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Indio só

 

25/08/2006 09:33:18
O CHIMARRÃO DA TOLERÂNCIA NO MTG BRASILEIRO!
 
Chimarrão: uma herança do Povo Guarani
e um Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional
dos Gaúchos Brasileiros!
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O ato de tomar o chimarrão, desde a sua origem guarani, é tido como uma verdadeira comunhão. É na reunião de pessoas, sem distinção alguma de sexo, religião, classe social ou raça, que está o seu grande poder. Na roda de chimarrão é que o diálogo e a tolerância - tão fundamentais para a vida em sociedade -, são exercitados. Tolerar, dentro dos limites extremos da paciência humana, é um fator essencial para o relacionamento humano. Essa é uma qualidade que deve ser levada a efeito, e de forma especial, no interior das Entidades Tradicionalistas Gaúchas. Mas, nem sempre é assim. Futilidades, interesses contrapostos e vaidades pessoais, por vezes, impedem a convivência democrática entre indivíduos com diversidade finalística de objetivos e opiniões. E uma vez ausente a tolerância, inexistentes estarão o diálogo e a disposição para a oitiva das opiniões divergentes. Na origem do problema estão desde a deficiência na formação democrática de alguns integrantes dessas sociedades até algumas consequências do próprio sistema de sufrágio para a escolha das administrações. Se por um lado o processo de seleção das diretorias contribui no processo democrático da formação dos órgãos diretivos, por outro alimenta todo o tipo de discórdia, contenda e desavenças entre as facções que se digladiam na disputa dos cargos tradicionalistas e, em muitos casos, das mazelas deles decorrentes. Eleições, no entanto, é a regra vigente na sociedade democrática. Continuarão, dessa forma, as rusgas e as peleias políticas dentro dos CTGs e dos Órgãos Tradicionalistas Federativos.  Contudo, para o bem da causa que abraçaram, admitir a existência de outros indivíduos com pensamentos, propostas e interesses distintos dos seus, desde que não conflitantes com a Doutrina do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, deve ser um exercício diário de todos os Tradicionalistas. E não se confunda estes com os comercialistas de cavalos, os crioulista-mercosuristas, os comercial-nativistas, os tchesista-urbanos, os country-sertanejistas e outros do mercado musical e das grifes, pois o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro é, ou deveria ser, para os verdadeiramente Tradicionalistas, conforme a sua Filosofia Cultural de Atuação, e não para os exploradores comerciais, eleitoreiros, mercadistas, e seus interesses particulares. Quanto às eventuais diferenças de ideias, estas são próprias da condição humana. O que não se coaduna com o Tradicionalismo é a sobreposição de interesses meramente individuais ou de grupos aos interesses culturais maiores explicitados na Carta de Princípios do MTG Brasileiro e nas suas regras institucionais, estatutárias, voltadas para os seus fins preservacionistas da autenticidade da antiga e regional Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. A solução para problemas dessa ordem, no entanto, deve se dar pelas regras democráticas vigentes. Contudo, ao se eternizarem as desavenças politiqueiras no meio tradicionalista, os maiores perdedores são o MTG Brasileiro e a Tradição Gaúcha do Estado Sulino, esse Patrimônio Sociológico-tradicional dos Sul-rio-grandenses, um Bem Público de todo o Povo Brasileiro. Resta aos contendores a esperança da efetiva promoção da desejada conciliação de espíritos. E a melhor recomendação, para esse fim, é a organização de uma roda-de-mate ao pé de um fogo de chão. Ali, diante do poder mítico da erva de Tupã e do calor telúrico do fogo, é possível se ver efetivada a prática da tolerância e o exercício do ato de ouvir, de grande valor para a plena comunicação. E não sem razão o Regimento Interno do 35 CTG, de 1950, já denominava de "Chimarrão" as reuniões daquele primeiro Centro de Tradições Gaúchas, destinadas a um maior congraçamento dos sócios entre si e destes com a Patronagem daquela Entidade Tradicionalista. Por tudo isso, o Chimarrão da Tolerância deve ser incentivado nos CTGs e nos demais órgãos congêneres. Com ele, se respeitados os objetivos e os verdadeiros Fins Culturais do Tradicionalismo, ganharão todos: Entidades, Cidadãos Tradicionalistas e o rico Patrimônio Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros!

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25/08/2006 17:54:15 Valdemar Engroff - Alvorada / RS - Brasil
Bueno! As diferenças não podem passar do campo das idéias e das propostas, e não podem passar além das charlas. A partir do momento que estas idéias forem levadas para o lado pessoal, o mate da tolerância se acaba, a democracia vai para o espaço e perdem todos. Na pior das hipóteses, um grupo se afasta e funda outra entidade, aumentando a quantidade de entidades e diminuindo a qualidade das mesmas e enfraquecendo o movimento como um todo.
Sítio: http://www.valdemargauderio.ubbi.com.br
25/08/2006 11:02:29 ADENIR PAZ DA SILVA - BRASILIA / DF - Brasil
Presto, aqui, meu testemunho sobre as vaidades, o confronto de idéias de uma forma pejorativa, o orgulho, não o de ser gaúcho, mas o orgulho nocivo de pessoas que acham que sabem tudo da nossa tradição e, muitas vezes, discriminam pessoas que não nasceram no nosso RG, mas que têm um DNA da raça crioula. Vamos saborear um Mate da Tolerância e conviver dentro de um CTG, dentro do rancho, entre os amigos, ou seja, em qualquer parte do Mundo mateando a boa convivência.
Sítio: *****
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