Usuário:
 
  Senha:
 
 

Os Monarcas:
Viva a Bota e a Bombacha, de Gildinho e Aldo Corso

 

06/06/2006 00:18:34
POR UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA E DE DIREITO REGIONALISTA!
 
A origem campeira da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande!
............................................................................

Entramos, finalmente, na época das Festas Juninas e Julinas. É tempo de saborear milho-verde, pipoca, quentão e pé-de-moleque, dentre tantas outras guloseimas. As fogueiras que ardem nas Noites de Santo Antônio, São João e São Pedro são para os católicos o maior símbolo dessas comemorações realizadas no mês de junho. Foi para avisar a prima Maria sobre o nascimento de São João Batista, visando ter seu auxílio nos trabalhos do parto, que Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte. Ainda hoje, na madrugada do dia 13, algumas moças realizam diversas simpatias. Pedem ao Santo Casamenteiro, Santo Antônio, que lhes ajude a arrumar um namorado. Outros as farão para pedir o auxílio do Santo na procura de objetos perdidos. No dia 24, Dia de São João - o Santo Festeiro -, o foguetório terá o fim de despertá-lo, pois se ele ficasse acordado estaria vendo o grande número de fogueiras e tentado estaria a descer à Terra para festar também. Depois, no dia 29, será a vez de se comemorar o Dia de São Pedro - o Protetor das Viúvas e dos Pescadores -, com fogos e pau-de-sebo. E em agradecimento aos Santos e às boas colheitas, festeiros dançarão as Quadrilhas, de origem francesa, não na velocidade dessas estilizadas, mas no estilo tradicional, tranquilo, normal, e com uma indumentária realmente interiorana de cada local. No Rio Grande do Sul, como nas demais regiões do Brasil, essas comemorações há muito que são realizadas. E elas devem ser prestigiadas e valorizadas, por constituirem um Patrimônio Cultural do Povo Brasileiro. No entanto, não podemos deixar de contestar a maneira como os habitantes da Região Sul do Brasil ainda comemoram suas Festas Juninas e Julinas. É público e notório que os gaúchos não se vestem da mesma forma que os habitantes do interior da região central brasileira. Mesmo assim, por uma imposição que é da época do governo de Getúlio Vargas - que para acabar com os regionalismos brasileiros mandou queimar em praça pública as bandeiras dos Estados -, gaúchos, nordestinos e nortistas foram induzidos a vestirem-se como se fossem naturais do interior de São Paulo ou de Minas Gerais. No entanto, no que se refere aos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, estes têm a sua própria cultura regional, o seu estilo próprio de vestirfestar e viver. E nunca foi costume dos interioranos do Rio Grande usar roupas remendadas, quadriculadas, e chapéus de palha espiapadospara participarem de um festa. Ao contrário, sempre trajaram a sua melhor indumentária gaúcha, com chapéu escuro, tapeado, o mais novo deles; camisas sóbrias de cores claras, amenas, com suas melhores bombachas. E se alguém quiser remendar suas roupas, nesses festejos, que seja, então, a do peão gaúcho sul-rio-grandense, a sua regional, típica e tradicional bombacha gaúcha do Rio Grande do Sul. O Jeca Tatu - de Monteiro Lobato -, o interiorano paulista, remendado e preguiçoso, não pode continuar influenciando, nos dias de hoje, campeiros e citadinos gaúchos que nada têm a ver com  aquele contexto histórico de sua criação nem com o seu didático modo de vida. É inconcebível que hoje pais gaúchos ainda vistam seus filhos como verdadeiros Jecas Tatus; que professores patrocinem essas incoerências culturais regionalistas dentro de suas escolas, submetendo crianças, jovens e adultos às imposições de uma ditadura dos anos 30, receosa dos supostos e eventuais perigos advindos dos regionalismos fortalecidos. É chegada a hora de o Povo Gaúcho Brasileiro libertar-se de tamanha e lamentável impropriedade regional. Os gaúchos certamente que continuarão a comemorar, anualmente, as Festas Juninas e Julinas; e a agradecer aos Santos e a Deus pelas colheitas materiais e espirituais. Porém, saberão também defender e honrar a sua Cultura Regional, trajando-se conforme os usos e os costumes tradicionais de sua Terra Sul-brasileira, da mesma forma como sempre o fizeram seus bisavós, avós e pais, por uma questão de Coerência Regionalista e de Direito Cultural Gaúcho Sul-rio-grandense!

 

............................................................................
 
 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
06/06/2009 12:42:47 claudiofreitas - ALvorada / RS - Brasil
Parabéns! A matéria é própria para o momento. Devemos ser o que somos; não devemos inventar. Getúlio Vargas já foi, e com ele a idéia de travar o regionalismo. Um chinchado abraço!
Sítio: *****
28/04/2008 17:30:25 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações! Parabéns pelo texto de coerência e críticas bem fundamentadas. Graças aos atos podres contra o regionalismo próprio e característico de várias regiões do Sul, Norte e Nordeste brasileiro, Getúlio Vargas (na opinião deste o mais “americano” dos presidentes brasileiros), vemos hoje os ditos “caipiras” à moda cow-boy barretiana. Um lixo!
Sítio: *****
01/06/2006 13:38:06 Carlos Zatti - Curitiba / PR - Brasil
Concordo plenamente com o recado e o cocô de Getúlio Vargas, mas pior que tudo isso é a festa junina com música e indumentária alienígena; quero dizer que nem a própria brasilidade é respeitada pela massificação citada no artigo. Parabéns! Zatti - escritor.
Sítio: *****
Listados 3 Comentários!
Untitled Document