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Os Bertussi:
Sereno da Madrugada

 

12/02/2006 15:13:09
MEROS EQUÍVOCOS DO MTG? OU UMA CRASSA EXPLORAÇÃO?
 
Invernada Juvenil do CTG Tarca Nativista, de Pato Branco-PR!
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Todos os Cidadãos Brasileiros, especialmente os Tradicionalistas Gaúchos, devem zelar e preservar o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul. Infelizmente, porém, no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, órgão responsável por essas e outras ações protetivas da Tradição dos Antepassados Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro, há erros crassos e inúmeros equívocos no cumprimento de seus elevados Fins Culturais. Alguns deles ocorrem pelo simples fato de que somos humanos e, portanto, passíveis de erros e de entendimentos distorcidos sobre algo, em determinada fase de nossa existência. Outros, no entanto, são mantidos em nome dos interesses espúrios de certas individualidades e grupos com fins político-partidários, econômico-financeiros e comerciais. Mas o que realmente importa, para a moralização do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, é que essas manifestações, voluntárias ou não, venham a ser redirecionadas para o objetivo principal de todos os envolvidos na digna tarefa de manter, preservar, zelar, defender, cultivar, cultuar, retransmitir e corretamente divulgar, para o mundo, o antigo e rico Patrimônio Sociológico-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense, recebido como herança dos campeiros antepassados da região pampeana do Rio Grande do Sul. Contudo, em meio a tantas outras, uma dúvida está a reclamar por respostas: a causa maior dos crescentes desvirtuamentos verificados no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é devido à falta de conhecimento de causa de seus dirigentes, ou ela advém dos fortes interesses econômico-financeiros, comerciais e político-eleitoreiros dos sempre presentes Tradicionalistas de Ocasião, Oportunistas da Tradição do Rio Grande, Exploradores e Assassinos da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, todos eles corruptores da Filosofia de Atuação e dos Fins Culturais Preservacionistas do MTG Brasileiro? O certo é que, na verdade, alguns dos equivocados fazem de conta que não conhecem a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil, verdadeira Lei Maior do Tradicionalismo. Ignoram que, como no Direito, aonde os princípios estão acima das leis e a orientar os legisladores na produção das regras legais e os operadores jurídicos na interpretação das mesmas, sob pena de ocorrer uma inversão de valoresaquelas disposições sociais, filosóficas, morais e culturais contidas na Constituição Tradicionalista representam elevados princípios básicos a serem observados e cumpridos por todos os integrantes do Tradicionalismo: órgãos, entidades e cidadãos tradicionalistas. Negá-las, ofendê-las ou deixar de observá-las é o mesmo que praticar um atentado contra os pressupostos lógicos de todos os estatutos vigentes no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Por consequência, o uso exploratório das estruturas, das sedes, dos espaços físicos e dos Eventos do Tradicionalismo, seja de fundo comercial, político-partidário ou individual, deve ser evitado e combatido por todos, principalmente aqueles que se encontram no exercício dos cargos de direção das Entidades Culturais filiadas ao Sistema MTG Brasileiro organizado. Ao verificarem-se tais impropriedades, em qualquer órgão ou Entidade Tradicionalista Gaúcha Brasileira, revelada estará a verdadeira natureza da sua respectiva administração. O seu fim estará, de forma limpa e cristalina, a indicar a existência de práticas e ações voltadas para a condenável exploração, não para o compromisso de culto, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação da autenticidade tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros. A propósito, o vocábulo tradições, ao integrar a denominação de uma Entidade Tradicionalista, cuja missão originária está orientada para o ato de centralizar todas as manifestações culturais regionalista-tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses, também tem sido fator para mais um equívoco exteriorizado por algumas Patronagens. Estas há muito que têm limitado o real Fim Cultural de um Centro das Tradições Gaúchas - estas oriundas do Pampa do Rio Grande do Sul - à promoção de eventos festivos de índole comercial e ao uso de uma indumentária que não corresponde nem às Diretrizes do próprio Tradicionalismo nem ao uso e ao costume típico, antigo, tradicional, dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, cuja representação encontra-se estabelecida na legislação do Estado Sulino (Lei da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul n. 8.813, de 20.01.1989)Para os instegrantes dessas Patronagens, ser Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é usar as vestimentas urbanas dos modismos de mercado, fazer festa, bailão com cerveja e chapéu à cabeça, e atender aos interesses dos Mercadistas e Politiqueiros Exploradores do Tradicionalismo e da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul e suas pretensões eleitoreiras, econômico-financeiras e comerciais. Esquecem, contudo, que um Centro de Tradições Gaúchas deve estar comprometido com a Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, e não com as importações dos mercados comercial-nativista, tchesista-urbano, mercosurista-crioulista e country-texa-sertanejo. No entanto, o que se constata na realidade é um grande descaso e uma enorme omissão por parte de determinados e pretensos Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, no que se refere ao culto, à preservação e à retransmissão da Tradição Regional Gaúcha Sul-brasileira, própria, peculiar, nativa dos Gaúchos do Sul do Brasil, forjada pelo fundadores do Rio Grande: portugueses, açorianos, luso-brasileiros, em conjunto com o índio local e o negro levado para a região. Cientes, portanto, das causas e das consequências desses erros lamentáveis e desses graves equívocos, os Cidadãos Tradicionalistas devem exercer o seu direito de posse e de manutenção da Diversidade Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira e reagir contra o uso corrente e indevido do Tradicionalismo para outros fins que não os previstos nos seus diversos regulamentos estatutários e na sua Carta de Princípios. Quanto aos demais cidadãos sul-rio-grandenses e brasileiros, todos devem protestar contra a desnaturação, a substituição, a importação, a falsificação, adulteração, a corrupção, a criminosa integração da antiga e campeira Tradição Regional do Rio Grande do Sul com outras culturas alheias e de formação diversa, em nome do devido respeito aos Princípios da Filosofia de Atuação do MTG Brasileiro e das efetivas ações de culto, cultivo, zelo, defesa, preservação e correta divulgação, para o mundo, do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul!

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12/02/2009 11:32:47 Sauelyn U. Castro - Santana da Boa Vista / RS - Brasil
Li a matéria de hoje e achei muito interessante!!!
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12/02/2007 22:03:45 joão lawrence ortigosa - presidente prudente / SP - Brasil
Li a matéria na data de hoje, 12 de fevereiro, e apesar de não ser gaúcho, o que me chama mais a atenção é justamente a preservação das tradições do gaúcho, repassadas de pai para filho. E nós, aqui em São Paulo, já perdemos há muito as nossas tradições. Procuro fazer o que posso para manter e ensinar o pouco que sei, principalmente nas ocasiões em que me é possivel estar com quem quer aprender. Mas, de outro lado, não perco a chance de estar sempre aprendendo. Um abraço ao Povo do sul!
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19/02/2006 16:15:43 Matheus Gomes Chemello
Saudações! Sou de Caxias do Sul e ao ler esta matéria vejo que não sou o único a testemunhar tal prática. Estava vendo a programação da Festa da Uva e simplesmente os artistas tradicionalistas de fato foram reduzidos, substituídos pelos "tchês" e pelas demais invasões de culturas setentrionais. Menos indignado, termino o meu desabafo por aqui...
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