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Recado do Patrão

 

14/08/2006 02:03:01
POLÍTICA DO VOTO E PRINCÍPIO DA MORALIDADE TRADICIONALISTA!
 
A criança tradicionalista no ambiente familiar, salutar, de um CTG!
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O Homem, desde Aristóteles, tem a consciência de ser e interagir como um ser político. Entre as suas várias formas de manifestação, nessa condição humana está a política partidária. A política é a arte de bem governar; a politicagem é a política ordinária, mesquinha e interesseira; e, também, a súcia de maus políticos. Sabe-se que o Movimento Tradicionalista Gaúcho, por disposição estatutária, impossibilitado está de praticar a política partidária, direta ou indiretamente. Seus fins são essencialmente culturais e adstritos aos princípios contidos no seu Estatuto. O MTG, portanto, como entidade altamente democrática, sem preconceitos de raça, credo, ideologia política, classe social ou idade, deve afastar-se de toda a atividade partidária. Do contrário, estaria a ferir um dos princípios basilares da Filosofia Tradicionalista, previsto no item X de sua Carta de Princípios. Afinal, “respeitar e fazer respeitar seus postulados iniciais, que têm como característica essencial a absoluta independência de sectarismos político, religioso e racial” é um mandamento, uma doutrina fundamental a ser preservada, e não um poder facultativo atribuído aos órgãos de direção do MTG Brasileiro organizado. Se é verdade que todos os seus integrantes são iguais, comungando dos mesmos direitos e deveres, por que deveriam, então, submeterem-se às orientações da cúpula do Movimento, no sentido de votarem em determinados políticos, atendendo, supostamente, aos interesses do Órgão? Lembre-se, ainda, que a liberdade é um dos princípios defendidos pelo próprio Tradicionalismo. Se o Cidadão Tradicionalista Gaúcho tem a liberdade constitucional para seguir a corrente filosófica, política ou partidária que julgar mais conveniente para si ou para sua comunidade, estado ou país, como um órgão cultural poderia tentar interferir na sua escolha pessoal, agindo como se fosse um partido político em plena campanha eleitoral? Que a politização do MTG deve ser uma pretensão de muitos integrantes da classe política não é de causar estranheza. Mas é justamente para evitar essas explorações eleitoreiras que o Movimento Tradicionalista Gaúcho nasceu desvinculado das paixões partidárias, a fim de não ser desnaturado, na sua essência, pelos interesses políticos de toda a ordem. Lembremos, ainda, que mesmo inexistindo o vínculo oficial dos Órgãos Tradicionalistas com a política partidária, aqueles já sofrem as naturais pressões do meio político. Se de forma velada penas impostas aos que infringiram os regulamentos tradicionalistas já foram abrandadas e até perdoadas; se atribuições regulamentares já foram mitigadas e interesses pessoais já se sobrepuseram aos institucionais, é de se imaginar o que pode acontecer no Tradicionalismo organizado se oficializadas fossem as cobranças e as interferências políticas decorrentes de uma vinculação entre o Órgão Tradicionalista Federativo e os políticos eleitos de sua lista. Qualquer decisão nessa linha, individual ou colegiada, viria a contrariar as orientações morais da própria Entidade, as quais imputam aos Tradicionalistas Gaúchos o repúdio a todas as manifestações e formas negativas de exploração, direta ou indireta, do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, conforme o item XVI de sua Carta de Princípios. Com efeito, alterar o Regulamento do Estatuto do MTG/RS, como se buscou fazer - ou se fez - na 70ª Convenção Tradicionalista, realizada nos dias 28 e 29 de julho, na cidade de Caxias do Sul-RS, para permitir que a lista de políticos escolhidos pelo MTG-RS pudesse vir a orientar o voto dos membros do MTG/RS nas eleições estaduais de 2006, no Estado Sulino, seria alterar o próprio rumo do Movimento Tradicionalista Gaúcho Basileiro. E nesse caso, em que pese a manifesta inviabilidade da proposição, diante do que irradia a Filosofia Tradicionalista, a matéria teria de ser debatida no âmbito do Congresso Tradicionalista, órgão apto a discutir questões relativas às diretrizes, aos rumos e aos princípios do Tradicionalismo, conforme reza o art 19 do próprio Estatuto do MTG/RS. A Convenção, portanto, a despeito de ter a competência para aprovar, alterar e reformar o Regulamento do MTG, códigos e demais regulamentações, não a tem para mudar os rumos do Tradicionalismo organizado. Além disso, todo o ato que pretendesse promover a alteraração da Carta de Princípios eficácia alguma teria, uma vez que a Constituição Tradicionalista é considerada cláusula pétrea pelo próprio Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Como condição humana, sabe-se que a política é algo inerente aos dirigentes do MTG/RS, como o é a todo e qualquer cidadão. Mas a atividade político-partidária no âmbito do MTG Brasileiro, praticada direta ou indiretamente, não deve - ou não deveria - jamais ser autorizada, menos, ainda, em sede de Convenção Tradicionalista. O MTG, desde a sua origem, luta pela preservação da Cultura Regionalista-tradicional oriunda dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, baseado na Filosofia Tradicionalista ditada por seu próprio Estatuto Social. Afrontá-lo, seja com fins político-partidários ou pessoais, é ir de encontro aos fins filosóficos, culturais, morais, institucionais e estatutários do próprio Tradicionalismo. A política, instrumento fundamental para a construção da Democracia, deve ser praticada com transparência e nos limites da ética. Os ultrajes aos princípios filosóficos e morais do Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, de tão grande significado para o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, poderão caracterizar opções tendenciosas aos interesses político-partidários e eleitoreiros, e não àqueles buscados pelo MTG Brasileiro organizado. A pretendida política do voto, portanto, poderá vir a ser, e não sem razão, classificada pelos defensores do Princípio da Moralidade Tradicionalista como mais uma vergonhosa, desprezível e verdadeira politicagem!

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14/08/2010 11:56:51 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Diante de todos os problemas verificados nesse desorganizado e explorado MTG Brasileiro, é de se perguntar: com todas as modificações já produzidas pelo próprio Tradicionalismo na verdadeira Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, com o patrocínio dos mercados e dos politiqueiros, poderíamos dizer que esse sistema tem condições de cumprir os seus objetivos e fins culturais de proteção, preservação e correta divulgação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro? Em breve estaremos publicando a nossa resposta e apontando a única forma de eles virem a ser efetivamente concretizados, uma vez que nesse meio tradicionalista "organizado", "político-partidário" e "comercial" isso pouco ocorreu, não ocorre e jamais poderá ocorrer, diante das diversas formas de corrupção que anulam os seus Postulados Iniciais, os seus Princípios Básicos de Atuação, a sua verdadeira Missão Institucional.
Sítio: http://www.bombachalarga.org
16/01/2007 13:04:19 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Jorge Webber. Com o fim de dirimir qualquer dúvida, porventura ainda existente, quanto à motivação do artigo acima, esclareço-te o seguinte: 1 - o artigo é bem claro ao comentar criticamente o fato de o MTG/RS, no periodo antecedente às eleições de 2006, ter tentado em sede de Convenção Tradicionalista autorizar a circulação de um lista, por todos os CTGs do Estado, com o nome de políticos candidatos a cargos político-partidários e supostamente mais afinados com o Tradicionalismo, fato este que, na minha opinião, equipara-se ao já criticado e abominável sistema do voto de cabresto, tão praticado na História Política de nosso Estado e de nosso País. Portanto, em nada está o teor da referida matéria ligado a qualquer declaração desse prezado comentarista ou de qualquer outra pessoa; 2 - com relação à CBTG, tenho esta como uma Confederação como outra qualquer, com a particularidade de que a mesma tem fins estritamente culturais, o que eleva em muito a sua responsabilidade. Para tanto, a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, na sua atuação, há que, obrigatoriamente, seguir e promover a sua filosofia básica de atuação, estabelecida na Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho, observando e fazendo observar os seus próprios estatutos e regulamentos, cumprindo com a sua incumbência de estabelecer as diretrizes necessárias ao funcionamento do próprio órgão e também das suas entidades filiadas, tudo em prol dos objetivos tradicionalistas a que todos se propuseram atingir e que vêm a justificar as próprias existências institucionais daquela Confederação e das suas filiadas Federações. Por isso, como qualquer outra Confederação Nacional, o seu sistema eleitoral envolve diretamente as Entidades Tradicionalistas confederadas, por intermédio das suas respectivas diretorias, fato este que em nada compromete a sua legitimidade ou a sua prática democrática, vez que este é o procedimento empregado em todas as demais Confederações e o mais indicado para um sistema federativo. E a preservação da cultura gaúcha não é só uma ação de interesse das instituições tradicionalistas, mas de todo o Povo Gaúcho que a detém por direito de herança. Assim, todos os esforços no sentido de cuidá-la, protegê-la e defendê-la de outros interesses que não os culturais regionais, devem, sim, resultar em ações efetivas por parte de qualquer órgão, federativo ou não, especialmente daqueles que foram criados para cultuar, valorizar, defender, preservar e divulgar as autênticas Tradições do Povo Gaúcho Brasileiro e estão, há muito, manipulados por exploradores de culturas, sendo desvirtuados nos seus fins maiores de dignificar a rica cultura dos Gaúchos Campeiros do Brasil. Sem controle não há organização alguma. O caos cultural tradicionalista que se observa, especialmente nestes últimos anos, é decorrência das continuadas omissões institucionais de uma grande parte das Entidades Tradicionalistas Gaúchas e, também, da proliferação no meio tradicionalista de outras e estranhas filosofias, diga-se de passagem, nada condizentes com os propósitos daqueles moços de 47 que fizeram erguer uma Tradição já, naquela época, fortemente subjugada por conhecidos e persistentes assassinos culturais, cujas ações continuam a se utilizar de todos os meios possíveis em busca dos seus altos e dissimulados interesses mercadológicos. Mas, por outro lado, a filiação de uma Entidade Tradicionalista ao Tradicionalismo organizado nunca foi e continua não sendo de caráter obrigatório. Portanto, aqueles que não comungam das idéias básicas do Movimento Tradicionalista Gaúcho têm todo o direito de se afastarem, tornando-se livres para, mas não sem qualquer ônus moral, corromperem a riqueza cultural do Bravo Povo Gaúcho Brasileiro! Saudações!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
15/01/2007 14:41:50 Jorge frederico Duarte Webber - Brasília/DF / DF - Brasil
Espero que este artigo não tenha nada que ver com o fato de eu ter dito, certa feita, que: "A CBTG pretende ser o órgão máximo do Tradicionalismo Gaúcho e quer que sigamos a Carta de Princípios, o Código de Ética e os demais regulamentos (ainda que mal feitos), para ter-nos a cabresto, sujeitos à sua vontade. Tanto ela busca a hegemonia dentro do MTG, que pretende operar uma insidiosa inversão de valores, pois não são os “órgãos superiores” do Tradicionalismo que sustentam os CTGs e pagam suas contas; é justamente o contrário. Mas ninguém, senão o conjunto dos associados de um Centro de Tradições Gaúchas, pode mandar em um CTG. Assim colocado, o conjunto dos CTGs de uma UF deve mandar no MTG daquele Estado e é o conjunto dos MTGs que deve mandar na CBTG! Em uma sociedade democrática, os órgãos “superiores” devem existir para servir aos CTGs e ao Movimento e não o contrário! Por este mesmo motivo, os associados de um CTG não podem reconhecer a pretensa autoridade dos Patrões destes órgãos ditos “superiores do tradicionalismo”, uma vez que não é o universo dos associados dos CTGs que os elege, de maneira democrática, por sufrágio universal, e sim alguns senhores reunidos num conselho, que representam no mais das vezes apenas eles mesmos e suas panelinhas, com seus interesses comuns, que não são os de todos". O que quer a CBTG? Que um povo “forte, aguerrido e bravo” (como reza o Hino Rio-Grandense) se porte como manso cordeirinho? É a postura covarde do Velho Viscacha que essa Federação pretende impor, como tradição, às entidades filiadas, enquanto se autoproclama paladina da cultura gaúcha? A CBTG e cada MTG estadual deve a sua existência à vontade soberana das entidades coligadas que a formaram. Existe para fazer prevalecer o direito de cada uma delas (e não para impor o pensamento e a vontade de um CTG ou “panelinha”), inclusive o direito democrático de manifestar desconformidade com os rumos que a Patronagem de tal Federação vem tomando, sem, com isso, sentir-se constrangida, pressionada ou acuada pelos demais CTGs. Ela existe para trabalhar em prol da causa comum que levou os Centros de Tradições a se associarem; para ser uma espécie de vaqueano, ou guia, e não de caudilho ou de ditador que force os CTGs a aceitar suas imposições e a trabalharem como servos seus. Mas, se não pensam assim, é melhor tirarem os símbolos gaúchos de suas bandeiras e substituí-los por um símbolo totalitarista qualquer. Gracias e um saludo fraternal a todos!
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16/08/2006 08:05:57 Renê Costa - Alegrete / RS - Brasil
Os tradicionalistas devem estar atentos, pois faz tempo que tentam intoduzir neste meio a política partidária. Tive o desprazer de estar presente no Congresso Tradicionalista, em Bagé/2002, quando oradores apoiaram abertamente um candidato, dito representante da causa tradicionalista. Felizmente, não conheço candidato que se elegesse usando o Tradicionalismo como bandeira. Aqui no Alegrete vários tentaram e, felizmente, não conseguiram.
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15/08/2006 15:19:07 maximino - chapeco / SC - Brasil
O GAÚCHO NÃO PODE PERDER A ESSÊNCIA DA LIBERDADE DEMOCRÁTICA = TODOS DEVEMOS SER O MAIS ORIGINAL POSSÍVEL. NÃO DEVEMOS ACATAR NENHUMA IDÉIA OU MODELO POLÍTICO, POR MELHOR QUE SEJAM, PORQUE ISSO SEMPRE IRÁ TRAZER COMPLICAÇÕES AO NOSSO MEIO TRADIOCIONALISTA GAÚCHO. MAXIMINO
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