Usuário:
 
  Senha:
 
 

Paixão Côrtes:
Chico do Porrete

 

19/08/2006 13:09:25
AS DANÇAS BIRIVA E O TRADICIONALISMO!
 
Chico do Porrete: uma Dança Folclórica dos Serranos do Rio Grande!
............................................................................

As Danças Biriva começaram a ser pesquisadas a partir de estudos iniciados na década de 50. Porém, a primeira apresentação artística dessas Danças Folclóricas no Rio Grande do Sul só ocorreu em dezembro de 1998, na cidade de Antônio Prado-RS. Paixão Côrtes, como coordenador do Grupo de Danças do CTG Pampa do Rio Grande, de Caxias do Sul-RS, realizou no ano de 2000 o primeiro espetáculo de Danças Biriva. E em maio de 2001, essa apresentação fora a principal atração nas comemorações do 120. aniversário da cidade de Lagoa Vermelha-RS. Nesse mesmo ano, no mês de novembro, o Congresso da CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha aprovou as Danças dos Tropeiros classificando-as na modalidade Danças Biriva. A partir de então a temática das Danças Tropeiristas passou a ser reconhecida nacionalmente no Meio Tradicionalista Gaúcho. Lembre-se, no entanto, que a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul não tem origem na região da Serra Sul-rio-grandense nem na comercial faina dos tropeiros birivas, mas nas lidas campeiras dos pampeanos com o gado, os cavalos, as ovelhas; que folclorista não é sinônimo de tradicionalista, e vice-versa; e que Folclore Sul-rio-grandense abrange todo o Estado, mas Folclore Gaúcho é o que está ligado à sociologia regionalista dos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro. As Danças do Fandango, Sapateado, Chico do Porrete, Chula e Danças dos Facões são Danças Folclóricas do Estado do Rio Grande do Sul, ou seja, não são da atual Tradição dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, estando hoje preservadas graças ao perseverante trabalho de pesquisa do folclorista Paixão Côrtes. Chico do Porrete, por exemplo, por ser uma Dança dos Tropeiros, não contempla a presença da Prenda Gaúcha, sendo dançada só por peões. Com movimentos de passar o bastão por entre as pernas, por uma mão e outra, e sapateios, a dança demonstra e representa a habilidade e o vigor físico dos dançarinos. Como as demais danças do ciclo antigo do Tropeirismo, Chico do Porrete fora dançada, especialmente, pelos Birivas da região serrana do Rio Grande do Sul. Os tropeiros de mulas que interligavam o Rio Grande às áreas rurais do centro do país, dançavam-nas nos acampamentos e nos momentos de diversão e festa. Essa modalidade de Dança Biriva fora pesquisada a partir do ano de 1961, em São Francisco de Paula-RS, na Encosta da Serra do Mar e nos demais rincões por onde as comitivas de tropas de mula passaram. No livro “Tropeirismo Biriva”, publicado por ocasião das comemorações dos 150 anos de Vacaria, Paixão Côrtes relata toda a influência exercida pelos tropeiros de São Paulo na formação cultural da Região Serrana do Rio Grande do Sul. Portanto, as Danças Biriva não fazem parte da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Estado do Rio Grande do Sul nem do Folclore Gaúcho Sul-rio-grandense, ambos oriundos da região do Pampa Sul-rio-grandense. Pela influência que os tropeiros exerceram na Região da Serra do RS, seja nas danças seja em determinados usos e costumes locais, como, p. ex., o estreitamento das bombachas e o uso de anéis no lenço, as Danças Biriva devem ser reconhecidas e valorizadas no Estado como Patrimônio Folclórico Regional do Povo Serrano. Por conseguinte, deve ser considerado parte do Folclore do Rio Grande do Sul, este amplo, geral, abrangente. Assim, por não serem oriundas do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado na região do Pampa do Sul do Brasil, as Danças Birivas não devem - ou não deveriam - ser objeto do Movimento Tradicionalista Gaúcho, cujos objetivos culturais encontram-se voltados para o culto, o zelo, o cultivo, a defesa, a preservação, a retransmissão e a adequada divulgação da Antiga Tradição e do Folclore Gauchesco do Rio Grande do Sul, ambos de origem pampeana sul-brasileira!

............................................................................
 
 
Nome:
Cidade:
Estado:
País:
E-mail:
(O E-mail não é Publicado no Comentário)
Sítio:
Comentário:
   
 
NENHUM COMENTÁRIO ATÉ O PRESENTE MOMENTO!
Untitled Document