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Walther Morais:
Pra ser feliz no Sul

 

24/06/2006 23:02:08
O CHAPÉU TAPEADO DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE!
 
O chapéu do gaúcho sul-brasileiro:
proteção para a chuva, o sereno e o sol!
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Nós, Tradicionalistas, temos a consciência de que somos responsáveis pelo Fim Cultural do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, de preservação e respeito à antiga Tradição dos Campeiros que nos foi legada pelos antepassados gaúchos do Pampa Sul-rio-grandense, nela incluída o uso tradicionalmente correto do chapéu gaúcho autêntico e tradicional do Rio Grande do Sul. Sabemos todos, como Tradicionalistas, que devemos coibir, não aceitar e protestar sempre que estranhos ou incautos venham a introduzir modismos urbanos ou importações comerciais no Meio Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Nos Rodeios Crioulos da Tradição Pampeana do Rio Grande do Sul, por exemplo, sabemos ser inadmissível ouvir-se músicas que não sejam as verdadeiramente tradicionais do gaúchos sul-brasileiros; que se alguém quiser ouvir outros ritmos musicais pode ir a outros eventos, pois em um Rodeio Crioulo Gaúcho da Antiga Tradição do Rio Grande, promovido no Tradicionalismo, as regras culturais pertinentes à campeira Tradição da Terra Gaúcha Sul-rio-grandense deverão ser sempre respeitadas. Nós, Tradicionalistas, temos a consciência de que devemos nos sentir autênticos Posteiros da Tradição e protestar quando vemos diretrizes como essas serem quebradas. Sabemos, igualmente, que não deve ser permitida a venda de objetos não pertencentes à Tradição Gaúcha Sul-brasileira, tais como; botas, coletes, chapéus e cintos country; que qualquer objeto que lembre a cultura caipira dos EUA não deveria ser comercializado em um Rodeio Crioulo dos Gaúchos Sulistas do Brasil, sob o risco de os menos avisados confundirem a Cultura Gauchesca do Rio Grande com a texana e virem a misturar as respectivas indumentárias. Perguntamos: se usar chapéu de cowboy em um Rodeio Crioulo da Tradição Gaúcha Sul-brasileira já é um sacrilégio e uma mostra de ignorância, já imaginaram a barbaridade de um gaúcho segurar sua bombacha com um cinturão americano? Na verdade, todos bem sabem que o cinturão do gaúcho é a guaiacaque não é nem a cinta nem a rastra platina e suas pratarias. Vemos, também, um festival de "bombachas" argentinas - algumas dessas calças usadas erroneamente em competições oficiais. E o pior é que são aceitas pelas Patronagens, continuando a poluir o nosso meio tradicionalista e a confundir os já referidos menos avisados. Será que esses queras têm vergonha de usar a bombacha larga? Se têm, que mudem de Tradição e passem a disputar as provas do Rodeo Country. Em Barretos, inclusive, há um muito famoso, por sinal. Temos consciência, também, de que devemos usar com orgulho e responsabilidade todos os apetrechos da Pilcha Gaúcha dos Campeiros Sul-rio-grandenses; de que é um absurdo o que está acontecendo com o nosso lenço de pescoço, o lendário símbolo gaúcho que ficou imortalizado pela peleja entre maragatos e chimangos. Constatamos, ainda, que peões estão usando lencinhos argentinos pequenos, estampados, pretos, e pasmem: também floridos!  Já se viu até mesmo um quera usando um lenço cor-de-rosa, cintilante! Os Tradicionalistas, naturalmente, protestaram; e devem sempre protestar diante de tais despautérios. A cor rosa no Tradicionalismo é um privilégio das prendas, não dos peões gaúchos interioranos forjadores da atual e antiga Tradição do Rio Grande. Cientes estamos, também, de que o lenço gaúcho deve ter as dimensões tradicionais previstas nas Diretrizes do Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG para o uso da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado do RS e dos Gaúchos Brasileiros, em especial nas cores vermelha, branca, verde, azul, amarela e cari; e de que o lenço preto, por Tradição, assim como a camisa e a bombacha de mesma cor, só deve ser usado nos casos de luto; e que as cores fortes, como a vermelha e outras de tons berrantes, como azulãoverdão, amarelão, também não são tradicionais porque nunca foram do uso dos comedidos antepassados peões campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Portanto, se quisermos preservar a antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira devemos nos informar para não ofendê-la. Temos que defender a Fronteira Cultural Gaúcha para que não aconteça o mesmo que aconteceu com a música sertaneja, a verdadeiramente caipira do sertão brasileiro, que atingiu o auge e depois, por conta das misturas culturais, praticamente desapareceu. Conservar o Jeito Gaúcho de Viver, herdado de nossos antepassados do interior pampeano sul-rio-grandense, é um dos deveres de todos aqueles que se dizem Tradicionalistas. No que se refere à maneira tradicional de o homem sulino usar o chapéu, esta serve para demonstrar algumas características dos habitantes da região do Pampa Sul-brasileiro, o Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense. Sempre com o barbicacho de sola e com uma cinta de couro em volta da copa, o gaúcho brasileiro, tradicionalmente, usa o chapéu escuro e com aba frontal quebrada na testa. Se atirar o chapéu para trás, descobrindo a testa, será em sinal de coragem, valentia, desafio ou independência. A cavalo, passeando ou na lida de campo, o gaúcho nunca sai sem o seu chapéu. Os Tradicionalistas, para preservarem essa antiga Tradição, devem evitar o uso de chapéus claros, chaparral, countries, de caubói, com copas altas, abas laterais viradas para cima e aba frontal quebrada para baixo. Esses tipos de chapéu não se confundem com o autêntico chapéu da Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros. Muitos daqueles promovidos, vendidos, por artistas gaúchos não tradicionalistas vinculados ao mercado musicalnão são representativos do típico chapéu da Pilcha Gaúcha Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, devendo ser evitados no MTG Brasileiro. Quanto ao uso do chapéu em locais cobertos, por uma questão de educação e de Tradição Regional Sul-rio-grandense não deve o mesmo ser mantido à cabeça, pois esse é um costume antigo que sempre orientou aos gaúchos do Rio Grande, de pais para filhos, pelo tempo. Assim como nunca sentaram à mesa para uma refeição com o chapéu à cabeça, também os gaúchos sul-rio-grandenses sempre retiraram suas coberturas ao adentrar um recinto fechado, coberto; e no ato de cumprimentar, em sinal de respeito, uma prenda ou alguém não pertencente às suas convivências diárias. As chapelarias dos salões de baile e os porta-chapéus das residências têm essa finalidade. Naturalmente que o chapéu poderá ser mantido na cabeça do peão quando este fizer parte de apresentações artísticas, nos acampamentos ou nos galpões rústicos, quando o ambiente não exigir maiores cerimônias. Essas são regras tradicionalistas simples, de fácil observância, que podem e devem ser seguidas por todos os Tradicionalistas Gaúchos em nome da fidelidade regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, do respeito à Filosofia de Atuação do MTG Brasileiro e em honra aos autênticos, aos antigos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil! (do colaborador e Mangulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro - um Missioneiro!)

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24/04/2009 21:11:33 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Prezado João Cardoso. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. De nossa parte, sendo tradicionalistas e não "modistas", entendemos justamente o contrário desse prezado colaborador: 1) o que tem afastado os Tradicionalistas do MTG Brasileiro organizado são as ações dos politiqueiros e dos comercialistas, desses "iluminados" que há muito exploram o MTG Brasileiro com fins eleitoreiros e econômico-financeiros; desses que, pelos votos e pelos pilas, vendem e deixam vender os chapéus claros, chaparral, texanos, e os argentinos de copa alta; as "rastras" platinas e os "modismos" das grifes, dos produtos e dos estilos dos mercados "crioulista-mercosurista", "tchesista-urbano", "comercial-nativista" e "country-texa-sertanejo"; 2) acreditamos não ser esse o verdadeiro Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, um Movimento Cultural Regionalista-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense sem fins lucrativos ou político-partidários, nos termos de sua Carta de Princípios e de seus Estatutos Sociais; 3) e, como sabemos bem, o chapéu da antiga Tradição do Rio Grande do Sul é aquele oriundo da região do Pampa Sul-brasileiro - Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense -, e não o que veio com os birivas paulistas para a Serra Gaúcha nem esse que as "Bandas Tchês" vendem, sob o patrocínio do Mercado dos "Rodeos", aos "Tradicionalistas do MTG dos Bailões"; 4) o Tradicionalismo Gaúcho não deve visar número, mas qualidade, pois não é Movimento Comercial ou Político, mas Cultural Conservadorista da Autenticidade Tradicional dos Antepassados Gaúchos Sul-rio-grandenses; 5) o MTG Brasileiro não é para muitos nem para as bilheterias de multidões, mas para quem se propõe a cultuar, zelar, defender, preservar, retransmitir e corretamente divulgar - gastando seu próprio dinheiro, sem explorar o MTG e a Cultura Gauchesca do RS - a verdadeira, antiga, regional e campeira Tradição do Rio Grande do Sul, e não essas modas comerciais de urbanos globalizados sem fronteiras, sem raízes, sem rincão, sem Pago, sem Querência e sem Tradição; e não essas modas de citadinos mercantilistas que deitam sobre as massas seus "modismos", suas importações e suas invencionices comerciais, com os quais fraudam seus consumidores dizendo-lhes ser tais aberrações parte integrante da antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; 6) ninguém, é claro, está obrigado a ser um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro; mas se vinculado estiver ao Tradicionalismo deve preservar a Tradição do Rio Grande e dos Gaúchos Brasileiros, sem deturpar o que foi repassado de pais para filhos, pelo tempo, de forma espontânea e contínua, até os dias de hoje, processo ao qual se dá o nome de Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, cujo vocábulo também designa o conjunto dos antigos usos e costumes regionalista-tradicionais próprios da regiao do Pampa do Rio Grande do Sul, e não os do Uruguai, da Argentina, do Chile, do Paraguai, do Texas ou os de Barretos. Respeitamos teu ponto de vista, mas o nosso, baseado na Carta de Princípios do MTG Brasileiro, segue no sentido totalmente contrário. Afinal, quem se diz um Tradicionalista Gaúcho tem Filosofia Tradicionalista a observar, Doutrina Tradicionalista a seguir, Carta de Princípios do MTG Brasileiro a pautar seus atos. Caso contrário, Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é que não será, quiçá um "Modista", um mero "Gauchista", um "Comercial-nativista", um "Fraudista", desses que não respeitam nem o que é verdadeiramente nativo do Rio Grande do Sul nem o Bem Cultural Público pertencente ao Rio Grande, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro; ou um "Crioulista", não porque "crioulo" da Tradição do Rio Grande, mas porque comercialista de cavalos nativos de toda Sul-américa, e dos EUA, de Portugal, da Espanha e de outras plagas também, sob os auspícios da Nova Ordem Mundial, mas que Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é que não é; e que diante de seus interesses meramente pessoais, comerciais, jamais o será! Saudações Gauchescas Sul-rio-grandenses a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org.br
24/04/2009 16:30:13 João Cardoso - Porto Alegre / RS - Brasil
Este tipo de postura, sectária, é a melhor maneira de afastar as pessoas do "verdadeiro" tradicionalismo, com regras inflexíveis e ditadas por poucos "iluminados".
Sítio: *****
20/06/2006 02:26:11 JOARES SIMOES - curitiba / PR - Brasil
E VIVA O CHAPÉU DOS GAÚCHOS... MAS TEM QUE SER QUEBRADO NA TESTA, SE NÃO NÃO VALE...
Sítio: *****
Listados 3 Comentários!
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