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Walther Morais:
Alma de Chamamé

 

29/07/2006 10:12:35
CHAMAMÉ DO RIO GRANDE: UMA DANÇA GAÚCHA DE PARES ENLAÇADOS!
 
Um Fandango Tradicionalista Gaúcho, no Planalto Central do Brasil!
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As Danças Gaúchas Tradicionais Sul-rio-grandenses de Salão devem ser preservadas na autenticidade regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, especialmente no Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. O chamamé, por exemplo, chegado ao Rio Grande do Sul a partir da década de 40, por intermédio do Rádio, é um ritmo harmonioso que possibilita aos dançarinos um bailado aprazível e admirável. Para o folclorista argentino Joaquim Lopez Flores, a dança correntina, da Província de Corrientes, teria sido originada da Chimarrita introduzida pelos açorianos no Rio Grande do Sul. E há quem afirme que apesar de ser largamente difundido na Argentina o ritmo teria nascido no Paraguai, cuja expressão em guarani significa improvisação. Hodiernamente, sua dança é muito popular e presente nos Fandangos Gaúchos do MTG Brasileiro. Clóvis da Rocha, no seu ABC das Danças Gaúchas de Salão (Porto Alegre: Martins Livreiro Editor, 2002, p. 44), informa-nos que o chamamé dançado por argentinos ou uruguaios está mais para a valsa e nada tem a ver com as loucuras feitas hoje em dia nos nossos bailes, onde acabaram inventando o ‘chamachote’ ou ‘choteme’ e, depois, na hora da dançar um chote caminham como se fosse chamamé. Essas, certamente, são consequências das inúmeras criações coreográficas de alguns efusivos professores e de certas Academias de Danças, desenvolvidas a partir da década de 80, aonde as vaidades individuais e os interesses financeiros extrapolavam o bom senso rítmico e a graciosidade das Danças Gaúchas Tradicionais Sul-rio-grandenses de Salão, mais especificamente a do chamamé e a do xote. Os dançarinos, portanto, em prol da autenticidade regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, devem dançar o chamamé enlaçados e sem aquelas intermináveis firulas e piruetas que ameaçam até a integridade física de quem se encontra na pista de dança. Felizmente nos dias atuais todos parecem estar mais conscientes de que exageros só contribuem para a desnaturação e a indesejável adulteração do chamamé, assim como de todo o magnífico Patrimônio Artístico Gaúcho Brasileiro constituído pelas Danças Gaúchas Tradicionais de Salão e outros aspectos culturais gauchescos dos Antepassados Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

 

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16/04/2008 12:53:41 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Buenas! O chamamé realmente vem sendo sangrado, hoje, nos salões, tanto de CTGs quanto de bailes paisanos, com o malabarismo de alguns que dizem bailar CHAMAMÉ. Por isso existem tantas disparidades, na forma de se dançar esse ritmo, de uma região à outra do Sul Brasileiro. A matéria acerta e muito quando afirma que tudo isso é influência dos “professores de Danças Gaúchas”, que deturpam o modo simples e tradicional do Chamamé, com vaidades e individualizações. Quem gosta de dar “shouzinho”, que procure outros ritmos fora da nossa tradição (lambada, axé, forró universitário e funk). A tradição deve ser mantida, para não perdermos o verdadeiro sentido da cultura gaúcha!
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29/07/2007 19:28:51 celso meireles do couto - pelotas / RS - Brasil
Sou fã de chamamé! Gosto de dançar na volta do salão, pra ver o vestido da prenda arrodiando. Ainda mais com o Walter Morais cantando! Tá lindo barbaridade, tchê! Comuniquem-se comigo, que eu vou gostar bastante!
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Listados 2 Comentários!
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