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Luiz Carlos Borges:
Peão do meu Bagé, de Mauro Ferreira

 

05/07/2006 15:03:09
OUTRA CARREIRA MARCADA!
 
Por esquecer da Mádia das Apostas:
uma caixa de cerveja e a barba na cara posta!
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- Mas o que foi isso, vivente? - me perguntou um parceiro. Respondi na tampa, ligeiro: é o resultado do jogo. Só queima quem tá no fogo. E é um ditado da campanha: no jogo se perde ou se ganha, em penca hai sempre trapaça; e é aí que está a graça do meu bigode e cavanha! Foi essa a minha aposta naquela carreira grande: cumprir o que o jogo demande e deixar um cavanhaque bagual se não vencesse o animal, um parelheiro baio-gateado, por muito acostumado a ganhar em qualquer cancha. E aposta não se desmancha, jogo feito é jogo atado! De fato, o proprietário, um tal de senhor Franz, por ter uma penca de fãs e pretensões na política - e isso a história explica em carreiras do passado -, já teria, no embuçalo, evitado correr de orelha. Com mau jogo na parelha, ganhou o outro cavalo! É que o pingo azulego, cria do Coronel Benito, já tinha feito bonito numa carreira arranjada; outra dessas preparada com cavalo cabresteado. O azulego foi maneado, lá nos idos de noventa; lesão na perna inventa e baba, também, o matado! E por isso, meu parceiro, ficou pra próxima o baio. No prejuízo é que eu saio. Eles com a banca forrada, pois ganhou bem na apostada foi quem jogou no azulego; corredores sem apego e calaveiras sem berço rezaram num mesmo terço defendendo o seu pelego! E nessa festa campeira também perdeu a assistência, que ouviu, com insistência, de “vedores” viciados, favoritos já marcados, aguachados e sem arrojo. Muito xiru, no apojo de uma cerveja gelada, sentindo a carreira viciada foi se tapando de nojo! Bem pior fez outro cavalo, um zaino de boa estampa, além da gordura na anca também deu à mão na trapaça. Disso ninguém acha graça, pois pra pingo quebra-bunda o merecido é uma tunda de chá-de-casca-de-vaca; ainda mais se ele empaca por mutretagem imunda! E foi assim, meu parceiro, que se deu o acontecido; na disputa fui vencido por tarimbeiros penteados. Resta o meu rosto barbado pra lembrar dessa peleja. Paguei a caixa de cerveja pro “Lucena Sorte Larga”; “mala suerte” a minha, e amarga como um mate com carqueja! VOCABULÁRIO REGIONALISTA GAÚCHO SUL-RIO-GRANDENSE: Parelheirocavalo preparado para a disputa de carreiras; cavalo de corrida. Canchano sentido do texto: lugar plano, com várias quadras de comprimento por algumas braças de largura, com trilhos preparados especialmente para corrida de cavalos. Jogo atadojogo feito, acertado. Pencacarreira em que tomam parte mais de dois animais. Embuçaloato de embuçalar; colocar o bucal no animal. Em sentido figurado: enganar, iludir com boas maneiras, abusar da boa-fé. Correr de orelhacorrerem os parelheiros em igualdade de condições. Mau jogotrapaça na carreira, como o trancamento com a perna ou qualquer outro procedimento de um dos corredores de parelheiro, visando atrapalhar a corrida do cavalo adversário e ganhar a aposta. Parelhapar de cavalos de corrida no partidor ou largador. Azulegocavalo de pelo oveiro, com pintas brancas e pretas muito miúdas, que de longe parece ser da cor azul. Cabresteadono sentido do texto: cavalo conduzido pelo cabresto, sem resistência, acompanhando facilmente o condutor que o vai puxando. Bagualno sentido do texto: bonito, vistoso, grande. Matadocavalo com mataduras: feridas no lombo. Baio-gateadocavalo cujo pelo tem cor de amarelo desmaiado, puxando um pouco a avermelhado. Banca forrada banca de jogo que ganhou bastante dinheiro com as apostas realizadas. Calaveirasindivíduos velhacos, caloteiros, tratantes. Defendendo o seu pelegodefendendo a vida; os interesses. Assistênciagrupo de pessoas presentes nos dois lados da cancha de carreira. Vedoresindivíduos que espiavam os parelheiros em trabalhos preparatórios para as carreiras. Viciadosque têm defeito; corruptos, impuros; adulterados, falsificados. Marcadosaqueles que enganam; diz-se mais especificamente dos que negociam. Aguachadoscavalos que permaneceram soltos no campo por longo tempo, estando mais gordos, pesados, barrigudos e impróprios para o trabalho forçado imediato. Apojoleite mais grosso tirado da vaca, no ato final da ordenha. Zainocavalo de pelo castanho escuro. Ancaquarto traseiro; a garupa do cavalo. Deu à mãocavalo que facilmente se entrega. Trapaçamanobra astuciosa empregada para surpreender a boa-fé de outrem e causar-lhe prejuízo; dolo, fraude, má-fé, astúcia; ardil, engano, logro. Quebra-bundaepizootia, moléstia da qual os cavalos ficam descadeirados. Mutretagemvelhacaria, negócio escuso; golpe de mágica que esconde intenção de logro. Chá-de-casca-de-vacasurra de relho. Tundasova; censura violenta e severa. Tarimbeirosindivíduos experimentados, práticos, conhecedores. Penteadosvivos, espertos. Pelejadesafio. Carquejaplanta medicinal considerada boa para o estômago. (CARREIRA MARCADA, de José Itajaú Oleques Teixeira - pajada referente à Copa do Mundo de 2006, cujo troféu, ao que tudo indica, estava destinado, por questões também políticas, à Seleção da Alemanha, mas que acabou sendo "conquistado" pela Itália, após as denúncias do escândalo da Máfia das Apostas naquele país.) 

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05/07/2009 09:48:53 José Itajaú Oleques Teixeira - Taguatinga / DF - Brasil
Elucidamos aos prezados visitantes que, a exemplo de muitas outras Copas do Mundo, tudo leva a crer que a de 2006 também tenha sido manipulada. Como bem noticia a edição nr. 3473 do Jornal Correio do Brasil de 11.05.2004 (http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=55497), a Procuradoria Antimáfia da Itália iniciou naquele ano uma investigação sobre uma rede de apostas ilegais por meio da Internet, para determinar se ela teve alguma influência nos resultados dos jogos do Campeonato Italiano da Primeira Divisão. Essa operação teve início depois da descoberta de um centro de coleta de apostas ilegais em Palermo, na ilha da Sicília, um dia antes do final do torneio, cujo título fora assegurado pelo Milan. O centro de apostas tinha sido instalado em um local equipado com vários computadores conectados à Internet, no qual a Polícia Fiscal italiana encontrou vários documentos relativos à classificação, aos jogos da Primeira e Segunda divisões do Campeonato Italiano e a outros eventos esportivos. O esquema funcionava em toda a Itália. Pois bem! Durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, esse escândalo veio à tona, resultando em uma grande reação por parte dos torcedores italianos. Os jogadores da Seleção da Itália temiam, inclusive, o retorno para seu país após o evento. Por consequência, a Alemanha, que a exemplo da França em 1998 tinha seus interesses políticos na conquista do título, viu o mesmo - pela ação da mesma máfia, ao que tudo indica com origem na Ásia, dizem que na Malásia, e com operação em todo o mundo, inclusive no Brasil -, ser entregue à Itália, que já no jogo com a Seleção de Gana - conforme informações do jornalista canadense Declan Hill (matéria do Uol reproduzida em http://itajau.album.uol.com.br/a-copa-do-mundo-e-os-negcios-do-futebol/11426722, que investigou o caso por três anos -, fora também manipulada para perder para a Itália e o Brasil por uma diferença de 2 (dois) gols - sendo a Itália beneficiada, atendendo aos interesses da máfia das apostas e também da própria Seleção Italiana, que com o título de campeã retornou em festa para casa e em paz com os torcedores das equipes italianas participantes, por anos, daquele fraudulento e desvendado esquema. Vejas mais em: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL745046-9842,00-JORNALISTA+GARANTE+GANA+ENTREGOU+O+JOGO+PARA+O+BRASIL+NA+COPA+DE.html Enfim, pelo que aconteceu nas copas de 1978, na Argentina, com o suposto caso da compra da Seleção do Peru; na de 1998, em França, com o hilário caso da "convulsão" de Ronaldo, que, mesmo assim, contrariando toda a lógica médica, participou do jogo; na de 2002, que segundo informações divulgadas o título do Brasil teria sido uma contrapartida daquela "entregada" na França; e na de 2006, do caso das máfias das apostas na Itália e nos jogos da própria Copa, é de se pensar: será que é desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, que esse torneio internacional vem sendo manipulado, ou por interesses políticos locais ou pelos interesses das máfias do apito, das apostas ilegais e dos interesses dos patrocinadores? E no Brasil, haveria casos de máfias a manipular jogos em defesa de seus "patrocinados" interesses, com a criminosa conivência, inclusive, de instituições oficiais responsáveis pela lisura nas competições futebolísticas? E o direito do torcedor estaria sendo respeitado? De nossa parte, para as primeiras perguntas acreditamos que sim; e para a última, certamente que não!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
05/01/2008 15:44:01 Antonio C. Lousada de Azambuja - São Paulo / SP - Brasil
Bagé, 05 de janeiro de 2008. Aí vai uma nostalgia para nos lembrar láááá de foooraa!!!Um beijo grande. Eduardo, até daqui a pouco...
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