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Baitaca:
Meu Rio Grande é desse jeito

 

10/09/2006 04:34:19
SIMPLICIDADE E AUTENTICIDADE, SIM! ARTIFICIALISMO, NÃO!
 
Turistas certamente que preferem ver os Gaúchos do RS
e seus cavalos sem esse indevido artificialismo promovido
no Dia do Gaúcho Brasileiro, no Desfile Farroupilha
do Estado do Rio Grande do Sul!
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A dignidade sempre foi e continuará sendo a grande marca do Povo Sul-brasileiro; e a simplicidade a maior característica da antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Anualmente, no Dia 20 de Setembro, comemora-se no Estado Garrão-sul do Brasil o Dia do Gaúcho Brasileiro e a deflagração da Revolução Farroupilha, ocorrida no ano de 1835. A expectativa dos tradicionalistas gaúchos é a de que nesse tradicional Desfile Farroupilha não mais haja a carnavalização e as impropriedades culturais regionalista-tradicionais verificadas em anos anteriores. Espera-se não ver mais os famigerados bonecos de isopor representando cavalos, instrumentos musicais e habitantes típicos do Estado Sulino. Primeiro porque desnecessário, pois todos estarão presentes no desfile, ao vivo e em cores. Segundo porque esse tipo de carnavalização afronta a autenticidade da Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, atingindo uma de suas maiores características, advindas dos interioranos pampeanos do Rio Grande do Sul: a simplicidade. O público assistente e o mundo terão uma informação mais fidedigna da História e da Cultura Gaúcha Sul-rio-grandense, se estas forem apresentadas no referido Desfile Oficial com a requerida originalidade, sem as cores vivas e os artificialismos próprios de um legítimo carnaval. Nesses Desfiles Temáticos, portanto, no lugar de bonecos, por exemplo, mais aceitável é que tenhamos homens e mulheres de carne e osso a apresentarem fatos históricos; gaitas e violões nas mãos de verdadeiros músicos, gaiteiros e violonistas, e não na forma inanimada da arte de algum estilista contratado, que nada sabe da antiga e campeira Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. Espera-se, igualmente, que nenhuma empresa do mercado sem fronteiras ofereça novamente os chapéus brancos no estilo “country”, chaparral, ao público assistente de Porto Alegre: a Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros; que se algum chapéu venha a ser distribuído, que seja o típico, escuro e tapeado chapéu da Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense; e que as eventuais prendas contratadas para esse trabalho estejam adequadamente trajadas com a atual Pilcha Gaúcha Feminina Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul: o Vestido de Prenda, e não com os inadequados trajes históricos e masculinos, como os chiripás com chapéus do mercado texano; que os peões gaúchos do Rio Grande do Sul, no Dia Maior do Gaúcho Brasileiro, mostrem ao mundo a autêntica e atual Pilcha Gaúcha Sul-rio-gandense e o tradicional arreamento dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul; as camisas sóbrias de cores claras, amenas, comedidas, moderadas, neutras, próprias dos antepassados campesinos do Pampa Sul-brasileiro; os chapéus em tons escuros e tapeados na testa, característicos da antiga Tradição do Rio Grande; as regionais e típicas bombachas, com cós liso e largo e largura a justificar a origem etimológica do termo, cujo significado sempre foi e sempre será calça larga, conforme fora retransmitida, de pais para filhos, por Tradição, até os dias de hoje, e não as calças citadinas, justas, com alças no cós para as cintas urbanas, dos modismos importados; os lenços de pescoço nas dimensões e nas cores regionalista-tradicionais do Estado Sulino trazidos por sobre o peito, sem o preto do luto ou os estampados dos mercados mercosurista-crioulista e country-texa-sertanejo; a gaúcha e tradicional guaiaca do Rio Grande, com suas bolsas típicas para as notas de dinheiro, as moedas, o relógio e o coldre para o revólver, e não as "guaiacas porchetão freio de ouro" do mercadistas de cavalos; os pelegos de tamanho grande; a encilha no estilo dos Pampeiros Sul-rio-grandenses, não com estribos curtos, cincha embaixo do sovaco do cavalo, sem pelegos e com cordas, apetrechos coloridos, pratarias e outros materiais alienígenas; que as Prendas Gaúchas - e não as cavaleiras sul-rio-grandenses - representem, verdadeiramente, as antigas mulheres pampeanas do Estado, mostrando a todos, diretamente ou por imagens, a atual e tradicional Pilcha Gaúcha Feminina Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul, assim como a graça e a beleza da mulher gaúcha brasileira, sem portarem os trajes alternativos, desvirtuados, regionalmente incoerentes, masculinizados e não tradicionais das Mulheres Gaúchas do Pampa Sul-brasileiro do séc. XIX. Enfim, que no tradicional Desfile Farroupilha tudo se desenvolva de acordo com as autênticas, as antigas, as verdadeiras Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros mantêm, ainda, a esperança de que eventuais interesses político-partidários, econômico-financeiros e comercial-turísticos não venham a descaracterizar essa rica e antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira, em prol de uma suposta maior captação de visitantes nesse Evento Cívico, Histórico e Regional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul. O que os turistas merecem e têm o direito de ver nessa oportunidade é a originalidade do Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Garrão-sul do Brasil; e não  uma cultura sensacionalista, desprovida da recomendável fidelidade regionalista-tradicional sul-rio-grandense. Espera-se, portanto, que no referido acontecimento cívico a simplicidade da antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil, em nome da coerência cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense, volte a vencer os artificialismos importados das paradas norte-americanas e impostos pela Nova Ordem Mundial. Afinal, é no Desfile Farroupilha que se comemora o Dia Maior do Gaúcho Brasileiro e o início da Revolução Farroupilha, protagonizada no Estado Sulino por Bento Gonçalves e outros bravos Heróis Farrapos, defensores naquele Decênio Heróico, na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, da Dignidade: a grande marca do Povo Sul-brasileiro!

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12/09/2012 00:23:17 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezada Cleusa. O sítio Bombacha Larga agradece as tuas honrosas visitas e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Em resposta, informamos-te que diante da dificultade de encontar na Internet os cântigos da Missa Crioula original de Paulo Aripe, gravada pelo Pe. Gerson Schmidt, o ideal é que vocês consigam o referido CD e o publiquem em uma página especial da RMC. Desde já, desejamos a todos êxito e sucesso no evento cultural-religioso programado. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso fraterno e cinchado quebracostelas a essa prezada Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
10/09/2012 20:11:07 Cleusa Aparecida Dolberth - Curitibanos / SC - Brasil
Boa noite Teremos uma Missa do Pampa neste mês em nossa paróquia (Pe Gerson Schmidt). Gostaríamos de saber se há algum site onde as músicas possam ser ouvidas. Indicaríamos este site para que a comunidade o visitasse e no dia da missa todos pudessem cantar juntos. Ficaria mais bonito. Desde já agradeço.
Sítio: *****
29/07/2007 23:06:09 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Luiz Ricardo. O sítio Bombacha Larga, como espaço democrático que é, agradece a tua visita e o comentário postado. Embora não possamos concordar com o teu ponto de vista, explicitado no comentário abaixo publicado, o respeitamos e o acatamos neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em contraponto, lembramos-te que se hoje há reclamações de uma excessiva centralização do poder federal, imagine como deveria ser no Período Regencial do Brasil (7.4.1831/23.7.1840). E não foi por acaso que rebeliões estouraram por todo o Império, naquele período, como a Cabanagem, de 1833 a 1836, no Pará; a Rebelião Escrava na Bahia, em 1835; a Sabinada, na Bahia, de 1837 a 1838; e a Balaiada, no Maranhão, de 1838 a 1841. Foram descontentamentos com um Poder Central negligente, omisso, ausente e ainda compromedido com os interesses portugueses. Lembramos-te, ainda, que a bandeira do Rio Grande do Sul é a Bandeira Farrapa; que o Hino Sul-rio-grandense é o Hino Farrapo; e que no Dia 20 de Setembro - dia da entrada das Forças Revolucionárias na capital Porto Alegre, no ano de 1835 -, é comemorado, por lei, no Estado do RS, como o Dia do Gaúcho e o Dia Comemorativo do início da Revolução Farroupilha, por ser esta um símbolo da luta do Povo Gaúcho por Dignidade e Respeito. Quanto à figura de Garibaldi, aproveitamos para reproduzir aqui um texto, o qual retrata a vida, os feitos e, de certa forma, o caráter e o inconformismo desse Herói Italiano, Francês, Uruguaio e Farrapo, diante das tiranias, arbitrariedades e injustiças praticadas naquele mundo do século XIX. "Político e militar revolucionário italiano nascido em Nice(4/7/1807), na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores. Começa trabalhando como marinheiro e, entre 1833 e 1834, serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do "Risorgimento", movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini. Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha (1834); de lá partiu para o Rio de Janeiro, chegando em 1835; e em 1836 foi para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos, tornando-se mestre em guerrilha. Três anos depois vai para Santa Catarina, auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi, que deixa o marido para segui-lo. Anita destacou-se por sua bravura, participando ao lado dele das campanhas no Brasil, no Uruguai e na Europa. Dirigiu as defesas de Montevidéu (1841), contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Voltou à Itália em 1847 e integrou-se às tropas do Papa e do rei Carlos Alberto. Regressou à Itália em 1848, para lutar pela independência de seu país contra os austríacos. Derrotado, perseguido e preso, perdeu também a companheira Anita em 1849, morta em batalha. Refugiou-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa, em 1854. Numa nova guerra contra a Áustria (1859), assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. Comandou os célebres Camisas Vermelhas (1860-1861), que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul conquistou a Sicília e, depois, o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquistou, ainda, a Umbria e Marcas e o reino sulista das Duas Sicílias; porém, renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II. Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas (1862;) e, depois, dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano. Na batalha de Aspromonte foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon. Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembleia Nacional da França, em Bordéus. Mas voltou para a Itália e elegeu-se deputado no Parlamento italiano, em 1874; e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri, em 2 de junho de 1882". Fonte: http://www.resenet.com.br/g_garibaldi.htm . Saudações a esse prezado visitante do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
29/07/2007 15:22:38 luiz ricardo - sao paulo / SP - Brasil
como voçes tem coragem de comemorar uma revoluçao que jogou brasileiros contra brasileiros por uma causa injusta pois queriam so o aumento do charque e ainda contrataram mercenarios como garibaldi e sua tropa que fugida da italia pois eram bandidos contreados para matar brasileiro
Sítio: *****
10/09/2006 11:54:19 Tarrane Carbulim - Campinas do Sul / RS - Brasil
Que tal essa Epopéia Farroupilha? Bjos! Melania
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Listados 5 Comentários!
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