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Walther Morais:
Sovando lombo de potro, de
Mário Nenê, Getúlio Silva e
Walther Morais

 

11/08/2005 09:28:06
AS GINETEADAS COMERCIAIS E AS TRADICIONAIS DO RIO GRANDE!
 
As Gineteadas Comerciais não integram a Tradição Gaúcha do RS,
por isso não devem ser consideradas pelo MTG Brasileiro!
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A modalidade de gineteada tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul é a em pelo, nos termos do  art. 22 do Regulamento Campeiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul. Nela o ginete pode usar um tento preso ao pescoço do cavalo, sendo-lhe proibido o uso de esporas tipo narazena ou qualquer outra que tenha a roseta travada ou acampanada. Essa é a gineteada da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. E a sua prática nos Eventos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro deve objetivar a promoção das ações de culto, zelo, preservação e correta divulgação dos autênticos usos e costumes regionalista-tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses. Atendendo à Filosofia de Atuação Cultural do Tradicionalismo, seus Órgãos e Entidades Tradicionalistas filiadas têm o dever institucional-estatutário de preservar a gineteada gaúcha do Rio Grandefrente aos interesses meramente comerciais e seus fins econômico-financeiros. Assim, as modalidades caracterizadas tão-somente pelos espetáculos para o público, com altas premiações e as apresentações teatrais do cavalo em arena, e não mais na cancha de um Rodeio verdadeiramente Crioulo e Gaúcho da Tradição dos Campeiros do Sul do Brasil, com indumentárias que não pertencem à regional, típica, campeira, tradicional e oficial Pilcha Gaúcha de Honra do Rio Grande do Sul, prevista na legislação sul-rio-grandense, como as rastras, as boinas coloridas importadas, os chapéus chaparral, claros ou não, de copas altas ou abas viradas; as botas garrão-de-potro (históricas, folclóricas, há muito não mais usadas na atual Tradição Gaúcha Brasileira), os lencitos estampados, pretos; as calças com bolsos traseiros, alças no cós, as cintas urbanas e as camisas de cores pretas, vermelhas e de outros tons fortes, berrantes, não são gineteadas da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. Tais gineteadas não se encontram previstas nas Diretrizes Culturais Regionalista-tradicionais do MTG Brasileiro. Essas são as gineteadas dos espetáculos, influenciados pelos mercados country-texa-sertanejo e crioulista-texa-mercosurista, que empolgam o público assistente e envolvem outros interesses que não os culturais tradicionalistas de defesa e preservação da autenticidade das Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Da mesma forma a modalidade basto aberto, na qual a boca do cavalo é atada com o fim de levá-lo ao corcovo e dificultar a montaria; assim a garupa sureña, a exigir esporas com mais de oito dentes, botas garrão de potro e um travesseiro de lã de ovelha - a garupa – que é colocado, não por acaso, como se fosse uma cincha, mas que aperta o peito do cavalo, e que, por analogia, fere as previsões da Lei Estadual do RS de Proteção aos Animais de Rodeio Nr 11.719, de 07.01.2002, com as alterações promovidas pela Lei 12.567, de 12.07.2006. É de observar-se, por oportuno, que essas e outras modalidades comerciais de gineteada não podem nem ser tidas como tradicionais dos países vizinhos do Uruguai e da Argentina, e muito menos ainda do Estado do Rio Grande do Sul, pois a prática delas e as suas indumentárias utilizadas não foram retransmitidas, de pais para filhos, pelo tempo, até os dias de hoje, de forma espontânea e contínua, pelos povos nem do Rio Grande nem dos países da região do Prata. A gineteada gaúcha da Tradição Sul-rio-grandense é a em pelo e a sua prática no MTG Brasileiro não deve ocorrer pelos motivos comerciais e suas altas premiações, mas pelo Fim Cultural de demonstrar à assistência – público local, turistas, etc. - a destreza, a perícia, a agilidade dos ginetes gaúchos sul-rio-grandenses nas lidas campeiras com cavalos não domados, aporreados, redomões; na arte da doma de potros xucros, nas estâncias do Pago Sul-rio-grandense, com a verdadeira Pilcha Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Nela não são utilizados os expedientes nefastos usados em outros rodeios, como sedéns, pregos, choques, pimenta no ânus do animal. Para se Fazer Tradição do Rio Grande precisa-se apenas de um animal ainda não domado, xucro, e por isso mesmo corcoveador, e um ginete pilchado de acordo com a indumentária gaúcha tradicional herdada dos antepassados pampeanos do Estado Garrão-sul do Brasil. Por isso, diante desses e de outros interesses mercadistas, que exploram e corrompem a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, certamente que aqueles que são realmente Gaúchos Brasileiros lutarão para que o Tradicionalismo cumpra, efetivamente, a Filosofia de Atuação constante da sua Carta de Princípios, engendrando ações para que no Meio Tradicionalista Gaúcho Brasileiro sejam evitadas as nocivas e criminosas modificações dos antigos e regionais usos e costumes gaúchos tradicionais sul-rio-grandenses, prevalecendo no seu âmbito o culto, o zelo, a defesa, a preservação e a adequada divulgando, para o mundo, das autênticas Tradições Gaúchas Sul-brasileiras, dentre elas a típica e tradicional gineteada em pelo dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul!

 

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01/04/2010 21:29:12 Dione de Souza Gonçalves - Dom Pedrito / RS - Brasil
Nossas gineteadas são as melhores do Brasil.
Sítio: *****
26/11/2009 23:34:10 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezado visitante Bolívar Leão. O sítio Bombacha Larga agradece esse Vivente por mais uma importante participação neste sítio tradicionalista. E aproveitamos para esclarecer-te que diante do nosso mister - de defesa da Filosofia de Atuação Tradicionalista Gaúcha Brasileira e da autenticidade das Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense - todas as respostas deste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro são direcionadas tanto ao missivista correspondente como também aos nossos demais prezados visitantes. Diante dessa responsabilidade cultural, nossas explicações exigem uma análise o mais abrangente e esclarecedora possível. Daí o fato de certas respostas restarem extensas, longas e até maçantes. No que se refere às demais questões apontadas no teu último comentário, informamos-te que assim como ao cidadão não cabe argumentar o desconhecimento da lei, ao cidadão que se diz tradicionalista gaúcho igualmente não cabe-lhe o argumento de que não conhece a Carta de Princípios, o Estatuto Social do MTG Brasileiro, o Regulamento Campeiro do Rio Grande do Sul, as Diretrizes Culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Se há, por exemplo, políticos financiados pelos mercados e que financiam, com recursos do povo, essa corrupção cultural; e Órgãos e Entidades do MTG Brasileiro que exploram, permitem e compactuam com essas ilegalidades, essas incoerências regionalista-tradicionais gaúchas sul-rio-grandenses, essas impropriedades tradicionalistas gaúchas brasileiras, como é o caso da corda texana, tema já abordado na matéria "O Laçador da Tradição dos Campeiros do Rio Grande", publicada no dia 10.06.2009, e na matéria "Incoerências Regionais e Impropriedades Tradicionalistas", publicada em 30.09.2009, ou o ato de quase encostarem a mão na cabeça do animal para largar o laço, estilo copiado dos texanos, esses certamente que são corruptos, uma vez que deixam de observar a legislação sul-rio-grandense e a Filosofia de Atuação, os Fins Culturais preservacionistas, conservadoristas, do MTG Brasileiro. E isso ocorrendo no Tradicionalismo, quem tem o dever institucional e a obrigação moral de evitar essa exploração comercial que deturpa e desnatura a Tradição Regional dos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, de cumprir e fazer cumprir a Carta de Princípios do Tradicionalismo, o Regulamento Campeiro do RS e a legislação estatual sul-rio-grandense são os senhores que possuem um Cartão "Tradicionalista" e que se dizem Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. A este sítio cabe cobrar desses senhores do Tradicionalismo a honra aos seus fios de bigode, arrancados quando prestarem juramento, no caso do MTG-RS, previsto no art. 142 do seu Regulamento Geral, os quais assim comprometeram-se: "PROMETO, PELA MINHA HONRA DE GAÚCHO E DIANTE DO AURI-VERDE PENDÃO DA MINHA PÁTRIA E DO SAGRADO PAVILHÃO TRICOLOR DO MEU RIO GRANDE DO SUL, RESPEITAR E ACATAR, CUMPRINDO E FAZENDO CUMPRIR, AS NORMAS DO ESTATUTO, REGULAMENTOS, CARTA DE PRINCÍPIOS, CÓDIGO DE ÉTICA E RESOLUÇÕES DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO, BUSCANDO EXECUTAR COM FIDELIDADE E FIRMEZA AS ATRIBUIÇÕES QUE ME FORAM CONFERIDAS, PARA O APRIMORAMENTO E FORTALECIMENTO DAS NOSSAS TRADIÇÕES E MAIOR HONRA E GLÓRIA DA NOSSA SAGRADA QUERÊNCIA E DO POVO GAÚCHO". Portanto, prezado Bolívar, se há alguma ação diversa desse juramento, por parte daqueles que o prestaram, das duas uma: ou são incompetentes, ou são Calaveiras do MTG Brasileiro e Picaretas da Tradição Regional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Agradeço-te os votos, sinceros, de saúde para este xiru, no desenvolvimento dos trabalhos voltados para a preservação da Tradição Gaúcha Brasileira. Entretanto, melhor seria que os referidos votos fossem destinados aos integrantes do MTG Brasileiro, diante dos atuais quadros de letargia cultural e de exploração econômico-finaceira em que se encontra essa Instituição Cultural destinada à preservação da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense (que é a região do Pampa Sul-brasileiro, e não o Pampa Argentino ou o Uruguaio), do Patriomônio Sociológico-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul, da autenticidade das antigas, campeiras e regionais Tradições dos Gaúchos Campeiros do Estado Garrão-sul do Brasil. Saudações Tradicionalistas e um cinchado quebra-costelas a esse prezado Vivente colaborador do Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
26/11/2009 16:55:32 Bolívar Leão - Guaíba / RS - Brasil
Caro Sr. José Itajaú. Passado um ano exatamente retorno a esse espaço, uma vez que o senhor teceu longo comentário a respeito de minha pequena observação. Veja que minha manifestação não foi além do que chamamos de gineteada gaúcha. Em meu comentário, não fiz nenhuma defesa dos usos e costumes dos gaúchos platinos. Ademais, acredito que a grande maioria dos tradicionalistas platinos, também, fazem questão de acentuar nossas diferenças. Contudo, fiquei impressionado com a riqueza de argumentos fundamentados em Leis. Devido a falta de tempo, infelizmente não tenho o folego necessário para acompanhá-lo neste tema. No passado, junto a pessoas de formação e origem campeira, apaixonados pela autênticidade crioula, nosso divertimento era ver uma demonstração de destreza e valentia do gaúcho no enfrentamento com o cavalo xucro ou aporreado. Talvez, os seus conhecimentos campeiros, aliados as leis que regulamentam os costumes gaúchos, possam contribuir para preservar uma modalidade que vem se descaracterizando fortemente a qual chamamos de "tiro de laço", uma vez que, para obter a melhor performance, nossos gaúchos usam um laço diverso do que os campeiros utilizam na faina diária. Espero que tenhas saúde para isso. Cordialmente, desta alma Riograndense.
Sítio: *****
14/02/2009 13:22:34 bruno britto - canarana / MT - Brasil
Quero muito ver os vídeos das montarias, mas as fotos são muito boas. Já fui ginete; entendo muito. Hoje corro motocros matogrossense... Parabéns!
Sítio: *****
18/01/2009 18:25:25 yago marlon machado - bom jardim da serra sc / SC - Brasil
Estou começando a ginetiar agora, mas essas explicações foram muito boas para mim!
Sítio: http://bau
08/11/2008 10:51:16 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Bolívar Leão. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e respeita a tua opinião pessoal, manifestada no teu comentário. Em resposta, informamos-te o seguinte: 1) o potro xucro, no Rio Grande do Sul, não foi, especialmente no início dos trabalhos da doma, sempre encilhado, pois o ato de amansar dessa forma, por cima, ocorria só depois de o amanonceador amansá-lo por baixo, tirando-lhe as cócegas, antes do ato de montá-lo, uma vez que o bicho é tão xucro que nem deixa ser encilhado, de início; além disso, uma grande parcela dos ginetes domadores sempre iniciou a doma "em pelo", especialmente porque o cavalo xucro, nesta primeira fase, ainda não se encontrava em condições de receber os arreios; quanto ao tento do bocal, vez que ao animal se coloca também o buçal, aquele serve apenas para sustentar as rédeas, não para proporcionar “um estado de ânimo que o fizesse corcovear”; portanto, na Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul não se atava a boca do animal xucro, no ato de domá-lo, com o mesmo fim desses Rodeios Universitários de hoje, os quais visam tão-somente uma “apresentação teatral do cavalo” ao público assistente; 2) perguntamos-te: e não seria a doma tradicional sul-rio-grandense uma clara demonstração de habilidade e coragem dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul? 3) e se as modalidades platinas não usam os expedientes de apertar a boca e o corpo do cavalo, no ato de gineteá-lo, por que, então, elas não se utilizam da aludida e citada encilha das gineteadas? 4) este sítio, como espaço cultural tradicionalista gaúcho que é, cultua, defende, preserva e adequadamente divulga as autênticas Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul, tal qual faz – ou deveria fazer - o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, não as do Uruguai, da Argentina nem as práticas dos espetáculos comerciais; e assim agindo - uma vez que essa prática chamada Rodeios, trazida para o Brasil pelos norte-americanos, visa mais ao espetáculo do que manter ou preservar tradições regionais -, o Bombacha Larga segue as diretrizes do Regulamento Campeiro do Estado do Rio Grande do Sul, o qual, no seu art. 1º prevê, como suas finalidades: “I - preservar e divulgar os hábitos, os costumes, as tradições e o folclore do campeiro rio-grandense; II - estabelecer normas claras para as demonstrações e lides campeiras, possibilitando a sua adoção em todo o Estado; III - facilitar a realização de eventos campeiros e torná-los homogêneos, permitindo a que os participantes conheçam as regras antecipadamente e elas sejam adotadas por todo o MTG (...)” (http://www.mtg.org.br/RegulamentoCampeiro2008.pdf), cujo art. 20 estabelece aos Ginetes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro que eles “deverão se apresentar devidamente pilchados, sob pena de desclassificação imediata” – observe-se que a indumentária referida é a gaúcha tradicional típica do Rio Grande do Sul, estabelecidas nas Diretrizes do MTG/RS para o Uso da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense, por ser essa a nativa do Estado -, e cujo art. 21 daquele Regulamento Campeiro regulamenta: “é proibido o uso de esporas tipo nazarena, bem como qualquer outro modelo que tenha a roseta travada ou que se trave (acampanada)”; e segundo o art. 22 dispõe: “as gineteadas serão em pelo, e os ginetes poderão utilizarem-se de um tento, para auxiliar a fixação. Parágrafo único - Os Ginetes somente poderão usar para surrar o animal lenço, pala ou mango de pano, sendo este fornecido pelo tropilheiro ou pela comissão organizadora do evento. Não será permitido o uso de qualquer outro tipo de mango ou relho”; dessa forma, pelo regulamentação expressa do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, e considerando que nos rodeios antigos - da reunião do gado - os peões disputavam provas de gineteada em pelo, nas horas de folga e festa, e que os amansadores começavam o trabalho da doma de potros xucros depois de amononceá-los por baixo, tirando-lhes as cócegas, montando-os “de em pelo” antes de começar, aos poucos, a encilhá-los, modalidade que sem dúvida alguma exige mais “habilidade e coragem” do ginete gaúcho, é que na Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, justamente por não fazerem parte do acervo campeiro tradicional do Estado, não há lugar para as “garupas sureñas” e os peleguitos com sedéns; nem para o outro tipo de sedém, que aperta a boca do cavalo com o único fim de lhe proporcionar “um estado de ânimo que o faça corcovear”; os apetrechos metálicos junto ao estribos; as boinas coloridas, espanholas ou de outras plagas, as cintas urbanas e as “rastras” platinas – não previstas nas Diretrizes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro para o Uso da Pilcha Tradicional do Rio Grande do Sul, por obviamente não serem do uso tradicional dos sul-rio-grandenses, como um todo -; as botas de garrão, peça esta que integra a Indumentária Gaúcha Folclórica-histórica do Rio Grande do Sul, mas não a atual Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino e dos Gaúchos Brasileiros; as calças corridas, justas, igualmente não previstas no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, por não representarem a típica e tradicional bombacha (calça larga) da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; 5) e quanto às diferenças regionalistas existentes entre Gaúchos Brasileiros e “Gauchos” Uruguaios e Argentinos, estas não são apenas políticas ou próprias de um meio físico, geográfico, chamado Pampa Gaúcho Sul-americano; as diferenças emanam da formação inicial diversa dos povos – espanhóis lá e portugueses-açorianos-luso-brasileiros aqui -; os lenços de pescoço gaúchos sul-rio-grandenses, p. ex., não têm o mesmo significado para os platinos, por questões naturalmente históricas; e não é um terreno mais ou menos uniforme que irá impedir a formação folclórica diversa entre povos vizinhos com tripé formador nitidamente diverso; ou os irmãos platinos têm as mesmas danças folclóricas, a mesma música regional, os mesmos instrumentos musicais, o mesmo folclore geral, o mesmo jeito de encilhar um cavalo, a mesma açoriana guaica, o mesmo Jeito Gaúcho de Viver dos gaúchos do Rio Grande do Sul? E se as vocações para a pecuária, a lida campeira com o gado e o cavalo são as mesmas - que também é próprio dos texanos, dos mongóis, etc. -, o mesmo não se dá com as marcas que cada povo formador depositou nos usos e nos costumes específicos das regiões onde deitou suas influências, gerando hábitos diversos em inúmeros aspectos vivenciados, de forma particular, em cada uma daquelas diferentes regiões; 6) naturalmente que sabemos que aos interesses mercadistas, que pregam a falácia e o crime de uma “integração-fusão cultural” sul-americana, há fortes razões para que Patrimônios Culturais Regionalistas e peculiaridades tradicionais próprias venham a ser aniquilados, fundidos, transformados em um só e muito mais rentável “nicho de mercado”, fato esse que, sem dúvida alguma, é de ser tratado como uma Corrupção Cultural e um crime de lesa-cultura gaúcha sul-brasileira; sabemos, ainda, que muitos, por interesses meramente econômico-financeiro-comerciais, não culturais nem crioulos da Terra, tentam desvincular a gineteada gaúcha do Rio Grande do Sul da habilidade que o ginete do Estado sempre demonstrou na doma e nas lidas de campo; que outros tentam, com o costado do Mercado "Country-texa-sertanejo", para justificarem suas gineteadas em gado vacum (touro, boi, vaca, terneiro), transformar em Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul as eventuais fuzarcas de alguns e poucos peões que – e a maioria deles preferia pealá-los -, por pura farra e de modo até infantil, montavam em terneiros depois que os mesmos eram soltos do ato da marcação, o que não passa de uma atrocidade cultural, uma vez que tais atos não foram usuais e costumeiros a tal ponto de serem transmitidos de pais para filhos, pelo interior pampeano do Estado, de forma contínua, espontânea, reiterada, e através dos tempos, pelas gerações, por isso não sendo Tradição de um Povo. Assim, prezado Bolívar, quem não é um Tradicionalista Gaúcho pode continuar promovendo, incentivando ou lucrando com as gineteadas comerciais sem fronteiras. Porém, quem assim agir deve estar lembrado de que a Lei Estadual do RS N. 11.719, de 07 de janeiro de 2002, com a alteração promovida pela Lei N. 12.567, de 13 de julho de 2006, instituiu oficialmente o Rodeio Crioulo no Estado do RS como um dos componentes da Cultura Popular Sul-rio-grandense; que, portanto, essa legislação estadual sul-rio-grandense não permite os expedientes que apertam os animais, pois esses são procedimentos que caracterizam o crime de maus tratos aos bichos e a ofensa ao equilíbrio do meio ambiente brasileiro; além disso, apesar de não estarem tais gineteadas - que se utilizam desses artifícios - intitulando-se como um Rodeio Crioulo do Rio Grande do Sul, e pelas suas práticas não fazerem parte da Cultura Popular Sul-rio-grandense, devem elas respeitar a legislação ambiental do Estado do RS e do Brasil. Entendemos que a lógica de mercado não pode impor-se a um Bem Público, como é o Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, pertencente ao Povo e ao Estado do RS, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
07/11/2008 15:10:15 Bolivar Leão - Guaíba / RS - Brasil
A matéria contém informações incorretas sobre o assunto. Por exemplo: nas estâncias o cavalo xucro é domado sempre encilhado e de bocal (boca atada), pois a finalidade é domestica-lo e acostuma-lo com o uso de arreios e o freio. Assim é a doma gaúcha no Rio Grande, no Uruguai e Argentina. A montaria em pêlo não é "demonstração de doma", e sim uma "demonstração" de habilidade e coragem do homem frente ao animal. Uma disputa entre forças desiguais e uma prova da capacidade humana. Monta-se em pêlo, também, no Uruguai e Argentina e as modalidades platinas não usam expedientes para forçar o cavalo a corcovear. Nos "Rodeios" o animal concoveia pelo simples fato de negar-se a carregar o ginete, que pode estar em pêlo ou encilhado (basto aberto, oriental ou gurupa). Quanto ao mérito da matéria, digo que, em relação aos gaúchos platinos temos diferenças sim, em maior ou menor grau. Porém, são diferenças de natureza politica, enquanto o meio e as vocações são as mesmas (Bioma Pampa).
Sítio: *****
16/03/2008 11:22:41 Rossano Campagna - Porto Alegre / RS - Brasil
Excelente explicação sobre as modalidades de gineteada. Gostaria de saber mais sobre basto aberto e oriental e demais expedientes da gineteada gaúcha. Obrigado
Sítio: *****
16/01/2008 16:43:17 kmila - chapeco / SC - Brasil
Tem um ditado bem assim: "SE O CAVALO SOUBESSE DA FORÇA QUE CARREGA, NINGUÉM O MONTARIA". Creio que há muitos homens de coragem. Parabéns pelo site!
Sítio: *****
06/05/2007 12:48:30 Roseane - Montenegro / RS - Brasil
Eu gosto muito de ver a gineteada... Eu gosto muito de seguir as tradições gaúchas... É muito interessante o Site de vcs...
Sítio: *****
15/04/2007 09:20:22 Fernando Aguero - Santa Vitória do Palmar / RS - Brasil
Se tem cavalo que corcoveia, tem gaúcho que gineteia! Todos caem quando o cavalo se boleia Mas se o xirú é Aguero, não se solta E quando levanta lhe pisa na orelha.
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