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Crioulo Guapo

 

09/10/2006 00:03:35
O VERDADEIRO CRIOULISMO E AS TENDÊNCIAS NÃO NATIVISTAS! - I
 
Marcos José Jorge - Sant'Ana do Livramento
Foto: Duda Pinto, Esp/ZH!
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O crioulismo gaúcho brasileiro, entendido não como o Movimento Comercial do Mercado de Cavalos Crioulos e seus convênios com a Universidade do Texas, mas como a tendência regional-nativista e tradicional sul-rio-grandensejamais poderá ser considerado de forma abrangente, a tal ponto de englobar toda a Cultura Regional do Rio Grande do Sul. O termo crioulo, na acepção de pertencente a um determinado lugar, é de ser bem entendido a fim de se evitar as naturais confusões advindas seja da falta de conhecimento seja das filosofias falaciosas propaladas por aqueles que têm o interesse de fazer parecer que o verdadeiro sentido do crioulismo gaúcho pode ser extrapolado dos seus naturais limites territoriais, para abranger um crioulismo que é, muitas vezes, apenas e tão-somente sul-rio-grandense. Mas, antes de abordarmos o tema proposto, é interessante que nos dediquemos a uma rápida análise do termo gaúcho. Inicialmente, gaúchos eram considerados apenas os campeiros que lidavam com o gado na região meridional da América do Sul, fossem eles de origem espanhola, indígena ou portuguesa. É de se observar, no entanto, que no Brasil o vocábulo gaúcho tem, originariamente, a sua significação atribuída somente aos gaúchos da região do pampa sul-rio-grandense a partir do início do séc. XX. Por extensão, isto é, por razões político-comerciais, em meados do referido século é que os demais habitantes do Rio Grande do Sul passaram a receber a mesma designação, embora sua maioria não seja de gaúchos de espírito, mas de meros sul-rio-grandenses de nascimento. No que se refere ao crioulismo gaúcho brasileiro, os usos e os costumes gaúchos tradicionais dos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense são crioulos estritamente daquela região, produzidos, vivenciados, moldados, definidos nos limites territoriais e na base étnica dos forjadores dessa Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha específica do Pampa do Rio Grande do Sul, fincada no tripé português-açoriano, índio e negro. Dessa forma, lembremo-nos de que será crioulo de um determinado local só o uso e/ou o costume nele manifestado originária e espontaneamente. E assim como acontece com os "gauchos" uruguaios e argentinos, também os gaúchos brasileiros possuem no seu próprio território significativas diferenças entre alguns usos e costumes de suas domésticas regiõesEstes, por vezes, são usos e costumes meramente regionais, sociológicos, sul-rio-grandenses, que por motivos de contaminação externa destoaram da genuína e campeira Tradição Gaúcha forjada pelos interioranos do Núcleo da Formação Gaúcha do Rio Grande do Sul: o Pampa Sul-brasileiro. Como exemplo citamos as disparidades existentes entre usos e costumes gaúchos tradicionais da região da Campanha e os da Serra Sul-rio-grandense, do Planalto ou do Litoral do Estado. Em alguns casos, aquilo que é vivenciado em uma dessas regiões não pode ser considerado como da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, ou porque não oriundo de seu Núcleo Formador ou porque sofreu a ação externa, a exemplo do ocorrido com a bombacha na Serra, estreitada por influência dos birivas de São Paulo e dos imigrantes italianos chegados à região. É por esse mesmo motivo que não se pode classificar uma rastra argentina ou uruguaia como uma peça crioula da indumentária típica-tradicional dos gaúchos sul-brasileiros. A rastra, tendo origem platina e sendo do uso tradicional de gauchos argentinos e uruguaios, e não dos gaúchos sul-rio-grandenses do Pampa Sul-rio-grandense, não deve ser considerada como um cinto crioulo da antiga Tradição Regional dos Gaúchos do Sul do Brasil. Assim é também com outras peças da Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense e com outros usos e costumes tradicionais nativos do Núcleo da Formação Gaúcha Brasileira: o Pampa do Estado do Rio Grande do Sul! (continua...)

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23/12/2010 10:46:04 CARLOS FRANCISCOWAGNER - ALECRIM / RS - Brasil
QUE COSA BAGUAL!
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10/10/2009 02:04:20 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezado Ivo Leovaldo. Boa Noite! O sítio Bombacha Larga agradece mais uma honrosa visita e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Na verdade, prezado Ivo, o MTG-RS, suas Entidades Tradicionalistas e seus integrantes filiados, assim como todo o Povo Sul-rio-grandense, cumprem uma determinação legal. A Lei Nr. 4.850, de 11.12.64, alterada pelas Leis 7.391, de 08.07.80, 7.820, de 07.11.83 e 8.715, de 11.10.88, oficializou a Semana Farroupilha no Estado do Rio Grande do Sul, devendo ser comemorada anualmente no período de 14 a 20 de setembro, em homenagem e memória aos heróis farrapos. A referida lei prevê, ainda, que dessas festividades da Semana Farroupilha farão parte as escolas de 1º e 2º graus das redes estadual, municipal e particular de ensino, Unidades ou Contingentes da Brigada Militar, Centros de Tradições Gaúchas e entidades associativas, particulares, culturais e desportivas que dela queiram participar. E, ainda, que a organização e a orientação dessas festividades da Semana Farroupilha dar-se-á por meio de uma comissão composta pela Secretaria da Educação, a Secretadia do Turismo (acrescentada posteriormente com fins, naturalmente, essencialmente comerciais!), a Brigada Militar, a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore-IGTF e o Movimento Tradicionalista Gaúcho do RS. Diante desse mandamento legal, o MTG/RS, como um dos organizadores e orientadores da Semana Farroupilha, não poderia jamais esquecer que a origem dessa Semana fundada está na ação dos tradicionalistas de 1947, cujo objetivo principal fora promover o resgate, a valorização, o culto, a defesa, a preservação e a adequada divulgação dos usos e costumes tradicionais dos antepassados gaúchos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; e que o Dia 20 de Setembro, comemorado, anualmente, como o Dia do Levante Farroupilha ocorrido no ano de 1835 - que é o ápice de toda uma semana de comemorações -, também é o Dia do Gaúcho Brasileiro, instituído pela Lei Estadual/RS N° 9.405 de 25.10.91. E tens toda a razão quando dizes que nada tem a ver aquele evento histórico de 1835 com o Movimento Cultural Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Ocorre que, por meio de um ato político (lei), conseguiram transformar uma Semana que era eminentemente Tradicionalista, Tradicional, para uma Semana meramente Histórica, Farroupilha, Política. Contudo, apesar dessa mudança de foco, proposital ou não, não é plausível que o MTG/RS, para atender ao fim econômico-financeiro do mercado do turismo, passe a fechar seus olhos para as suas próprias origens, firmadas a partir da 1ª Semana Farroupilha de 1947, cujo fim primordial era o de exaltar a antiga Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. O que não se pode admitir é que o MTG/RS leve para as avenidas os carnavais daqueles que querem transformar um Evento Cívico do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul - de Homenagem e Memória aos Heróis Farrapos, conforme a determinação legal que a referida Comissão Organizadora teima em descumprir, para atender aos eventuais apelos econômico-financeiros do turismo, do mercado dos espetáculos, das paradas e de outros segmentos comerciais privados...), num carnaval de uma pretensa "Nova Parintins do Sul" e suas "filiais" distribuidas pelo interior do Estado. Se alguns atentados contra a antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul são cometidos pelos "crioulistas" do Mercado de Cavalos Crioulos - de índole texana -, ao desfilarem com suas calças justas e suas grifes comerciais, por exemplo, até aceita-se essa outra ilegalidade, diante da Lei da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul (Lei 8.813, de 10/01/89), desde que eles não se encontrem vinculados ao MTG Brasileiro organizado! Se sul-rio-grandenses, que nunca foram, não são e jamais serão gaúchos brasileiros, mas meros vaidosistas, modistas, que só vestem, e muito mal, um arremedo de pilcha gaúcha do Rio Grande uma vez por ano, para se mostrarem no Desfile Farroupilha, apresentando-se no evento com vestimentas estranhas à antiga e regional Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, isso até se justifica, uma vez que esses estão mais preocupados é com as suas preferências pessoais de origem mercadista do que com o culto da verdadeira Tradição Regional do Rio Grande do Sul! Porém, tais aberrações tradicionais e tradicionalistas, quando acontecem no próprio MTG/RS, em um evento originariamente voltado para a valorização da Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, desde aquela Primeira Semana Farroupilha de 1947, estão elas a configurar uma Corrupção Cultural Gauchesca Sul-rio-grandense e uma Corrupção Tradicionalista Gaúcha Brasileira; um atentado contra a Filosofia de Atuação Cultural do MTG Brasileiro organizado, expressada na sua Carta de Princípios; um crime cometido conta os seus Fins Culturais de preservação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul; de preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado no Pampa Sul-brasileiro; de preservação da sua Carta de Princípios; de coerência regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense e de propriedade tradicionalista gaúcha brasileira, na observância de suas Diretrizes para o uso correto da Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, de seus Estatutos Sociais, de seus Regulamentos Culturais Preservacionistas. Os Tradicionalistas Gaúchos do Rio Grande do Sul, portanto, continuarão participando das futuras Semanas Farroupilhas do Estado, em obediência à legislação estadual sul-rio-grandense. Espera-se, no entanto, que o Estado do Rio Gande do Sul, por meio de suas Secretarias, conforme a citada lei, do MTG/RS e demais órgãos legais, deixe de promover a atual carnavalização nas comemorações da Semana Farroupilha, ato este que fere a legislação do Estado e deturpa a simplicidade e a autenticidade das antigas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; que deixe o Estado do RS, por meio de sua Comissão Organizadora da Semana Farroupilha, de estender às indumentárias típicas e tradicionais dos Gaúchos Sul-brasileiros esse carnaval de cores, instituído em nome da promoção comercial do evento junto a um questionável contingente de turistas, mas que na verdade atende muito bem aos mercados sem fronteiras financiadores desses e outros eventos "culturais regionalistas do RS" e dos políticos neles envolvidos, direta ou indiretamente; que no âmbito do MTG-RS as suas Diretrizes para o uso da Oficial Pilcha Gaúcha Sul-rio-grandense venham a ser efetivamente respeitadas e as cores claras, amenas e neutras das camisas sóbrias substituam as de cores pretas, escuras, vermelhas, azulão, verdão, amarelão, rosas, verde-limão e de outros matizes fortes, contrastantes, berrantes, vivos, inadequados, impróprios, não tradicionais e incompatíveis com os usos e costumes dos antigos pampeanos forjadores da centenária Tradição do Estado do RS; que a bombacha seja realmente uma bombacha: a histórica e tradicional calça larga dos campeiros do Rio Grande; que o lenço de pescoço seja o lenço histórico, nativo e regional do Estado, e não os lencitos texanos, floriados, pretos, virados, folclóricos, triangulares, exagerados, por fora da gola da camisa, à meia-espalda, dos atuais e urbanos modismos de mercado; e que o chapéu seja o do gaúcho pampeano, escuro, tapeado na testa, e não o do Texas, o da Argentina, o chaparral claro "country-texa-sertanejo"; que a boina fronteiriça seja a preta tradicional, e não as coloridas, deformadas, desbeiçadas, importadas; que as cintas cola-finas, citadinas, urbanas, texanas, as "guaiacas porchetão freio de ouro" e as “rastras” platinas saiam das cinturas dos “Gaúchos Tradicionalistas do MTG Brasileiro”, para darem lugar à tradicional e típica guaiaca sul-rio-grandense: o cinturão comm bolsas dos gaúchos brasileiros; que o lombilho seja o da Tradição da Terra Sulina; o pelego grande, as rédeas de couro e a cincha na barriga do cavalo, e não as selas importadas, sem pelegos ou com peleguitos, cordas texanas, coloridas, pratarias e a cincha no sovaco da montaria, no estilo "texas". Enfim, que na Semana Farroupilha o MTG/RS vivencie uma Semana Tradicionalista Gaúcha Sul-rio-grandense; que no Desfile do Dia 20 de Setembro o MTG/RS não se esqueça que por ser essa data também o Dia do Gaúcho Brasileiro, aquele Órgão Tradicionalista deve elevar ao ponto mais alto a verdadeira, a legítima, a genuína, a antiga e autêntica Tradição dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, perante o Povo do Rio Grande do Sul e os seus eventuais visitantes, turistas ou não, do Brasil e de todo o mundo, e não esas modas comerciais impostas pelos mercados da Nova Ordem Mundial, os quais a tudo e a todos corrompem, inclusive os financiados políticos, o próprio MTG e a descumprida, sonegada, legislação estadual do Rio Grande do Sul!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
09/10/2009 22:46:02 Ivo Leovaldo Pires Pereira - Gravataí / RS - Brasil
Boa Noite Tradicionalistas. Porque os ditos tradicionalistas, festejam a semana farroupilha, como sendo a data máxima da cultura gaúcha, a revolução farroupilha nada tem a ver com a nossa cultura. Em vez de comemorar a Semana Farroupilha, deveriam comemorar a Semana da Tradição Gaúcha. Nada tem a ver, Revolução Farroupilha, com Tradicionalismo, ou será que estou errado, comemorando um acontecimento de 1835,como se fosse um acontecimento que surgiu em 1947?
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23/04/2009 20:48:14 Maria Ana - ellivnioj / SC - Brasil
Gostei do site! Vou usar algumas coisas que você citou, para colocar no meu trabalho! Muito obrigada! Maria Ana. Xau...=)..........
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15/04/2008 19:05:40 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Cássio. Como até o momento não nos pronunciamos em relação ao teu comentário, postado em 09.10.2006, aproveitamos este momento para elucidar alguns pontos que julgamos necessários para um melhor esclarecimento aos nossos prezados visitantes, a respeito do que venha a ser Tradição Gaúcha e quais os fins precípuos do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. A esse prezado colaborador, respondemos o seguinte: 1) com exageros ou não, Estatutos e Regulamentos são e sempre serão necessários para a orientação de qualquer instituição, pública ou privada, em qualquer sociedade civilizada; se um condomínio, p. ex., não dispor de um Estatuto ou de um Regimento Interno, a “flexibilização” poderá ser muito interessante para aqueles que não gostam de observar o direito dos demais moradores; mas isso, sem dúvida alguma, não atende aos anseios do grupo de condôminos, de gozar de um ambiente tranquilo, salutar, e com os espaços comuns respeitados; portanto, embora inúmeras previsões regulamentares do Tradicionalismo - especialmente aquelas aprovadas mediante a pressão dos mercados interessados nessa famigerada, propagada e ovacionada “flexibilização” -, sejam culturalmente inadequadas, todas as demais que estejam em conformidade com a Filosofia Tradicionalista da Carta de Princípios do MTG devem ser, sim, valorizadas, pois são elas que revelarão, aos que nada sabem de Tradicionalismo Gaúcho, qual o caminho cultural a seguir e a forma de ele ser percorrido; 2) quanto à afirmação de que o Vestido de Prenda está restrito, nos Regulamentos Tradicionalistas, aos tecidos de chita, consideramos essa informação como não verdadeira, uma vez que não é o que está previsto nas Diretrizes do Tradicionalismo Gaúcho organizado para o uso da Pilcha Gaúcha Feminina (ver a Notícia publicada do BL, em 04.12.2007, e arquivada na respectiva seção); 3) sim, o mundo exige algumas mudanças e algumas delas não prejudicam a Tradição, p. ex: os monges tibetanos, com o advento da tecnologia da telefonia móvel atual, não precisam mais deslocarem-se a um Posto Postal para passar uma mensagem a alguém, basta utilizar os seus celulares e enviar um “torpedo”; no entanto, essa mudança em nada influenciou e em nada influencia no seu antigo e tradicional traje típico, na cor, no modelo ou no comprimento dele; por ser tradição, ele continuará sendo transmitido aos monges do futuro tal qual fora recebido dos antepassados, assim como os seus demais usos e costumes tradicionais, religiosos, culturais, morais, etc.; assim também os japoneses, responsáveis por grande número dos avanços tecnológicos atuais, igualmente manterão eles os seus milenares kimonos e os seus rituais religiosos e culturais, sem descaracterizá-los, modificá-los ou deturpá-los, em nome de eventuais interesses comerciais de “alguns”, pois para eles aquilo é sagrado, por representar um bem cultural recebido, por todo o povo japonês, dos antecedentes; por isso o valorizam, o protegem, o respeitam e o retransmitem aos mais jovens para que eles assim também o façam aos seus filhos, netos e futuras gerações, mantendo, preservando as suas antigas tradições, repassando-as, pelo tempo, aos herdeiros daquele patrimônio cultural regional, que é todo o povo japonês, seja do Japão como de qualquer parte do mundo; assim os texanos, os quais jamais permitirão que qualquer outro povo passe a desnaturar o seu regionalismo, os seus usos e costumes tradicionais locais, a sua indumentária típica e “crioula” do Estado do Texas, ou o compasso e os instrumentos típicos da sua música regionalista, por meros interesses mercantilistas; ao contrário, manterão eles preservado o seu patrimônio cultural regionalista e, se possível, o levarão para o mundo todo – como estão a fazer, aqui, por meio das Redes de Televisão e do Negócio dos "Rodeos Country", já em plena atividade no meio “tradicionalista gaúcho” do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de outros rincões brasileiros -, especialmente para aqueles países onde o regional é considerado grossura, em virtude do trabalho anteriormente desenvolvido pelos próprios norte-americanos, em determinada época da História Brasileira (pós 2ª Guerra Mundial); onde o alienígena, o que é dos outros, é o “chique no úrtimo", a “moda” que deve ser seguida, mesmo que isso represente bilhões de dólares para os gringos e desemprego para muitos artífices tupiniquins; portanto, mais uma vez discordamos: muitas dessas “inofensivas” mudanças afetam, sim, a Tradição do Povo Gaúcho Sul-brasileiro e a muitas tradições brasileiras, por serem imposições do mercado, não da vontade autônoma dos verdadeiros donos dessas Culturas Regionalistas; 4) outra inverdade é dizer que a “rastra” – um apetrecho platino e não sul-rio-grandense – era usada pelos Farroupilhas; não era; o cinturão dos Farroupilhas era o mesmo dos Caudilhos de 1820; e se o uso da “rastra” ocorre, hoje, dentro do próprio Tradicionalismo Gaúcho, ele não é correto, mas indevido, regionalmente incoerente e tradicionalmente impróprio; é pelo interesse de um mercado que visa vender a todo o Mercosul a mesma indumentária, o que sem dúvida alguma aumenta em muito o seu nicho mercadista; para isso são usados artistas muito bem pagos, e suas gravadoras, como vitrine dessa perseguida uniformização; e movimentos que se utilizam do Cavalo Crioulo para comercializarem, além das grifes impostas, também o Appaloosa, o Paint Horse e outros que nada têm a ver com o Rio Grande do Sul; contudo, nada disso se coaduna com a História e a Cultura do Povo Gaúcho Sul-brasileiro; nem os nossos antepassados do Rio Grande usavam “rastra” nem os platinos usavam guaiaca, mas o "tirador", um largo cinto sem bolsas, de 15 cm; se eles não aceitam o nosso cinturão – de origem européia e essencialmente sul-rio-grandense – por que, então, temos que abraçar uma “rastra” de origem essencialmente espanhola, nitidamente representada pela prataria que carrega, uso este que nunca foi do Povo do Rio Grande, cuja origem é basicamente portuguesa-açoriana, sem tradição nesses artifícios prateados?; estudos científicos dos folcloristas provam isso; portanto, apesar dos discursos e das imposições goela abaixo, não há qualquer fundamento histórico-cultural-regionalista-gaúcho-sul-brasileiro que venha a tornar, de um hora para outra, a “rastra” platina parte da Tradição Gaúcha dos Sul-brasileiros, como tentam também fazer, sem qualquer base folclórica com o “bandonéon” (que na nossa língua pátria deve ser designado como bandônio!), o “bombo legüero”, ambos platinos, e as músicas nativas do Uruguai e da Argentina, mas que nunca foram e não são nativas do Pago Sulino Brasileiro; 5) cuidado nunca é demais ao tratarmos desses temas mais políticos e comerciais que históricos e culturais, tão destorcidos nas Semanas Farroupilhas do Rio Grande do Sul, que deixam as homenagens aos Heróis Farroupilhas e aos seus bravos feitos de lado para venderem pacotes turísticos e transformarem nossas cidades sulistas em Novas Parintins do Sul, mesmo que isso afronte a autenticidade e a reconhecida simplicidade das Tradições dos Gaúchos Campeiros Sul-rio-grandenses; portanto, o tema que tratou das etnias, na verdade, como ocorreu com o anterior, que considerou como Primeira Querência do Rio Grande a redução de São Nicolau, o que historicamente não se sustenta; também esse que explorou a contribuição das diversas etnias para a formação do gaúcho, com a frase “assim se fez o gaúcho”, não pode ser considerado com a honestidade intelectual que lhe era exigida, senão vejamos: todas essas etnias apresentadas no referido tema podem ter contribuído para formar o povo sul-rio-grandense (cuja maioria não é gaúcho, pois não têm e nem pretende ter qualquer identificação com o jeito gaúcho de viver dos homens e mulheres do interior do Rio Grande do Sul), mas não para a formação do território do Rio Grande do Sul nem para a formação da Tradição dos Gaúchos Sul-brasileiros, pois quando os imigrantes chegaram ao Sul do Brasil há muito que já havia Tradição Gaúcha e Território Sul-rio-grandense delimitado, à lança, garrucha e patas de cavalo; portanto, o gaúcho, no sentido de habitante sulino da região do pampa sul-brasileiro, com grande habilidade na arte de cavalgar e de manejar o laço nas lidas com o gado, nos campos do Rio Grande do Sul – no Pampa Gaúcho Sul-brasileiro -, este há muito que já estava formado ao tempo da chegada à região das etnias consideradas complementares do atual povo sul-rio-grandense; a contribuição dada pelas diversas etnias ao Rio Grande foi a da miscegenação na formação do povo sul-rio-grandense e a da formação de novos aspectos do Folclore Sul-rio-grandense; naturalmente que, por identificação com a cultura regional do Rio Grande, muitos imigrantes absorveram os usos e os costumes tradicionais dos gáuchos, mas não os formaram nem os alteraram; parte deles incorporaram a cultura regional e tornaram-se gaúchos; mas só se transformam em Tradicionalistas os que aceitaram a Filosofia preservacionista e protecionista do Movimento Tradicionalista Gaúcho e a vivenciaram na prática; contudo, assim como grande parte do povo sul-rio-grandense, a maioria dos imigrantes e de seus descendentes continuaram sendo tão somente sul-rio-grandenses; muitos preferindo valorizar culturas de outras plagas do que aquela que é própria da Terra Sulina, do Chão “Nativo”, do Pago, da Querência; 6) nem a boina italiana nem a da "Catalunya" nem qualquer outra que não aquela de cor preta e de tamanho normal podem ser consideradas como parte da Tradição do Rio Grande do Sul, pois aquelas – ao contrário desta última, oriunda da região fronteiriça sul-brasileira – nunca foram do uso tradicional dos gaúchos campeiros sul-rio-grandenses, pois nunca foram elas transmitidas, de pai para filho, de forma espontânea e contínua, pelo tempo, de geração em geração, pelo povo gaúcho do Rio Grande do Sul; o uso dessas boinas coloridas e caídas por sobre a orelha é mais uma decorrência dos tantos modismos de mercado que se utilizam dos mercados "crioulistas", "nativistas", em nada crioulos e em nada nativos do Rio Grande, e que assolam um meio chamado de “tradicionalista gaúcho”, mas não são da autêntica Tradição dos Campeiros do Rio Grande; 7) Tradição é Cultura, jamais “atraso”; ao contrário da afirmação, a guaiaca não consta apenas dos Estatutos Tradicionalistas, ela já vem da Pilcha Histórica que vigorou a partir de 1820, aproximadamente, e continuou até os nossos dias, por tradição, ou seja, o seu uso veio sendo repassado até hoje, de pai para filho, como uma peça tradicional da indumentária dos gaúchos sul-rio-grandenses, residentes no interior, uma vez que, como já foi frisado, ela é essencialmente sul-rio-grandense, tendo sido acrescentado ao cinturão europeu as bolsas - guaiacas -, e o coldre, até hoje usado pelo campeiro gaúcho em muito fundo de campo, para portar o seu revólver, pois o uso da arma sempre foi, no passado, e ainda é, hoje, em determinadas regiões, uma “precisão” na lida bruta da campanha; portanto, preservar tradições não é algo “ridículo” nem lá no Japão nem lá no Texas, ou no Tibet, na Escócia, e em lugar algum; ridículo é se usar o patrimônio cultural alheio como se fosse nosso; fazer Tradição Gaúcha Brasileira é respeitar o patrimônio cultural regional do Rio Grande do Sul, no Estado, no Brasil e em qualquer lugar do mundo; se antigamente o peão gaúcho ia ao fandango armado, ele entregava o seu revólver ao dono do baile, na chegada, e dançava com a sua guaiaca com o seu coldre vazio até o final do fandango, quando recebia novamente a sua arma; hoje, não vivemos mais naquele tempo antigo, mas devemos manter a tradição tanto das bolsas para o fumo, o dinheiro, as moedas, o relógio, como o coldre para o revólver, que o gaúcho nunca deixou em casa quando saiu, diariamente, para as suas recorridas de campo, pois era ali que o boi brabo atropelava ou o seu cavalo quebrava uma pata e tinha de ser sacrificado; era lá na amplidão da campanha que o gaúcho podia se deparar com uma situação de perigo qualquer e precisava garantir a sua segurança pessoal e a dos “seus”; retirar a guaiaca e seu coldre da pilcha gaúcha “tradicional” dos sul-brasileiros interessa ao mercado “country”, que há muito já a transformou em cinta (peça da pilcha dos colas-finas da cidade, não dos campeiros do interior do Rio Grande), e ao mercado “Mercosur”, que há muito já a substituiu pela “rastra” platina; entretanto, um e outro estão a agir como “assassinos culturais” e “exploradores da tradição gaúcha sul-brasileira”; alguns "gaúchos" são comprados pelo poder econômico corruptor, assim como alguns "tradicionalistas", Patrões de CTGs e Dirigentes Tradicionalistas; outros são coniventes por motivos político-partidários: os "politiqueiros do voto fácil"; e outros são subjugados, optando pela passividade não condizente com a almejada Cidadania Tradicionalista ou com a histórica altivez e dignidade dos gaúchos do Rio Grande; 8) e novamente somos obrigados a discordar desse prezado missivista: mesclar usos e costumes é desnaturar a verdadeira cultura regional de qualquer povo; é atentar contra o regionalismo e a autenticidade peculiar de cada cultura; “integração cultural” é discurso de “mercadistas”, não de Tradicionalistas Gaúchos com Filosofia Tradicionalista bem definida a cumprir; 9) se o uso da bombacha vem desde a Guerra do Paraguai, ele se deu primeiro pelos soldados de Osório, depois pelos peões de estância, os mais pobres; e ainda no final do século XX o gaúcho viajava a cavalo de bombacha, mas carregava a sua indumentária cola-fina debaixo dos pelegos, pois o uso regional dessa pilcha foi "plantado" aos sulistas brasileiros primeiro por Getúlio Vargas, que os impedia de valorizar o seu regionalismo, depois pelos “exploradores” norte-americanos, como sendo um ato de “grossura”, o que o impedia de chegar à casa da namorada ou no “povo” trajando a autêntica pilcha dos gaúchos campeiros do Rio Grande; firmou-se a aceitação da bombacha, pelos próprios sul-rio-grandenses, especialmente os citadinos, após o valoroso e heróico trabalho realizado pelo Grupo dos Oito, do qual fez parte Paixão Côrtes, a partir de 1947; entretanto, o que importa é que lá no interior, desde a Guerra do Paraguai, e final do século XIX, o peão de estância já vestia a bombacha e, portanto, esta é uma Tradição Regional que vem desde aqueles tempos, como vem o vestido comprido das prendas, representativo do traje que a mulher gaúcha usava na mesma época; o uso da bombacha é tradicional porque foi transmitido, de pai para filho, de forma espontânea e contínua, desde aquele tempo até hoje; portanto, não é o fato de ser muito antigo, antigo ou menos antigo que vai tirar de uma peça o seu caráter tradicional; por isso ela não deve ser modificada por interesses meramente de mercado, pois estes não têm o condão de representar a vontade autônoma dos proprietários da Tradição Gaúcha Brasileira: o Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e do Brasil; 10) para quem só deseja explorar economicamente um patrimônio popular como a Cultura Regional Gaúcha Sul-brasileira são muito interessantes os argumentos como os de um “futuro melhor” sem ficar “patinando no tempo”; no entanto, assim como o Príncipe Charles e os escoceses; os japoneses, os tibetanos e os texanos continuam seguindo em direção ao futuro, mas preservando as suas tão caras Tradições, para mantê-las incólumes, pelo tempo, como uma riqueza que deve ser guardada indefinidamente, também assim devem, ou deveriam, agir os verdadeiros gaúchos brasileiros e os autênticos Tradicionalistas Gaúchos em relação às Tradições dos Gaúchos do Interior do Rio Grande do Sul, pois todos, sem exceção, ao Fazer Tradição não estão “patinando no tempo”, mas assegurando uma riqueza cultural que não é pertencente a um empresário, a um grupo comercial, a um setor da economia “globalizada” ou a uma Entidade Tradicionalista viciada por indevidos atos de comércio, mas a um Bravo e Valoroso Povo que honra as suas Tradições recebidas de seus heróicos antepassados, como o fazem todos os demais povos civilizados do mundo, cientes que estão do valor que tem o seu folclore, a sua tradição, a sua História, a sua Cultura Regional; 11) Glaucus Saraiva não é o dono da verdade, é verdade, mas é um gaúcho, um poeta, um patriota, um Tradicionalista Gaúcho que teve a Carta de Princípios, de sua autoria, aprovada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, no VIII Congresso Tradicionalista, ocorrido no CTG O Fogão Gaúcho, da cidade de Taquara-RS, entre os dias 20 e 23 de julho de 1961, por representar aquele seu documento a base filosófica necessária para a defesa, o zelo, a preservação e o culto de uma Tradição Gaúcha que deve estar e continuar sendo protegida desses nefastos interesses de mercados destruidores de culturas regionais; a Carta Tradicionalista, esta faz parte de todos os Estatutos do Tradicionalismo e que deve, ou deveria, ser rigorosamente observada, e não negligenciada por pseudostradicionalistas mais interessados no comércio e no seu resultado do que co cuprimento dos fins culturais de um MTG Brasileiro que eles estão a explorar; e Paixão Côrtes certamente que não é o dono do Tradicionalismo, pois este vem desde o século XIX e irá prosseguir pelo tempo, graças, também, ao gigantesco trabalho desenvolvido por esse gaúcho fronteiriço de Sant’ana do Livramento, cuja contribuição jamais poderá ser desprezada por quem quer que seja, muito menos por aqueles que se dizem “Nativistas” sem o ser, “Crioulistas” sem agir como tais, “Gauchistas” sem nunca ter sido ou “Tradicionalistas” sem conhecer ou aplicar a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira e sem trabalhar para a consecução dos fins do MTG Brasileiro, pois quem ajudou a resgatar a Tradição dos Campeiros do Rio Grande, tão vilipendiada nos meados do século XX, será para sempre lembrado como um verdadeiro Laçador da Tradição, aquele que muito contribuiu para recuperar o orgulho dos Gaúchos Sul-rio-grandenses pela sua tradicional indumentária campeira, suas lidas de campo, seu fandango gaúcho tradicional, suas devidas comemorações da Revolução Farroupilha e dos feitos dos Heróis Farrapos; sua Chama Crioula e a sua simbólica significação, sua Ronda Crioula, a valorização da sua Bandeira Farrapa Sul-rio-grandense e seu Hino, também Farrapo; por tudo isso, tanto Glaucus Saraiva como Paixão Côrtes são e serão sempre ícones eminentes do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro; 12) se eles, Glaucus Saraiva e Paixão Côrtes, mudaram, pessoalmente, ao longo dos anos, é algo natural e pertinente à condição do ser humano e das pressões do meio; no entanto, eles não mudaram a Tradição Gaúcha dos seus bisavós, avós, pais, a sua Tradição Gaúcha “lá de fora”, onde nasceram e se criaram; ao contrário, eles lutaram para resgatá-la, defendê-la e mantê-la preservada para os filhos, os netos e as futuras gerações do Rio Grande do Sul; e qualquer coisa diferente disso não será Tradição, mas modificação, exploração, manipulação, desnaturação, integração, alteração, deturpação, corrupção cultural; qualquer ação destoante disso não será própria dos fins do Tradicionalismo Gaúcho nem da sua Filosofia de Atuação, a qual orienta a todos os Tradicionalistas Gaúchos, Entidades e cidadãos, no sentido de “preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares” e “zelar pela pureza e fidelidade dos nossos costumes autênticos, combatendo todas as manifestações individuais ou coletivas que artificializem ou descaracterizem as nossas coisas tradicionais (itens VI e XX da Carta de Princípios do MTG); dessa forma, quem não é Tradicionalista Gaúcho tem o livre arbítrio para agir como bem entender; mas aqueles que integram o Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado, exercendo cargos ou não, têm o dever institucional e a obrigação moral de bem cumprir a Filosofia do Tradicionalismo e proteger aquilo que não lhes cabe alterar, modificar, desnaturar, mas cultuar, preservar, defender, valorizar e corretamente divulgar, por ser a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, um bem público do Estado, do Povo Sul-rio-grandense, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
15/04/2008 12:03:05 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Ivan. Mais uma vez este espaço cultural tradicionalista gaúcho agradece a tua honrosa visita e a prestimosa colaboração. Embora ocorra essa diversidade de opiniões, que é natural e um dos pontos altos do regime democrático, é por meio dela que poderemos debater assuntos como este que estamos abordando. Por isso, esse Vivente, Cássio e Zatti, muito embora discordem do ponto de vista defendido neste sítio, terão sempre, aqui, as suas opiniões respeitadas. Entretanto, como forma de reforçar o nosso posicionamento e proporcionar maiores informações aos nossos demais prezados visitantes, especialmente aos que não conhecem nada de Tradição do Rio Grande do Sul ou de Tradicionalimo Gaúcho Brasileiro, somos obrigados a responder a esse prezado Vivente e a explicar a todos o que se segue: 1) um espaço cultural e tradicionalista gaúcho, como é o sítio Bombacha Larga, deve, por uma dedução lógica, pensar e agir como qualquer Tradicionalista, ou seja, de acordo com a Filosofia de Atuação do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, sua Carta de Princípios e demais fundamentos institucionais básicos; se ele – o Bombacha Larga - fosse somente “regionalista” ou “nativista”, “crioulista”, “gauchista”, “sentimentalista” ou qualquer outro “ista”, como “modista”, p. ex. – não tendo qualquer vínculo com os fins do Tradicionalismo, não haveria, também, nenhuma incoerência se, por acaso, viesse a agir em desconformidade com a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira, os Estatutos Sociais, Culturais, Morais, Filosóficos, as diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha Sul-brasileira e para a música gaúcha regionalista sul-rio-grandense do MTG Brasileiro; 2) e para melhor esclarecer aos demais visitantes deste espaço, a fim de se evitar eventuais confusões, enfatizamos que o “crioulismo”, que as matérias publicadas em 09.10 e 10.10.2006 se referem, é o crioulismo com sentido de “natural do Rio Grande do Sul”, “natural de cada uma das regiões sul-rio-grandenses” ou “natural da região Sul-brasileira”, sem qualquer alusão ao chamado “Crioulismo” dos adeptos do “Movimento Crioulo Horse”, do “Freio de Ouro”, dos “Grupos Crioulistas Sem-fronteiras”, com suas provas importadas do Texas e seus montes de fenos, suas comericias esbarradas e paleteadas, pois esses não são nem nativistas nem crioulistas, no sentido regional dos termos, e, portanto, menos ainda Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros; 3) é claro que quem se considera apenas um “nativista” – no sentido de adepto de Movimento Musical-comercial de 1971 - ou somente um “regionalista” - Tradicionalista não será, pois o que caracteriza este último é o sentimento conservadorista, preservacionista, o que não é exigido dos que só manifestam sentimentos de apego ao torrão nativo, mas que não estão comprometidos com filosofia alguma e, às vezes, vinculados estão apenas à uma das várias “Filosofias Mercadistas” dos que exploram comercialmente a cultura regional dos gaúchos sul-brasileiros; 4) naturalmente que só a “essência da alma” não tem o poder de fazer tradição gaúcha sul-rio-grandense (ato de transmitir, de pai para filho e pelo tempo, os usos e os costumes tradicionais do povo gaúcho sul-brasileiro); 5) dessa forma, se um peão de estância, que não veste a pilcha gaúcha tradicional do Rio Grande por falta de condições econômico-financeiras, poderá ser gaúcho como qualquer um que manifeste apreço pelas tradições campeiras do Rio Grande, mas isso não é o bastante para transformá-lo em um Tradicionalista Gaúcho; embora ele tenha recebido dos antepassados, por direito de herança, a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, esta estará em estado latente até que ele passe, na prática, a fazer Tradição, pois ninguém poderá ser conservadorista, preservacionista, isto é, Tradicionalista Gaúcho, se não agir como tal, uma vez que Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é “quem preza muito a Tradição do Rio Grande do Sul”; e quem preza muito a Tradição Gaúcha do Rio Grande, deve, na prática, demonstrar esse gosto, respeitando-a, cultuando-a, preservando-a, divulgando-a e repassando-a aos mais jovens com o fim de transmiti-la às novas gerações esse rico patrimônio cultural regionalista-tradicional; isso é fazer Tradição, e ninguém faz tradição – transmitir às novas gerações os usos e costumes tradicionais dos gaúchos campeiros sul-rio-grandenses – se não estiver corretamente pilchado com a indumentária característica dos interioranos sul-brasileiros; assim como ninguém poderá se dizer um Tradicionalista se não seguir a Filosofia Tradicionalista correspondente, pois sem esta poderá haver qualquer outro “ismo”, até o “modismo”, mas não “Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro”; além disso, só haverá Tradicionalismo se houver preservação, não deturpação; conservação, não dizimação; valorização do patrimônio cultural sul-brasileiro, regional, local, não alteração ou adaptação do mesmo com coisas estranhas ao Rincão Sul-brasileiro; culto dessa riqueza regional, não integração (fusão) com outras culturas e seus respectivos regionalismos, com um fim meramente comercial, não cultural; divulgação adequada dos usos e costumes crioulos, isto é, naturais de cada região específica, não corrupção cultural a serviço dos mercados “country” e “mercosur”; enfim, ser “modista” não é ser Tradicionalista Gaúcho; e corrupção cultural, deturpação, alteração, não é Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense – preservação e retransmissão das coisas tradicionais e regionais do povo gaúcho do Rio Grande do Sul, de pai para filho, e pelo tempo, às gerações presentes e futuras, pelo tempo -; 6) assim, podemos afirmar que na sua grande maioria os sul-rio-grandenses, mesmo os peões de estância, não são nem tão gaúchos como Paixão Côrtez e Glaucus Saraiva nem são Tradicionalistas Gaúchos; e mesmo dentro do próprio Tradicionalismo Gaúcho organizado raro é se encontrar verdadeiros Tradicionalistas, pois grande parte dos seus integrantes ali estão mais para “fazer festa” do que para Fazer Tradição (transmitir aos mais jovens a autêntica e centenária Tradição Gaúcha Sul-brasileira, por ser deles também essa Herança Cultural Regionalista-gaúcha-sul-rio-grandense), pois não observam nem a própria Filosofia Tradicionalista da Carta de Princípios, um dever moral de todo o Tradicionalista Gaúcho, nem os seus próprios Estatutos e Regulamentos; além disso, a grande maioria “dessa gente” – no geral – prefere atender aos “modismos do mercado” e agir como “Vaqueiros do Texas”, da Argentina ou do Uruguaia, do que a Tradição Regional dos Campeiros do Rio Grande do Sul (um exigência do Estado Novo e uma inculcação do período pós-Segunda Guerra, e que repercute ainda hoje), pois a esses é preferível vestir-se como um caipira texano, p. ex., do que como um gaúcho sul-brasileiro; um argentino de Corrientes, do que como um gaúcho serrano, da Campanha, missioneiro ou fronteiriço-sul-brasileiro; como um “Texano de Barretos” do que como um Campesino do Alegrete ou de outra região sul-brasileira; e outra grande maioria desses, em função da lavagem cerebral de redes televisivas - com concessão pública do povo brasileiro - e da falta de uma educação cidadã e regionalista, nem “gaúchos” pretendem ser considerados, o que dizer, então, de “Tradicionalistas Gaúchos”; 7) assim, é preciso que se entenda que “nativismo” (não confundir com o Movimento Nativista musical e seus objetivos essencialmente mercantilistas) está, necessariamente, incluído no Tradicionalismo, pois este está voltado para o culto, a defesa, a preservação e a divulgação das coisas nativas do Rio Grande do Sul; que o “crioulismo” é expressão significativa de “natural do chão”, “natural do torrão nativo”, “o que é do Pago, da região, do local de nascimento, do Estado, do país de origem”; que aspectos do “regionalismo sul-brasileiro” podem não significar Tradição Gaúcha, caso eles não tenham sido, de forma espontânea e contínua, transmitidos de pais para filhos, ao longo do tempo; que “sentimento” pode fazer parte da Tradição Gaúcha, mas desde que exteriorizado, como é o caso dos aspectos do acervo moral dos gaúchos sul-brasileiros, como os bons costumes, p. ex, e, ainda, a hospitalidade dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul; 8) não é segredo para ninguém que o chapéu que certas duplas e algumas “Bandas Gaúchas” usam, indevidamente, nos palcos das Entidades Tradicionalistas Gaúchas filiadas ao Tradicionalismo Gaúcho organizado, atendendo às suas cláusulas contratuais firmadas com grifes e gravadoras, são incoerentes com o chapéu da Tradição dos Gaúchos Campeiros Sul-rio-grandenses, mas de acordo com os interesses comerciais do mercado “country”; que aquele lencito estampado nunca fez parte do uso tradicional dos interioranos gaúchos sul-brasileiros, mas um modismo mercantilista moderno de mercados como o "mercosur", que faz artistas "gaúchos" a expor facas na barriga para vender seus produtos nos países platinos, e que, portanto, também não é da Tradição Gaúcha Sul-brasileira, pois eles não têm nem História nem são um uso antigo transmitido de pai para filho, pelo tempo; assim a “rastra”, o cinto liso, sem bolsas, que deixou de ser guaica para atender ao comércio dentro do Tradicionalismo (!?); a bombachita enfiada, que contraria até a etimologia da própria palavra bombacha (calça larga, cofirmada em qualquer dicionário); o chapéu na cabeça dentro dos recintos fechados e ao dançar, uma baita falta de educação, de respeito, e um atentado cometido contra um costume antigo-tradicional dos Sulistas Brasileiros; a masculinização da figura da Prenda Gaúcha, para aumentar a venda de indumentárias, como bombachas, botas, cintas, lenços e chapéus; a música misturada com batucada e qualquer outra coisa, com letras ofensivas à moral e aos bons costumes tradicionais da família gaúcha interiorana, do campo, base de toda a verdadeira Tradição dos Gaúchos do Rio Grande; assim o Bailão, que substituiu aos Fandangos Gaúchos da Tradição, bailão esse essencialmente comercial e não mais cultural, como deve ser um Fandango Gaúcho Tradicional; assim a gineteada vacum, em boi, vacas, touros e terneiros, e até, pasmem, em ovelhas, um crime de maus-tratos aos animais e uma importação do Texas que ofende a legislação ambiental brasileira; a gineteada “garupa sureña” e em "basto aberto", costumes que não são do Rio Grande, cuja doma tradicional sempre se desenvolveu em pêlo, além de se constituírem aquelas modalidades alienígenas em flagrante desrespeito à lei, figurando suas práticas, também, em um crime de maus tratos contra os animais; o tiro de laço em vaca mecânica puxada por moto; assim a moda das boinas coloridas de outras plagas, mas cujo uso, no Rio Grande do Sul, jamais foi transmitido de pai para filho, ao longo do tempo, uso este que, evidentemente, não pode ser tido como da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil; enfim, tudo isso são modismos, não Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul; por tudo isso é que os exploradores da cultura regional gaúcha sul-brasileira, dentre estes os da política-partidária – que compram, com verba pública, a criminosa conivência de alguns pseudostradicionalistas - não querem nem saber da Filosofia Tradicionalista, da Carta de Princípios do MTG e das suas Diretrizes para o uso da autêntica Pilcha Gaúcha dos Sul-rio-grandenses; nem do Código de Ética Tradicionalista; por isso alguns pretendem a festejada “flexibilização”, em vez da coerência cultural-regionalista-tradicionalista-gaúcha-sul-brasileira; 9) por fim, podemos até arriscar que há anos, antes mesmo das “flexibilizações” do tirador, da guaica, do Vestido de Prenda, da música regional gaúcha tradicional, dos Rodeios Crioulos Gaúchos Sul-rio-grandenses, não há mais Tradicionalismo, no sentido dos seus fins estatutários, mas muito “Oportunismo Gaúcho Brasileiro organizado”; não há Tradição, mas “Exploração da Cultura Regional dos Sulistas-brasileiros”; 10) diante de tudo isso, prezado xiru Ivan, não temos a pretensão de mudar o rumo atual desse pseudotradicionalismo vigente em quase todo o território brasileiro; no entanto, esclarecemos-te que a Carta de Princípios não é a base filosófica de meros “nativistas”, comerciais “crioulistas”, modistas “gauchistas” ou contidos “sentimentalistas”, mas uma diretriz cultural, moral, social e filosófica a ser seguida pelos que se dizem pertencer ao Tradicionalismo organizado; a Carta de Princípios, portanto, não foi redigida e aprovada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro para ser desprezada, escondida, esquecida, negligenciada, mas para nortear fins bem delineados na proposta inicial de um Movimento Cultural Regionalista, não Comercial Mercantilista ; e a menos que o referido despilchado peão de estância seja um partidário do Tradicionalismo não é a ele que a Carta de Princípios do MTG deve ser “esfregada”, mas aos que integram o Movimento Tradicionalista Gaúcho, seus dirigentes, seus sócios e frequentadores, pois ali é o local para se valorizar, organizar, defender, promover e representar as tradições e a cultura regional gaúcha sul-brasileira, caracterizando-se como uma sociedade civil sem fins lucrativos (art. 1º do Estatuto da CBTG); ali é que se deve “preservar o Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense” e a “Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, decorrente da sua Carta de Princípios” (art. 20 do Estatuto do MTG/RS); “nativistas”, “crioulistas”, “regionalistas” nada têm a ver com a Filosofia do Tradicionalismo nem compromisso têm com a observância da Carta de Princípios do MTG; mas, Tradicionalistas sim, sob pena de serem descaracterizados como tais ou taxados de “Calaveras da Tradição”, “Exploradores da Cultura Regional Gaúcha Sul-brasileira” ou de “Assassinos Culturais”; 11) contudo, esperamos que a Filosofia do Tradicionalismo, especialmente a contida na Carta de Princípios do MTG Brasileiro possa, um dia, libertar a Cultura Regional dos Sul-rio-grandenses do jugo dos seus atuais algozes e da “Maldição do Chapéu Chaparral”, cuja presença se faz, no atual momento, mais forte do que nunca dantes, e cujo poder econômico-financeiro parece ter poderes ilimitados, a tal ponto de corromper consciências “nativistas”, “regionalistas”, “crioulistas”, “gauchistas” e, também, as “tradicionalistas gaúchas” dos que, na posse dos seus cargos tradicionalistas, juraram preservar a riqueza cultural regionalista do Rio Grande do Sul, e daqueles que se achegam no Tradicionalismo e passam a se denominar de Tradicionalistas mas que, por interesses escusos de vários matizes, passam a vender, a quem lhes der mais, a autenticidade das Tradições dos Gaúchos Campesinos do interior Sul-brasileiro! A todos esses, sim, devemos “esfregar” a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro e, também, os protestos dos Herdeiros da Tradição do Rio Grande do Sul: Povo Sul-rio-grandense e todo o Povo Brasileiro! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado colaborador!
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12/04/2008 11:58:00 Ivan - Curitiba / PR - Brasil
Buenas! Lendo essa matéria recentemente não pude deixar de manifestar que concordo plenamente com a opinião de Cássio Zatti. Certos aspectos do regionalismo (seja ele no Crioulismo ou até mesmo no Nativismo) estão muito ligados e enraizados no uso e costumes do Gaúcho Sul Brasileiro. Não se trata de modismo ou apelo de interesses comercias. A essência se traz na Alma e não somente na estampa dessa ou daquela vertente da pampa. Será que aquele peão que lida em alguma estância do interior do Rio Grande do Sul, que muitas vezes não compra uma bombacha ou guaiaca e botas de couro por ter plata minguada, deixa de ter tradição? É justo esfregar a Carta de Princípios no rosto dessa gente tão gaúcha quanto os saudosos Paixão Cortez ou Glauco Saraiva?
Sítio: *****
10/10/2006 06:22:00 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Cássio. É claro que, embora não concordando, respeitamos os teus pontos de vista. Mas, como são muitos os assuntos abordados no teu comentário, talvez seja mais interessante tratá-los em uma matéria futura. Adiantamos, por ora, que concordamos com o lema do DTG Fogo de Chão, da cidade de Alecrim-RS, que diz: "Tradição não se inventa, se cultua e se vive!". Um abraço!
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09/10/2006 23:59:42 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Buenas viventes!! O tradicionalismo gaúcho é atualmente organização através dos CTGs e a partir destes, dos MTGs. Ótimo, pois assim, é possível passar de geração em geração as tradições gaúchas. Mas há certos exageros nos Estatutos. Hoje, nenhuma prenda se veste mais de Chita, mas nos Estatutos consta que o vestido é de chita. O mundo muda e é necessário acompanhar algumas mudanças. Não estou dizendo que deve-se aceitar as tendências dos aproveitadores que deturpam a tradição, mas algumas mudanças não prejudicam a tradição. Os Farroupilhas usavam rastras, por que o atual gaúcho não pode usar? O tema da Semana Farroupilha deste ano não tratou das etnias que "fizeram" o gaúcho? Então, porque a boina italiana não está correta? Atraso é um taura estar num fandango, usando guaiaca com coldre e porta balas de revólver, que nem se usa mais, mas isso pode, tá nos Estatutos. É Ridículo, mas pode. O mundo mudou e hoje não é necessário mais ir armado aos fandangos, como era nos séculos XVIII, XIX e parte do XX. É totalmente possível mesclar usos e costumes sem descaracterizar a verdadeira cultura. A própria bombacha, não passou a ser usada somente após a Guerra do Paraguai? Ela é bem mais recente do que a tradição gaúcha no seu todo. Conhecer o passado sim, mas para planejar um futuro melhor e não para ficar patinando no tempo. Glaucus Saraiva não é o dono da verdade e Paixão Côrtes é uma referência, não o dono do tradicionalismo. Com certeza, eles próprios mudaram ao longo dos anos, sem perder sua essência. Saudações tradicionalistas
Sítio: *****
09/10/2006 21:36:25 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Maicon. Manter apenas o sentimento de apego pelo nosso Rio Grande é muito interessante para o "mercado", para as grifes e seus contratos com os artistas, e para os comerciantes de outros pagos. Além disso, há uma enorme diferença entre "modistas" e Tradicionalistas. Aqueles seguem as tendências de mercado, da moda; estes últimos devem rezar pela "Bíblia Tradicionalista" de Glaucus Saraiva: a Carta de Princípios do MTG/RS, que não abrange outro Movimento Tradicionalista que não o do Estado do Rio Grande do Sul. Assim, todo aquele que se diz um Tradicionalista Gaúcho, além de conhecer, deve observar e honrar as importantíssimas disposições da referida Carta Tradicionalista, entre elas a constante do item VI, a qual prescreve que o MTG/RS, e por conseqüência todos os gaúchos, sul-rio-grandenses e brasileiros, devem "preservar o nosso patrimônio sociológico representado, principalmente, pelo linguajar, vestimenta, arte culinária, forma de lides e artes populares". Portanto, para um Tradicionalista não basta o sentimento; há que cultuar, cultivar, defender, preservar e divulgar as autênticas Tradições do Povo Gaúcho do Estado do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas e um forte quebra-costelas a esse prezado colaborador!
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09/10/2006 17:26:03 Maicon - oliveira.maicon@gmail.com - Brasilia / DF - Brasil
Caros amigos... posso até estar falando bobagem, ou pensando de forma errada... Mas será que não estamos fazendo uma analise pelo lado errado??? Pois assim, foi falado de onde surgiu o termo gaucho, e agora falado da obra do nosso amigo Carlos Zatti, o Gaucho tem diferençar e particularidades em cada região... correto??? E o que é que temos de igual??? O IDEAL!!! O APEGO PELO PAGO!!! PELO RIO GRANDE AMADO!!! Pq então, temos que falar que é "errado" falar que as rastras, por exemplo, não são do "gaucho brasileiro"??? Será que não deveriamos nos preocupar mais com ESSÊNCIA do tradicionalismo??? E assim sendo RESPEITAR o uso de peculiaridades nas INDUMENTARIAS GAUCHAS de cada região?????
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09/10/2006 11:55:47 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Zatti. Com o fim de melhor informar os nossos visitantes, a respeito do teu comentário, esclarecemos que o tema da presente matéria - o "crioulismo" -, abrange não só a bombacha e as demais peças da pilcha gaúcha, cuja referência se dá na página 73 da citada obra, mas, também, a muitos outros usos e costumes gauchescos, como se verá, posteriormente, na continuação do referido artigo. Para melhor elucidar a questão, tomamos a liberdade de publicar aqui o conteúdo da p. 73 do teu livro "O Paraná e o Paranismo", o que sem dúvida servirá, também, como uma forma de divulgação dessa importante obra literária: "Mas há diferenças nesta indumentária gauchesca. - Claro que há. A indumentária do gaúcho de Guarapuava difere, em algumas peças, em amplidão e modelos, da do gaúcho correntino, assim como o biriva de Lages usa peças não comum ao gaúcho alegretense, entretanto, todos usam botas, bombachas e lenço, assim como todos sorvem mate em cuias de porongo" (Zatti, Carlos. O Paraná e o Paranismo. Curitiba: Progressiva, 2006 - p. 73. Pedidos pelo fone (41) 3256-0617 ou correio eletrônico carlos.zatti@uol.com.br). Saudações Tradicionalistas e um quebra-costela cinchado!
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09/10/2006 10:22:32 Carlos Zatti - Curitiba / PR - Brasil
É exatamente isso que foi dito à página 73 d'O PARANÁ E O PARANISMO, do degas aqui. Confiram
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