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Miguel Marques:
Alma de Campeiro

 

05/01/2006 15:12:17
CYRO DUTRA FERREIRA: UM EXEMPLO DE TRADICIONALISTA GAÚCHO!
 
Cyro Dutra Ferreira: um Tradicionalista Gaúcho Histórico
e Heróico do Rio Grande do Sul!
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O Tradicionalista Cyro Dutra Ferreira nasceu em Porto Alegre, aos 10 de janeiro de 1927. Foi Patrão do 35 CTG, nos períodos de 1955 a 1956 e de 1963 a 1964. Participou de quase todos os cargos de Diretoria e do Conselho de Vaqueanos, em mais de 20 gestões. Foi Conselheiro do MTG/RS. Escreveu o livro "O 35: o Pioneiro do MTG" e outras obras, além de inúmeras crônicas sobre Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, em vários jornais. Foi Capataz de Estância, trabalhou como Escriturário na FARSUL, exerceu o cargo de Chefe de Escritório e Gerente da Comercial de Explosivos Ltda (Comercial Luce S.A.). Antes de partir para a Estância Grande do Céu, aos 9 de agosto de 2005Tio Cyro viveu entre a sua fazenda, em General Câmara-RS, e as atividades tradicionalistas. Foi integrante do chamado Grupo dos Oito - a turma do "Julinho" -, do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em 1947, participando com outros sete tradicionalistas da abertura da Ronda Gaúcha, dentro das festividades programadas pelo Departamento de Tradições Gaúchas, cujos fins destinavam-se ao culto, à defesa, à preservação e à adequada divulgação dos usos e costumes regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Participou do primeiro Desfile Farroupilha, no Piquete da Tradição daquele DTG do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, pelas ruas da capital gaúcha, aos 5 de setembro de 1947. E novamente com aquele Piquete prestou guarda campeira aos despojos do General Farrapo David Canabarro, transportado de Sant'ana do Livramento para o Panteon Rio-Grandense, aos 5 de setembro de 1949, junto com os outros sete tradicionalistas e precursores do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Participou da fundação do 35 CTG, primeiro Centro de Tradições Gaúchas, resultante do Movimento Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense iniciado pelos jovens com raízes no interior pampeiro do Rio Grande do Sul, frente à imposição cultural norte-estadunidense, cujos efeitos criaram a "geração coca-cola", bombardeada no pós-guerra por aquela cultura do Norte, bem como ocorre nos dias hodiernos. Participou da Ronda Crioula, criada por Paixão Côrtes, a qual originou as comemorações da Semana Farroupilha. Esta Ronda Gaúcha, prevista pelo Departamento de Tradições Gaúchas do "Julinho", ficou popularizada pela gauchada como Ronda Crioula e desenvolveu-se de 7 a 20 de setembro de 1947. E foi no quintal da casa onde Cyro Dutra Ferreira morava com Paixão Côrtes que foi fabricada, de forma rústica, a “Tocha Farrapa” para conduzir a Chama Crioula da Tradição Gaúcha do Rio Grande, na noite de 7 de setembro de 1947, diante da impossibilidade de mandar fabricar uma, em função dos escassos recursos daqueles, então, estudantes-operários. Em seguida, dirigiu-se a cavalo, tipicamente pilchado, na Cavalgada Histórica, junto com Paixão Côrtes e Fernando Vieira, para a Av. João Pessoa, onde uma multidão aguardava os atos de encerramento de mais uma Semana da Pátria. Com Fernando Vieira, levava as bandeiras do "Julinho" e do Rio Grande do Sul. Após a descida de Paixão do topo da Pira do Fogo Simbólico da Pátria, de onde retirou uma centelha para formar a Chama Crioula Gaúcha Sul-rio-grandense, montado em seu flete, ao lado dos companheiros Paixão e Fernando, "cerrou pernas" e esbarrou frente às autoridades, no palanque oficial, gritando junto com os outros dois Tradicionalistas Gaúchos, em uníssono: “VIVA A TRADIÇÃO GAÚCHA!”; “VIVA A REVOLUÇÃO FARROUPILHA!”; “VIVA O BRASIL!”. Como registra Paixão, brilhava ali a centelha que iria irradiar luz aos caminhos do Movimento Tradicionalista que nascia. Após mais de meio século, já se faz necessário um outro Grupo dos Oito para moralizar as ações criminosas dos falsos tradicionalistas contra os antigos e campeiros usos e costumes tradicionais do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense. Mas, certamente que muitos outros dispostos estarão a lutar pela recuperação daquele Movimento Tradicionalista Gaúcho de 1947, iniciado com o intuito de combater as imposições mercadistas da época e que ainda hoje seguem descaracterizando o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Já é hora de alçar a perna no "pingo da reação" e cerrar fileiras em direção ao verdadeiro Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, isento dos insaciáveis interesses comerciais, político-partidários, eleitoreiros, e mais próximo dos autênticos usos e costumes dos antepassados interioranos do Pampa Sul-rio-grandense; das verdadeiras Tradições e da genuína raiz interiorana-pastoril do Rio Grande do Sul, base da Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil! (Fonte dos dados informativos: PAIXÃO CÔRTES, João Carlos. Tradicionalismo Gauchesco: nascer, causas e momentos. Caxias do Sul: Lorigraf, 2001)

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05/01/2014 17:09:06 carmem suzanita teixeira dos santos - caçapava do sul / RS - Brasil
excelente matéria parabéns
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04/10/2009 14:36:35 francieli da silva santos - tupanciretã / RS - Brasil
Parabéns, pela matéria; mais que justa e merecida. Pois Tio Ciro foi um ícone no MTG. E, com toda certeza, nos legou exempos para a eternidade!
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07/01/2008 23:29:51 melania pezzini - chapeco / SC - Brasil
Obrigado por esta bela matéria. Parabéns!
Sítio: *****
07/01/2008 23:28:24 Valdecir Aires - Chapeco / SC - Brasil
Patrão do CTG Vaqueanos do Oeste, de Chapecó, Santa Catarina. Gostei muito desta matéria e parabéns ao Ciro Dutra!
Sítio: *****
10/01/2006 15:08:57 Lidiane da Veiga Lopes
Obrigada por me enviarem o e-mail sobre Cyro Dutra Ferreira ! Um abraço.
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Listados 5 Comentários!
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