 1947. Assim foi, igualmente, com a pilcha, o chimarrão e qualquer outro uso ou costume regionalista-tradicional do Estado Garrão-sul do Brasil. E a nossa Bandeira raramente aparecia ao lado do Pavilhão Nacional, no Palácio Piratini, na Assembleia do Estado e nos acontecimentos oficiais. O Hino Rio-grandense, da mesma forma, não era tocado nem cantado. Como um exemplo desse descaso para com nossos símbolos, Paixão Côrtes relata no seu livro Tradicionalismo Gauchesco que no dia 5 de setembro de 1949, quando puxou o desfile a cavalo no Piquete da Tradição, nas comemorações da Semana da Pátria instituída pela Liga de Defesa Nacional, não houve nem Bandeira Rio-grandense hasteada nem Hino Sul-riograndense entoado pelas autoridades governamentais do Estado, durante as solenidades em homenagem ao Herói Farroupilha David Canabarro, em plena Praça da Alfândega, na capital Porto Alegre. Paixão, nessa época, chegou a se indignar ao encontrar uma Bandeira do Rio Grande encardida tapando a janela de um bar, cujo dono desconhecia tratar-se aquele pano da Bandeira Tricolor Farrapa de seu pago. É graças ao Grupo dos Oito, portanto, constituído pelos estudantes Cyro Dutra Ferreira, Antônio João Sá de Siqueira, Orlando Jorge Degrazia, Fernando Machado Vieira, João Carlos Paixão Côrtes, Ciro Dias da Costa, Cilso Araújo Campos e João Machado Vieira, pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado, e também fundadores do 35 CTG, e os não menos importantes para a causa tradicionalista gaúcha brasileira Barbosa Lessa, Glaucus Saraiva e outros, que o Pavilhão Tricolor do Rio Grande passou a ser valorizado e o nosso Hino Rio-grandense cantado com orgulho pelo Povo Sul-rio-grandense. Nos dias de hoje, na condição de fundador do Primeiro Centro de Tradições Gaúchas dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, Paixão Côrtes certamente que não aprova o momento obscuro pelo qual passa o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado nem a exploração econômico-financeira das Entidades Tradicionalistas e dos MTGs nacionais. Entretanto, do alto de sua sabedoria deve estar, como outros muitos tradicionalistas, esperançoso de que esse estágio de decadência cultural regionalista-tradicional será, a exemplo de outros que foram enfrentados na História recente dos gaúchos brasileiros, superado e enterrado junto com as cinzas dos interesses exporatórios econômico-financeiros, comercial-mercaditas, político-partidários, eleitoreiros. Quanto aos descasos dos nossos verdadeiros valores, com a História é possível explicar a ojeriza de alguns políticos ao ato de portarem a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul (Lei RS n. 8.813/89), nas comemorações do Dia Maior dos Gaúchos Brasileiros: o 20 de Setembro. Por outro lado, esses despatriados sem fronteiras culturais continuam e pretendem continuar a explorar politicamente um Movimento que é essencialmente Regionalista-tradicional, nem que para isso tenham de desvirtuá-lo, denegrí-lo, ultrajá-lo, corrompê-lo. Para eles a bombacha, antes de um símbolo da Identidade Cultural dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, ainda não passa de um sinônimo de grossura. Paixão Côrtes, como os verdadeiros tradicionalistas gaúchos, deve achar esse descaso um contra-senso, um despropósito. Afinal, todo o político deveria ter a consciência de que um povo deve honrar sua História e a sua Cultura Regionalista-tradicional, a exemplo de alguns nobres que não titubeiam em vestir uma espécie de saia e a render homenagens aos seus antepassados, valorizando a cultura de seus antigos clãs. Não há dúvida alguma de que aqueles traumas plantados pelos interesses alienígenas de outrora (texanos e com maior vigor, ainda, nos dias atuais!!!) continuam fazendo vítimas nos dias de hoje. Entretanto, chegará o dia em que um cidadão só poderá assim ser considerado depois de cumprir com os seus deveres culturais, devidos diante do Patrimônio Sociológico-tradicional de sua Terra, de seu Pago, de seu Povo. Para os maus políticos, porém, fica o bom exemplo de brasilidade e de gauchismo do folclorista João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes e dos demais integrantes daquele Grupo dos Oito Jovens Tradicionalistas Gaúchos do Rio Grande do Sul de 1947!

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