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Os Muuripás:
Anu, Chimarrita, Balaio, Dança dos Facões e Chula

 

08/04/2006 20:38:38
A CHULA DO DESTINO!
 
Chula: uma Dança do Folclore Gaúcho Brasileiro!
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O peão, apreensivo, preferiu afastar-se do movimento e do ruído que emanava do salão do Centro de Tradições Gaúchas. Não era para menos. O Rodeio Crioulo Gaúcho de Santa Rita nunca estivera tão concorrido. Rodrigo sabia que um aquecimento especial e um pouco de concentração o ajudariam, em muito, antes de sua apresentação. Afinal, seus novos passos de chula prometiam tanto que ele até se permitia a sonhar com uma boa classificação. E não seria por falta de treino que ele deixaria escapar a chance de conquistar mais um troféu em Rodeio. O peão tinha, de fato, se mostrado mais quieto e pensativo nos últimos dias. Por vezes, entre um ensaio e outro, chegou a imaginar o prêmio de primeiro lugar lá bem no alto de sua mão. Viu também na assistência a explosão de alegria dos integrantes de seu CTG, vibrando com sua vitória. Sentiu até o aperto de um cinchado quebracostelas, recebido da prendinha de seu coração. Se ele fosse o campeão da chula no Rodeio de Santa Ritasua amada talvez passasse a notá-lo e, quem sabe, a correspondê-lo. Mas a realidade, em seguida, o atropelou por diante, pealando aqueles sonhos bonitos de peão apaixonado. Não tem jeito, mesmo! Nada é de graça neste mundo de Deus, matutava Rodrigo. Treinar, treinar e treinar, repassando os passos, exaustivamente, era o único caminho. E ali estava o peão, a poucos minutos de disputar mais um Concurso de Chula. Finalmente havia chegado o grande momento. Porém, apesar de toda a confiança, por um pequeno instante Digo chegou a desanimar. Eram tantos os concorrentes desconhecidos! Por certo que a prova reunia chuleadores do mais alto nível. E entre a concentração e os devaneios, o chuleador avistou, inesperadamente, no outro lado da sala, a figura de sua prendinha querida. Naquela hora todos os maus pensamentos, que o atormentavam, como que por um passe de mágica desapareceram. E uma força gigantesca e inexplicável invadiu o seu ser. O coração, como um potro redomão campo a fora, em frenético galope, disparou corcoveando rumo à Invernada da Felicidade. Sapateava como se fosse um chuleador no tablado de um peito apaixonado, na Chula da Paixão. E Digo exclamava, em pensamento: como é linda a minha guria! A flor nos cabelos e o vestido de prenda tornavam-na, na verdade, muito mais bonita. O peão, agora, estava como tomado pelo espírito de um guerreiro farroupilha. Era um misto de garra, determinação e coragem. De repente seu nome foi ouvido por todos. Por primeiro, roncou a cordeona, enchendo o salão com as famosas e lindas notas, em cadenciada melodia. Depois, sapateados fortes e um sonoro tilintar de esporas. Por último, o caloroso aplauso, o encanto do público e a aprovação dos integrantes da Comissão Julgadora. A prenda Michele, por sua vez, agora fitava Rodrigo com um novo brilho em seu meigo olhar. Pacientemente, ela aguardou sua vez de parabenizar o grande campeão. Talvez ainda não soubesse, mas seu destino há muito que já se encontrava traçado. Olhos nos olhos; duas almas em sintonia. E um aprazível magnetismo foi revelando, em ambos, novos e profundos sentimentos; avassaladores e bons, muito bons! O jovem peão e a prendinha gaúcha trocaram um leve sorriso. Depois, deram-se as mãos. E saíram do galpão para a vida, sem nada dizer. Não era preciso, os corações já haviam falado por eles!

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09/04/2009 15:13:17 maicon - curitiba / PR - Brasil
Gosto da tradição gaúcha; é uma cultura rica, bela, bonita de se ver...
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Listado 1 Comentário!
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