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Lamento de Xucro

 

05/11/2006 08:24:24
AS RAÍZES CAMPEIRAS DA TRADIÇÃO GAÚCHA DO RIO GRANDE DO SUL!
 
A origem pastoril das antigas Tradições Regionais
dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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As autênticas Tradições dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, apesar das nocivas ações comerciais implementadas pelos mercados sem fronteiras culturais da Nova Ordem Mundial, continuarão registradas na História Regional do Rio Grande do Sul e preservadas na Memória Cultural de todos os Gaúchos Brasileiros. Pois a Tradição Gaúcha do Brasil tem as suas raízes assentadas nas atividades rurais, nas lidas pastoris dos antigos habitantes pampeanos do Rio Grande do Sul. Os seus profundos conhecimentos dos serviços de campo tornaram aqueles gaúchos sul-rio-grandenses detentores de uma cultura essencialmente campeira. No campo é que fora moldada a peculiar Identidade Cultural Regionalista-tradicional do Povo Gaúcho Sul-brasileiro. A Cultura Tradicional dos Sentinelas das Coxilhas do Rio Grande do Sul está, portanto, alicerçada nas atividades desenvolvidas nas lidas de campo com o gado, as ovelhas e os cavalos. Tropeadas, domas, campereadas, carneações, carreteadas, esquilas, cavalgadas, marcações, carreiradas, galpões e fandangos são apenas algumas das peculiaridades que contribuíram para formar o espírito libertário e telúrico dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, uma marca indelével no caráter do Povo Sulista Brasileiro. Por isso, todos os artificialismos introduzidos na Cultura Gauchesca do Sul do Brasil, especialmente aqueles de origem econômico-financeira, comercial e político-eleitoreira, que venham a transfigurar a procedência campeira da antiga Tradição dos Gaúchos do Rio Grande, é de serem tidos como verdadeiros Crimes de Lesa-cultura Gaúcha Sul-brasileiraSofisticar usos campesinos e adulterar costumes gauchescos, interioranosantigos, tradicionais, por meros interesses particulares e comerciais, é violar a Cultura Regional de um Povo que sempre prezou suas raízes tradicionais. A título de comparação, tais crimes culturais poderiam ser equiparados a uma suposta e perniciosa alteração nos trajes tradicionais de outros povosestes muito mais conscientes da importância de seus valores regionais próprios - como os escoceses, os japoneses, os texanos norte-americanos, os alemães, os espanhóis, os portugueses e outros. Ou, ainda, poderíamos comparar as atuais e conduzidas modificações introduzidas no antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado do RS e dos Gaúchos Sul-rio-grandenses, por motivos meramente de comércio, a uma hipotética mas pouco provável mudança radical nas estruturas musicais do fado português ou do tango argentino, por exemplo. É claro que se depender desses exploradores de culturas alheias, adeptos de um mercado globalizante e pretensamente sem fronteiras culturais, todas as demais culturas regionalistas nativas deveriam igualmente sucumbir diante dos seus interesses particulares e dos fins econômico-financeiros de um grande, ultrajante e corruptor mercado comum. No entanto, apesar de toda essa opressão desencadeada na Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-brasileira ela continuará, pelo tempo, a resistir aos atropelos dessa súcia e desses criminosos culturais. Esses maulas, cedo ou tarde, aprenderão que a autêntica, a antiga Tradição Gaúcha Sul-brasileira sempre esteve e sempre estará fortemente ligada aos motivos campeiros, pampeanos e regionais sul-rio-grandenses; que assim ela deverá ser representada, seja na indumentária, no compasso musical ou na filosofia de vida; que os gaúchos (e não se deve confundir gaúcho com sul-rio-grandense!) têm o mesmo sangue e o mesmo espírito de liberdade de seus heróicos antepassados, e não aceitarão essas imposições patrocinadas por culturas alienígenas e pela cobiça capitalista do lucro a qualquer preço; que os gaúchos brasileiros, especialmente os Tradicionalistas, não se achicam para os motivos fúteis e as deletérias pretensões desses globalizados calaveiras: mais algumas patacas no bolso, à custa das Centenárias Tradições pertencentes ao Estado do Rio Grande do Sul, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro. Saberão os sotretas, abaixo do Mango da História e da Guaxa da Coerência Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, que suas importações e invencionices comerciais, que seus modismos urbanos nunca fizeram, não fazem e jamais farão parte das autênticas, das antigas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, pois estas continuarão amplamente registradas na História do Rio Grande do Sul, contidas nas páginas dos livros, nos registros fotográficos, e preservadas na Memória Cultural de todos os verdadeiros Gaúchos do Brasil! 

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28/09/2009 11:56:39 Bombacha Larga - Brasília / DF - Brasil
Prezada visitante Fernanda. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e o importante comentário postado neste espaço cultural tradicionalista gaúcho brasileiro. Informamos-te que, conforme a matéria intitulada A FORMAÇÃO DO ESTADO, DO POVO E DO FOLCLORE DO RS, arquivada no espaço Educação deste sítio, esclarecido está que o índio, o português e o negro são as etnias essenciais na formação do território, do povo e do folclore do Rio Grande do Sul. Contudo, como assevera o historiador e folclorista Dante de Layano, não os índios atuais do Rio Grande do Sul, porque parte deles ou é Caingang paulista-paranaense, com entrada no Estado no princípio do século XIX, ou Guarani do Paraguai, com entrada no território sul-rio-grandense no início do século XX. Portanto, o índio que decisivamente contribuiu para a formação do folclore gaúcho do Rio Grande do Sul é aquele antigo índio pertencente ao chamado ciclo do descobrimento. Nas lendas, no vocabulário, no uso das plantas medicinais e no espírito de liberdade, o índio certamente que foi um grande contribuidor na formação desse Folclore Sul-rio-grandense. Entretanto, apesar de fazer parte do tripé formador do gaúcho sul-brasileiro (não confundir com sul-rio-grandense), por ser parte da mescla resultante da miscigenação sul-rio-grandense inicial, ou seja, de sua mistura com portugueses, açorianos, luso-brasileiros e negros levados como escravos para o Rio Grande, não é ele, o antigo índio sul-rio-grandense, e muito menos o atual, quem deu, de forma ampla e abrangente, origem aos usos e costumes tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Esta Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense é produto da referida miscigenação, cuja herança é majoritariamente luso-brasileira. O que a matéria se propõe a explicar, no entanto, é que a antiga Tradição do Rio Grande do Sul tem sua origem na vida campesina dos interioranos do Pampa Sul-rio-grandense; que, portanto, as invenções citadinas, urbanas, modistas, comercialistas dos mercados musical “nativista”, "tchesista", “mercosurista-crioulista”, “sertanejo-texano” e outros, não estão a representar essa origem campeira das verdadeiras, das antigas Tradições Regionais dos Antepassados Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul. Assim, por uma questão de lógica, se a Tradição Gaúcha do Rio Grande do sul tem a sua origem fincada nas lidas campeiras com o gado, as ovelhas, os cavalos e outros serviços do interior sul-rio-grandense, naturalmente que todo o modismo, toda a grife, toda a moda fundada no mercado urbano, da cidade, podem ser criações mercadistas, mas nunca poderão ser consideradas como da antiga Tradição dos Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul; e tudo isso pode ser modismo, comercialismo, mas jamais Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Enfim, prezada Fernanda, a atual Tradição do Rio Grande é toda ela campeira, não urbana; e os índios contribuíram em muito para o Folclore do Rio Grande do Sul - entendido como cultura regional, a qual nem sempre será tradição, por não continuar sendo repassada, de pais para filhos, pelo tempo, de forma espontânea e contínua, por seu povo detentor, até os dias de hoje, para as atuais e futuras gerações. No entanto, para essa Tradição do RS, formada com o Ciclo da Bombacha desde o último quarto do século XIX, os índios em nada influenciaram nos usos e costumes tradicionais dos gaúchos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul; a contribuição dos antigos índios do Estado é muito importante naquele início da formação histórica do verdadeiro gaúcho e do Folclore do Rio Grande do Sul. Contudo, a origem da atual Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense está baseada no miscigenado, no mesclado povo sul-rio-grandense, baseado nas três etnias essenciais que fundaram o territórios, a população e o Folclore Sul-rio-grandense, desde o século XVIII: o português-açoriano-luso-brasileiro, o antigo índio e o negro levado para o território correspondente ao atual Estado do Rio Grande do Sul. Mas o que é de se enfatizar, como elucida a matéria acima publicada, é que qualquer uso ou costume com origem citadina, especialmente os de índole meramente comercial e destoantes daqueles antigos usos e costumes do interior pampeano sul-rio-grandense, repassados de geração em geração até os dias de hoje, nunca foram, não são e jamais poderão vir a ser considerados como da verdadeira Tradição do Rio Grande do Sul. Com as Saudações Tradicionalistas segue o nosso fraterno abraço a essa prezada visitante colaboradora do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.org
27/09/2009 22:57:44 Fernanda - canoas / RS - Brasil
isso não tem nada a ver com os costumes do verdadeiro gaucho, e com as origens que temos do antigos indigenas !!
Sítio: *****
12/11/2008 15:10:02 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado visitante Irineu. O sítio Bombacha Larga agradece a tua honrosa visita e a comunicação postada neste espaço cultural tradicionalista gaúcho. Em resposta, informamos-te que na nossa página principal há um "banner" da Boutique da Tradição, de Passo Fundo-RS, por meio do qual poderás obter maiores informações a respeito da possibilidade de encomenda de uma bombacha. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse prezado Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
12/11/2008 10:59:23 Irineu Rossetti - José Bonifácio / SP - Brasil
Onde posso comprar a bombacha?
Sítio: *****
25/09/2007 20:59:55 kethleen - sapucaia do sul / RS - Brasil
Esse site é demais! Estou pesquisando para um trabalho. Achei tudo e amei a música.
Sítio: http://www.rbd.com.mx
09/11/2006 01:04:04 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Cássio. É perfeitamente natural que haja uma certa confusão nas referidas questões. Afinal, isso não é tratado em momento algum no meio tradicionalista, que nos seus eventos prefere cuidar de meio ambiente e de outros assuntos de responsabilidade dos órgãos de Estado. Ao contrário, o que impera no MTG Brasileiro organizado é a sonegação desse conhecimento, o que irá resultar, especialmente por interesses turísticos, comerciais, mercadistas, eleitoreiros, na projeção de muitas inverdades históricas. É claro que não podemos confundir o geral com determinados aspectos pontuais. A matéria é clara quanto ao seu propósito principal: relembrar a todos, especialmente aos integrantes do Tradicionalismo, que a antiga Tradição Gaúcha tem suas raízes no campo e, portanto, na vida simples do homem campeiro do Pampa Sul-rio-grandense. Gaúcho, no Brasil, é um estado de espírito e quer dizer: "aquele que vive ou que tem afinidade com as antigas tradições regionais dos antepassdos campeiros do Pamnpa do Rio Grande do Sul". Entretanto, na formação dessas antigas Tradições Gaúchas Sul-rio-grandenses preponderou o local onde o gaúcho do Rio Grande exercitou o seu interiorano modo de vida: nas coxilhas do Pampa Gaúcho Sul-brasileiro. Lembremo-nos que até o ano de 1809 o território da região do litoral norte, incluindo Porto Alegre, pertencia à Capitania de São Paulo, via Vila de Laguna. No entanto, na chamada Fronteira, conquistada dos castelhanos - que no aspecto geográfico abrangia boa parte da área do Pampa Sul-rio-grandense -, há muito que os gaúchos brasileiros haviam construído um modo de vida peculiar, firmando tradições e botando pra correr os correntinos que assaltavam aquela região sul-brasileira. E, apenas para complementar, reproduzo aqui o que fala o Moderno Dicionário da Língua Portuguesa MICHAELIS sobre a significação do termo "gaúcho": "sm (esp platino gaucho) - 1 Designação dos habitantes da zona de fronteira no Rio Grande do Sul e, por extensão, dos habitantes e naturais desse Estado. 2 Nome por que se designa o campeiro de origem espanhola, indígena ou portuguesa dedicado à criação de gado vacum e cavalar no Sul, bom cavaleiro e lidador...". Portanto, não se pode negar que a antiga Tradição Gaúcha Brasileira tem a sua origem na vida dos antepassados gaúchos campeiros que viviam na área mais propícia para as lidas com o gado, as ovelhas e os cavalos: a região do Pampa do Rio Grande do Sul. É ali que foram forjados os antigos, tradicionais, usos e costumes gaúchos sul-rio-grandenses que vigoram até hoje. Como bem sabes, a muitos interessa que a nossa História Regional seja esquecida, em vistas de seus propósitos comerciais. Contudo, a informação e o espírito do próprio Povo Gaúcho Sul-rio-grandense serão os maiores inimigos desses, na luta pela preservação das nossas autênticas, antigas, tradições gaúchas sul-brasileiras; dos usos e costumes tradicionais, antigos, dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul, um Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado Sulino, dos Sul-rio-grandenses, do Brasil e de todo o Povo Brasileiro! Saudações Tradicionalistas e outro quebracostelas cinchado a esse prezado colaborador do BL!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
08/11/2006 23:38:37 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Estou buscando ir além do Folclore. Falo da formação histórica de uma região e de um povo. Um região conquistada na luta, a ferro e fogo, em que todas as pessoas que ali viviam fizeram parte. O Folclore Gaúcho é em grande parte derivado do Açoriano, logo, como não considerar os habitantes do litoral na raiz histórica do gaúcho, uma vez que os Açorianos ocuparam primeiramente o litoral e a região do entorno da Laguna dos Patos? Tenho muita noção a respeito do assunto. Aliás, digo que tenho mais do que simplesmente noção. E digo mais, gaúchos por extensão? O que é isso, os demais riograndenses é que incorporaram o gaúcho (lembre-se do gaúcho - termo pejorativo por se tratar de uma gente sem rumos na vida, soltos pelos campos, tratados como bandidos, alguns até eram). Já disse, quando se trata da formação de um povo, qualquer análise feita a partir de um único parâmetro é insuficiente, e deixa muitas falhas.
Sítio: *****
08/11/2006 17:47:10 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Cássio. O tema visa justamente o necessário esclarecimento junto aos prezados visitantes, especialmente dos mais jovens e que não têm a oportunidade, junto às suas Entidades Tradicionalistas, de informações que reputamos de extrema relevância para a formação de jovens e adultos tradicionalistas. Naturalmente que mascate - um comerciante - não pode ser tido como base da cultura gaúcha. Quanto aos demais habitantes das outras regiões do RS, estes só foram considerados gaúchos por extensão. E é claro que aqui não inventamos nada. Sugiro ao amigo a leitura de Dante de Laytano, capítulo "O legado e as etnias", na sua obra "Folclore do Rio Grande do Sul: levantamento dos costumes e tradições gaúchas", Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 1984. Nessa fonte irás ter uma noção mais clara a respeito do assunto. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
08/11/2006 15:52:17 Cássio - Medianeira / PR - Brasil
Buenas! Discordo da defesa da origem do atual gaúcho apenas nas lides campeiras. E os comerciantes (mascates)? não desenvolviam atividades campeiras e já andavam pelos pampas desde o século XVIII, vivendo lado a lado com os campeiros. E os homens do litoral (comércio e pesca), da serra, da campanha. Não se chamavam gaúchos em tempos passados, mas hoje são e estão também na origem. Falar em origem de um povo por um único viés é muito simplista. Mas estamos aí, na peleia para aumentar as discussões e poder contribuir com o que for necessário.
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