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José Mendes:
Gaúcho Aventureiro

 

02/10/2006 06:12:22
AS DIVERSIDADES REGIONAIS ENTRE OS GAÚCHOS E OS 'GAUCHOS'!
 
A indumentária regionalista-tradicional
e peculiar dos 'gauchos' castelhanos!
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Assegurar aos detentores do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional Sul-rio-grandense as ações de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação das autênticas, das centenárias Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sulé garantir o devido respeito às origens da sua peculiar formação social. O gaúcho brasileiro, como é do conhecimento geral, não tem a mesma origem dos gauchos argentinos e uruguaios. Assim, é de serem respeitadas, sempre, as suas origens regionais e a sua social formação. Suas raízes estão fundadas na colonização portuguesa, enquanto os castelhanos, como o próprio nome revela, tiveram a sua formação assente na colonização espanhola. Por consequência, em que pese a proximidade geográfica, a atividade econômica comum, baseada inicialmente na pecuária, e os laços de amizade existentes entre brasileiros, argentinos e uruguaios, é desde o início da formação do território sul-rio-grandense que gaúchos brasileiros e gauchos castelhanos apresentam as suas diferenças sociológicas, regionalistas, tradicionais. A Tradição Gaúcha Sul-brasileira, com as naturais influências que sofreu dos irmãos vizinhos, ao longo do tempo, foi desde o princípio alicerçada fundamentalmente na cultura luso-açoriana. Após fundarem as charqueadas, estes foram estabelecendo um modo de vida próprio e peculiar no trato com a abundante gadaria existente no século XVIII, no então Continente de São Pedro. Por isso, as diversidades culturais constatadas hoje entre gaúchos brasileiros e gauchos castelhanos, especialmente no âmbito de seus usos e costumes tradicionais, tem razões históricas e base naquelas respectivas culturas de origem. É por esse motivo que os Tradicionalistas Gaúchos brasileiros não usam, ou não deveriam usar, as rastras platinas – cinturões com florões e parte frontal com prataria, sem as bolsas da guaiaca sul-rio-grandense –, barbicachos com metal, boinas da Cataluña, calças estreitas impostas pelo mercado texa-mercosurista-crioulista, chapéus de copa alta, claros, camisas de cores pretas, escuras - estas, conforme a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, usadas somente para os casos de luto -, vermelhas e de outras cores fortes, berrantes; lenços pretos ou estampados, finos, virados, escondidos, folclóricos, triangulares, exagerados, por fora da gola da camisa, à meia-espalda; coletes texanos, botas de cano baixo e outros apetrechos não típico-tradicionais do Pago Sul-brasileiro, porquanto criações modistas e próprias de culturas com raízes diversas daquela em que fora originada a antiga Tradição Regional dos Gaúchos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Naturalmente que para os mercados o tema sem fronteiras é muito interessante, tanto na música como na encilha, na indumentária e em todos os utensílios e acessórios que vendem, ou tentam vender, a todo o Cone Sul-américa. Contudo, na Cultura Tradicional Nativa dos Gaúchos Sul-rio-grandenses esta questão reveste-se de grande importância. A forçada globalização da Nova Ordem Mundial e a sua criminosa e propalada integração cultural - no sentido de uma unificação de culturas regionalistas diversas e peculiares tão-somente de seus respectivos povos detentores - pode ser muito proveitosa para os que exploram econômica e eleitoralmente a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, mas não para a preservação da autêntica, da antiga Tradição Gaúcha BrasileiraO que essa nociva exploração faz, com o apoio de políticos financiados pelos referidos mercados, é destruir, corromper, o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional, a Identidade Cultural Regionalista e a Diversidade Cultural originária do Povo Gaúcho Sul-brasileiroum Direito Humano garantido a todosEstado Sulino, Sul-rio-grandenses, nosso país Brasil e todo o Povo BrasileiroDireito este que assegura a todos os citados detentores as ações de culto, zelo, defesa, preservação, retransmissão e correta divulgação das autênticas, das antigas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, com o devido respeito às suas origens regionais e à sua especial formação social!

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21/09/2010 13:39:46 paulo sergio duarte alves - poa / RS - Brasil
Respeito todas as opiniões. Aqui em POA, no Acampamento Farroupilha, que é organizado pelo MTG, estão deturbando a cultura do povo chamado gaúcho. O poder do dinheiro está acima de tudo. Exemplo disso são as ginetiadas, que não mais são no palanque, mas nos bretes. Outra coisa é a comida: são lanches norte-americanos do dia a dia. Cadê os doces de pelotas, um arroz de leite, o arroz com pêssego, o doce de batata doce, um mogango com leite, etc.. Um forte quebra-costela a todos!
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03/10/2006 17:51:38 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Xiru Velho Cássio. Como disse antes, o tema "sem fronteiras" é muito interessante, principalmente, para os comerciantes. Qual a gravadora que não quer vender um CD em todo o Cone Sul-américa? Qual o comerciante da Argentina não quer vender seus artigos aos brasileiros? Mas não há como nivelar todos os usos e costumes tradicionais dos gaúchos brasileiros como sendo os mesmos dos demais "gauchos" castelhanos, porque não o são. E não o são pelos motivos expostos anteriormente: o gaúcho brasileiro tem raízes na colonização portuguesa; o castelhano, na espanhola. Nossa História é diferente. A cultura de ambos tem aspectos desiguais. Para exemplificar, citamos algumas peculiaridades, das quais não se pode contestar: a) o gaúcho argentino preza muito a prataria, seja na pilcha ou no arreamento; mas isso não faz parte dos usos e costumes do gaúcho brasileiro; b) os lenços dos gaúchos argentinos são finos, curtos e podem ser estampados ou pretos; os lenços dos gaúchos brasileiros têm outra história e por isso são, ou deveriam ser, diferentes no tamanho e nas cores, mantendo a coerência histórico-cultural regionalista sul-rio-grandense; na música, igualmente, há ritmos que são própios só dos argentinos, não podendo ser considerados como da cultura gaúcha sul-brasileira; bandoneon não é nosso; a gaita foi trazida para o Brasil por colonizadores italianos, mas é, hoje, uma marca mais significativa na cultura musical dos gaúchos brasileiros. Enfim, não há como negar que há diferenças e estas têm explicação: a origem diversa dos formadores dos gaúchos brasileiros e dos "gauchos" castelhanos. E não se pode admitir, por exemplo, que Festivais Nativistas do Rio Grande do Sul venham com tango, rasguido-doble, chacarera e outras cositas mais, como se fossem ritmos nativos de nosso chão; ou com indumentárias que nunca foram usadas por nossos antepassados, como a "rastra" platina. Interessa muito ao mercado "mercosur", mas não aos propósitos de preservação das autênticas tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. Há gaúcho brasileiro e "gauchos" uruguaios e argentinos, mas não temos os mesmos usos e costumes nem a mesma história nem o mesmo regionalismo e as mesmas peculiaridades tradicionais. Se assim não fosse, teríamos o mesmo folclore, o que não acontece. Discordamos, porém acatamos e respeitamos a tua opinião. Afinal, democracia é isso: debate no campo das idéias e das naturais divergências de opiniões. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente colaborador do BL!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
03/10/2006 10:14:43 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Prezado José Itajaú. Se analisarmos bem o que estamos discutindo, veremos que estamos falando quase a mesma coisa. Quando me refiro ao gaúcho sem fronteira, me refiro justamente a esse fato do gaúcho ser uma mescla de povos, com maior influência portuguesa. Se o gaúcho é português, espanhol, índio, negro, e mais recentemente, de acordo com o Tema da Semana Farroupilha, uma grande mistura, no seu cerne ele não tem fronteira. E devemos agradecer esse fato, pois é assim que a cultura gaúcha se torna conhecida no mundo, espalhada e rompendo as fronteiras do Rio Grande do Sul. E, se concordas ou não, pegue o instrumento mais cultuado hoje na cultura gaúcha. A gaita, acordeon ou outros, não são portugueses, e isso já diminui essa importância tão grande dos lusitanos no gaúcho moderno. Agora se se trata de uma questão de indumentária, os MTGs são muito pragmáticos nesta questão e ficam só proibindo isso e aquilo. Se eles se preocupassem mais em ensinar, de forma harmoniosa a cultura gaúcha, não precisariam ficar o tempo todo "inventando" regras e uniforme para os gaúchos. Falta cultura, e não só a erudita pra essa gente, mas aquela cultura do galpão, da vida crioula, campeira. Acredito que para ser patrão de qualquer entidade, deveria-se conhecer mais a realidade galponeira, campeira, da vida do campo e a cultura popular dos gaúchos por natureza. Não entender de tecido de bombacha e de vestido, e ficar ditando regras de como as pessoas devem se vestir. Quer coisa mais artificial do aquele cumprimento gaúcho, que até pra isso tem regra. Precisa de regra pra cumprimentar um amigo? Olha o artificialismo dentro dos MTGs e dos CTGs. Vamos ser gaúchos de verdade e não gaúchos ensaiados. Saudações tradicionalistas. Tenha um bom dia e sucesso nas tuas empreitadas a favor do verdadeiro tradicionalismo.
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03/10/2006 09:27:38 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Cássio. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o oportuno comentário postado. Como um espaço democrático, o BL respeita e aceita a tua opinião pessoal. No entanto, somos obrigados a contradizê-lo, a fim de proporcionar os esclarecimentos necessários aos nossos demais e prezados visitantes, informando a todos que continuamos com o seguinte ensinamento de Dante de Laytano: "A influência espanhola no Rio Grande do Sul tem sido exagerada por alguns pesquisadores, que se fixaram na idéia geográfica e na força da fronteira como veículos transmissores deste contágio. Interessante que não ocorreu a tais autores que o sistema de fronteira viva ou a contingência geográfica seriam fatores inter-relacionados, e que também do lado de cá os luso-brasileiros deitavam suas raízes sobre as pátrias vizinhas. O que de fato aconteceu". Lembramos que não estamos tratando do gaúcho na sua origem, mas do gaúcho que resultou das tantas influências que sofreu na região sul-brasileira. Portanto, estamos falando do gaúcho forjado a partir da ocupação do território sulino e da sua tradição, que ele fez, de pai para filho, chegar até hoje. Lembramos, igualmente, que a cultura gaúcha sul-rio-grandense origina-se da gente lusitana - portugueses, açorianos, luso-brasileiros -, cuja influência foi global e avassaladora. As notórias diferenças entre uns e outros surgem, obviamente, após a chegada dos colonizadores da Terra de Ninguém, acentuando-se, naturalmente, com a cultura deitada pela imigração lusitana. Não por acaso que o Brasil é o único país da América do Sul com o idioma português; o úico pertencente à América Portuguesa. E, ainda, como nos ensina Antônio Augusto Fagundes (Cartilha da História do Rio Grande do Sul), foi com a fundação da cidade de Rio Grande, em 19.02.1737, que se pôs em prática a "política portuguesa de deslocar para a nova povoação colonos já experimentados na ocupação da Colônia de Sacramento (que, diga-se, fundada por portugueses no território do atual Uruguai, em 1680!)e seduzir os Minuanos que vagueavam pela região, estabelecendo assim a posse do território e de suas riquezas em gado. Também foi com os colonicadores que chegam os primeiros negros ao Rio Grande, na condição de escravos. De portugueses, paulistas, lagunenses, colonistas (índios, negros, soldados e prostitutas: desse amálgama se forjará prontamente a demografia sul-riograndense e o próprio gaúcho". É este gaúcho brasileiro, portanto, que terá como Pátria o Rio Grande e o Brasil, e forjará os seus usos e costumes próprios, tais como, por exemplo, o uso de cores sóbrias e claras na indumentária; o uso de pelego grande na encilha; o costume de tomar chimarrão em cuia de porongo grande; de assar churrasco em espetos de madeira e emm fogo de chão, e não em grelhas; de usar o tirador nas lidas de campo e a guaiaca (cinturão com bolsas; de não usar chapéu dentro de casa; de tapear o chapéu de abas largas, na testa; de bailar no compasso musical regionalista da cordiona, dentre outras diferenças mais. Quanto ao fato de Bento Gonçalves não ter se proclamado "gaúcho", lembramos que até a metade do século XIX (1850) o termo "gaúcho" ainda tinha o sentido pejorativo de "homens sem lei, que viviam nos campos"! Para finalizar, queremos frisar que conforme a teoria de Barbosa Lessa, com a qual compactuamos, gaúcho brasileiro é um estado de espírito; aquele que tem afinidade com as atividades dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul, independentemente do local de nascimento. Sul-rio-grandense são todos os nascidos no Rio Grande, sendo que a sua grande maioria qualquer afinidade têm com a cultura regionalista gaúcha-tradicional do nosso Rio Grande Sul-brasileiro! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
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03/10/2006 00:02:24 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Não existe gaúcho brasileiro ou gaucho argentino ou uruguaio, ou qualquer outro nome que lhe dão. Existe apenas o gaúcho ou gaucho. Eles já eram gaúchos ou gauchos antes mesmo das fronteiras estarem estabelecidas, logo, eram homens sem fronteira, e lembrando, os charqueadores não se intitulavam gaúchos. O próprio Bento Gonçalves nunca se proclamou gaúcho, mas sim riograndense. A República foi Riograndense e não Gaúcha. O Gaúcho original não tinha uma nacionalidade específica. Apenas vivia pelos pampas, gauderiando, contrabandeando e roubando gado.
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