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22/09/2006 09:30:44
A IDENTIDADE CULTURAL E A CONSCIÊNCIA DOS GAÚCHOS DO BRASIL!
 
Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul: Patrimônio Sociológico-tradicional
antigo, retrasmitido de pais para filhos, pelo tempo, de forma espontânea
e preservada, configurando um Bem Público do Estado, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro!
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É natural que alguns sul-rio-grandenses tenham alguma dificuldade de entender a importância que tem, para a preservação da Identidade Cultural Regionalista do Povo Gaúcho Sul-brasileiro, a valorização das autênticas, das antigas Tradições dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Afinal, sem formação e educação nesse sentido outro resultado não se poderia esperar. Mas no que se refere aos representantes do povo e aos detentores de cargos institucionais, as suas ações deveriam estar sempre pautadas na consciência cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense. Contudo, não é o que se pode observar, em se tratando de eventos tradicionalistas gaúchos e oficiais do Estado Sulino. O que ali se vê são organizadores sem consciência e sem qualquer escrúpulo culturalcujos trabalhos estão a serviço dos interesses pessoais ou alheios e à margem dos princípios da Filosofia de Atuação Cultural do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. No entanto, devemos ter, igualmente, a consciência de que esse quadro sombrio está, evidentemente, inserido em uma hegemônica e globalizada ideologia contemporânea, fundada nas interesseiras integrações culturais da Nova Ordem Mundial. A exploração da Cultura Regionalista-tradicional do Estado e do Povo Sul-rio-grandense não está desvinculada das falácias conduzidas pelos interesses desses globalizados mercados sem fronteiras e do estratégico e alardeado Fim da História. Afinal, não havendo fronteiras poder-se-á vender os mesmos artigos a um número muito maior de consumidores. E sem a História não haveria mais o porquê de se manter uma Tradição Regional. E sem Tradição os povos detentores das culturas subjugadas passariam a comprar as parafernálias daquelas que se consideram hegemônicas, superiores, mas que jamais permitirão que as suas Identidades Culturais possam vir a ser afetadas, que as suas tradições locais passem a ser desnaturadas, adulteradas, integradas, corrompidas! Toda essa exploração de culturas alheias se justifica diante dos decantados interesses econômico-financeiros e comerciais do fenômeno globalização. Esta, comprovadamente, tem servido para isso mesmo: capitalizar os lucros, entre as economias do chamado primeiro mundo, e socializar seus eventuais prejuízos com os países periféricos, os explorados do terceiro mundo. Quem ganha e quem perde, seja cultural ou economicamente, todos nós já sabemos muito bem. Os consensos, os acordos firmados aqui e ali, já definiram e continuarão a definir estas e outras questões. A Cultura Regional, no Neoliberalismo, só deve ser considerada se vier a render muitos dividendos a um poder econômico vinculado ao sistema político, o qual passará a explorá-la sem qualquer resistência dos seus alienados e coniventes detentores, do povo que a detém por Patrimônio Cultural Público. Por isso, prezados leitores visitantes, é que os CTGs não promovem uma Roda de Chimarrão ao pé de um fogo de chão, apesar de ser este ato o que há de mais autêntico na antiga Tradição Gaúcha do Pampa do Rio Grande do Sul; por isso é que não há interesse algum por parte desses Capitali$ta$ da Tradição em perder o seu tempo charlando com seus semelhantes, a menos que venham a ganhar uma pesada pataca no ato; é por isso que não há motivação alguma para a prática da hospitalidade - um dos principais Valores Morais dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul -, se isso não vier a render uns bons pilas ao caixa da entidade ou ao bolso de alguém; por isso que não há porque propiciar ao Quadro Social eventos culturais, que não aqueles que resultem em gordas arrecadações; é por isso que nem é aventada a possibilidade da realização das tradicionais reuniões galponeiras, a não ser que estas venham a trazer votos para os sempre presentes ou futuros candidatos a um cargo público eletivo. Portanto, diante desses interesses políticos, partidários, eleitoreiros, e dos inflexíveis objetivos econômico-financeiros e comerciais vivenciados, hoje, no MTG Brasileiro, o espaço para a valorização e a preservação das autênticas, das antigas Tradições dos Gaúchos do Pampa Sul-brasileiro já é pequeno e será cada vez menor. Diante desta sofrível realidade, a educação cidadã, na formação da Cidadania Tradicionalista, seria a única forma de se manter para a posteridade uma Cultura Gaúcha Brasileira isenta dessas e de outras negativas influências. Mas, para que isso venha a ocorrer necessária se faz a presença constante de uma Consciência Cultural Tradicionalista, especialmente por parte dos senhores integrantes das Patronagens, Posteiros Culturais e Vaqueanos da Cultura, os quais assumiram os seus altos encargos com o fim, a princípio, de bem realizarem aquilo a que se propuseram, voluntariamente, ao aceitarem participar de uma Entidade Tradicionalista filiada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Sem essa imprescindível e cada vez mais escaça Consciência Cultural Regionalista-tradicional, da parte dos Tradicionalistas Gaúchos e do próprio Povo Gaúcho Brasileiro, fatalmente teremos, em um futuro próximo, para a alegria dos Exploradores da Cultura Tradicional dos Gaúchos Brasileiros, uma deturpação muito maior do que essa que a Tradição do Rio Grande do Sul vem sofrendo nos dias atuais, com sérios e inevitáveis prejuízos à sua preservação e à afirmação da Identidade Cultural dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil!

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29/09/2006 18:57:42 EDSON FLORES .: - brasília / DF - Brasil
Tchê prezado Amigo e Tradicionalista Itajaú É com satisfação que te envio estas linhas, aproveitando a oportunidade para, mais uma vez, elogiar-te pelo excelente serviço que estás prestando a nossa causa. Bueno, o comentário a seguir diz respeito a matéria veiculada sobre o PTG JOÃO MANOEL. Estou usando esta via por não ter conseguido enviar via página que publicou a dita cuja matéria. Sabes como é, a tal da computação, para mim, é caborteira, uma barbaridade. Fraternais saudações tradicionalistas EDSON FLORES .: ----------------------------------------------------------- Brasília-DF, 29 Set 06. Buenas tardes senhoras e senhores tradicionalistas É profundamente lamentável tomarmos conhecimento do relatado, em especial pelo descrito ter ocorrido, segundo o autor do artigo, dentro de uma Entidade filiada ao Movimento e comprometida em honrar o compromisso de ser, de fato e de direito, uma catedral xucra de culto ao genuíno gauchismo. Os limites e parâmetros comportamentais das pessoas dentro do CTG são ditados pela tradição, folclore e cultura típica. Não são proibições personalíssimas e por isso devem ser respeitadas e acatadas. O regramento, fruto da história, baliza o comportamento que deve ser autoconsciente, autodisciplinado e caracterizado por ações voluntárias. Para tudo há lugar e hora. Por exemplo: a forma de vestir e de portar-se varia se estivermos no trabalho, na igreja, na repartição pública, no teatro, no bailão, no estádio, em casa ou no CTG. A ética que rege cada situação ditará a regra a seguirmos. Convém ressaltar que aguardamos a resposta oficial dos dirigentes do Piquete, pois vivemos em uma democracia e consideramos que, além do direito que lhes cabe em contraditar, ressalta-se o dever de prestar tais esclarecimentos ao gauchismo. Diante da gravidade dos fatos que, se incontestados, restarão como sendo um “baita” desserviço à nossa causa. Gauchada de pura cepa, não me surpreendo com atitudes adversas as estribadas em princípios éticos, sociológicos, ideológicos e culturais da nossa causa, vez que nessa invernada terrena há vivente “de tudo que é pêlo”, e aqui uso tal expressão para me referir restrita e relativamente ao campo dos interesses. No entanto, o que não posso entender é que haja silêncio ou até omissão por parte dos tradicionalistas “de verdade”, assim qualificados os comprometidos com a transmissão fidedigna do patrimônio sócio-ideológico-cultural herdado dos nossos ancestrais, e, principalmente, por parte dos dirigentes, nos mais diversos níveis, do Movimento Tradicionalista Gaúcho, a quem cabe e de quem esperamos a tomada de imediatas e exemplares providências. Bueno, da nossa parte a carreira está atada. Não afrouxaremos o garrão na defesa da nossa autêntica e genuína cultura. A lida tem que ser sem mistificações, mascaramentos ou estilizações, sob pena de acabarmos por perder a nossa identidade gaúcha e enaltecer um “monarca das coxilhas” ou o “filho de Triunfo” ou, ainda, uma “Ana Maria de Jesus Ribeiro” totalmente desfigurados e vazios........ Pensemos........!!! Viva o Sacrossanto Pago ! Viva o nosso Brasil ! EDSON FLORES Tradicionalista, ex-Patrão e atual Conselheiro do CTG JAYME CAETANO BRAUN (Brasília-DF) e ex-Patrão do CTG 20 DE SETEMBRO (Manaus- AM)
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