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Ênio Medeiros:
No Sul do meu Sul

 

12/01/2006 13:07:44
OS GAÚCHOS BRASILEIROS E LOS HERMANOS GAUCHOS PLATINOS!
 
Los Hermanos de la Confederación Gaucha Argentina!
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A Identidade Cultural de um povo é algo particular, ímpar. No íntimo de cada uma das culturas há sempre características regionais, especiais, locais, forjadas nas suas formações originárias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, um gaúcho da Serra tem alguns usos e costumes que não correspondem à Tradição do Estado do Rio Grande do Sul, toda ela fundada no Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense: a Pampa Sul-brasileira. Por influência de birivas paulistas e imigrantes que povoaram aquela região, pode-se dizer, portanto, que alguns dos usos e costumes serranos não fazem parte da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, pertencendo apenas ao Patrimônio Sociológico Regionalista do Estado, ao Regionalismo Sul-rio-grandense. Com base nestas considerações, é de constatar-se, igualmente, que há notórias diferenças culturais regionalista-tradicionais entre os gaúchos brasileiros e os gauchos uruguaios e argentinos. Todos eles - uruguaios, argentinos e brasileiros - possuem seus costumes tradicionais próprios, baseados nas suas formações territoriais, populacionais, culturais e históricas diversas. Se em um Estado como o Rio Grande do Sul já há certas peculiaridades regionalistas como no tipo de guaiaca, no jeito de levar a faca, no uso regional da faixa e nas cores preferenciais da bota, por exemplo, o que dizer, então, das existentes entre os povos do Cone Sul-americano, cada um deles formado pelo seu jeito localizado de viver, a revelar uma sociologia regional própria, nativa, característica. Na cultura regionalista-tradicional gaúcha brasileira notória são as diferenças históricas em relação à dos países vizinhos. O lenço de pescoço gaúcho no Brasil, como prevê as Diretrizes do MTG/RS para o uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino, a partir do nó as pernas devem apresentar um comprimento de 25 cm; e com o passador de lenço, a medida é a de 30 cm, a partir daquele artefato de metal - que a rigor, no Rio Grande do Sul, fora usado apenas pelos birivas paulistas e por influência destes, fato social este que não tem o condão de tranformar tal uso, importado dos texanos e alheio aos usos e costumes dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, em Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. O lenço de pescoço do gaúcho brasileiro, ainda, deve ser usado nas cores vermelha, branca, azul, verde, amarela, ou cari. Como se pode observar, nessas orientações culturais do Tradicionalismo, Gaúcho Brasileiro, cujas regras estão sintonizadas com a História e a Tradição Regional herdada dos Pampeanos do Rio Grande, nelas não estão incluídos os lenços-fita, curtos, virados, escondidos, folclóricos, triangulares, exagerados, à meia-espalda, em cores pretas, estampadas, próprias dos lenços de pescoço dos gauchos platinos e dos texanos. É claro que para o Mercosul - Mercado Comum do Sul - interessante é que haja essa incentivada fusão cultural. Ao Mercosur e aos mercadistas sem fronteiras há grande interesse na unificação dos usos e costumes tradicionais de gaúchos brasileiros e gauchos platinos, na fusão cultural do Cone Sul-américa, estrategicamente apresentada como integração cultural, com o intento de reunir em um só os patrimônios culturais regionalista-tradicionais pertencentes aos respectivos e independentes povos do Uruguai, da Argentina e do Sul do Brasil. E assim como ocorre também com o mercado country-texa-sertanejo, o que importa a esses mercadistas é apenas e tão-somente a ampliação de seus nichos de mercado, seus modismos, suas criações e importações sem-fronteiras e seus potencializados lucros.  Respeitar usos e costumes locais de cada um desses povos, suas Tradições Regionais recebidas e retransmitidas localmente, de pai para filho, pelo tempo, certamente não faz parte dos planos desses mercados, seus globalizados empresários e financiados políticos. Entretanto, em que pese o imenso esforço comercial empreendido no sentido de se nivelar tudo como sendo uma coisa só, não há, diante dos registros históricos e da própria lógica, como enquadrar usos e costumes tradicionais dos gauchos argentinos e uruguaios como sendo próprios dos gaúchos sul-rio-grandenses e vice-versa. Embora vizinhos, os sul-brasileiros e os platinos têm as suas naturais diferenças regionalista-tradicionais fundadas na diversidade de formação territorial e populacional, e o Direito Humano de conservá-las, enquanto diversidades culturais próprias. E estas, em nome das Identidades Culturais Regionalistas, devem continuar sendo mantidas conforme a Tradição de cada um de seus respectivos rincões, por se tratarem de heranças peculiares de cada um desses povos e de seus nativos pagos; de Regionalismos Históricos; de um rico Patrimônio Cultural Popular herdado pelas populações dos distintos países do Cone Sul-americanoos gauchos uruguaios e argentinos, com a sua formação básica espanhola, e os gaúchos brasileiros, com origem essencialmente portuguesa-açoriana!

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24/09/2008 20:35:46 deivid - itaqui / RS - Brasil
Esse site é legal, tchê...
Sítio: http://www.paparazo.com
12/03/2008 00:29:30 Juarez Mombelli - Florianópolis / SC - Brasil
Ao participar do IXº Congresso Tradicionalista Gaúcho Barriga Verde realizado de 28 a 30 de julho de 2006 tive a oportunidade de conhecer um pouco melhor da tradição gaúcha argentina, pois estavam presentes no evento os embaixadores da “Confereración Gaucha Argentina”. Foi com muita alegria que passamos estes três dias confraternizando, trocando experiências e idéias sobre o tradicionalismo gaúcho, pude conhecer o olhar poético de Martin Fierro e apreciar suas interpretações. Nesta mesma oportunidade estavam presentes Patrões e Peões de todas as regiões do estado de Santa Catarina e aproveitamos para trocar conhecimento e enriquecer nossas bagagens culturais que por sinal se torna enorme por tratar de larga extensão territorial. Como foi construtivo ver que apesar de algumas diferenças a tradição gaúcha está firme e forte, com homens de bombacha sustentando a tradição e dando continuidade de forma organizada, firme e democrática. Sobre este assunto tratado na matéria penso que é totalmente fundamentado, com certeza a indumentária gaúcha difere de região para região e não é este fator que diminui ou aumenta o espírito tradicionalista, ao defender meu comentário vou além, passo praticamente 95% do meu tempo sem nenhuma indumentária gaúcha, contudo acredito que mesmo estando assim tenho respeito e amor pela tradição que vai muito além de algo pré-determinado. Aproveito para contar um causo acontecido no ano de 2002, minha irmã estava para se casar e pediu ao meu filho que na época tinha 05 anos para conduzir as alianças até o altar, certamente o piá concordou, sendo assim sua Tia comentou que iria comprar uma roupa “bem bonita” para ele usar, sua resposta foi imediata “não precisa Tia” visto minha bombacha e minhas botas e você se casa. Sem criar polêmica mas aproveitando a discussão eu gostaria de reforçar meu apoio as diferenças regionais e novamente dizer que na Tradição Gaúcha oriunda de Santa Catarina nós estamos sempre trabalhando e estudando para que estas diferenças nunca despertem a intolerância. Ser tradicionalista é sem dúvida ser um apoiador da conservação cultural mesmo que esta cultura seja a regional, possuir cultura regional facilita o respeito e admiração pela Tradição Gaúcha Sul Brasileira, Nacional ou Internacional.
Sítio: http://parceirosdailha.vilabol.uol.com.br
25/06/2007 12:48:24 Luciana - Caxias do Sul / RS - Brasil
Boa Tarde!! Eu gostaria de saber onde encontro para baixar a muisca Chico do Porrete..... Obrigada
Sítio: *****
14/01/2006 19:12:35 José Itajaú Oleques Teixeira
Prezado Xiru Velho Carlos Zatti. É sempre uma grande satisfação para o sítio Bombacha Larga receber os oportunos comentários desse ilustre visitante. A tua participação é uma relevante contribuição para o debate democrático e conscientizador, servindo para atiçar o senso crítico dos recém-chegados ao Tradicionalismo. Quanto às observações relatadas, como bem salientamos ao final da 5a linha do artigo acima postado, citamos nele apenas um dos aspectos da cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense: o uso do lenço, como um exemplo. Outros pontos da nossa cultura gauchesca sul-brasileira, p. ex., são abordados na matéria do dia 29 de dezembro de 2005, aonde não deixamos qualquer dúvida de que os usos e os costumes tradicionais devem ser respeitados conforme a tradição dos antepassados pampeanos sul-rio-grandenses. Por isso o uso de bombachitas "enfiadas nas partes glúteas", de eslaques, de calças, contraria a centenária Tradição do RS, constituindo-se numa impropriedade tradicionalista brasileira, numa incoerência regionalista-tradicional histórica e numa aberração mercantilista, por descaracterizar a Identidade Cultural Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-brasieliro. Mas, como já salientamos em outros artigos, o livre arbítrio ainda é um direito constitucional garantido a todo o cidadão. E, portanto, há liberdade assegurada para o indivíduo usar o que quiser e da forma que bem lhe entender. Contudo, no MTG Brasileiro organizado, nos CTGs e em outras Entidades Culturais vinculadas ao Tradicionalismo as orientações têm o respaldo regionalista-tradicional e foram feitas para serem observadas, respeitadas e aplicadas para o bem da preservação do rico e antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do RS, um Bem Público do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
14/01/2006 10:14:47 Carlos Zatti
O artigo se refriu apenas ao lenço. Temos outras coisas, porém, como bombachas e chapéus. As pesquisas mostram que o chapéu do parano-gaúcho (biriva) é igual ao platino, assim como a bombacha é mais estreita que a da campanha e, portanto, também é mais parecida com as platinas e serranas. Temos, no Paraná, também a bota sanfonada que é mais próxima no gaúcho serrano que a do pampeano. Escrevo isso para alertar que, quando se fala em usos e costumes gauchescos, não devemos lembrar apenas do gaúcho da campanha e dos platinos, mas também dos serranos e dos birivas, sejam da serra gaúcha, sejam dos campos de Lages, ou dos Campos Gerais campos de Guarapuava e Palmas, no Paraná.
Sítio: *****
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