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Conjunto Farroupilha:
Gaúcho Largado e Adeus Mariana
,de Pedro Raymundo

 

01/07/2006 09:02:35
UM CATARINENSE MAIS GAUDÉRIO QUE MUITO GAÚCHO?
 
Pedro Raymundo foi o primeiro artista gaúcho
a se destacar no cenário musical brasileiro!
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A imprensa não está livre de cometer equívocos. O jornal Zero Hora, na edição de 29 de junho de 2006, cometeu um erro ao trazer a seguinte chamada no segundo caderno: um catarinense mais gaudério que muito gaúcho. A matéria de Renato Mendonça referiu-se às comemorações da passagem do centenário de nascimento de Pedro Raymundo, realizadas no Mercado Público de Porto Alegre, local onde o artista começou sua carreira. Quanto ao teor, o artigo de Renato acerta ao considerar que o primeiro gaúcho a se destacar no cenário musical brasileiro era catarinense. Entretanto, no título da primeira capa do jornal, duas incoerências podem ser constatadas. A primeira configura-se no fato de a matéria considerar o vocábulo gaudério como uma classificação atual de gaúcho. A segunda está em confundir a condição de gaúcho com a de sul-rio-grandense. Pedro Raymundo, catarinense de nascimento, era gaúcho dos quatro costados. Pilchava-se, cantava as coisas do Sul do Brasil e valorizava o Jeito Gaúcho Sul-rio-grandense de Viver. Como ele viveram e vivem hoje muitos outros gaúchos. Uns nascidos no Ceará, outros no Mato Grosso e tantos outros mais; independentemente do local de seus nascimentos, todos são gaúchos. Como Pedro Raymundo identificaram-se ou se identificam com o gauchismo e a valorização dos usos e costumes tradicionais dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Contudo, quem não se identifica com essa Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense nem nutre por ela qualquer sentimento de valorização é tão-somente sul-rio-grandense ou simplesmente brasileiro. E tratar-se o vocábulo gaudério como um sinônimo do termo gaúcho é uma incoerência, uma vez que nos tempos atuais nem todo o gaúcho é gaudério e nem todo o gaudério é gaúcho. Na acepção da palavra, gaudério é quem viaja muito, é o andante; uma denominação dada,  com sentido depreciativo, aos primeiros gaúchos. Dessa forma, desde que viva andando sem destino certo e sem paradeiroum Vivente - e até um cachorro, por exemplo - pode ser denominado de gaudério. Mas este termo, embora seja bastante popularizado, não se sustenta quando usado para designar o atual gaúcho brasileiro. De resto, a matéria do jornalista Renato Mendonça é excelente, por trazer relevantes informações a respeito da vida desse gaúcho nascido no Estado de Santa CatarinaPedro Raymundo, grande contribuidor para a afirmação da música e da indumentária típica tradicional dos gaúchos sul-rio-grandenses no cenário musical brasileiro!

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08/07/2009 21:41:39 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Prezado Hilton Araldi. A data da morte de Pedro Raymundo, conforme informa o sítio http://www.pedroraymundo.com.br/biografia.html, é 09 de julho de 1973, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro. Saudações Tradicionalistas a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
08/07/2009 11:56:42 Hilton Araldi - Passo Fundo / RS - Brasil
Tenho vários artigos sobre Pedro Raimundo. Em alguns aparece a data de morte dele em 09 de Julho de 1973 e em outro como dia 10 de julho. sabe me diz qual a data certa e qual sua fonte ?
Sítio: *****
30/06/2009 20:32:37 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Aos nossos prezados visitantes aproveitamos o ensejo para informar que ao contrário do que informa a capa do Jornal Extra Classe, do Simpro-RS, Pedro Raymundo, absolutamente, não inventou o gaúcho brasileiro. Pelo contrário, este é que fora obrigado a perder seu Regionalismo, sua Bandeira, seu Hino, seu Folclore e suas Tradições, dentre elas a Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense - e tudo o mais que viesse a expor a Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul. Alguns desses fatos são lembrados pelos integrantes do Grupo dos Oito, os quais informam que eram apedrejados aqueles que usassem a Pilcha Gaúcha do Interiorano do Pampa Sul-rio-grandense ou os que fossem flagrados tomando um chimarrão, mesmo que à janela de suas casas, em virtude da política centralizadora do Estado Novo de Getúlio Vargas, a partir do ato simbólico, "cívico" e público da queima das bandeiras dos Estados no Panteão da Pátria da capital Rio de Janeiro, em dezembro de 1937, como forma de exaltação do Federalismo e de anulação dos Regionalismos Brasileiros. Portanto, não foram nem Pedro Raymundo nem os Tradicionalistas do Grupo dos Oito - os fundadores do MTG Brasileiro organizado - que inventaram o gaúcho campeiro do Rio Grande do Sul, pois este fora forjado desde os seus bisavós, avós e pais. Quem abortou o gaúcho, o nordestino, o nortista e outros brasileiros, por medo de seus respectivos regionalismos; quem, no primeiro ato após o golpe de 10 de dezembro de 1937, com a queima das Bandeiras dos Estados e, por consequência, das Culturas Regionais Brasileiras, fazendo viger uma única Bandeira, a Nacional, como símbolo da vitória do Poder Central; quem aniquilou a Tradição Regional dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, sua indumentária típica, seus usos e costumes regionalista-tradicionais, fora o governo getulista do Estado Novo. E foi somente na Constituição de 18 de setembro de 1946 que as Bandeiras do Estados puderam ser novamente hasteadas. Porém, o Regionalismo Gaúcho Brasileiro, a Cultura Regional Gauchesca Sul-rio-grandense, a antiga Tradição dos Pampeanos do Rio Grande do Sul, o Folclore Gaúcho Brasileiro, só foram restabelecidos, de forma lenta e gradual, com o heróico trabalho desenvolvido pelos estudantes do Colégio Júlio de Castilhos de Porto Alegre, a partir de 1947. Só depois disso é que foram restabelecidos, resgatados, valorizados, defendidos, cultuados, zelados, preservados, retransmitidos e novamente divulgados, para o mundo, ainda que com certa desconfiança e alguma limitação no período da Ditadura Militar, os antigos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos do Rio Grande. Mas lembremos que, como ocorre hoje, os norte-americanos já tentavam no período pós-Segunda Guerra Mundial tranformar o Estado Sulino em mais um nicho para seu mercado "country-texano", como fizeram com São Paulo e outros Estados Brasileiros. Assim, a ninguém cabe essa inverídica proeza de inventar o gaúcho sul-brasileiro, pois este fora construído por portugueses, açorianos, negros e índios do atual território, nas lidas campeiras do Pampa Sul-rio-grandense, cuja indumentária tradicional está em vigor desde os idos de 1870, desde a Era da Bombacha - a qual não se confunde com essa calça que os americanos tentam impor ao Bravo Povo Gaúcho Sul-brasileiro, por meio de seus financiados politiqueiros e mercadistas. E embora a Raça Gaúcha Sul-brasileira tenha enfrentado esse e outros atos contrários ao seu Regionalismo, assim como os de antanho ela enfrenta, hoje, com o mesmo afinco, o mesmo denodo, o mesmo brio e a mesma valentia dos antepassados gaúchos sul-rio-grandenses, aqueles que assolam sua Cultura Regionalista-tradicional, em honra aos que construíram seu território, seu povo e seu rico Patrimônio Sociológico-tradicional: as antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
18/01/2009 19:27:11 Jose Francisco da Silva - Curitiba / PR - Brasil
No final de 2008 estivemos pra essas bandas e notamos mesmo essa diferenciação. Nossa cultura é muito diversificada; mesmo pra um lageano, morando em Curitiba, somente agora notei essa apropriação dos diversos tratamentos ao "povo" do Rio Grande do Sul. Quebra costelas é pra todos.
Sítio: http://www.boamusicaricardinho.com
30/06/2008 23:43:04 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Presado J. Ataíde. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, o comentário postado e a contribuição prestada a este espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Em resposta, informamos-te que já corrigimos o lapso ocorrido na informação, substituindo "centenário da morte" por "centenário de nascimento". Aproveitamos, ainda, para esclarecer-te que a foto é apenas ilustrativa da matéria, tendo a mesma como fonte o Jornal Extra Classe, do Sinpro-RS. A citada matéria do Jornal Zero Hora, que havia sido publicada no espaço Notícias deste sítio, já não mais se encontra disponível na Internet. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso cinchado quebracostelas a esse prezado Vivente colaborador do Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
30/06/2008 22:33:37 J. Ataide - Florianopolis / SC - Brasil
Então buenas parceiri, equivoco por equivose comete no inicio desta reportagem sita-se "100 anos da morte de pedro Raimundo, tendo o ZH referido-se aos "100 anos de Pedro Raimundo" e não 100 anos da morte de Pedro Raimundo, este cidadão catarinense faleceu no rIO DE jANEIRO NO 09 de julho de 1973, quanto ao equivoco de o jornalista ter chamado-o de "gaudério" concordo plenamente com o Site Bombacha Larga, tambem não aprecio este termo. Um forte quebra costelas.
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