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Adair de Freitas e Miguel Marques:
Canto ao Garrão de Pátria,
de Nenito Sarturi, Adair de Freitas
e Miguel Marques

 

15/08/2006 00:38:33
O CRIME E O CASTIGO!
 
A Invenção Comercial nunca foi, não é e jamais será
a Música Regionalista Gaúcha Tradicional dos Campeiros do Sul do Brasil!
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Ouve-se, nos quatro cantos da Nação Gaúcha Brasileira, as reclamações lamuriosas dos assassinos culturais: essas bandas da tchê music, que sem o menor constrangimento e sem o menor respeito à Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, foram mesclando os ritmos gaúchos a quaisquer outros que estivessem na mídia. Contando com a ajuda nefasta de alguns Patrões de CTGs e de outros tantos tradicionalistas de ocasião (entenda-se por ocasião a oportunidade propícia à arrecadação, o interesse pelos pilas), e devido aos descasos do MTG, foram assassinando a rica Cultura Regional Gaúcha Sul-brasileira. Ao misturarem ritmos gaúchos com axé, xaxado, sertanejo, lambadas, reguee, e até mesmo rock, foram transformando, sem a menor preocupação culturala Música Regionalista-tradicional Gaúcha do Rio Grande do Sul. Os Rodeios Crioulos, aonde deveria ser apresentado o cerne, a cepa do puro Nativismo Gaúcho Sul-rio-grandense, transformou-se em uma exposição da Terra do Tio Sam. Chapéus, botas e cinturões de vaqueiros norte-americanos foram enchendo as prateleiras dos quiosques, dentro do pátios dos rodeios. Os lenços mais usados pelos pseudospeões gaúchos já não era o legítimo lenço regionalista-tradicional do Estado, e sim um lencinho fabricado com o mesmo tecido usado para fazer cuecas tipo samba-canção, encontradas em qualquer lugar. Bem, se aquele lencito tem história, talvez seja a de ter sido usado para prender os cabelos das avós desses peões, história esta bem diferente daquela do legendário lenço gaúcho do Rio Grande. Por conveniência de determinadas Patronagens – com vistas nos pilas da inscrição - não se exigia mais o traje correto para as provas campeiras. Os peões mais americanizados usavam calças jeans, com aquele protetor de pernas que os mocinhos dos filmes de bang-bang usam. Em uma prova campeira chegou-se a ver um peão montar de bermudas e descalço! A falta de respeito às normas tradicionalistas era tanta que um peão devidamente pilchado se sentia deslocado no  pátio de um Rodeio Crioulo da Tradição dos Campeiros do Rio Grande. Quanto à Artística, esta era deixada de lado pela maioria dos CTGs. Afinal, Rodeio Country não têm Invernada Artística. Além disso, ela não dá retorno financeiro, pois o lucro cultural não interessa aos Calaveiras da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense. Agora, depois da nova resolução adotada na VI Convenção Brasileira de Tradição Gaúcha, da CBTG, e diante da proibição do MTG à execução da famigerada Tchê Music nos CTGs e nos Rodeios Crioulos da Tradição Gaúcha Sul-brasileira, começou o berreiro. Os que se julgam prejudicados lamentam, ameaçam, dizem que o público vai embora dos CTGs; dizem que é um absurdo não poderem tocar onde começaram a carreira - onde, diga-se de passagem, começaram tocando músicas gaúchas, no compasso gaúcho, e não essa porcaria que tocam agora! Na verdade, lamentam e esperneiam porque, se a resolução for seguida à risca, mais de 3.000 pontos de apresentações se fecharam para eles. Reclamam, também, porque sem a ajuda da percussão - aquela muleta que faz tum-tum-tum a noite toda, que azucrina e acelera a música, além de encobrir os parcos recursos musicais desses grupos - terão que reaprender a tocar as autênticas músicas tradicionais gaúchas do Rio Grande. Talvez eles até nem saibam mais tocá-las no compasso gauchesco. Precisarão, principalmente, começar a respeitar a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha que os sustentou, a todos eles e a suas famílias, por todos esses anos de atuação no meio artístico. Pois, durante esse tempo todo não tiveram qualquer respeito para com a Música Gaúcha dos Sulistas do Brasil, com o Patrimônio Musical Gauchesco do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. Mas, agora, a teta secou! (do colaborador do BL e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro: um Missioneiro!)

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24/04/2010 17:32:45 Erian Martins da Rosa - Curitiba / RR - Brasil
Sou de Caxias do Sul-RS, mas há 2 anos moro em Curitiba-PR, e lamento ser sincero, mas o gosto p/tchê music está ligado diretamente a pessoas movidas p/ignorância. Poucos estados possuem uma tradição tão linda quanto a tradição Gaúcha. Saúdo os patrões de CTGs, onde enfrentam c/peito de aço e sangue Farroupilha as críticas por manterem nossa bandeira do tradicionalismo AUTÊNTICO. Com isso conseguiremos, nós tradicionalistas, sentar c/nossos netos e contar-lhes, c/orgulho, sobre a nossa verdadeira música gauchesca. Tchê Music nada mais é q uma modinha c/puro interesse financeiro. Toda modinha passa. Nossa música tradicionalista é raiz, tem história, tem origem; isso já basta p/que os ignorantes da cultura gauchesca LEGÍTIMA não esqueçam dela e a respeitem.
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15/02/2010 02:40:42 Julio Guerrero Bratfisch - Jundiaí / SP - Brasil
Sou paulista de coração, me orgulho das minhas raízes caipiras e sinto dor no coração quando vejo essa total americanização que a cultura caipira e boiadeira paulista vem sofrendo nos últimos anos. As bombachas, guaiacas e botas de cano alto, que também eram usadas pelos boiadeiros e tropeiros aqui em São Paulo, foram substituídas por calças apertadas jeans, botas floreadas e cintos com fivelas gigantescas, além de usarem as chaparreiras que literalmente são mais floreadas que guaiaca de correntino. Enfim, é triste ver como a mídia está destruindo a cultura caipira... e o povo vai junto, num total "analfabetismo" cultural que me dá vergonha. Enfim...tem que pelejar e partir pro entrevero... Tô aqui, na luta pela tradição autêntica caipira e tropeira de São Paulo. Enfim, admiro os gaúchos por preservarem sua cultura... continuem lutando por isso. Saludos caipiras aos irmãos pampeanos!
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19/11/2009 00:49:46 ademir - artur nogueira / SP - Brasil
Olá, amigos! Sou paulista nato, mas gosto e admiro as tradições; tomo religiosamente meu chimarrão, todos os dias, e também tenho minha pilcha; e digo que o povo sulista é, sem dúvida, a alavanca que impulsiona este país. Quanto ao comentário do amigo, posso dizer que concordo plenamente; isso acontece aqui também, aonde nossa cultura e nossa música sertaneja verdadeira, que é a música raíz, é usada por esses criminosos que assassinam a cultura brasileira com o apoio da mídia, que visa seus próprios interesses econômicos. Mas não vamos desanimar; a nossa luta continua, Ademir! - Artur Nogueira/S.P.
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29/04/2008 17:04:25 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Saudações! Bueno, a resolução na VI Conferência da CBTG é só o início da reação contundente que está se operando em todos os rincões que prezam pelo autêntico tradicionalismo e sua música com marcação, que faz a alegria dos bailes de procedência. Fechando o espaço de apresentação dessas aberrações, consegue-se, além de preservar artistas que têm compromisso com a música tradicional de fandango, também impedir que se criem outros grupos “tchês”, por falta de público modista e alienado. Quanto aos grupos de música brega-sertaneja, sertanejo universitário (que nunca tiveram compromisso com a música sertaneja de raiz) ou os cow-boys-abarretiados que tem cercado nossos rodeios, esses terão que se contentar com seu nicho (pra não dizer lixo) fonográfico em rodeios americanizados ao estilo “toca qualquer coisa pra vender cerveja”. Aos “tchês”, só resta voltar às suas origens (se o conseguirem, claro, ou quem sabe eles até possam fazer algum sucesso no carnaval da Bahia! Buenas e vou largando... Um grande abraço a ti, Missioneiro Canabarro!
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17/04/2007 18:30:01 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Xiru Lucas. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Tens toda a razão quando criticas a atual "Banda" Tchê Barbaridade. Comungamos do mesmo sentimento de reprovação. Contudo, quando "rodamos" uma música desse Grupo, como a que toca na matéria publicada no dia 15.04.2006, sob o título "A infância e o Tradicionalismo Gaúcho", de autoria do nosso colaborador Ademir Canabarro, ou publicamos uma foto daqueles músicos pilchados "a preceito", estamos, ao contrário, informando aos mais jovens de como era o Tchê Barbaridade no início de sua carreira artística, quando começou a explorar a música regionalista gaúcha tradicional, como meio de trabalho. Portanto, não estamos, em absoluto, fazendo propagranda enganosa dessa ou de qualquer outra "banda". Esta tem sido, desde o início, uma das formas deste sítio abordar questões correlatas. E a música "O Rio Grande me criou", de autoria de Walter Morais, Volmir Dutra e Marcelo Noms é digna de estar tocando neste espaço tradicionalista, pelo seu conteúdo, ritmo e compasso, ainda mais que ela é do tempo em que o Tchê Barbaridade ainda honrava a Pilcha Gaúcha do Rio Grande. E, ainda, se esses Tchês, como quaisquer outros, pilcharem-se com a típica e autêntica indumentária dos gaúchos sul-rio-grandenses e executarem a música regionalista gaúcha do Rio Grande no compasso tradicional, respeitando os instrumentos típicos do Rio Grande e os conteúdos morais das composições, em um Fandango Gaúcho de CTG, qualquer Tradicionalista poderá dançar, cultuar e preservar a Tradição do Povo Gaúcho Brasileiro. Mas, em não sendo assim, não há como aceitá-los dentro dessas Entidades que são os "Esteios da Tradição Gaúcha do Rio Grande". E só para esclarecer-te melhor o nosso sistema, informamos-te que aqui não aceitamos ordens, mas, de bom grado, acatamos toda e qualquer sugestão que venha a colaborar para a efetiva preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
15/04/2007 22:48:22 lucas - santo angelo / RS - Brasil
Mas que bagualismo!! Em Santo Ângelo, pelo domingo de manhã, as rádios tocam Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Noel, Miguel Marques, Borges e Cezar Oliveira, Tchê Music aki nao! o texto está mto bom, apenas nao gostei da música do Tchê Barbaridade tocando aqui no sítio, entro aqui para ler algo de Tradição e fundamento e me deparo com uma bandinha que rebola no palco... tirem isso... No mais... o texto é bagual por demais... Outro missioneiro
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25/08/2006 20:11:16 Rivelino - Bhte / MG - Brasil
Se os homens que encabeçam este ataque aos da Tchê Music tiverem braço forte e levarem adiante, firmes nos arreios e sem folgas nas rédeas, com certeza voltaremos a ter uma vida cultural sadia, assim como foi nos legado por aqueles que fizeram história no vai-e-vem da gaita crioula. A minha parte eu tenho feito, por vocação, e não por "hits" de momento. No meu radinho só toca a boa música crioula, a nativista de raiz, pois é assim que me sinto feliz. Vamos deixar os imortais homens, que fizeram e mantiveram a verdadeira cultura musical do Rio Grande, descansarem em paz em seus jazigos. E aqueles que tiverem peito e força no braço, que continuem com os seus vai-e-vem numa botoneira, daqueles de rachar o esmalte das unhas das prendas mimosas, com um baita ronco de bugio!
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21/08/2006 22:18:02 wALMIR FERREIRA BATTU - CURITIBA / PR - Brasil
Este texto, está afinado com os princípios gauchescos que merece ser preservado. Oxalá, levem à sério a resolução do CBTG! tfa.´.
Sítio: http://www.walmirbattu.com
20/08/2006 11:21:58 Valdemar Engroff - Alvorada / RS - Brasil
Pois Olha Tchê! Este resolução aprovada pela CBTG, que vai atingir o tradicionalismo gaúcho brasileiro veio em boa hora, e a venda da Rádio Liberdade do RS para a Rede Pampa, deixando de tocar o lixo cultural gaúcho para tocar a autêntica música do RS, sacudiram com os CTGs e colocaram o velho tranco gaúcho de volta aos trilhos. Ontem fui num fandango em Gravataí. Animação: Grupo Sul América. Apesar do intenso frio, quase não dancei. Ficava admirando o que estes monstros do Sul América faziam em cima do palco. Tocavam os velhos sucessos regionalistas. Estavam filchados a preceito e animavam o baile no CTG Chaleira Preta que dava gosto de ver. É o velho Rio Grande tradicionalista dando um pontapé nos fundilhos do modernismo.
Sítio: http://www.valdemargauderio.ubbi.com.br
15/08/2006 21:45:33 Carlos Zatti - Curitiba / PR - Brasil
Pois tá aí o que sempre disse. Por nada em anexo ao meu primeiro livro lasquei meu recado intitulado "O som nosso de cada dia". É. Tomara que a teta music tenha secado mesmo, pois já estava me dando nojo.
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15/08/2006 21:01:34 LEONARDO GORGEN - LUÍS EDUARDO MAGALHÃES / BA - Brasil
Torçamos para que aqui na Bahia continuemos a não aceitar tais barbaridades. Ademir, espero que tu tenhas tanta força para divulgar os pormenores da anti-tradição quanto a grandeza da raiz da nossa cultura!
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15/08/2006 14:45:22 amauri barboza gomes - campo grande / MS - Brasil
Eu estava lá nesse Congresso e fui um dos votantes, e digo que quem se dirige ao CTG ou a um Rodeio Crioulo quer ver música gaúcha de verdade. Em meu estado muita gente boa e tradicionalista estava abandonando os CTGs, por causa desse tipo de música. Agora, acho que vai ser diferente...
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15/08/2006 10:42:48 ADENIR PAZ DA SILVA - BRASÍLIA / DF - Brasil
Buenas, Ademir, bagual velho que não aceita maneia. É mais ou menos assim, pois continuo a usar bombacha larga, lenço maragato no pescoço, bota..., ensinamentos que veio do meu velho pai. Danço uma vanera clinuda, só no tranco, e a prenda não requebra e, sim, tem um porte de uma verdadeira mulher gaúcha que cultua a nossa tradição. Por isso que os nossos CTGs se mantêm até hoje, porque o nosso rumo é a tradição, e não uma fábrica de lucros e ganância. Continuamos aqui, peleando e mateando, sempre, com o olhar perdido no horizonte, nesta estrada que termina na minha Querência! Um quebra-costela, Missioneiro!
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