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César Passarinho:
Que homens são esses?,
de Francisco Castilho
e Carlos Rodrigues

 

22/07/2006 08:19:16
O SIMBOLISMO DO CTG!
 
Piás Tradicionalistas Brasileiros, cultuando a antiga Tradição
dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul!
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O colorido regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul não se confunde com as cores escuras e fortes que os mercados impõem hoje, junto aos seus modismos comerciais sem fronteiras; o que a expressão representa é a autenticidade dos usos e costumes antigos, oriundos dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. E é desde o surgimento do “35 CTG”, em 1948, que o Centro de Tradições Gaúchas simboliza a vida dos gaúchos campeiros nas estâncias do Pampa do Rio Grande do Sul. Por isso sua sede representa o galpão, seu presidente tem a denominação de Patrão, o vice-presidente de Capataz, o secretário de Sota-capataz, o tesoureiro de Agregado das Pilchas e o orador oficial de Agregado das Falas. Seus departamentos, da mesma forma, são chamados de Invernadas e seus diretores de Posteiros; o Conselho Fiscal de Conselho de Vaqueanos e seus integrantes de Vaqueanos, por serem estes os mais experientes, os que mais conhecem o “campo”. Quanto ao Quadro Social, os sócios e as sócias são tratados de Peões e Prendas, e as crianças de piás: piazinhos, piazitos e piazotes, para os guris, e prendinhas para as gurias, de acordo com a faixa etária da piazada. Patronagem é o termo que representa a diretoria e suas reuniões são denominadas de Charlas. As reuniões do Conselho de Vaqueanos são as Charlas dos Vaqueanos, as da peonada - sócios e sócias -, com a presença da Patronagem, são denominadas de Chimarrão; as de caráter público e com apresentações artísticas de Chimarrão Festivo; as de trabalho no CTG - estância - são chamadas de Lida; as reuniões de práticas campeiras de Rodeio Crioulo da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense; as excursões oficiais das Entidades Tradicionalistas são as Tropeadas; os bailes gauchescos com música regionalista-tradicional e pilcha gaúcha oficial e de honra do Rio Grande do Sul são os Fandangos Gaúchos; e Rondas são as vigílias em geral, a exemplo da promovida à Chama Crioula da Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros, especialmente a realizada durante a Semana Farroupilha. Essa estrutura dos Centros das Antigas Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul, reproduzindo a hierarquia das estâncias, já foi muitas vezes criticada.  Por estar distorcida de nossa realidade urbana, já foi ela classificada até de anacrônica. Entretanto, diante da crescente afirmação das Entidades Tradicionalistas Gaúchas Brasileiras atuais, em que pese a existência de alguns notórios e perniciosos desvios de finalidade provocados por interesses outros que não o cultural de preservação da autenticidade da Tradição Regional do Rio Grande do Sul, essas e outras críticas acabam caindo sempre no vazio. Falham tais observações negativas pela falta de fundamento, uma vez que as raízes do Rio Grande do Sul residem essencialmente na vida campeira do interior da região do Pampa Sul-brasileiro, e, portanto, no serviço das estâncias; nos antigos usos e costumes forjados nas lidas de campo, com o gado, os cavalos e as ovelhas; no Jeito Gaúcho de Viver dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. E é no simbolismo dessas campesinas atividades que o Centro de Tradições Gaúchas surgiu, afirmou-se e alastrou-se pelos polos urbanos e rurais do Brasil e do mundo. Dessa forma, o CTG reverencia as origens históricas do Rio Grande do Sul, cultuando, zelando, defendendo, preservando, adequadamente divulgando e retransmitindo, de pais para filhos, por Tradição, e pelo tempo, de forma a rejeitar as imposições e os modismos de mercado, mantendo a autenticidade da Antiga Tradição dos Gaúchos Brasileiros. É ali, no âmbito daquela Sociedade Cultural Tradicionalista Gaúcha - o CTG - que os princípios morais dos gaúchos sul-rio-grandenses são valorizados em meio à convivência harmoniosa, hospitaleira e salutar, desenvolvida entre famílias cientes de seus deveres diante da necessidade de preservação do seu Patrimônio Sociológico-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense, e conscientes das suas elevadas responsabilidades de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. Por isso o CTG, desde a sua criação, mantém esse simbolismo interiorano, campeiro e representativo do ambiente - não atual, mas antigo - das Estâncias do Pampa Sul-brasileiro. Como bem explicita o art. 1. do Regimento Interno do “35” – Centro de Tradições Gaúchas, de Porto Alegre-RS, discutido e aprovado em sessões de Assembleia Geral, realizadas em agosto de 1950, o CTG assim está simbolizado a fim de manter o colorido regionalista do Rio Grande do Sul!

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03/05/2008 22:27:52 MARCOS IRINEU RAMOS DE GOES - SÃO GABRIEL / RS - Brasil
Fiquei surpreso ao acessar este sítio, pois não sabia da existência deste espaço que vem nos trazer alegria e ao mesmo tempo a possibilidade de podermos participar através da Internet. Desejo sucesso a todos, de uma maneira em geral; e confesso: passarei a desfrutar e apreciar as músicas disponíveis. Um abraço!
Sítio: http://bombachalarga
05/04/2008 00:50:00 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Ivan. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita, o comentário postado e os elogios proferidos a este espaço cultural tradicionalista gaúcho. Quanto às críticas formuladas, como espaço democrático que é, o Bombacha Larga as recebe, embora se permita de algumas delas discordar, especialmente quanto à recomendada "flexibilidade", à forma “sem didática” e às “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, atribuídas ao trabalho desenvolvido neste sítio. Por primeiro, prezado Ivan, se o Tradicionalismo chegou ao ponto em que se encontra foi justamente pela prática da tal “flexibilidade” que os comercialistas e os políticos almejam impor, em benefício próprio, ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado; por segundo, didática há que terem os Posteiros Culturais, as Primeiras Prendas, os senhores "Tradicionalistas" das Patronagens, os quais têm o dever institucional-estatutário e a obrigação moral de formar as consciências culturais regionalista-tradicionais e tradicionalistas entre os jovens e os adultos chegados ao Tradicionalismo, e não o fazem; por terceiro, se cobrar a devida coerência entre as ações “tradicionalistas” e os ditames morais, culturais, sociais e filosóficos da Carta de Princípios do MTG - a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira - é para esse xiru velho “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”, podemos considerar que aí, sim, há uma grave contradição. Perguntamos-te: como poderemos evitar que a Chama da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense venha a se apagar, definitivamente, se não cobrarmos de todos os que integram o MTG Brasileiro organizado as suas responsabilidades para com os fins do Movimento Cultural a que pertencem? Consentir e compactuar com as ações dos "Calaveiras da Tradição", que há muito exploram o Tradicionalismo com fins politiqueiros, econômico-financeiros e comerciais, flexibilizando tudo em prol dos votos e do mercado e seus lucros, seria bom para a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul ou para os interesses daqueles que manipulam e alteram o Patrimônio Sociológico-tradicional dos Sul-brasileiros em prol dos seus mercantilismos sem escrúpulos e sem fronteiras? Infelizmente, não podemos concordar com esse prezado visitante. Podes chamar do que for, até de “pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego”. Porém, no confronto com um poder econômico e politiqueiro que corrompe a Riqueza Regional Gaúcha Sul-rio-grandense os verdadeiros Tradicionalistas não devem ou não deveriam se achicar, mas lutar com as armas da verdade, nua e crua. Pelo menos aqui estamos informando e conscientizando aos atuais e futuros Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, algo que, naturalmente, não interessa a um grande número de "Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul"; desses que se agarram aos cargos do Tradicionalismo organizado para se locupletarem, contribuindo apenas para a desnaturação dos usos e dos costumes gaúchos tradicionais e a corrupção dos valores morais dos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Se há quem permita, incentive e compactue com a Corrupção Cultural da Pilcha Gaúcha de Honra e Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, com indumentárias de coloridos fortes, pretas, calças, cintas urbanas, “guaiacas porchetão freio de ouro”, “rastras” platinas, coletes e lencitos atexanizados, virados, botinhas à meia-canela, chapéus chaparral, claros, copa alta, aba caída, “countries”, e boinas coloridas importadas à cabeça dentro dos recintos cobertos e ao dançar; a masculinização comercial das Prendas Gaúchas; o maxixe, a "tchê music", a música sertaneja, o forró, a montaria em bois, as touradas, as mesas da amargura, o futboi, as gineteadas e as provas comerciais crioulistas importadas do “universo texano” e outros assassinatos culturais regionalista-tradicionais gaúchos brasileiros, que contrariam aos próprios fins do Tradicionalismo, essas atitudes certamente que não podem ser tratadas como “ações tradicionalistas" de Instituições e indivíduos “Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros”! Não, pois isso é um crime praticado contra um Bem Público pertencente a todo o Povo Brasileiro; um crime cultural bárbaro; uma grave violação à Constituição do Estado do RS, à Constituição Federal do Brasil e a todos os documentos básicos do Sistema Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Por isso, Ivan, acreditamos que “choques de ego” são próprios daqueles que juraram perante a Bandeira Farrapa do Rio Grande do Sul cuidar, zelar, preservar e corretamente divulgar as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, e depois cederam aos interesses econômico-financeiros dos mercados - musical e modista - "Country-texa-sertanejo", "Mercosurista-crioulista" e "Comercial-nativista", todos motivados sabemos muito bem por qual "$entimento cultural". Esses, sim, estão a massagear seus egos com o produto criminoso de suas ações lesa-cultura regional gaúcha sul-brasileira; esses não querem educação tradicionalista dentro dos CTGs, já que fantasiados de tradicionalistas estão a agir como raposas a cuidar de um galinheiro que, na verdade, diante das incoerências praticadas - culturais, regionalista-tradicionais e tradicionalistas - pode estar repleto de "modistas", mas não de Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. E o Tradicionalismo, por não visar lucro e perseguir fins essencialmente culturais, não é palco para os alegados "profissionalismos", mas para ações desvinculadas dos objetivos econômico-financeiros daqueles que dele se utilizam para auferir vantagens ilícitas, de ordem mafiosa, setorial ou particular. Portanto, agradecemos as palavras elogiosas proferidas a este espaço cultural tradicionalista gaúcho, recebemos as tuas críticas e as respeitamos. No entanto, com o mesmo direito democrático, não podemos concordar com elas, pelos motivos acima expostos. Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
04/04/2008 17:38:03 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações a todos do Site Bombacha Larga e seus freqüentadores. Todas as matérias noticiadas (com muitas verdades que incomodam), suas críticas e elogios há todas as formas e entidades Tradicionalistas, são um alento para quem estava cansado de ver, ouvir e engulir verdadeiras ofensas a Tradição e Memória dos Antepassados do nosso povo Gaúcho. O melhor é que vocês abriram espaço para uma discussão que a muito já deveria de existir. Que rumo vai tomar nossas tradições? Como resgatar a essência já perdida? Como apresentar as novas gerações a expressão correta da nossa cultura? Como unir todas as entidades Tradicionalistas numa sólida e coerente e principalmente competente Forma Cultural? Se muitos erros são cometidos ou negligenciados no âmago do Coração das Tradições (C.T.Gs do Rio Grande do Sul) o que se esperar de outras entidades no País afora? Essas e outras perguntas pulsão no peito daqueles que viveram com muita emoção tempos de glória dos C.T.Gs, quando pediram com lágrimas de orgulho; “Não deixem a chama apagar gurizada! ’’ Elogio vocês pela idéia inovadora de utilizar essa ferramenta de comunicação, mas também tenho minhas críticas. Não podemos somente levantar bandeiras e montar vigilância contra tudo aquilo que julgamos depreciador e incoerente com os ensinamentos passados da Tradição Sul Rio Grandense. A cobrança e os apontamentos deve existir sim! Mas sem deixar de ser flexíveis quando necessitar e não ser de forma disciplinadora sem didática. Sempre achei que objetivo do rapasse das Tradições era despertar todos (Gaúchos ou não) para as coisas que realmente brotam da origem e fazem sentido a nossa vida. E não fazer nossas mentes e corações viverem sempre uma eterna contradição. Nisso vocês pecam e muito ao usarem do conhecimento que possuem, em pequenas irrelevâncias provocadas por choques de ego. Isso é muito pequeno diante dos desafios que surgem nessa evolução sem abrir mão da Tradição. Agradeço muito o espaço aqui nesse florão de tradição e espero sinceramente que se atinja o objetivo que vocês traçaram com essa rica idéia. E que todos aqueles que se sintam donos do que nas chamamos de Centros de Tradição Gaúchas, saibam: não existe mais espaço para amadorismo! Um forte abraço a todos.
Sítio: *****
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