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Os Mirins:
Respeito ao Gaúcho, de Francisco Castilhos e Albino Manique

 

04/05/2006 08:59:14
MODERNISMO? OU POLUIÇÃO DA QUERÊNCIA?
 
Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro:
culto, preservação, retransmissão e correta divulgação da antiga
e regional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do RS!
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Quem integra ou frequenta o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é porque, a princípio, concorda em preservar, e não corromper, a autenticidade da antiga Tradição Regional do Estado do Rio Grande do Sul. Contudo, nós, brasileiros, há muito que somos rotulados como macaquitos, pela tendência gratuita de imitarmos e valorizarmos hábitos e costumes de outros povos, em prejuízo da nossa própria Identidade Cultural. E enquanto nossos governos, políticos e educadores priorizarem a Festa das Bruxas, esse importado Halloween, os Rodeios Comerciais e seus crimes de maus tratos aos animais, em detrimento do culto aos nossos antigos, tradicionais e esquecidos usos e costumes regionalista-tradicionais, continuaremos a fazer jus a essa e a outras pejorativas denominações. Os Ternos de Reis e as Quadrilhas Juninas com andamento musical compatível e indumentárias adequadas ao real Jeito de Vestir Interiorano de cada região brasileira, por exemplo, são festas brasileiras sepultadas por esses e outros interesses comerciais alienígenas. Porém, a toda força empreendida corresponde uma outra reação de equivalente potencial! Necessária, portanto, é a ação efetiva daqueles que integram e frequentam o MTG, os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, contra todo o tipo de exploração do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul, um Bem Público pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro! Reagindo contra esses e outros lamentáveis assassinatos culturais, presenciados na mídia e, infelizmente, no próprio Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, o poeta Jorge Lima (contato: www.saomiguel-rs.com.br/Turismo/contato/contato.htm), do Museu das Missões, da cidade de São Miguel das Missões-RS, na poesia intitulada Modernismo, uma das que integram seu excelente livro Essência Nativa, assim aborda o assunto: Faz tempo venho notando que o mundo se transformou; muita saudade ficou dos tempos de antigamente. Hoje, tudo é diferente, com progresso e evolução. Só que ninguém mais se entende, é mui grande a confusão. Importaram do estrangeiro uma prosa complicada; cultura modificada, diz que em nome do progresso. E o importado faz sucesso entre o pobre e o estancieiro; faltam só trocar de nome o churrasco e o meu arroz carreteiro. Os jovens não querem mais as modas de antigamente; até um baile é diferente. Isto é coisa que acontece. As danças, ao que me parece, só restou vaga lembrança, porque é no tal de "rock” que a juventude balança. Esse tal de som mecânico, nas festas do meu rincão, calaram a gaita e o violão, estes dois trastes sagrados; e para os modernizados, sem alma e sem devoção, não sabem que são relíquias da gaúcha tradição. Eu nasci aqui nas Missões, fui criado a campo fora, e no tinido da espora danço xote e vaneirão; levanto poeira do chão, num fandango missioneiro; nunca vou trocar o que é nosso, por coisas do estrangeiro. E o povo vêm embalado, achando lindo a loucura. Eu vejo com amargura a coisa se complicando. O pessoal se envenenando, não dando valor pra vida; se nós não saltar na frente, a carreira está perdida. Eu não sou contra o progresso, mas tudo têm seu limite. Por isso, eu digo e acreditem: estão poluindo a Querência. Vamos tomar uma providência, antes que a coisa desande, porque senão trocam até as cores da Bandeira do Rio Grande! Com toda a razão o poeta tradicionalista gaúcho Jorge Lima! Há muito que comercialistas dos mercados musical sem fronteiras, comercial-nativista, mercosur-crioulistatchesista-urbano, country-texa-sertanejo, com seus modismosgrifes e importações em nada tradicionais dos antepassados gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, estão a corromper, com a criminosa conivência de pseudostradicionalistas, os Fins Culturais do MTG Brasileiro. Aliados a certos interesses eleitoreiros locais, em associações mais políticas que tradicionalistas e em eventos mixórdia produzidos com recursos públicos, de propriedade do próprio povo espoliado no seu regionalismo, estão eles a corromper o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. No entanto, seus modernismos, importações, modismos comerciais e seus fins eleitoreiros sem escrúpulos não devem - ou não deveriam - continuar corrompendo o Tradicionalismo. Essa exploração toda é de se dar em eventos dissociados do MTG Brasileiro. O Tradicionalismo não fora criado para atender pretensões nem de políticos nem de exploradores econômico-financeiros e comerciais desses mercados e seus ecléticos eventos de estratégicas integrações culturais, sem fronteiras e sem Tradição Regional dos Gaúchos do Rio Grande e, portanto, não Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. O Tradicionalismo e suas Entidades Culturais filiadas têm, ao contrário, uma Doutrina Tradicionalista a seguir e uma Filosofia de Atuação a cumprir, as quais não se destinam a esses interesses político-partidários e exploratório-financeiros, lucrativos, mas ao culto, sem deturpação, à defesa, sem nocivas conivências, à preservação, sem desnaturação, à retransmissão e à divulgação adequada, correta, sem corrupção, das genuínas, verdadeiras, antigas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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25/05/2006 16:13:08 roger - Joinville / SC - Brasil
Nossa tradição está acima dos modismos; estes são passageiros, nosso orgulho pela nossa tradição, nao! Viva a bombacha e a tudo que nos faz lembrar a nossa origem campeira, tchê!
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14/05/2006 19:31:06 Elisandro Vieira
Concordo plenamente com o poema. Acho que os grupos gauchescos, por exemplo, deveriam voltar a tocar a autêntica música da nossa terra, exaltando e enriquecendo a nossa, e tão nossa, cultura regional sul-brasileira!
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Listados 2 Comentários!
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