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MTG/RS:
Tatu

 

19/06/2006 23:29:13
UM ATENTADO CONTRA OS PRINCÍPIOS DO MTG BRASILEIRO!
 
O Tradicionalismo deve zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes
autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que
artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais!
(Carta de Princípios do MTG, XX)
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Os atos públicos de protesto do Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS contra a cobrança de pedágio nas estradas do Estado, por empresas com concessão estatal, anunciados para os dias 9 e 10 de junho do ano de 2006 pelo Presidente do Órgão Manoelito Savaris, revelaram-se verdadeiros atentados contra todos os princípios norteadores dos Fins Culturais daquele MTG regional organizado. Que não há quem concorde com os inconstitucionais pedágios cobrados nas estradas do Rio Grande e do país, por ofender a liberdade de ir e vir, é fato notório e sabido por todos. Contudo, fundamentar os pretendidos protestos no que dispõe o item I da Carta de Princípios do MTG, cuja previsão possibilita àquele Órgão Tradicionalista “auxiliar o Estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo”, é emprestar interpretação no mínimo tendenciosa quanto ao real sentido do comando institucional contido no art. 2º, parágrafo único, item I, do Estatuto do MTG/RS. É de se perguntar: esse tipo de manifestação pública, especialmente em ano eleitoral, caberia a uma Entidade Cultural como o MTG, quando existem outras formas de reivindicação, a exemplo da ação popular ajuizada por qualquer cidadão contra atos do poder público e a representação junto ao Ministério Público, órgão fiscalizador da aplicação da lei e competente para defender, dentre outros, os interesses públicos, os direitos difusos e coletivos? Ora, ver no referido dispositivo filosófico tradicionalista gaúcho a pretensa autorização para que o MTG/RS passe a promover indevidos protestos públicos é, além de um erro crasso de hermenêutica, praticar um atentado contra a aplicação e a preservação da Filosofia de Atuação original do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. A previsão do item I da Carta de Princípios do MTG não autoriza, em absoluto, o uso de manifestações públicas contra atos administrativos governamentais. No entanto, o Cidadão Tradicionalista Gaúcho, este sim, e com muito mais razão, pode desencadear todos os protestos públicos que se fizerem necessários para requerer daquele MTG e das suas Entidades Tradicionalistas filiadas o cumprimento dos reais, dos verdadeiros Fins Culturais do Tradicionalismo Gaúcho do Brasil. Tais atos podem ser desencadeados para fazê-los responder perante seus eventuais e criminosos atos e omissões na condução do MTG regional; para responsabilizá-los pela falta de fiscalização e de moralização dos atos desrespeitosos praticados ostensivamente no seio de muitas das suas Entidades Culturais filiadas; para exigir suas providências no sentido de cumprir e fazer cumprir os preceitos filosóficos e doutrinários que regem os Órgãos Tradicionalistas Federativos e suas filiadas Entidades. Se o citado ato do MTG/RS contém ou não inspiração político-partidária, indubitavelmente que a sua prática é mais um grande e lamentável equívoco. Assim, Cidadãos Tradicionalistas, porventura descontentes com certas ações e omissões institucionais verificadas no Tradicionalismo, poderão, com maior razão, realizar protestos públicos contra quaisquer ações atentatórias aos Fins Culturais do MTG. Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros poderão cobrar de quaisquer órgãos ou entidades do MTG do Brasil ações mais efetivas no sentido de que, com seus respectivos integrantes, passem a respeitar e fazer respeitar seus postulados iniciais, que têm como característica essencial a absoluta independência de sectarismos político, religioso e racial; e de acatar e respeitar as leis e poderes públicos legalmente constituídos, enquanto se mantiverem dentro dos princípios do regime democrático vigente (itens X e XI da Carta de Princípios do MTG). Dessa forma, acampamentos, cavalgadas, passeatas, mateadas, gaitaços e outras inúmeras formas pacíficas de protesto poderão ser utilizadas para tornar público o descontentamento dos reais detentores da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, mediante as eventuais leniências e conivências dos Órgãos e das Sociedades do Tradicionalismo Gaúcho organizado. Protestar contra o uso político do MTG e contra o não cumprimento da Filosofia Tradicionalista contida na sua Carta de Princípios, nos seus Estatutos, Regulamentos e Diretrizes Internas deverá ser, igualmente, o escopo daqueles que ainda acreditam na missão maior do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Pois o Tradicionalismo há de pugnar, efetivamente, pela preservação de seus Princípios, do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado no Pampa Sul-brasileiro, e do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul. Um Órgão ou uma Entidade Tradicionalista, é certo, não pode, jamais, agir como se sindicato fosse, por ser órgão plural e aberto a todas as pessoas que o integram, sem distinção de raça, credo ou ideologia política. Além disso, ao filiarem-se a uma Entidade Tradicionalista Gaúcha - como um CTG, por exemplo -, os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros não estão elegendo seus entes ou seus dirigentes como legítimos representantes das suas aspirações políticas ou reivindicatórias pessoais. Os Cidadãos Gaúchos Tradicionalistas têm à sua disposição os mesmos meios de pressão que os demais cidadãos, para fazerem valer seus direitos e suas pretensões políticas e sociais. Seus representantes político-partidários eleitos e no exercício de cargos públicos nos Poderes Legislativos locais; as diversas associações classistas e entidades representativas dos interesses da sociedade civil organizada; o órgão do Ministério Público e o Poder Judiciário são canais abertos a todos, tradicionalistas ou não. Usar o Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado como um legítimo MDG - Movimento dos Descontentes com o Governo - não é medida que se coadune com seus altos Fins Culturais. Usar MTGs, CTGs ou quaisquer outras Entidades Culturais do Tradicionalismo como se fossem partidos políticos ou sindicatos representativos de uma determinada categoria é praticar um atentado contra a Doutrina e a Filosofia de Atuação do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil!

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02/06/2008 11:50:31 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Sérgio Vasconcellos. O sítio Bombacha Larga agradece a importante participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho e respeita o teu posicionamento pessoal. Contudo, reforçamos, neste comentário, os ideais de isenção do Tradicionalismo perante as questões político-partidárias. Isso é o que a Filosofia Tradicionalista expressa na Carta de Princípios do próprio MTG/RS. Não fosse assim, todos os demais descontentamentos também poderiam ser contemplados com um protesto público do MTG. Mas isso seria um grande absurdo, pois o referido órgão é cultural, não político. Essa instituição tradicionalista jamais pode arvorar-se de representante político de todos os seus filiados. Nós vivemos em uma "democracia". Nesta não é o MTG o órgão melhor indicado para formalizar protestos públicos, pois conforme o seu Estatuto Social ele está obrigado a respeitar as decisões governamentais, especialmente quando se trata de contratos firmados entre o governo do Estado e as empresas privadas que administram estradas e cobram pedágios. Este é o princípio da legalidade, a ser respeitado e discutido nas instâncias competentes para isso. Se os pedágios são imorais ou ilegais outros meios há para questionar a sua pertinência. Além disso, o uso politiqueiro do órgão, por aqueles que há muito o controlam, não é compatível com a Filosofia da Carta de Princípios do próprio MTG. Esta diz que aquela Entidade Cultural Federativa tem absoluta independência da política partidária. Portanto, imoral é o uso poliqueiro do MTG/RS por alguns que buscam nessas manifestações públicas projetarem-se politicamente, buscando votos e fazendo média com suas regiões eleitorais; mesmo sabendo que esse ato fere de morte a tão esquecida, subjugada, corrompida Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira, a qual deveria reger todos os Órgãos responsáveis pela observância, aplicação e preservação dos princípios morais, culturais e filosóficos da Constituição Doutrinária do MTG Brasileiro. Mas o que se deve lamentar é essa politicagem que corrompe valores culturais para servir aos interesses de políticos em nada preocupados, verdadeiramente, com os interesses do povo, mas que tudo exploram em função dos seus quase sempre infrutíferos mandatos políticos, diante da notória e geral corrupção que envolve o enlameado meio em que todos eles se encontram. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombahalarga.com.br
28/06/2006 14:19:12 Sergio Vasconcellos - Pinheiro Machado / RS - Brasil
Discordo de sua posição e critica ao ato, acho correto e deve sim o MTG tambem levantar esta Bandeira, pois não é justo que nos gaughos crusemos os braços esperando por nossos governos "PODRES" que venham nos beneficiar, temos sim que nos manifestar e porque não pelo MTG, estamos sendo saqueados por estes pedagios no estado que são muitos. O sidadão vai paga, vem paga. Toda e qualquer entidade que se prese deve participar deste tipo de manifestacão.
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