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Paulinho Mixaria:
É mentira desses loco,
de Velho Milongueiro

 

05/10/2006 13:22:59
A BANCOCRACIA, A PSEUDODEMOCRACIA E O CANDIDATO DO ITAQUI!
 
A Ditadura Eleitoral em um Estado que se diz Democrático de Direito!
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É certo que só o ato de votaruma imposição nada democrática no Brasil – sem o exercício da plena cidadania tem se revelado muito pouco para o fortalecimento dessa forma de governo, contribuindo até mesmo para o aumento da acracia, isto é, para a debilidade desse próprio sistema democrático. Votar é importante, mas não o suficiente para a construção de uma sociedade realmente democrática. Para que isso aconteça é necessário que a grande massa do eleitorado, nessas democracias, conheça o que está por detrás das plataformas dos candidatos aos cargos máximos de governo, ou seja, o que sustenta suas propostas: os enormes interesses de gigantescos grupos econômicos. Uns ávidos pelo controle da máquina administrativa e suas mazelas; outros a serviço de um neoliberalismo que entrega a quem der mais por um patrimônio que não é pessoal nem de governo, mas de todo um povo. Porém, é esta a democracia em que vivemos e que temos, ainda, de conviver. O seu aprimoramento só será possível com a educação formal e política voltada para a prática efetiva da cidadania. Esta política, no entanto, continuará a não ser do interesse da Nova Ordem Mundial e seus poderosos grupos econômicos que patrocinam os partidos políticos como meio para chegar ao poder. Enquanto isso, no Brasil, continuamos a dar vivas à bancocracia: o governo dos bancos e do capital financeiro internacional. Para desopilar, nos dias de sufrágio universal para os cidadãos brasileiros e de guerra pelo poder para os ambiciosos e globalizados grupos político-econômico-financeiros, estamos publicando abaixo um causo intitulado O Candidato do Itaqui, que começa mais ou menos, assim, deste jeito: “Alguns nomes não posso dizer: os índios estão vivos por aí e trabalhando. Mas todos os causos que aqui vão são a pura verdade. Em Itaqui, certa feita, era candidato a prefeito um índio buenaço barbaridade; campeiro, plantador de arroz, conhecido e respeitado. Mas grosso como sovéu de charqueada! Então o partido contratou um jovem advogado; e o doutorzinho, em cada comício, dizia: o nosso ilustre candidato a prefeito está afônico e me pede para ler o seu pronunciamento..., e tocava em riba da indiada um discurso feito por ele mesmo. Tanto vai que os contrários começaram a murmurar que o candidato não falava porque era grosso mesmo, não se dava com as pretas, como diz o Paixão, isto é, não se entendia com as letras... A candidatura ia de vento em popa e se aproximava o comício de encerramento. Aí não dava para desculpar o candidato: ele tinha mesmo que falar aos correligionários. Então o doutorzinho redigiu à maquina, com letras maiúsculas, em espaço três, uma lauda com saudação aos amigos, correligionários e adversários, tudo muito sério e digno. Ao saber que não escapava do discurso, o candidato começou a suar frio! E vai, no dia do comício, nervoso como um noivo inexperiente (no tempo em que havia noivo inexperiente!), o índio não se sofreu e tomou uns tragos de um guaraná meio forte, azulado, que diz-que era fabricado em Santo Antônio da Patrulha... E gostou. E tomou outros. E na hora de subir ao palanque, com a bebida disfarçada numa garrafa de água mineral inocente, mas se traindo pela cor na hora de pôr no copo, tomou mais umas talagadas. E subiu ao palanque como um touro laçado pelas bolas! Só lia, pouco e mal, com os ócles. Assim, acomodou as cangaias no nariz e empeçou, sério como um tamanco: - Meus senhores e minhas senhoras! Deu uma pigarreada que quase destampou os alto-falantes colocados nos quatro cantos da praça! Depois prosseguiu, procurando imitar o tom grandiloquente que ele ouvia dos outros oradores de comício. Na praça central de Itaqui não cabia nem uma mosca mais! O povo, entusiasmado, ouvia por vez primeira a palavra daquele que era sem dúvida o candidato preferido. Mas, em seguida, o desastre: o índio velho, meio chumbeado de uma asa e sem ver direito, salteou uma linha; e o que ele vinha dizendo perdeu o sentido. Ele se deu conta e já amassou o discurso, E como estava embalado, seguiu falando no proviso, sem ler nada, sacando das idéias no mais, o que ele realmente queria dizer e o povo realmente queria ouvir. Porque era a linguagem do povo que ele agora usava e não as formas protocolares que o advogado antes usava em seu nome. E por aí se foi, atropelando a gramática, dando pechadas na sintaxe, mas falando uma linguagem que todos os seus correligionários entendiam. E gostavam! E terminou o discurso, depois de vivamente interrompido por frequentes palmas, com este autêntico primor de oratória política: - E olhem, meus amigos, não lês digo mais nada, a não ser isto: se eles forem lá pra cima, eles oh! em nóis! – e fez o gesto famoso - ... mas se nóis for lá pra cima, nóis oh! neles!..., e repetiu o gesto, abaixo de palmas. Foi eleito por maioria esmagadora. E foi um excelente prefeito!” (FAGUNDES, Antônio Augusto. Causos de Galpão - Literatura folclórica em prosa. Porto Alegre: Martins Livreiro – Editor, 1989 – 5ª ed., p. 36-37). Moral do Causo: se os governantes deixassem um pouco de lado as imposições de seus financiadores e atendessem mais aos anseios da população que os elegeu, a democracia - ou essa Ditadura Eleitoral vigente hoje no Brasil - deixaria de ser considerada apenas como a mellhor e mais confortável forma de governo, para transformar-se em um verdadeiro governo do povo, pelo povo e para o povo. Mas o que infelizmente se observa, a cada pleito que passa, é que junto aos interesses da Nova Ordem Mundial, externos e internos, eles sabem muito bem como fazer para que a propaganda utilizada na campanha eleitoral seja totalmente desqualificada na prática...

 

 

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