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Marcação

 

23/06/2006 18:55:10
MARCAÇÃO É DIA DE FESTANÇA GAUCHESCA!
 
Marcação: lida tradicional dos Gaúchos Campeiros
do Pampa do Rio Grande do Sul!
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No Rio Grande do Sul, onde a atividade pecuária é intensa, a marcação sempre foi um costume tradicional das estâncias. Fim de agosto começava a temporada própria para marcar. Essa atividade estendía-se até o fim de setembro. E dia de marcação sempre foi dia de festança. Reunida a peonada, a vizinhança vinha prestar a sua tradicional mãozinha ou os chamados ajutórios. Muito chimarrão, guampa com canha, churrascotiro de laço. E nos intervalos muita gaita acompanhando as trovas de repentistas. Marcação é o ato de assinalar os animais de uma estância, para identificar o seu dono. O instrumento utilizado é a marca: utensílio de ferro que, aquecido ao fogo até ficar em brasa, é assentado nos animais em forma de carimbo, deixando impressa pela queima a marca registrada do proprietário. O registro da marca na Prefeitura Municipal, numa seção de controle, visa evitar a duplicidade de gravuras, atuando como uma garantia de propriedade nas disputas por eventuais cabeças de gado aragano, que não respeitam aramado. Nas marcações arrebanham-se os animais orelhanos em mangueiras e, soltando-se um a um, sob a perseguição dos peões são pealados e derrubados, para receberam a marca. Tradicionalmente, o gado é marcado no quarto direito. Muitos proprietários usam marcar na perna o gado manso e nas costelas o gado chucro. Com a valorização e a industrialização do couro, para as fábricas de calçados, cintos, roupas, móveis, etc., outros passaram a marcá-los na cara ou nas pernas, visando não atingir as partes nobres dos couros. Os cavalos são marcados nas pernas e as éguas na picanha. Embora haja quem marque o gado na paleta, esse não é um ato tradicional. Há o costume de certos fazendeiros marcarem na paleta os novilhos de má qualidade ou que desrespeitem aramados, com o objetivo de eliminá-los do gado selecionado, vendendo-os ou carneando-os. Esse costume fez nascer o adágio marcado na paleta, em referência ao sujeito maleva e indesejável, que em brigas levou facadas, ficando marcado pelas cicatrizes. Quando um fazendeiro adquire animais já marcados, esses são remarcados ao lado da marca antiga, fato este designado de contramarca. (Fonte: LAMBERTY, Salvador Ferrando. ABC do tradicionalismo gaúcho. Porto Alegre: Martins Livreiro Editor, 1984)

 

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23/06/2006 21:10:34 José Itajaú Oleques Teixeira - GUARÁ / DF - Brasil
Prezado Alex. O sítio Bombacha Larga agradece mais uma honrosa visita e o comentário postado. Em resposta, informamos-te que estaremos enviando, via mensagem eletrônica, as orientações solicitadas. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a todos!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
23/06/2006 17:21:23 ALEX sandro M. moreira - Jaguapitã / PR - Brasil
Eu gostaria de informações a respeito de como fundar um CTG ou um Piquete. Somos um grupo de jóvens da igreja católica. Temos duas festas com estilo gaúcho, tendo almoço com costela assada em fogo de chão, baile e após este um grande arroz carreteiro...
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