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Walther Morais:
Campeiro no más, de Walther Morais

 

03/10/2006 11:43:34
OS RODEIOS E OS DIREITOS DOS ANIMAIS!
 
A Gineteada da Tradição do Rio Grande é a em pelo, a requerer as tradicionais
bombachas, botas, chapéus, lenços, guaiacas e as camisas sóbrias
da típica, regional, autêntica e oficial Pilcha Gaúcha do Rio Grande do Sul!
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Os animais e o Homem são criaturas que deveriam conviver em harmonia neste planeta Terra. No dia 4 de outubro, comemora-se o Dia Mundial dos Animais e o Dia de São Francisco de Assis, o santo mais popular da Igreja Católica. É tão popular que em 1999 foi eleito o Homem do Milênio, em pesquisa mundial realizada por uma revista norte-americana. É ele o Padroeiro dos Animais, por ter defendido a natureza e todas as formas de vida, pregando a fraternidade entre a totalidade dos seres. São Francisco igualava o valor de sua vida com a de todas as criaturas de Deus. E em 5 de outubro, festeja-se o Dia das Aves. É essa filosofia de São Francisco de Assis que está, de certa forma, presente nas atividades das diversas Sociedades Protetoras dos Animais e, também, nos textos legais brasileiros. É no sentido da proteção e do respeito aos chamados seres irracionais que o Brasil tornou-se signatário da Declaração Universal dos Direitos dos Animais. No seu art. 2º, a referida norma internacional estabelece que todo o animal tem o direito a ser respeitado; o homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los, violando esse direito; o homem tem o dever de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais; todo animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. A legislação pátria, por seu lado, nunca permitiu as atrocidades que vivenciamos hoje nas práticas do Rodeio Country, infelizmente impostas ao Estado Brasileiro pelo bilionário poder econômico daqueles que corrompem autoridades e o sistema legal do país. A propósito, não é da Tradição Gaúcha a gineteada em gado vacum ou em ovelhas, nem as corridas de cachorros, como vem acontecendo em alguns Centros de Tradições Gaúchas filiados ao MTG Brasileiro. Essa é  uma exploração despropositada e um enorme atentado histórico-cultural cometido contra os Fins Culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Tentando amenizar esse problema nas provas campeiras dos Rodeios Crioulos Gaúchos do Rio Grande do Sul, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou uma lei de proteção aos animais. Porém, lamentavelmente, ainda não a regulamentou prevendo as penas aos infratores da referida norma. Assim, diante de uma legislação inócua, ineficaz, os criminosos continuam a contar com a certamente aplaudida letargia legislativa sul-rio-grandense, com essa conivente, ou não, complacência do Estado com as práticas criminosas dos detentores dos poderes econômico-financeiro, comercial, e corruptor da política ambientalista expressada na Constituição Federal e na Lei Ambiental Brasileira. A Lei Estadual n. 12.567, de 13 de julho de 2006, veio a alterar a Lei n. 12.567, de 07 de janeiro de 2002, a qual instituiu o Rodeio Crioulo Gaúcho como um dos componentes da Cultura Popular Sul-rio-grandense. O novo texto legal estabeleceu os cuidados que deverão ser observados no trato com os animais utilizados nesses "espetáculos públicos" mais comerciais do que culturais, como, por exemplo, a presença de médico veterinário habilitado a garantir a boa condição física e sanitária, impedindo maus tratos e injúrias de qualquer ordem aos animais; um transporte adequado dos bichos, a preservar a sua integridade física, e outras providências necessárias para que sejam evitados os ferimentos e garantidos os seus direitos básicos. Assim, merecem os nossos reconhecimentos os legisladores do Rio Grande do Sul, por promoverem essa oportuna adequação na legislação sul-rio-grandense referente aos direitos dos animais, de reconhecimento mundial por todos os povos civilizados. Contudo, merecem os senhores deputados do Rio Grande do Sul o nosso repúdio pelas suas, estratégicas ou não, relutâncias em aprovar, após passarem-se muitos anos, o regulamento previsto no Art. 1.-F da Lei Nr 12.567, de 13.07.2006, com o rol das penas a serem impostas aos que infringem os dispositivos legais previstos naquela referida lei de proteção dos animais em Rodeios. É oportuno, também, deixar bem claro a todos aqueles que organizam Rodeios Crioulos no MTG Brasileiro organizado que o termo crioulo significa natural da região, do estado. Na Tradição Gaúcha Brasileira o Rodeio Crioulo Gaúcho não abarca o touro nem a ovelha ou qualquer outro bicho que não o cavalo como animal de montaria. Portanto, gineteada em touro, boi, vaca ou terneiro não deve ser ali permitida, por representar esse ato uma gigantesca incoerência cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense e uma grave impropriedade tradicionalista gaúcha brasileira. No mesmo sentido as gineteadas comerciais mercosuristas, uruguaias e argentinas, com "garupa sureña", "basto aberto" e outras que, além de não correponderem à verdadeira, antiga, Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, utilizam-se de artifícios como sedéns de boca e de ventre nos cavalos, para que os mesmos corcoveiem com um fim voltado para os espetáculos meramente comerciais, mas que estão a ferir frontalmente a referida Lei Sul-rio-grandense de Proteção dos Animais, a qual se estende não só aos Rodeios Crioulos do MTG Brasileiro, como, também, a todo e qualquer evento que se utilize das provas de gineteadas e outras que envolvam o uso de animais. E se há, ainda, a presença dessas e outras ilegalidades em Rodeios de CTG, elas somente podem ser explicadas pela existência de objetivos meramente econômico-financeiros e comerciais, em detrimento dos esperados fins culturais regionalista-tradicionais e tradicionalistas gaúchos brasileiros. Dessa forma, na passagem do Dia dos Animais queremos cumprimentar a todos aqueles que no exercício consciente da cidadania e na esteira do pensamento de São Francisco de Assis, o Padroeiro dos Animais, buscam defender, preservar e fazer valer a todos os bichos as mesmas garantias legais e os direitos naturais à vida, à integridade física e à dignidade assegurada ao Ser Humano, por serem eles iguais Criaturas de Deus!

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07/07/2010 00:54:39 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Mauro. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Aproveitando a oportunidade, informamos a esse prezado visitante e a todos os demais, que boleiam a perna neste sítio, que a Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense é o conjunto dos usos e costumes reiterados no tempo e repassados, de pais para filhos, de forma espontánea, preservada e contínua, até os dias de hoje, por todos os campeiros do Pampa Sul-brasileiro, sendo o ato da retransmissão desse patrimônio cultural regionalista-tradicional para as novas e futuras gerações. Portanto, não fazem parte da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul nem os atos imorais nem aqueles atos isolados praticados por farra ou motivados por uma eventual "água acima do toso" de alguns peões. É certo que muitos desses divertiram-se montando em terneiros e novilhos, por ocasião de determinadas marcações. Contudo, esses são atos meramente sociológicos que jamais poderão ser tidos como da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, uma vez que eles não passaram de uma fuzarca, de esporádicas patacoadas, pois para os gaúchos do Rio Grande montar em gado vacum é um ato considerado amoral, dado que a montaria dos campeiros sul-rio-grandenses sempre foi e continuará sendo, por Tradição, o equino. Sabe-se, também, que o mercado "country-texa-sertanejo" há muito que vem impondo os seus produtos junto ao povo gaúcho brasileiro e platino. Entretanto, esse crime de maus tratos praticado contra os animais, previsto na Constituição e na legislação ambiental brasileira, não há de prosperar no meio tradicionalista gaúcho brasileiro e nos seus atos de culto, zelo, defesa, preservação e correta divulgação das autênticas Tradições Regionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, em que pese a visível leniência de alguns membros da classe política e do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, financiados pelo poder econômico-financeiro dos Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul! Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
02/07/2010 22:00:47 Mauro - Campos Neutrais / RS - Brasil
só uma informação, nas marcações e normal ginetear em gado vacum! forte abraço
Sítio: *****
06/10/2006 22:49:49 Cristiane - Brasília / DF - Brasil
Como veterinária, gostaria de parabenizá-lo pela matéria. Este tema, tão importante, é muito pouco abordado em debates sobre a cultura gaúcha. Uma das grandes qualidades do gaúchos é a relação de respeito que eles têm com os animais e com a terra, diferentemente do que é visto em Barretos ou nas Vaquejadas, aonde os animais são maltratados, chegando a sofrerem graves lesões. Ao meu ver, as provas campeiras servam para mostrar a habilidade do peão no trato com os animais no dia-a-dia do campo. Por isso, provas como as de "ginetear" um touro são idiotices, uma vez que este animal não tem que ser domado. Mas é sempre assim: o povo brasileiro sempre acha mais interessante o que vem de outros países, ao invés de valorizar aquilo que é nosso!
Sítio: http://www.flogao.com.br/estancieiros
05/10/2006 13:36:55 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Como comentei ontem, aqui no BL, a montaria em touros é realmente uma grande "idiotice", no rodeio crioulo. Tudo bem que os "countries" façam isso. Já que é um evento inspirado nos EUA, vamos respeitá-los, e só. Não deve-ser permitir, realmente, montaria em touros nos rodeios crioulos. Mas é muito difícil conter a contaminação que apodrece as coisas boas da cultura sul-brasileira. Mas já que o próprio presidente da república afirma que mais da metade da população é "burra", então ter cultura para quê? Eu não penso assim, e acredito que as deturpações só serão impedidas se dentro dos CTGs a cultura for trabalhada de forma eficaz e verdadeira. Existem CTGs que são praticamente um restaurante: só promovem janta, almoço e um bailinho de vez em quando. Nunca promovem eventos culturais, com palestras, troca de experiências, intercâmbios com demais entidades culturais e entre CTGs. Simplesmente porque tem patronagens que decoram os Estatutos do Tradicionalismo organizado, não aplicam os mesmos e não entendem quase nada de Tradicionalismo verdadeiro e puro.
Sítio: *****
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