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Ênio Medeiros:
Aporreado Conhaque

 

16/06/2006 01:15:30
CAVALOS: OS PARCEIROS DE CAMPO DOS GAÚCHOS BRASILEIROS!
 
A gineteada da verdadeira Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul
é a em pelo, com a oficial Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense
e sua bombacha, aonde o cavalo corcoveia por ser xucro,
não por estar apertado por sedéns ou outros ilegais artifícios!
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O cavalo do gaúcho brasileiro, conforme a centenária Tradição Sul-rio-grandense, foi sempre domesticado no sistema da doma tradicional. O maior companheiro do pampeano sul-rio-grandense fora essencial para a mobilidade de todos os Centauros das Coxilhas do Rio Grande do Sul. Assim foi nas guerras; assim foi e ainda é nas cavalgadas, campereadas, carreiradas, tropeadas, rodeios, deslocamentos e desfiles. Montados a cavalo, com imponência, de chapéu tapeado na testa – não esse chaparral claro do mercado country-texa-sertanejo nem o de copa alta dos "gauchos" platinos -, os gaúchos do Pampa Sul-brasileiro tornaram-se mais francos, sinceros, corajosos, livres e hospitaleiros. Exímios cavaleiros e destemidos combatentes, os Campeiros do Sul do Brasil foram lembrados em uma batalha na Itália, por José Garibaldi, o Herói dos Dois Mundos, o qual, ao relembrar seus soldados farroupilhas, bradou: - Dai-me um Esquadrão de Cavalaria Rio-grandense e eu vencerei o mundo! As gineteadas gaúchas sul-rio-grandenses - não essas comerciais do mercado mercosur, com garupa sureña, basto aberto e outras que se utilizam de indumentárias não tradicionais do Estado Sulino, de narradores com estilos patrocinados pelos rodeos texanos e de artifícios como os sedéns, que forçam o cavalo a corcovear,  contrariando a atual legislação ambiental brasileira e sul-rio-grandense de proteção dos animais, mas as tradicionais em pelo, com a verdadeira, regional, campeira, típica, antiga, tradicional, Pilcha Gaúcha Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, prevista em lei estadual - servem ou deveriam servir para os atos de culto, zelo, preservação, retransmissão e correta divulgação, para o mundo, da genuína, antiga e regional Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, demonstrando a reconhecida habilidade dos antepassados peões gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul nessa tradicional faina da doma de potros xucros. Porquanto, não se deve olvidar que foi dessa forma, pelo tempo e de geração em geração, que foram preparados para as lidas rurais os Parceiros de Campo dos Antigos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro!

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31/07/2008 15:35:52 Silvia Maria - panambi / RS - Brasil
Todas as matérias deste site me ajudaram em um trabalho que eu fiz. MUITO OBRIGADO!!!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
17/06/2008 23:11:13 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Julio. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Embora saibamos que a tua reclamação não tenha nenhum intuito de comparar mulas com cavalos, mas tão-somente o de valorizar aqueles animais, pela grande importância que tiveram para o povo do Sul e de todo o Brasil, especialmente na época histórica dos transportes de elevado número de mulas para São Paulo, vamos aproveitar esta oportunidade para comentar um pouco a questão, com o fim de melhor esclarecer o tema aos nossos demais visitantes. Com este propósito, explicamos que: 1) a matéria não tratou da importância das mulas pelo fato de a mesma referir-se, especificamente, aos cavalos; 2) a importância da mula para o Rio Grande do Sul foi essencialmente econômica, ao contrário do cavalo, considerado por Oliveira Viana como "o mais poderoso fator de sociabilidade entre os gaúchos"; 3) a tradição gaúcha foi construída nas lidas de campo da região pampeana do Rio Grande do Sul, onde o cavalo teve e tem papel primordial; o território sul-rio-grandense fora conquistado e mantido a patas de cavalos; a Revolução Farroupilha e as demais se desenvolveram no lombo de cavalos; 4) as mulas, portanto, não tiveram a mesma contribuição para a formação da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, mas para a economia do Estado sim, gerando impostos com as "exportações" para São Paulo, uma vez que era o Rio Grande do Sul que detinha a melhor tecnologia da sua produção, abastecendo o centro do país com esses animais de grande utilização, usados nas cidades até para puxar bondes e recolher dejetos humanos, de casa em casa, além de serem muito mais apropriados para o transporte de cargas, como faziam os mascates e outros mercadores da época; 5) portanto, as mulas foram, sim, muito importantes para a economia do Rio Grande do Sul, especialmente porque geraram impostos e renderam altos lucros aos gaúchos produtores e a muitos paulistas praticantes do chamado "tropeirismo"; 6) já o cavalo do Rio Grande do Sul é um símbolo do Estado, instituído pela Lei Nr. 11.826, de 26.08.2002; por isso não podemos comparar a importância do cavalo na formação das tradições regionais do Rio Grande e na formação do território sul-rio-grandense com a importância econômica que a mula teve para alguns fazendeiros, mascates e paulistas que a exploraram com fins de comércio; 7) assim, a tropeada mais tradicional do Rio Grande do Sul é aquela em que o gaúcho transportou - e, em muitos casos, ainda transporta - tropas de gado, de uma invernada para outra; de uma fazenda para outra ou para os frigoríficos, montado no lombo de um cavalo, pois a tradição gaúcha dos sul-rio-grandenses se fez mais nessa lida com o gado do que na lida com as mulas; o tropeiro da Tradição do Rio Grande é o gaúcho da lida pastoril, campeira, formada inicialmente na região pampeana do Estado e depois absorvida pelas demais regiões do Rio Grande; 8) por esses motivos, embora a mula tenha tido a sua inegável importância econômica para uma determinada parcela de sul-rio-grandenses - produtores, peões tropeiros e paulistas - e para o Estado Sulino, ela jamais poderá estar equiparada ao cavalo, uma vez que este se fez presente deste a formação da Tradição Gaúcha Sul-brasileira, no Pampa Sul-rio-grandense, até todos os momentos históricos do Estado do Rio Grande do Sul, como aquele em que os gaúchos liderados pelo general Flores da Cunha, em 3.10.1930, amarraram seus cavalos no obelisco da Av. Rio Branco, na cidade do Rio de Janeiro, marcando o fim da República Velha do Brasil! Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente colaborador do sítio Bombacha larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
16/06/2008 19:19:28 Julio Santos - Mostardas / RS - Brasil
Gostaria de ressaltar que além dos cavalos, animais de minha estima, não podemos esquecer das "Mulas" que tanto ajudaram nossos antepassados no tranporte das tralhas, em tropeadas por este Rio Grande a fora.
Sítio: *****
16/06/2008 13:50:18 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
O sítio Bombacha Larga agradece a todos os seus colaboradores, cujas contribuições só enriquecem a proposta deste espaço cultural tradicionalista gaúcho. E aproveitando o ensejo queremos acrescentar ao importante comentário do Xiru Adriano que o cavalo foi realmente muito importante na História do Rio Grande do Sul, desde a ocupação até a conquista e a afirmação luso-portuguesa do território sul-rio-grandense. Desde a fundação da Colônia de Sacramento, em 1680, inicialmente chamada de Luzitânia, por D. Manuel Lobo, governador do Rio de Janeiro; a ocupação de São José do Norte, chefiada por João de Magalhães, em 1725 - genro de Francisco de Brito Peixoto, filho do paulista Domingos de Brito Peixoto, este último estabelecido em Laguna desde 1668 -, e a posterior ocupação de Viamão, em 1832, pelo primeiro; as ocupações de Manoel Gonçalves Ribeiro, em Tramandaí; Francisco Pinto Bandeira - neto de Brito Peixoto -, em Gravataí; Sebastião Francisco Chaves, em Porto Alegre; a contribuição de Cristóvão Pereira de Abreu - português de nascimento - abrindo picadas para transportar tropas, da Colônia do Sacramento até Sorocaba-SP, fundador de estradas como a de Lages a Vacaria e colaborador na fundação do Presídio Jesus-Maria-José, hoje a cidade de Rio Grande, fundado pelo Brigadeiro José da Silva Paes, por orientação de D. João V, rei de Portugal; as importações do Padre Cristobal de Mendoza, em 1634, nas Reduções Missioneiras; a ação dos índios nos trabalhos de campo e nas guerras contra os bandeirantes; as ações dos soldados treinados para combater também a cavalo, os 37 dragões chegados a Rio Grande com Silva Paes, considerados o núcleo inicial do Regimento de Dragões do Rio Grande, de enorme importância na História do Rio Grande do Sul; as ações de Francisco Pinto Bandeira, pai, Tenente do Regimento de Dragões, combatendo e afugentando castelhanos na retomada de Rio Grande e, depois, como Comandante do Posto Avançado, do Jacuí, protegendo fazendeiros e colonos luso-brasileiros, e primeiro Comandante da Fortaleza de Rio Pardo, onde morreu, em 1771; e de Rafael Pinto Bandeira, filho, nascido na Vila de Rio Grande, em 1740, grande vaqueano, conhecedor e defendor do território sul-brasileiro, considerado o "pavor dos castelhanos"; as ações do vaqueano Borges do Canto, do paulista Manoel dos Santos Pedroso - Maneco Pedroso - e Gabriel Ribeiro de Almeida, na conquista das Missões, em 1801; nas ações bélicas na Guerra da Cisplatina, de 1825 a 1828, entre Brasil e Províncias Unidas do Rio da Prata; em todos esses e nos demais eventos históricos o cavalo foi um inseparável companheiro, um valioso parceiro do gaúcho sul-rio-grandense. Em respeito a ele o gaúcho nunca utilizou o seu couro ou a sua carne e zelou para que, na velhice, tivesse um pedaço de campo para o seu merecido descanso, na fase final de sua vida. Por isso falha o Tradicionalismo Gaúcho organizado quando deixa de reverenciar e valorizar, junto a seu público interno, o maior, o melhor companheiro dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil: o cavalo, não somente o "crioulo de toda a Sul-américa", mas todos aquelee que se desenvolveram ou se encontram na Terra Gaúcha Sul-brasileira, no Pago Garrão-sul do Brasil!
Sítio: http://ww.bombachalarga.com.br
09/05/2008 21:48:48 Ivan Rodrigues - Curitiba / PR - Brasil
Buenas! Não sei por que esse expediente dessas pessoas que fazem parte da defensoria dos direitos animais ou dessas outras organizações simpatizantes que vêm emotivadas opinar nesse Sítio. No mínimo deveriam acompanhar a Tradicional Ginetiada do Rodeio Crioulo do Gaúcho do Sul do Brasil. Com certeza iriam se espantar com a diferença desse rodeio com o americanizado “rodeo” de Barretos. As leis Estaduais no Rio Grande do Sul, bem como as diretrizes para a tradicional Ginetiada dos Rodeios Crioulos, dão condições de ser preservada a integridade dos animais. Muito diferente dos choques elétricos, do nó de bagos nos touros ou da pimenta no ânus dos cavalos, que são as diretrizes dos rodeios à moda "country" dos Texano-brasileiros de Barretos. O Gaúcho, antes de tudo, ama os animais, em especial o cavalo, seu companheiro e seu irmão de guerras e campanhas. Conhece-se a força desse companheiro dos Pampas no Rodeio Crioulo e a sua dedicação na lida do campo. “Judiaria” é tourada e farra de boi! Esses sim devem ser criticados em todos os seus expedientes. Conheçam melhor o Tradicional Rodeio Crioulo do Gaúcho Sul Brasileiro e perceberão que ginete e potro se desafiam de igual para igual. Gracias a todos!
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16/01/2008 18:12:34 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezada Kmila. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão ao protestar contra os maus tratos praticados contra os animais, nos rodeios de hoje. E é por isso que a Lei Estadual do Rio Grande do Sul Nr. 12.567, de 13 de julho de 2006, protege o cavalo nos Rodeios Crioulos do Estado contra qualquer tipo de maus tratos. No que se refere à doma de potros xucros, com o fim de prepará-los para os trabalhos de campo, os gaúchos campeiros do Rio Grande, por uma questão de tradição - usos e costumes repassados de pais para filhos, ao longo do tempo, de forma espontânea e contínua - ela continuará sendo realizada no sistema antigo e tradicional, ou seja, o domador continuará mostrando ao bagual quem é que manda, baixando o mango, até que ele o aceite como o seu comandante, tornando-se dócil e passando a ser o seu parceiro para todas as lidas de campo. Nas provas de gineteada dos rodeios crioulos do Rio Grande, é isso o que é mostrado, quando um cavalo sobe ao céu, corcoveando. Se não subir, não é bom para o ginete que o montou, pois ele deixará de pontuar e classificar nas primeiras colocações. Portanto, na campanha gaúcha a doma de cavalos xucros continuará reaizando-se conforme o sistema antigo, preservando a centenária tradição gaúcha sul-rio-grandense. Por isso, nos Rodeios Crioulos o ginete gaúcho seguirá participando das provas de gineteada, mas devendo observar a Lei e as normas tradicionalistas em vigor. Nesses eventos tradicionalistas - sem fins lucrativos - o animal deve ser preservado, respeitado, protegido, ao contrário do que acontece no "Rodeo Country" e outros "Rodeios Gaúchos" comerciais não tradicionalistas, aonde bois e cavalos são apertados e forçados a corcovear mediante expedientes criminosos, que ofendem os direitos dos animais à integridade física, à saúde, à dignidade. Parabéns pelo teu correto posicionamento. Com as Saudações Tradicionalistas segue a essa Prenda o nosso fraterno quebracostelas cinchado!
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16/01/2008 16:34:40 kmila - chapeco / SC - Brasil
É claro que os cavalos irão para o céu, só não garanto se aqueles que os judiam vão poder desfrutar do mesmo. Aqui quem fala é alguém que gosta do cavalo, seja ele qual for!
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16/06/2007 10:07:14 Leonardo - Tapejara / RS - Brasil
O cavalo é o maior amigo e companheiro do gaúcho! É simbolo, é história, é garra, é força. Que seria do gaúcho sem o cavalo! Nossas lutas; nossas batalhas, guerras, no frio, na chuva, no sol. Não havia obstáculos que superassem o gaúcho e o seu cavalo CRIOULO: O CAVALO DO GAÚCHO.(lei)
Sítio: *****
17/06/2006 09:52:06 Adriano Folle Moreira - iguatemi / MS - Brasil
Achei muito interessante essa matéria. Realmente, o cavalo é um símbolo do camperismo gaúcho e de tantas histórias e vitórias, desde a Guerra dos Farrapos.
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