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Tudo que tenho, de Ângelo e Ricardo Marques,
João Sampaio e Silvestre Araújo

 

24/10/2006 07:58:29
A GUAIACA DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE E A RASTRA PLATINA!
 
Guaiaca: o tradicional cinturão dos Gaúchos Campeiros
do Pampa do Rio Grande do Sul!
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Os verdadeiros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros continuarão, por um dever de consciência tradicionalista, a usar o típico e regional cinturão com bolsas pertencente à autêntica, antiga e campeira Pilcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul. A antiga Tradição Gaúcha Brasileira deve ser entendida como o Acervo Cultural Regionalista-tradicional forjado pelos Antepassados Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul e, também, como o ato de retransmissão preservada desse antigo Patrimônio Sociológico-tradicional Sul-rio-grandense às novas e futuras gerações. Portanto, é esse o Patrimônio Tradicional que contribui para a afirmação da Identidade Cultural Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. Assim, é natural que em nome da preservação dessa antiga Tradição Regional Gaúcha Brasileira tudo aquilo que não venha a ser considerado verdadeiramente nativo do Estado Garrão-sul do Brasil não deva ser vivenciado e divulgado como pertencente à Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul. É o caso, por exemplo, da rastra, um tipo de cinturão do uso dos gauchos platinos. Essa peça da indumentária gaucha, de origem espanhola, diferencía-se do tirador argentino – cinto de aproximadamente 15 centímetros de largura, sem bolsas e sem enfeites. Ao contrário deste, possui adornos de metal, como moedas, por exemplo, pregadas no seu corpo; e detalhes metálicos, prateados, que formam o florão de sua parte frontal. Como é do conhecimento geral, esse não é o tradicional cinturão dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. O cinturão dos gaúchos sul-rio-grandenses sempre foi, é - e em honra à Tradição Regional do RS -, continuará sendo, por Tradiçãoa guaiaca, cujo nome refere-se às bolsas nela contidas para o transporte do relógio, do revólver, dos avios de fumo e do dinheiro em papel e em moedas, dentre outros apetrechos pessoais. O uso indiscriminado da rastra nos dias atuais, por alguns gaúchos brasileiros, tem explicação. Com a derrocada econômica da Argentina, em um passado recente, quando parcela considerável de seu povo passou a viver praticamente do escambo, trocando mercadorias em praça pública, em virtude da escassez de moeda corrente, e com a pretendida extensão do Mercado Comum do Sul ao comércio de uma única indumentária em toda a região da Sul-américa, a solução encontrada pela indústria e pelas empresas argentinas foi direcionar o comércio de seus produtos para a Região Sul do Brasil. É por isso que até hoje estamos a ver gaúchos brasileiros pilchados como se fossem autênticos argentinos ou uruguaios, embora oriundos de regiões onde nunca antes aquele estilo platino de vestir fora praticado, nem por seus avós nem por seus pais nem por qualquer um de seus antepassados. Naturalmente que alguns gaúchos da faixa fronteiriça do Estado, em decorrência de fatores como a nacionalidade, a descendência e até mesmo a própria proximidade territorial, podem até fazer uso da rastra, mas este fato não a transforma em peça tradicional e de uso costumeiro de todo o Povo Gaúcho Sul-rio-grandense. A rastra, indubitavelmente, não faz parte da antiga Tradição dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Estado do Rio Grande do Sul. Mas o certo é que alguns segmentos ganharam muito e continuam ganhando com a vinda desses e de outros materiais dos paízes vizinhos. É natural, igualmente, que em tempos de economia globalizada da Nova Ordem Mundial a liberdade de comercializar e de consumir tais produtos seja cada vez mais ampla e irrestrita, tanto para comerciantes como para consumidores. E esse comércio, certamente, continuará a ser estimulado e incentivado com o passar do tempo, especialmente no Mercosur e sua tentativa de nivelamento cultural sul-americano. Contudo, os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, por um dever institucional-estatutário de coerência regionalista-tradicional sul-rio-grandense, de propriedade tradicionalista gaúcha brasileira e de observância aos postulados filosóficos do MTG Brasileiro a que pertencem, evitarão valorizar o que é nativo de outras plagas em detrimento daquilo que é tradicional da sua própria região, da sua Terra, do seu Pago, do seu Torrão Natal. Assim, qualquer indivíduo, quando pilchado, poderá usar e continuar usando a rastra platina, as guaiacas porchetão freio de ouro e até a cinta urbana dos texa-crioulistas no lugar da tradicional guaiaca dos Gaúchos do Rio Grande; e o chapéu chaparral, claro, country, copa alta, desabadao; e a boina colorida importada, desbeiçadaem vez da típica boina preta fronteiriça ou do genuino chapéu regionalista-tradicional, escuro, copa baixa e tapeado na testa, dos gaúchos sul-rio-grandenses; e as calças justas com alças no cós e bolsos traseiros; e as botas à meia-canela; e os coletes texanos, destoantes da cor da bombacha, indevidamente usados nas lidas campeiras; e os lenços estampados, pretos, virados, escondidos, folclóricos, exagerados, tringulares, por fora da gola da camisa, à meia-espalda; e as camisas pretas, vermelhas, de coloridos fortes, berrantes, contrastantes. no entanto, o Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, se assim quiser ser realmente considerado, certamente que continuará valorizando os genuínos, os antigos usos e costumes regionalista-tradicionais do Pampa do Rio Grande do Sul. Seguirá respeitando o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Sulino e do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, ao prender sua bombacha, a sua calça larga, com a antiga e tradicional guaiaca herdada dos antepassados pampeanos do Estado Garrão-sul do Brasil.  Os Tradicionalistas, espera-se, continuarão a usar o típico e regional cinturão com bolsas pertencente à autêntica, à antiga e campeira Pilcha Oficial e de Honra do Estado do Rio Grande do Sul e de todos os Gaúchos Brasileiros!

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11/10/2013 22:29:27 José Itajaú Oleques Teixeira - Brasília / DF - Brasil
Prezado Lugo. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Em resposta, enfatizamos-te, sem engano algum, que assim como a guaiaca do Rio Grande não é da tradição dos pampeanos platinos a "rastra" platina também não é da tradição dos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Historicamente o cinturão dos platinos era o "tirador", uma cinta lisa de 15cm de largura. Depois eles foram acrescentando moedas e pratarias, bem ao gosto dos espanhóis. Já a nossa guaiaca é de origem portuguesa-açoriana, sem prataria alguma, apenas bolsas. O interesse comercial, visando aumentar o nicho de mercado, é que foi, estrategicamente, aos poucos acrescentando, de couro mesmo, a imitação da "rastra" na parte frontal da guaiaca sul-rio-grandense e, também aos poucos, retirando as bolsas (guaiacas), tornando-a um cinto liso, que nos dias de hoje já transformaram em "rastra" ou em cinta. Quanto ao lenço da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, este não vem dos birivas. Aliás, os birivas em nada contribuíram para a formação da Tradição Gaúcha Sul-brasileira. Portanto, o lenço regional da Serra, influenciado pelo uso biriva, ou aquele estampado e incorporado recentemente pelas importações implementadas por meio do mercado de cavalos crioulos, não pertencem à antiga Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, esta toda ela forjada na região do Pampa Sul-rio-grandense pelos antepassados gaúchos pampeanos a partir de 1870, jamais por esses modismos impostos pelos crioulista-mercosurista-texanos desde o ano de 1993, com os seus famigerados convênios com a Universidade do Texas.
Sítio: http://www.bombachalarga.org
11/10/2013 07:10:42 lugo - Cruz Alta / RS - Brasil
Olha itajau acho que tu tá bem enganado...tem muita plata nos aperos antigos ate mesmo dos tropeiros birivas, tem lenço curto conforme a região, a rastra é gaucha sim...
Sítio: *****
02/11/2009 11:35:13 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezado Leandro. Decepcionados ficamos todos, quando vemos as barbaridades praticadas no MTG Brasileiro e seus Centros de “Tradições Gaúchas do Rio Grande”; com essa Corrupção dos Fins Culturais do Tradicionalismo e da verdadeira Tradição Regional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Mal entendidos, e em alguns casos a má-fé, acontecem quando atribuem, indevidamente, a este espaço cultural tradicionalista gaúcho a absurda afirmação de que a etnia indígena não é admitida na formação dos primeiros gaúchos sul-rio-grandenses, quando com todas as letras exposto está na nossa resposta anterior que o índio, juntamente com portugueses, açorianos, luso-brasileiros e o negro da região sul-brasileira é que constituem o tripé formador daquele gaúcho sul-rio-grandense de antanho, fundador da atual Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, esclarecimento este exposto, também, no artigo A FORMAÇÃO DO ESTADO, DO POVO E DO FOLCLORE DO RS, publicado e arquivado no item Educação deste sítio tradicionalista gaúcho brasileiro. Mal entendidos ocorrem quando nos tomam como um sítio integrante do MTG Brasileiro organizado e condizente com todas as alterações, modificações, deturpações, “integrações”, corrupções, avalizadas pelo Órgão Tradicionalista e suas Entidades Culturais filiadas, em nome de interesses econômico-financeiros e comercias de uns, e eleitoreiros de outros; que aqueles verdadeiramente Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros são os fanáticos, os intransigentes, os retrógrados, porque defendem e - por um direito de herança cultural gaúcha sul-rio-grandense, no exercício pleno de suas cidadanias - exigem a aplicação da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, órgão este assaltado e corrompido por Modistas, Comercialistas, Politiqueiros e Calaveiras de toda a ordem. Como mal-entendido poderemos classificar, igualmente, a confusão que muitos fazem entre a formação do povo sul-rio-grandense - a sua imensa maioria não de gaúchos - com a formação dos gaúchos campeiros de antanho e anteriores à chegada dos imigrantes alemães, italianos e outros imigrantes, os quais já encontraram no Rio Grande – com exceção da bombacha, no caso dos alemães – toda a Tradição dos Gaúchos Campeiros Sul-rio-grandenses forjada; que, portanto, apenas a assimilaram, mas que jamais a formaram, porque ela já se encontrava formada. Mal-entendido, por certo, é o ato de nivelar-se gaúchos de agora, de espírito, citadinos e de qualquer lugar do mundo, com gaúchos de séculos atrás, criados nas lidas campeiras com o gado e os cavalos na região do Pampa Sul-brasileiro, os forjadores dos atuais usos e costumes tradicionais gaúchos sul-rio-grandenses, recebidos pelos gaúchos de hoje, cultuados, preservados - e aviltados por muitos, no próprio Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro... - nos dias atuais; usos e costumes tradicionais estes que devemos, por Tradição, retransmitir, preservados, às novas e futuras gerações de gaúchos brasileiros, especialmente e com maior razão dentro Tradicionalismo, por ser esta a sua missão institucional-estatutária. Outro mal-entendido ocorre em se classificar como gaúchos brasileiros aqueles que não o são, por não se identificarem nem valorizarem a cultura regionalista-tradicional gaúcha do Rio Grande do Sul, nutrindo vergonha daquilo que é nativo da Terra Gaúcha Sul-brasileira. Perguntamos: uma banda “gaúcha” de “rock gaúcho” seria verdadeiramente gaúcha e estaria a executar um ritmo musical genuinamente gaúcho sul-rio-grandense? Ou seria ela, mais apropriadamente, uma banda sul-rio-grandense a explorar um ritmo estrangeiro em nada relacionado com a música regionalista-tradicional dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul? Ora, quem não é gaúcho de espírito não pode ser classificado como tal, mas tão-somente como sul-rio-grandense ou brasileiro. Quem é gaúcho, mas não preza muito, não cultua nem preserva a autenticidade da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul nem respeita a Filosofia do MTG Brasileiro não é um Tradicionalista nem deveria fazer parte do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, por total e manifesta incompatibilidade de interesses, embora, como se pode constatar em todos esses ambientes “tradicionalistas”, muitos estejam a cometer essa Fraude Tradicionalista, inclusive nos mais altos cargos do sistema MTG Brasileiro organizado. E a verdade aqui veiculada não é nossa, mas a da Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. No interior de um CTG ou de qualquer Entidade Tradicionalista filiada ao Tradicionalismo, ou em qualquer Evento Tradicionalista, do MTG organizado ou não, ela é a Dona da Verdade, a contradizer, a contrapor, a desmascarar, a desmentir essa falaciosa “verdade” dos comercialistas do Mercosul, do mercado do Barretos, do mercado musical, suas bandas, seus manipulados artistas e suas grifes; dos políticos exploradores do MTG, que pelo votos visam, com recursos públicos, do povo, flexibilizar os Fins Tradicionalistas de preservação da cultura regionalista-tradicional gaúcha do Rio Grande do Sul, em prol de seus interesses pessoais, particulares, eleitoreiros. Mal-entendido, também, é o desvirtuado entendimento de que para ser um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro há de estar filiado a uma Entidade Tradicionalista vinculada ao MTG Brasileiro organizado, olvidando-se de que o ato de preservar a Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense há muito que se dá de forma mais eficiente nos DTGs – Departamentos de Tradições Gaúchas do RS - das escolas e de outras instituições sem vínculo com esse Tradicionalismo político e comercial, por estarem, ainda, aquelas entidades culturais livres desses interesses eleitoreiros e comercias que infestam, de longa data, um Órgão Tradicionalista que é responsável pela preservação da Tradição Gaúcha do Pampa Sul-rio-grandense, mas que - para atender aos mercadistas que financiam as campanhas eleitorais dos políticos que, indevidamente, assumem a organização de Eventos "Tradicionalistas" - altera a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, a música regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense, a encilha, as provas campeiras e outros usos e costumes dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Mal-entendido é, com certeza, "integrar" o Tradicionalismo a esses interesses de mercado e de politiqueiros, e assassinar os seus Fins Culturais precípuos, para fazer o jogo dos exploradores da Cultura Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul, do Povo Sul-rio-grandense, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro; é querer fazer parte do MTG Brasileiro sem ter qualquer tipo de compromisso com o seu mister de órgão preservacionista, conservadorista de uma cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-brasielira, considerada Tradição porque é muito antiga, a qual foi e deverá continuar sendo preservada para os futuros gaúchos brasileiros, porque do contrário Tradição é que não mais será; é considerar como se fosse da Tradição Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul essas invencionices, esses modismos, essas importações dos citados mercados, cujos fins são meramente comerciais, não culturais comprometidos com a preservação do Patrimônio Cultural próprio do Povo Gaúcho Sul-brasileiro; é se dizer Tradicionalista ou frequentar o Tradicionalismo e aceitar as falácias das criminosas e estratégicas “integrações”, patrocinadas pelos interesses mercadistas e eleitoreiros, com gigantescos prejuízos para o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo do Rio Grande do Sul; é negar que a Tradição Gaúcha que deve ir para o mundo é a genuína, a verdadeira, a regionalista, a tradicional, a nativa dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, e não a dos modistas e seus algozes comerciantes, os quais visam conquistar jovens adolescentes em idade de natural contestação do "status quo" e adultos incautos sem qualquer tipo de consciência cultural tradicionalista gaúcha brasileira e, por isso mesmo, potenciais vítimas desses crimes de lesa-cultura regional gaúcha sul-rio-grandense. Mal-entendido ou errônea interpretação, interesseira ou não, é a que fundamenta interesses de comércio, com abrangência geral e irrestrita, especialmente junto a um público jovem não gaúcho nem tradicionalista gaúcho, porque sem qualquer formação cultural nesse sentido, para promover a Corrupção Cultural da Tradição Regional Gaúcha Sul-rio-grandense, que é campeira e antiga porque formada pelos gaúchos de antanho do Pampa do Rio Grande do Sul, e não do Uruguai, da Argentina, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Texas ou de qualquer outro lugar; é confundir a formação do atual povo sul-rio-grandense - miscigenada após 1820, com a chegada dos alemães e, mais tarde, dos demais imigrantes - com a formação do povo gaúcho sul-rio-grandense, começada a partir da chegada dos portugueses, açorianos e luso-brasileiros, para a conquista – a ferro, fogo e a patas de cavalo - do território do atual Estado Sulino Brasileiro, e sedimentar usos e costumes tradicionais próprios, junto aos índios da região e aos negros levados para o Rio Grande; é imaginar que os donos de estância, os últimos e poucos a usar uma bombacha (hoje são todos crioulistas travestidos de caubóis, com calças jeans, bonés, cintas urbanas, boinas e coletes importados, lencitos estampados, pretos, virados) são os Tradicionalistas, enquanto um grande número de jovens, em todo o Brasil e no mundo, que conhecem e aplicam a Doutrina Tradicionalista Gaúcha Brasileira, nas Invernadas Culturais, Artísticas e Campeiras do MTG Brasileiro e dos DTGs sem vínculo com o Tradicionalismo, são muito mais Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, por aplicarem na prática a Filosofia de Atuação do MTG, ao contrário daqueles que sendo donos de estância estão, em nome do comércio de seus cavalos - crioulos de toda s Sul-américa, e não só do Rio Grande -, a corromper a Tradição Nativa de sua Terra e promovendo grifes e estilos importados, do interesse dos mercadistas sem-fronteiras, sem pago, sem querência, sem Tradição Regional: antiga, campeira, sul-brasileira. Outros mal-entendidos ou Fraudes Tradicionalistas são os fatos de se considerar como “retrógrado” o ato de se promover, por um dever tradicionalista gaúcho brasileiro e uma questão de Direito Humano Regional Gaúcho Sul-rio-grandense, a preservação daquilo que é propriedade do Estado do Rio Grande do Sul, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro. E essa Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense - ao contrário do que o mercado musical e seus artistas “gaúchos” tentam fazer crer, com o apoio do braço direito das máfias, a mídia - é essencialmente campeira, e não citadina, ou colorida, ou modista, ou “mercosurista”, ou “country-sertaneja”, ou de propriedade daqueles que a exploram, a deturpam, a modificam, a “integram”, a corrompem com fins meramente lucrativos. Portanto, aqueles que se apossam das estruturas do MTG Brasileiro para assassinar a sua Filosofia Tradicionalista de Atuação não são e não devem ser considerados Gaúchos Tradicionalistas. Enfim, Fazer Tradição do Rio Grande do Sul não é atender aos apelos comerciais e eleitoreiros de alguns picaretas que exploram o MTG Brasileiro e que, contrariamente aos Fins Culturais desse Movimento Regionalista-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense, passam a desvirtuar, desnaturar, desfigurar, estragar, viciar, corromper o Patrimônio Sociológico-tradicional Sul-rio-grandense: as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros - os antigos gaúchos interioranos - do Pampa do Rio Grande do Sul! Tudo isso, sim, é um crime cultural grave; isso, sim, é profundamente lamentável!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
01/11/2009 15:14:14 Leandro Sérgio - Brasília / DF - Brasil
Diante da resposta que recebi devo concluir tratar-se mesmo de um “novo movimento gaúcho” este que se formou após minha saída dos pagos do Rio Grande. Parece que eu não fui bem entendido pelo que percebi das respostas. Mas como eu não me rendo facilmente, só tenho a lamentar se mal entendido fui. Lendo uma resposta que diz: – “Afirmações como a de que o gaúcho é descendente do índio para justificar adornos na forma típica e tradicional de vestir do gaúcho campeiro do Rio Grande do Sul, e a de que se pudesse o campeiro pobre também compraria as pratarias é uma baita impropriedade, uma vez que conjecturas como essas não têm o condão de modificar aquilo que foi e que é, por Tradição“ – me causou uma grande decepção. Como falei acima, eu só posso é lamentar que a nossa tradição se transformasse e ficasse nas mãos de grupos fanáticos intransigentes e retrógrados, uma vez que não admitem a cultura das nossas origens indígenas – que é a nossa raiz – que acredito ser mais por aí do que, por certo, não sermos descendentes de outros, como alemães ou italianos. Embora saiba que muitos dos atuais defensores “do jeito Gaúcho dos Campeiros do Rio Grande” são descendentes de imigrantes alemães e italianos, mas, se nascidos no Rio Grande do Sul são “Gaúchos” também. Portanto, não só de portugueses, açorianos, luso-brasileiros, como ‘tanto insistem’ em afirmar, são os nossos antepassados gaúchos . Como as transcrições das afirmações recebidas parecem que se confundiram e se contradisseram ao responder que: “E não se pode confundir aquele gaúcho campeiro do século XVIII, fundador da Tradição do Rio Grande, formado etnicamente por portugueses, açorianos, luso-brasileiros, índios e negros do território que eles conquistaram para a Coroa Portuguesa, com quem é só sul-rio-grandense (gaúcho apenas por extensão, porque nascido no Rio Grande, mas sem qualquer identificação com o Jeito Gaúcho dos Campeiros do Rio Grande e, portanto, sem ser verdadeiramente gaúcho)” e: “nem há que se confundir aqueles gaúchos campeiros de antanho, que nos legaram as Tradições Gaúchas do Rio Grande, com os gaúchos de hoje, pois ser gaúcho brasileiro é um “estado de espírito”, é identificar-se com o modo de vida dos campeiros gaúchos do Rio Grande do sul, independentemente do local de nascimento do vivente ou do fato de haver ou não ele nascido no campo, ser filho de estancieiro, ter a posse de campo, gado ou cavalos; Fiquei confuso em decidir por qual das duas afirmações eu me posiciono. Antes vejamos a contradição. Afirmam no primeiro parágrafo acima que: “(...) nem há que se confundir ...ser gaúcho... é um ‘estado de espírito’(...) independente do local de nascimento do vivente (...) ... ser filho de estancieiro, ter a posse de campo, gado ou cavalo” Já o segundo parágrafo diz: “E não se pode confundir... (...) com quem é só sul-rio-grandense (gaúcho apenas por extensão, porque nascido no Rio Grande, mas sem qualquer identificação com o Jeito Gaúcho dos Campeiros do Rio Grande e, portanto, sem ser verdadeiramente gaúcho)” Pelo que pude entender, o gaúcho não é só o nascido no Rio Grande do Sul (e não só o que anda a cavalo para “aparar o gado”, nascido no campo), como o nascido na cidade grande o é, e também aquele nascido em outros estados do Brasil, mas que “se sente gaúcho” por “estado de espírito”? Mas claramente há, também, uma outra categoria, que é o “gaúcho por extensão sem ser verdadeiramente gaúcho? Essa eu não entendi! Ou eu fui “discriminado” e “excomungado” das minhas origens? Pelo “descompasso” das respostas recebidas e pela falta de coerência, me pareceu mais que elas foram tiradas e copiadas aleatoriamente de várias opiniões emitidas - catalogadas. Por outro lado, destas outras afirmações que seguem também me dou o direito da réplica, visto que quem me respondeu foi incisivo, intransigente e se outorgou o ”dono da verdade” com “poderes de expulsão” da qualidade de ser gaúcho, de qualquer cidadão nascido no Rio Grande do Sul mas que não tenha nascido “campeiro”. “Naturalmente que a todo o cidadão garantido está o direito de enfeitar-se conforme as cores e as importações desses globalizados modismos, de acordo com as suas posses ou suas preferências pessoais. Poderá ser um “mercosurista despatreado”, um “crioulista mercadista”, um “gauchista modista”, um “nativista alienígena” ou qualquer coisa que o valha, mas um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é que não poderá ser, por lhe faltar a devida Coerência Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense e a esperada Consciência Tradicionalista Gaúcha Brasileira externada, requisitos fundamentais a ser cumpridos pelos que se encontram filiados ao MTG Brasileiro e que são – ou fraudulentamente se dizem ser – Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, com compromisso pelo culto, zelo, defesa, preservação, correta divulgação e obrigatória retransmissão para os jovens atuais e futuros das autênticas e regionais Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense (...)” Se ser tradicionalista gaúcho é ser retrógrado e tacanho então eu jamais me filiaria a qualquer MTG Brasileiro. Não é questão de “enfeitar-se” nem ceder às “importações de globalizados modismos” (esta opinião mais parece é uma explicitação de “recalque” partindo de grupos intolerantes que se dizem “donos da verdade”) as cores à que defendo na indumentária do gaúcho, mas sim, uma forma de sair daquele “ranço” que são as cores cinzas e marrons usadas pelos “senhores da Melhor Idade”; mas o que vejo, claramente, um afastamento dos nossos jovens gaúchos que, “de pai prá filho de forma espontânea e contínua” deveriam sentir orgulho e divulgar nossa tradição e não se verem numa “continuação forçada” por uma imposição retrograda sem noção de que tudo neste planeta evolui. “Ou por acaso os gaúchos sul-brasileiros pelearam de lança e adaga na mão na conquista de seu território para terem como pátria o Uruguai e a Argentina? Ou os “gauchos” uruguaios pelearem por sua independência do Brasil para terem uma pátria comum? Ou os “gauchos” argentinos pelearam, defendendo um território espanhol que lhes pertencia, para sujeitarem-se às pátrias dos outros?” Ora! Esqueçam as “peleias”, esqueçam quem defendia quem e o quê (se portugueses ou espanhóis). Como parece claro que não fui ‘bem entendido’ quando me posicionei contra a intransigência de que só de portugueses, açorianos, luso-brasileiros são os formadores dos “nossos gaúchos”, é que afirmo que certas opiniões deveriam ser abomináveis pela inflexibilidade do ‘partidarismos’ que não tem a desenvoltura e o altruísmo de admitir que a formação de uma cultura é proveniente da miscigenação de povos e, que estas se agregam na formação de uma cultura sem tirar a beleza e, que isso só vêm enriquecer, com seus adereços, uma cultura que é formada pelo tempo. Por esses opiniões intransigentes é que, infelizmente, sempre senti e vi que a nossa tradição, que é tão amada e esperada ver e conhecer por outros povos, acabam por não sair dos “quatros cantos” do Rio Grande do Sul – quando muito se estende até o Paraná. E, enquanto se mantiver esse pensamento tacanho que a vestimenta do gaúcho (pilcha) tem que ser àquela do “campeiro” sem a permissão das cores vivas dos nosso irmãos uruguaios e argentinos, é que os jovens do Rio Grande do Sul – salvo alguns que forçados – irão se apresentar em “bailes gaúchos” vestidos de calças jeans e chapéus de couro ou de palha e, a nossa tradição ficará adstrita tão somente apenas àqueles mais velhos, já de cabelos brancos e barrigudos, que na verdade são os donos das estâncias e não aqueles “campeiros”. Diante dessa “realidade” retrógrada eu só tenho que dizer: É LAMENTÁVEL! Tem um ditado que diz: “quando não se pode com o inimigo..., une-se a ele”, mas eu, por ser muito “caborteiro” digo: JAMAIS! Nunca compactuarei com a intransigência e com àqueles que não querem enxergar!
Sítio: *****
23/10/2009 14:01:14 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezado visitante Leandro Sérgio. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho, cujo fim cultural é este mesmo: revelar, abordar, discutir, informar a respeito dos fins maiores da Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira. Todo o cidadão tem o direito de aqui expressar o seu entendimento pessoal, seja ele correto ou não; esteja ele em defesa de interesses pessoais, setoriais, comerciais e outros mais. Eventuais divergências de pensamento são próprias da democracia e o resultado da diversidade de interesses que envolvem tais posicionamentos pessoais. De nossa parte, prezado Leandro, como Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros que somos, não nos resta outra alternativa senão a de defender a preservação da autenticidade da Tradição Regional Gaúcha Sul-rio-grandense, em cumprimento aos ditames da Filosofia do MTG Brasileiro, fundamentada pela Doutrina Institucional expressada na sua Carta de Princípios. Portanto, se estivermos em descompasso com essa Filosofia de Atuação, há muito negligenciada no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, em virtude de interesses político-partidários e mercadistas, presentes no seu meio, poderíamos até nos intitular de “nativistas”, “crioulistas”, “modistas”, “flexibilistas”, “exibicionistas”, “gauchistas”, ‘tchesistas” ou qualquer outro "ista", mas não de Tradicionalista Gaúcho Brasileiro – aquele que preza muito, que cultua, preserva e retransmite às novas e futuras gerações as autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Assim, cumprindo o nosso mister - não o de fazer politicagem no MTG Brasileiro, como muitos estão a fazer dentro dos CTGs e MTGs; não o de explorar o Tradicionalismo ou a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense com fins econômico-financeiro-comerciais, como estão a fazer o mercado musical, da "tchê music" e dos maxixes; o “mercosur” das rastras platinas, das pratarias, das gineteadas “garupa sureña”, “basto aberto” e seus sedéns; suas botas garrão-de-potro (históricas porque não pertencentes à atual Pilcha Gaúcha dos Sul-rio-grandenses), suas calças estreitas, suas cintas, camisas pretas, coloridas; lencitos pretos, floriados, virados, ao estilo texano; das boinas coloridas alienígenas e dos chapéus das grifes, de copa alta, de couro, de abas laterais viradas; e o "country-sertanejo", com suas duplas e músicas estranhas à Tradição do Rio Grande; seus "rodeos" texanos, com palhaços, gineteadas em touros, ovelhas, orações à Nossa Senhora Aparecida, desfiles e espetáculos comerciais alheios ao Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional dos Campeiros do Rio Grande e aos fins culturais do MTG Brasileiro; e mercado dos Movimentos Comerciais “Nativista” e “Crioulista”, o primeiro com pilchas e músicas não nativas do Pago Sulino; o segundo, em nome do seu mercado de cavalos, importador de modalidades texanas e fomentador de grifes nada nativas do Pago Sul-rio-grandense -, é nosso dever institucional, mais uma vez, firmarmos o garrão em defesa dessas questões em comento. E o nosso respaldo é categórico, por evidente, lógico, sensato: se a “rastra” nem palavra portuguesa é nem pertence ao vocabulário gaúcho sul-rio-grandense, logicamente que o apetrecho que ela nomina não é da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; e não é porque ela não foi forjada nem repassada, de pai para filho, pelo tempo, espontânea e continuamente, pelo Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, até os dias de hoje; porque se a guaiaca não é da Tradição dos “Gauchos” Platinos, formados por espanhóis, índios e negros da lá, a “rastra” também não é da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande do Sul, formados basicamente pelo tripé étnico português-açoriano-luso-brasileiro, índios e negros da região sul-brasileira; não é porque imposições comercias do mercado mercosur, como esta, não podem ser consideradas como Tradição (usos e costumes antigos, repassados pelo tempo, de forma espontânea, contínua e preservada, até os dias atuais) do Estado e do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. Se há ações políticas, estas são próprias do Homem, enquanto Ser Político que é, o que não se confunde com política-partidária ou com a corrente politicagem existente no meio tradicionalista gaúcho brasileiro. No Tradicionalismo há uma doutrina, uma filosofia de atuação, uma política institucional a ser observada e cumprida, uma Carta de Princípios a ser honrada, estatutos e regulamentos culturais a serem respeitados, aonde a tal e alienígena “rastra” platina, não por acaso, não se encontra contemplada. Este espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro, igualmente, tem a sua política de atuação, que é defender a preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Em nosso trabalho as preferências pessoais não estão acima da centenária Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense; não há defesa do MTG Brasileiro, mas da efetiva aplicação da sua Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira; não há Donos da Razão, pois a Verdade Tradicionalista que defendemos não nos é atribuída, mas ao grande Glaucus Saraiva e aos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros que firmaram a Razão da Existência do MTG Brasileiro, quando aprovaram em Congresso Tradicionalista a sua Carta de Princípios Tradicionalistas. O que aqui fazemos apenas está em consonância com os fins culturais, institucionais, do único Órgão Cultural, de abrangência nacional e mundial, responsável pela preservação do Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul: o Sistema Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Dessa forma, quem ao MTG Brasileiro pertence ali não está – ou não deveria estar – para cultuar, zelar, defender, preservar e corretamente divulgar, para o mundo, as Tradições Regionais e autênticas do Uruguai, da Argentina, do Texas ou do há muito já texano Estado de São Paulo, mas, por disposição estatutária, doutrinária, filosófica – e o ato de aplicá-las longe está de ser uma ação radical – , para cultuar, zelar, defender, preservar e adequadamente divulgar as autênticas Tradições do Pampa Sul-rio-grandense, de onde originou-se toda a Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul. Portanto, cumprir essa obrigação cultural, esse dever institucional-estatutário não há de ser confundido com eventuais anteposições radicais “contra todas as outras expressões tradicionalistas gaúchas diversas da originalmente rio-grandense”. Ora, é claro que devemos respeitar as tradições e outros eventuais Movimentos Tradicionalistas Gaúchos pertencentes aos países platinos; mas isto é uma coisa; outra, e bem diferente, é fazer o jogo dos mercados “mercosur” e “country-sertanejo” e incorporar, fundir, integrar Tradições “gauchas” e “texanas” como se elas fossem da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul! Em nosso tempo de infância e adolescência, certamente que não se via, a não ser nos limites fronteiriços, por razões óbvias, os nossos pais portanto “rastra” platina; nem se viu os jovens tradicionalistas do Grupo dos Oito, que resgataram o orgulho dos sul-rio-grandenses pelas suas Tradições Gaúchas Regionais, portarem esse cinturão dos “gauchos” platinos, pois esta é uma imposição da criminosa, hodierna e falaciosa “integração cultural sul-americana” defendida pelo mercado “mercosur”, a qual não passa de um verdadeiro crime de lesa-cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-brasileira. O que deve haver é respeito ao Patrimônio Regional Gaúcho do Rio Grande do Sul. E o que não deve acontecer é o preconceito com as coisas nativas do Pago Gaúcho Sul-rio-grandense, para abarcar usos e costumes alienígenas, estranhos, importados, impostos pelos interesses comerciais de uns e com imensos prejuízos culturais, regionalistas, tradicionais para os herdeiros e detentores dessa Herança Sul-brasileira, constituída pela Tradição Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande, quais sejam o Estado Sulino, o Povo Sul-rio-grandense, o Brasil e todo o Povo Brasileiro. E a Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul não se fez por estancieiros; alguns destes só muito recentemente que deixarem de vestirem-se de acordo com as modas de França ou do centro do país – e um grande número deles, ainda hoje, com medo de vestir uma bombacha gaúcha sul-rio-grandense (calça larga) e serem chamados de “grosso”, ainda traumatizados pelo combate regionalista de Getúlio Vargas, no Estado Novo, e pela política norte-americana do período pós-Segunda Guerra Mundial, preferindo, muitas vezes, trajarem-se com roupas dos interioranos do Texas ou de São Paulo do que com as indumentárias gaúchas de seus pais e avós; com a Pilcha Gaúcha de sua Terra Natal. A Tradição dos Gaúchos Brasileiros foi forjada na região do Pampa Sul-rio-grandense por peões de estância, na lida bruta de campo com o gado e os cavalos. Enquanto o estancieiro recusava-se a usar uma bombacha, esta, desde as tropas de Osório, na Guerra do Paraguai (1864-1870), já era usada por soldados gaúchos, tendo esse uso continuado nas estâncias. A Tradição Gaúcha calcada está na simplicidade desses peões campeiros, não na ostentação de riqueza de seus mais citadinos do que campeiros patrões, cuja língua principal foi, por muito tempo, o francês. Esses senhores, ao contrário, é que adequaram-se, com o tempo, e muito lentamente, aos usos e costumes dos campeiros do Rio Grande, embora muitos deles os tenham deturpado, desnaturado com suas preferências pessoais de ordem materialista, consumista. Afirmações como a de que o gaúcho é descendente do índio para justificar adornos na forma típica e tradicional de vestir do gaúcho campeiro do Rio Grande do Sul, e a de que se pudesse o campeiro pobre também compraria as pratarias é uma baita impropriedade, uma vez que conjecturas como essas não têm o condão de modificar aquilo que foi e que é, por Tradição. E não se pode confundir aquele gaúcho campeiro do século XVIII, fundador da Tradição do Rio Grande, formado étnicamente por portugueses, açorianos, luso-brasileiros, índios e negros do território que eles conquistaram para a Coroa Portuguesa, com quem é só sul-rio-grandense (gaúcho apenas por extensão, porque nascido no Rio Grande, mas sem qualquer identificação com o Jeito Gaúcho dos Campeiros do Rio Grande e, portanto, sem ser verdadeiramente gaúcho); nem há que se confundir aqueles gaúchos campeiros de antanho, que nos legaram as Tradições Gaúchas do Rio Grande, com os gaúchos de hoje, pois ser gaúcho brasileiro é um “estado de espírito”, é identificar-se com o modo de vida dos campeiros gaúchos do Rio Grande do sul, independentemente do local de nascimento do vivente ou do fato de haver ou não ele nascido no campo, ser filho de estancieiro, ter a posse de campo, gado ou cavalos; o que não se deve esquecer é que o gaúcho (e aqui não se está falando do atual povo sul-rio-grandense) que forjou a Tradição que hoje cultuamos não é só descendente de índio, mas também do negro que fora levado como escravo pelos estancieiros “gaúchos” e, principalmente, por serem a maioria, dos portugueses, açorianos e luso-brasileiros que conquistaram, povoaram e firmaram Tradições Gaúchas Sul-brasileiras na Região Meridional do Brasil; e não devemos esquecer que há uma primordial diferença entre europeus espanhóis, aficcionados pela prata (daí a origem do nome do país vizinho Argentina, de "argentum"=prata), de europeus portugueses e açorianos formadores da América Portuguesa constituída pelo Brasil, historicamente não afeitos aos citados adornos de metal prateados. Quanto à questão da Pátria do Gaúcho, perguntamos: qual gaúcho? Do Uruguai, com grande influência deixada pela fundação da portuguesa Colônia do Sacramento, em 1680? Da Argentina, com grande influência dos espanhóis e seu notório gosto pelas pratarias? Do Brasil, formado não por espanhóis, mas por portugueses, açorianos, luso-brasileiros, índios da terra e negros da região? Do mercado “mercosur”, para quem a pátria dos gaúchos sul-rio-grandenses, “gauchos” uruguaios, argentinos, e que por questões de mero comércio tenta estender aos chilenos e paraguaios, deve ser toda a região da Sul-américa? Ora, se os gaúchos platinos e os gaúchos portugueses tiveram, pelo menos teoricamente, uma pátria comum quando da junção das Coroas Portuguesa e Espanhola, de 1680 a 1760, governados por um único Imperador, mesmo nesse período, na prática, os ‘gauchos’ de lá e os gaúchos daqui não aceitarem essa situação de uma eventual “pátria comum”. Ou por acaso os gaúchos sul-brasileiros pelearam de lança e adaga na mão na conquista de seu território para terem como pátria o Uruguai e a Argentina? Ou os “gauchos” uruguaios pelearem por sua independência do Brasil para terem uma pátria comum? Ou os “gauchos” argentinos pelearam, defendendo um território espanhol que lhes pertencia, para sujeitarem-se às pátrias dos outros? Claro que não! Essa “pátria comum” interessa apenas ao mercado que quer instituir uma só Pilcha Gaúcha para todos os gaúchos sul-americanos, uma só música regional para suas gravadoras forrarem o poncho, cujo comércio amplo e irrestrito lhe rende muito mais. Naturalmente que a todo o cidadão garantido está o direito de enfeitar-se conforme as cores e as importações desses globalizados modismos, de acordo com as suas posses ou suas preferências pessoais. Poderá ser um “mercosurista despatreado”, um “crioulista mercadista”, um “gauchista modista”, um “nativista alienígena” ou qualquer coisa que o valha, mas um Tradicionalista Gaúcho Brasileiro é que não poderá ser, por lhe faltar a devida Coerência Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense e a esperada Consciência Tradicionalista Gaúcha Brasileira externada, requisitos fundamentais a ser cumpridos pelos que se encontram filiados ao MTG Brasileiro e que são – ou fraudulentamente se dizem ser – Tradicionalistas Gaúchos do Brasil, com compromisso pelo culto, zelo, defesa, preservação, correta divulgação e obrigatória retransmissão para os jovens atuais e futuros das autênticas e regionais Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Com as Saudações Tradicionalistas segue um quebra-costelas deste sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
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22/10/2009 20:45:56 Leandro Sérgio - Brasília / DF - Brasil
Senhores..., irmãos de origem..., compatriotas desta região que é a mais autêntica da toda America do Sul (quiçá da Central também – com pequenas exceções) da qual sempre me orgulhei em ter nascido. Eu sou natural de Bagé – que por sinal é um dos símbolos da representação autêntica do homem gaúcho – e sempre fui um nativista, naturalmente, sem ter que fazer maiores esforços. Com este pequeno preâmbulo vou me atrever a dar uma pequena opinião, onde, por sinal, nem fui chamado, mas como muito mexeu comigo é que me enfezei e fui me entreverando na questão da polêmica ‘guaiaca’, ‘rastra’ e outros preparos da pilcha gaúcha. Vejo isso tudo como sem respaldo..., que não procede esta disputa de opiniões, onde grupos que mais parecem “quase políticos’ (partidários)..., que se manifestam intransigentemente como intitulando-se “donos da razão”, se posicionando na defesa do MTG, e se antepondo radicalmente contra todas as outras expressões tradicionalistas gaúchas diversas da originalmente riograndense. Quando digo “...outras expressões tradicionalistas gaúchas..”, muito me dói em ver que aí no Rio Grande do Sul foi criado este tipo de preconceito, que eu não via em meus tempos de infância e adolescência, visto que nasci naquela região de “quase fronteira” com o Uruguai, quando então saí para as outras paragens deste nosso Brasil. Durante a minha infância fui muito influenciado empiricamente pelo ‘gauchismo’. Bem antes de qualquer guri manifestar o gosto pela pilcha gaúcha eu já sonhava em ter umas “botas de gaúcho’. E assim fiquei ‘sonhando’ até a minha adolescência, quando comecei a trabalhar (naquele tempo não era “crime” adolescente trabalhar – Pasmem!) e, só então pude comprar as minhas primeiras “botas de gaúcho”. Foi então que fui prá Porto Alegre que, diga-se de passagem, era um lugar onde o ‘gauchismo’ era visto como “grossura” e nem passava pela cabeça de qualquer portoalegrense ser Gaúcho (isso por volta de 1960); tanto, que quando cheguei com ‘minhas botas’ a primeira coisa que me perguntaram era “onde tinha deixado o meu cavalo”. Mas como naquele tempo, nós do interior, não tínhamos a malícia do povo “da cidade grande”, eu não sabia o que dizer quando me interpelavam daquela maneira ostensiva, que para nós era motivo de orgulho. Foi com o tempo que aprendi a responder: - Tá amarrado nas guampas do teu pai!!! Isto era o que bastava, a peleia tava formada. Apanhei muito..., mas aprendi a responder. Os senhores podem estar pensando: - mas o que tem isso tudo com a ‘guaiaca e a rastra? Bem, prá mim tem muito! A roupa do homem gaúcho, e do campo, sempre foi bombacha, guaiaca, botas, esporas (quando estava na lida), camisa clara, lenço vermelho ou branco (preto era sinal de luto), chapéu de aba larga ou boina preta ou azul e, se frio estivesse, um pala cinza ou poncho azulão ou preto (que cobria quase todo o cavalo). Assim era o homem do campo. Eu, acima, falei “...e do campo”, prá enfatizar que mesmo em Bagé não era comum a pilcha diária na cidade, pois só quem tinha ‘campo’ é que costumeiramente usava, os demais era a vestimenta normal. Como qualquer funcionário de Banco. Por aquela ocasião, quando fui prá Porto Alegre, na década e início de 60, conheci Paixão Cortes que era um amigo de meu pai e soube que ele era um pesquisador das origens gaúchas e estava se tornando popular com suas músicas já gravadas e também um tradicionalista que estava trazendo a cultura ‘campeira’ prá cidade. Mais ainda eu fiquei aficionado pela nossa tradição. Comecei então a participar daquele movimento gaúcho que estava invadindo a “cidade grande”, como também aprendi a dançar algumas ‘danças gaúchas’. Mas foi pouco, pois eu em seguida parti para o Rio de Janeiro e hoje estou em Brasília. Bem, agora depois de tudo que falei é que eu posso explanar os pontos em questão que discordei e que posso assim dizer, fiquei um pouco indignado. Eu não era filho de “estancieiro” (como eram chamadas as fazendas de gado naquela região pampeana) nem tinha motivos prá usar a pilcha diariamente, mas eu sempre gostei das nossas vestes e músicas. Mas nem por isso eu estava “calcado na simplicidade dos peões de estância, e não, também, na de alguns patrões que ostentaram ou ostentam as suas riquezas nos utensílios que usam, (...) na maioria dos casos, sentiram-se, e muitos ainda sentem, vergonha de usar a típica, a regional, autêntica e tradicional Pilcha Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul” (trecho da resposta dada a João Pereira). Ora, senão vejamos: existe o ‘campeiro’, que é o peão de estância, mas existe também o ‘patrão’, que é o dono da estância, não? Pois então é bem natural que este ostente adornos de prata em seus aparatos gauchescos prá diferenciar daquele “peão” que é pobre e não tem condições para estes adornos. E é com certeza que digo que, se este último tivesse as mesmas condições, assim também adornaria seus utensílios, porque é bem próprio do gaúcho que, por ser descendente de “índio”, têm o costume e a vaidade de se adornar e se enfeitar. E essa vaidade e costume vem de copiar os próprios animais, pois é o macho que se enfeita na natureza. Outras incongruências é dizer que “...costumes da imensa maioria dos campeiros simples e sem luxo, repassada de pai para filho em todo o Estado. Assim, guaiaca é o cinturão de origem européia, trazido para o Rio Grande e adaptado pelos açorianos.” Primeiro, que nem todo gaúcho é filho de ‘campeiro’, mas nem por isto deixa de adorar a tradição nativa gaúcha em que nasceu e foi criado, como é o meu caso; e, em segundo, se a guaiaca fosse única e exclusivamente criação do gaúcho riograndense, mesmo assim haveria controvérsia quanto a se usar a ‘rastra’ correntina, pois ambas são oriundas de povos europeus. Então, em vista disso, não há exclusividade nem mérito do gaúcho usar uma coisa que veio a ser agregada de outras paragens. E eu, como nascido mais pras bandas do Uruguiai, teria mais simpatia pelos adereços do lado espanhol, mas nem por isso, desprezo nunca a nossa guaiaca. Em vista isso, é que defendo a mesclagem das três origens do gaúcho (embora cada uma com suas ricas peculiaridade), discordando plenamente da afirmação da resposta dada, que diz: “o gaúcho não teve nem tem três pátrias; porque o gaúcho de hoje tem como pátria o Brasil; quais sejam os portugueses, os açorianos, os luso-brasileiros, os índios da terra e os negros; (...) por oportuno, relembramos, enfatizando que essa Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense é o ato de repassar de pai para filho, pelo tempo e de forma espontânea e contínua, os usos e costumes regionais dos campeiros do Rio Grande do Sul, vivenciados pelo povo gaúcho sul-rio-grandense” E, tendo em vista que “é o macho que se enfeita na natureza”, e isso é uma coisa cultuada pelo índio, eu sou mais que convincente que o gaúcho é mais descendente de índio do que qualquer açoriano ou mouro. Um grande ‘quebra-costela’ a todos aí e desculpa a minha opinião formada.
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20/09/2008 20:26:36 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado João Pereira. O sítio Bombacha Larga agradece a tua importante participação e respeita o teu posicionamento pessoal. Porém, este espaço cultural tradicionalista gaúcho, a bem da inequívoca tradição gaúcha sul-rio-grandense, continua sustentando o afirmado anteriormente, pois a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul não pode ser confundida com as preferências pessoais nem com as ostentações materiais de alguns antepassados, que puderam comprar ou encomendar da região do Prata aperos de metais nobres, ou que ganharam de presente tais apetrechos, pois a Tradição do Rio Grande é aquela que tem por base os usos e os costumes da imensa maioria dos campeiros simples e sem luxo, repassada de pai para filho em todo o Estado. Assim, guaiaca é o cinturão de origem européia, trazido para o Rio Grande e adaptado pelos açorianos. Estes, sabidamente, não são afeitos aos adornos de prata, tal como historicamente acontece com os espanhóis, muito bem demonstrado nas cuias de mate, nos aperos, nas "rastras". A base da tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul está calcada na simplicidade dos peões de estância, e não na de alguns patrões que ostentaram, ou ostentam, as suas riquezas nos utensílios que usam, embora, na maioria dos casos, sentiram-se, e muitos ainda sentem, vergonha de usar a típica, a regional, autêntica e tradicional Pilcha Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas a esse prezado Vivente!
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20/09/2008 13:31:26 João Pereira Guahyba Neto - Charqueadas / RS - Brasil
Prezado José Itajaú Oleques Teixeira, discordo da vasta bibliografia citada, com alguns objetos antigos de uso regional preservadas até hoje, na depressão central, zona rural onde fui criado nas margens do rio Jacuí, municípios de General Câmara e Rio Pardo, testemunhando que prataria também era usada no centro do RS em região de etnia açoriana. Ex.: existencia de lança, espada e aperos prateados (buçal, cabresto, maneia, lombilho, passadeiras de loro, estrivo de meia picaria, peiteira, rabicho, cabeçada, rédeas, esporas e faixa vermelha com borlas e franjas em ouro) que pertenceram ao meu tataravô, Constantino Pereira dos Santos/produtor de charque e farinha de mandioca/Capitão no Regimento dos Cavalos Brancos/Cavalaria do General Osório/Guerra do Paraguai, o qual está sepultado na porta da histórica Igreja de Santo Amaro, antiga forqueta dos "Dragões de Rio Pardo", no município de General Câmara. Onde, também existem familias conhecidas nas comunidades rurais locais, que ainda possuem peças de encilhas prateadas de seus antepassados, preservadas como relíquias de herança e valor estimativo. Comprovando, que o uso de aperos prateados, não se restringe a etnias espanholas.
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07/09/2008 06:27:51 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante João Pereira Guahyba Neto. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a importante participação neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Neste sítio, como os demais visitantes que dele já participaram, esse Vivente tem toda a liberdade para expor o seu ponto de vista particular a respeito de qualquer matéria aqui publicada. Naturalmente que, por motivos óbvios, quanto ao comentário postado a respeito da guaiaca gaúcha sul-rio-grandense, dele somos obrigados a discordar. E com o fim de melhor esclarecer a questão aos nossos futuros visitantes, uma vez que estes registros permanecerão disponíveis neste sítio, passamos a elencar as razões dessa nossa discordância, o que fará com que, nesta oportunidade, nos estendamos um pouco mais nas explicações: 1) o gaúcho não teve nem tem três pátrias, primeiro porque no séc. XVIII, p. ex., nem pátria definida ele tinha, uma vez que o território do atual RS, desde o Tratado de Tordesilhas, pertencia ao reino de Espanha, e depois, mediante outros Tratados, os portugueses passaram a deter a posse de no mínimo um terço daquela incipiente terra gaúcha sul-brasileira, o que para uns caracterizava uma pátria portuguesa e para outros a pátria espanhola; segundo, porque o gaúcho de hoje tem como pátria o Brasil: uns porque nasceram e continuam residindo no Rio Grande; outros porque mesmo não nascidos do Estado Sul-brasileiro são gaúchos de espírito, identificados com a Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul, o seu folclore, os seus usos e costumes, todos estes aspectos regionais com origem principal nos formadores do território e da cultura local da região sul-brasileira, quais sejam os portugueses, os açorianos, os luso-brasileiros, os índios da terra e os negros; 2) a citada cultura “country” do “segura peão”, que invade hoje o próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro com a sua gineteada em touro, em carneiros, a música sertaneja e o incentivo à prenda a vestir-se como um peão, e que no Brasil começou no Estado de São Paulo, no período pós-Segunda Guerra Mundial, pois lá não houve um movimento de reação como aquele dos Moços de 47, no RS, não tem a sua origem no Brasil Central, mas no Texas estadonudense; 3) quando se fala em somente guaiaca, dentro do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, evidentemente que se conhece muito bem a História da nossa Terra Gaúcha Brasileira e a formação da sua Cultura Regional; e, também, porque se tem a consciência do que venha a ser Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul, cujo sentido, por oportuno, relembramos, enfatizando que essa Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense “é o ato de repassar de pai para filho, pelo tempo e de forma espontânea e contínua, os usos e costumes regionais dos campeiros do Rio Grande do Sul, vivenciados pelo povo gaúcho sul-rio-grandense”; 4) quanto às desqualificações atribuídas aos “gaúchos sem pátria” dos tempos passados, preferimos os ensinamentos de um Manoelito de Ornelas, trazidos na sua obra “Gaúchos e Beduínos: a origem ética e a formação social do Rio Grande do Sul” (Ed. JOSÉ OLYMPIO/ INL: 1976), onde o ilustre sociólogo analisa a influência moura na alma gaúcha sul-rio-grandense, e para quem o gaúcho, como o beduíno, na sua altivez indomável de cavaleiro, teve orgulho da solidão e desprezo pela agricultura, amando o deserto, na caça do cavalo chimarrão e na presa da rês alçada; Ornelas também explica no referido livro, com a sua inquestionável inteligência, que a riqueza pastoril daquela época tornava a vida no campo comparada à das comarcas tropicais, onde a natureza, por si só, disponibiliza ao vivente o fruto em tal abundância que lhe basta estender a mão para apanhá-lo. Portanto, é nesse contexto que o gaúcho viveu naqueles séculos XVII e XVIII, folgado e livre, tal como fazem muitos, hoje, na vida civilizada contemporânea, diante da abundância dos seus aplicados recursos financeiros; dessa forma, não faltando gado e não havendo propriedades demarcadas, assim se permitiu o habitante do pampa sul-rio-grandense, no séc. XVIII, viver sem fazer os esforços que uns desejariam que ele fizesse em um tempo em nada comparado com os que se seguiram; e Ornelas, quando diz que “em toda a vasta região do pampa indiviso, que na constância das suaves ondulações não aceitava futuras raias políticas, criando entre homens de três pátrias os mesmos hábitos e os mesmos costumes, perdiam-se os rebanhos selvagens, de cavalares e vacuns, a desafiar o espírito aventureiro e jovial dos gaúchos”, ele deixa bem claro que os homens tinham pátrias diversas em região incessantemente disputada entre espanhóis e portugueses; é de se recordar, ainda, que o gaúcho peão de estância também fora explorado por patrões que enriqueceram com as suas estâncias, tal como ainda fazem hoje muitos empresários com o trabalho escravo a vigorar, ainda, em pleno século XXI, dentro das suas propriedades rurais; 5) no que se refere ao ponto principal da matéria, que aborda a questão do uso da “rastra” platina no lugar da guaiaca sul-rio-grandense - uma imposição do mercado - a fundamentação desse prezado missivista não é de ser considerada, pelos motivos a seguir expostos: a) é do conhecimento geral que o mercado “Mercosur”, nos últimos anos, vem trabalhando para nivelar as naturais diversidades culturais regionalistas existentes entre povos com formação diversa, como é o caso dos ‘gauchos” uruguaios e argentinos – cuja base cultural está no espanhol – e os gaúchos sul-brasileiros – cuja base cultural é o português-açoriano; com o discurso da “integração cultural” – esta não no sentido de reunião para um salutar intercâmbio das diversidades próprias de cada região – mas no sentido perverso de fusão, de ajustamento entre as particularidades para formar um todo, de incorporar apenas os aspectos culturais que mais interessam, por exemplo, aos interesses econômicos de uma Pilcha “Mercosur”, a ser vendida para todo o Cone-sul América como se ela fosse originária, típica e tradicional da Serra Gaúcha, do Planalto, das Missões, da Campanha ou da Fronteira Sul-rio-grandense; como se ela fosse tanto de Corrientes como do Sul da Argentina, ou de todas as regiões do Uruguai; é por isso que os patrocinados e financiados artistas divulgam, por meio dos seus contratos com gravadoras, uma griffe “mercosur”; questão esta em nada democrática, por sinal, pois eles não têm a liberdade de usar, honrar, cultuar, preservar a indumentária da sua própria Terra; por obrigados, em decorrência de iguais interesses financeiros, a vender a criação da moda “mercosur”; assim agem ou estarão alijados do mercado musical dominante; b) por isso a “rastra” platina tenta encontrar, em vão, uma fundamentação na História de nossa Terra Gaúcha Brasileira; é claro que por mais que se esforcem, tal intento não se sustenta, senão vejamos: se Tradição Gaúcha Sul-brasileira é o acervo cultural-regional herdado e transmitido de pai para filho, ao longo de tempo e de forma espontânea e continua, reiterada, contendo os usos e os costumes dos gaúchos campeiros do Rio Grande do Sul, é evidente que a “rastra” não foi transmitida de pai para filho, de forma espontânea, contínua, reiterada, no Rio Grande do Sul, até os dias de hoje; c) e embora isso esteja muito nítido, claro, cristalino, reforçamos essa evidência cultural - de que o cinturão típico da Tradição do gaúcho sul-rio-grandense é a guaiaca e não a “rastra” platina; e de que o cinturão tradicional dos “gauchos” platinos é a “rastra” e não a guaiaca sul-rio-grandense – com outros aspectos a serem considerados nesta análise cultural-tradicionalista gaúcha brasileira, como, por exemplo, o fato de o meu pai e o meu avô nunca terem usado “rastra”, na região da Campanha Sul-rio-grandense; como é fato, por exemplo, facilmente comprovado pelos mais idosos, que nunca se usou, por Tradição (transmissão de pai para filho, ao longo do tempo e de forma espontânea e contínua), a “rastra” platina nas regiões da Serra Gaúcha, do Planalto, do Litoral e das Missões, a não ser, evidentemente, em certos casos isolados e particulares, por uma natural influência dos vizinhos platinos, em determinadas regiões da Fronteira, por alguns gaúchos com origem, sangue, ou fortes laços afetivos, ato este que, naturalmente, não pode ser considerado como Tradição Gaúcha de todo o Povo do Rio Grande do Sul, ainda mais que as pesquisas realizadas por folcloristas como Paixão Côrtes, Barbosa Lessa e outros, demonstram isso cabalmente, comprovando que na Fronteira Sul-rio-grandense a tradicional guaiaca gaúcha sul-rio-grandense “se apresenta muitas vezes com duas fivelas, sempre, porém, com bolso para relógio do lado esquerdo, outro bolso maior atrás e uma bolsinha de moedas” (Rocha, Clóvis. O ABC das Danças Gaúchas de Salão. Porto Alegre: Martins Livreiro Editor, 2002, p. 19, tendo como fonte Fagundes, Antônio A. “Indumentária Gaúcha”. Ed. Martins Livreiro, 2ª Ed., Porto Alegre, 1985); além disso, na Fronteira o gaúcho pode, também, usar tanto a guaiaca como somente uma faixa, de uma só cor, ou, ainda, a guaiaca por cima da faixa, enquanto os serranos, por Tradição, não usam faixa, mas apenas a guaiaca, quase sempre de couro peludo, com diferenças no uso do coldre, sendo este inteiriço; e Salvador Lamberty, igualmente, no seu ABC do Tradicionalismo Gaúcho. (Porto Alegre: Martins Livreiro Editor, 1989), elucida que no chiripá usado no período de 1820 a 1865 não havia “rastra”, mas a guaiaca; assim ensina o autor: “De 1820 a 1865 foi usado, em algumas regiões do pampa outro tipo de chiripá (e nós acrescentamos, com o apoio de Saint-Hilaire, Auguste de, 1779-1853. “Viagem ao Rio Grande do Sul/Auguste de Saint-Hilaire”; tradução de Adroaldo Mesquita da Costa. - Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2002. 578 p. - (Coleção O Brasil visto por estrangeiros), que o chiripá só era usado em algumas estâncias nos atuais limites fronteiriços com os vizinhos platinos, assim descrevendo o autor o que só viu, já passando o Chuí: “CASTILHOS, 11 DE OUTUBRO DE 1820 - Os homens que encontrei por aqui usam um chiripá, pedaço de tecido de lã do qual se faz um cinto e que cobre as coxas, descendo até os joelhos como um saiote. Vestem calças largas de um tecido de algodão feito em casa, e a extremidade de cada perna termina em franjas, acima das quais há muitas vezes um ponto aberto (à jour). Nenhuma proporção entre a maneira de trajar dos homens e as das mulheres; estas se vestem como damas, os homens um pouco melhor que nossos camponeses da França. (p. 158)” -; e continuando com Lamberty: ‘Tinha um retângulo de tecido que passando entre as pernas ía até os joelhos, amarrado à cintura. Botas russilhonas, ceroulas, com franjas, faixa, guaiaca, camisa sem botões, jaleco, lenço de seda, chapéu de aba estreita e copa alta. Foi a partir de 1865 que definiu-se a indumentária do gaúcho atual. Bombacha, boas, esporas, faixa, guaiaca de couro, com pelos ou não, camisa de algodão, colete ou casaco, lenço de pescoço, chapéu de copa alta (frisamos nós que também copas baixas, especialmente na Fronteira) e abas largas ou estreitas, alpargatas, pala de algodão ou seda, poncho e a capa campeira” (esta, acrescentamos, praticamente em extinção a sua fabricação nos dias de hoje, em virtude da invasão dos modismos do mercado, como poncho plástico, p.ex, nunca usado tradicionalmente pelo gaúcho campeiro do Rio Grande); e, ainda, é de nos perguntarmos: por que razões teria João Simões Lopes Neto, nascido no ano de 1865, ao publicar a sua obra “Contos Gauchescos”, em 1912, se referido no seu conto “Trezentas Onças”: ‘...Em cima da mesa a chaleira, e ao lado dela, enroscada, como uma jararaca na ressolana, estava a minha guaiaca, barriguda, por certo com as trezentas onças, dentro’?; pergunta-se: lá no final do séc XIX e início do séc XX o cinturão dos gaúchos era “rastra”, lisa, ou a guaiaca, o cinturão de couro com bolsas? – e, ainda, por que José de Alencar, em "O Gaúcho", de 1870, e que aborda a época de 1832, assim se referiu no Capítulo intitulado “A Guaica”: ‘Ficara no mesquinho espólio de João Canho uma guaica de couro de veado, bordada a fio de seda em pontos de debuxo... Aceitando o encargo que lhe deixara o pai de prover à decente subsistência da família, o rapaz lembrou-se da bolsa, e abrindo-a para medir a capacidade, murmurou consigo: - Cheia de onças e patacões...’ (Alencar, José de, 1829-1877. “O Gaúcho”, 2ª Ed., São Paulo: Ática, 1982, p. 65) – e continuamos a perguntar: por que, então, encontramos no adagiatário gauchesco sul-brasileiro expressões como “Mais floriado que guaiaca de correntino”?; por que será que o arreamento platino e outras peças como o barbicacho é cheio de pratarias e o sul-rio-grandense não?; por que será que os dicionários portugueses não trazem a palavra “rastra”, mas tão-somente o termo guaiaca, definindo-a como um cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, cuja função é o porte de armas, como o revólver e a faca, e para guardar dinheiro e outros pequenos objetos, como é o caso do tradicional transporte do relógio, pelos gaúchos sul-rio-grandenses?; 6) respondemos: porque a “rastra” nunca foi, não é e nunca será o cinturão da Tradição dos Gaúchos Campeiros do Rio Grande do Sul; porque a prataria é própria do povo espanhol, não dos portugueses-açorianos; porque este é um uso que se dá há apenas alguns anos no Rio Grande do Sul, em virtude da imposição dos “Exploradores da Cultura Regional Gaúcha Sul-brasileira”; porque a “rastra” encalhou nas prateleiras argentinas, no período da derrocada econômica daquele país vizinho, tendo sido trazida para o nicho de mercado sul-brasileiro juntamente com inúmeras outras peças não tradicionais dos gaúchos sul-rio-grandenses; porque junto ao mercado de cavalos crioulos e outros não tão crioulos assim - como se viu agora na última Expointer - e do mercado dos arremates há os que ganham com a pretendida expansão da Pilcha “Mercosur” – igual, única, padronizada – imposta tanto a gaúchos do Brasil como a “gauchos” do Uruguai e Argentina; 7) entretanto, quem tem Tradição é porque a recebeu dos antepassados; quem faz Tradição repassa os usos e costumes tradicionais às novas gerações tal como foram eles recebidos; quem conhece a História e tem as pesquisas folclóricas e um grande acervo documental e informacional a revelar a verdade, não se vende às inverdades comerciais e não compra a fraude cultural que tentam impor goela a baixo a quem é e deve agir como o verdadeiro dono do patrimônio cultural do Rio Grande: o cidadão sul-rio-grandense e o gaúcho brasileiro de toda e qualquer querência; e se o MTG/RS, nas suas Diretrizes para o uso da Pilcha Gaúcha do Rio Grande do Sul chama a tradicional guaiaca gaúcha sul-rio-grandense de simplesmente cinto, permitindo-lhe, ainda, que ela não tenha bolsa alguma, está, indubitavelmente, descaracterizando uma peça tradicional dos gaúchos do Rio Grande do Sul, porquanto transmitida de pai para filho, ao longo do tempo, de forma espontânea e contínua, contendo as bolsas que caracterizam o seu nome, onde o peão gaúcho campeiro carrega certos avios pessoais; e diante daqueles outros, mas não diferentes interesses comerciais, que mitigaram o uso do tirador, que flexibilizaram, na prática, o compasso da música regional dos gaúchos do Rio Grande, o estreitamento da bombacha (calça larga), acrescentando alças no cós, cuja Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense nunca contemplou; os lenços pretos e estampados, as camisas pretas, vermelhas e de outros tons coloridos fortes, os chapéus brancos de “cowboy” e as bombachas femininas fora do contexto das atividades campeiras, não será mais novidade alguma se esses "tradicionalistas" responsáveis pela preservação da autenticidade da Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul virem a atender também a esses interesses mercadológicos que envolvem o cinturão tradicional dos campeiros gaúchos sul-rio-grandenses, ao acrescentarem à tradicional guaiaca sul-rio-grandense os tão festejados “florões” prateados e, agora, os também dourados, que certos artistas "gaúchos" vendem atualmente, o que é um total absurdo, tanto para platinos, mais afeitos à prata (“argentum”), como para os gaúchos sul-brasileiros, afeitos nem à prata nem ao ouro, e muito menos a diamantes, pois estes têm a sua Tradição campeira estribada na simplicidade da vida dos peões de estância e não na dos patrões que não usavam bombachas - e a grande maioria ainda não usa, em decorrência da inculcação norte-americana que dizia ser grossura o gaúcho usar a sua indumentária regional, mas não o uso pelo mesmo da sua pilcha texana!?! -; assim é com a Orientação das Pilchas Históricas para o Enart 2008, do MTG-RS, ao atender a esse mercado, direta ou indiretamente, com previsões de “florões” em trajes como o “Chiripá-saia de lãzinha”, uma outra violenta impropriedade cultural-histórica; portanto, prezado João, se um, dois ou mais habitantes do território sul-rio-grandense fez uso de uma “rastra” platina, isso se deu ou por quem tinha fortes vínculos com os nossos vizinhos ou porque encontrava-se na linha fronteiriça, onde é normal haver uma certa “integração cultural”, diante da proximidade e da natural mistura de usos e costumes, vivenciada ao longo dos tempos; mas uma coisa é certa, como é fácil de se comprovar: a “rastra” não é peça da indumentária tradicional do Rio Grande, pois no Sul do Brasil são os gaúchos sul-brasileiros que adequaram o cinturão europeu, trazido pelos imigrantes, à suas necessidades regionais, como informamos na Matéria “Cinto de Gaúcho Sul-brasileiro é Guaiaca”, publicada em 17.10.2005; naquela informação frisamos que “o vocábulo guaiaca significa bolsa e é oriundo do Quíchua, criado pelos Incas por volta do século X e formado por vários idiomas indígenas. O gaúcho, ao adotar o cinturão de couro de origem européia, nele acrescentou as guaiacas para o porte de dinheiro, relógio, palha, fumo, o coldre para a sua arma e cartucheiras para a munição. O que era apenas cinturão se transformou em guaiaca (cinto com bolsas), atendendo às necessidades do homem campeiro”. Portanto, não serão alguns interesses comerciais que irão desvirtuar a História ou corromper a típica e tradicional Pilcha Regional Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul! Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!
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06/09/2008 16:56:49 João Pereira Guahyba Neto - Charqueadas / RS - Brasil
O gaúcho tem tres pátrias, muito de nossa cultura se perdeu com infiltrações degenerativas, como a country do "segura peão", oriundo do Brasil Central. Quem fala sómente em guaiaca, desconhece o período da história, que antecede o início do seu uso, quando bravura e ousadia, transformaram o significado da palavra que identifica os habitantes de nossa terra. Gaúcho, era um termo depreciativo, aplicado ao índio errante e maltrapilho, que nem tinha lugar certo para dormir, marginal, borracho, vagabundo, homem mau e assassino. Mas aquela alma rude e temida, como se fosse perversa, tinha acentuada afeição pela terra e pelo grito do quero-quero. E, era assim, por exigência da vida e o determinismo do meio, de outra forma não sobreviveria. Seu telurismo, mobilizou-o para as guerras. Ele, até então um tipo sem definição social, temido e odiado, facínora, contrabandista e ladrão de mulheres. Proclamou a guerra crioula, guerra e morte! Sem comando, sem ordem e sem formação militar, tino e coragem, não mais. Sem uniforme, melena comprida até acintura, todo sujo e farrapento, montando o potro que tinha boleado na véspera. A garrocha, que era ferramenta de sua rotina diária de trabalho como caçador de gado chimarrão e/ou desjarreteador e sangrador de tropas bovinas nas charqueadas, foi transformada em lança, arma terrível, pela rapidez e destreza como era manejada. O RS participou de sete conflitos de caráter internacional e cerca de uma dezena de revoluções desde 1730 a 1932. Foram 200 anos de lutas, nas quais os gaúchos digladiaram-se. Neste período, era geral e permanente o luto das famílias. Ao acompanhar piquetes guerreiros, era usual a venda de bens para não deixar o rancho a merce de saques, por ataques de tropas inimigas. Esses bens, eram vendidos e transformados em aperos/encillha de prata e ouro, inclusive rastras usadas também pelos mais pobres, em sua defesa pessoal nos combates de arma branca (as mais utilizadas), pois sua fivela protegia de um pontaço mortal na região logo abaixo do umbigo, muito dificil de ser defendida ao esgrimar. O uso de aperos prateados, era uma maneira do gaúcho protejer ao seu lado valores econômicos de poupança, muito disputados pelos degoladores nas revoluções. O uso da rastra, permaneceu em "currais culturais", como a campanha e fronteira, protegidos da degeneração cultural, pela distancia dos grandes centros urbanos. Errôneamente, discriminadas por alguns movimentos/entidades querendo se adonar de nossa cultura.
Sítio: *****
09/05/2008 16:02:42 Ivan Rodrigues - Curitiba / PR - Brasil
Saudações! Por favor, desconsidere esse infeliz (no comentário e provavelmente na vida social), Sr. José Itajaú. Mesmo discordando muitas vezes da opinião desse Xirú, é com muito respeito que leio seus artigos, neste Sítio de Tradição, e me sinto muito honrado da atenção de alguém tão comprometido com a Tradição Gaúcha. Ao Infeliz e covarde do comentário, sugiro estudar mais sobre a Tradição Gaúcha, como faz o Sr. Itajaú que, na opinião deste que escreve, é um Gaúcho de Verdade! Gracias a todos!
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26/10/2006 11:11:23 Valdemar Engroff - Alvorada / RS - Brasil
Não psso calar com tanto descalabro.... Em uma linha e meia, quantos crimes o tal de gaúcho de verdade(minúsculo sim) cometeu contra a pessoa do Senhor JOSÉ ITAJAÚ OLEQUES TEIXEIRA (maiúsculo sim)????? No mínimo: CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO. Não sou advogado mas qualquer acadêmico da área jurídica sabe. E mesmo se escondendo, agindo como potro sem dono...., este chasque de linha e meia, PARTIU DE UM COMPUTADOR. É só rastrear.... e tomar as devidas providências....e tenho dito!
Sítio: http://www.valdemargauderio.ubbi.com.br
24/10/2006 13:02:22 Guimarães-CTG Raízes do Sul - Porto Alegre / RS - Brasil
Nossas considerações ao Itajaú, pelos excelentes artigos que tem produzido, sim aos verdasdeiros tradicionalistas e aqueles que também se dizem, artigos com conteúdos, argumentos sempre dentro da ótica da nossa Carta Maior.Educação e cultura não se compra, se adquire.
Sítio: http://www.ctgraizesdosul.com.br
23/10/2006 10:59:22 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante. Somos obrigados a desconsiderar o conteúdo do teu comentário, por não acreditarmos nele. A começar pelo codinome utilizado. Se fossem tais palavras provenientes de um "gaúcho de verdade", este, certamente, teria "matado no peito" as suas opiniões pessoais e sido "Homem de Verdade", identificando-se. Como isso não aconteceu, desprezaremos a referida e anônima manifestação, considerando-a simplesmente como mais um daqueles "trotes" que alguns "cavalos" dão ao sairem dos trilhos da "cancha democrática das disputas das idéias"! De qualquer forma, enviamos, a quem quer que seja, as nossas Saudações Tradicionalistas!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
22/10/2006 22:42:06 Gaúcho de verdade! - salvador / BA - Brasil
Tu é um babaca mesmo!! Um palhaço de primeira , que deve ser frustardo sexualmente por isso é tão chato!! Vai te conhece imundicia!! Vai estudar !!
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