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Grupo Renascença:
De Chão Batido, de Martin Agnoleto,
João A. Pretto e Pedro Neves

 

21/11/2006 06:13:03
O TRADICIONAL FANDANGO GAÚCHO DO RIO GRANDE DO SUL! - II
 
A indumentária típica e a autêntica música regionalista-tradicional
da antiga e atual Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul!
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Ao Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro cabe preservar a Indentidade Cultural Regionalista-tradicional e a autenticidade da antiga Tradição Regional dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o Fandango Gaúcho da Tradição do Rio Grande é um Patrimônio Sociológico-tradicional Sul-brasileiro e, por isso, deve ser mantido o mais fielmente possível às suas origens históricas. E as razões para esta preservação são evidentes. O termo Tradição significa, dentre outras definições, o ato de transmitir ou entregar algo que é antigo, implicando, igualmente, no ato de receber. Também representa a comunicação ou a transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, realizadas de pais para filhos no decorrer dos tempos e ao sucederem-se as gerações; os feitos antigos, transmitidos desse modo; as filosofias de vida, os usos, os costumes, etc., conservados num povo pela transmissão de pais para filhos; é o conjunto de usanças, ideias e valores morais transmitidos de geração em geração; a memória, as recordações, os símbolos. Já a evolução, por seu lado, é uma expressão muito utilizada pelos mercadistas para justificar as tentativas de mudanças impostas à antiga Tradição dos Gaúchos Brasileiros. Entretanto, o ato ou o efeito de evoluir deve estar vinculado ao desenvolvimento e ao aperfeiçoamento progressivo de uma sociedade, não à sua essência cultural-regionalista, suas raízes, suas tradições. Estas, ao contrário, devem ser mantidas, de geração em geração, como uma marca de identificação social a ser repassada de pais para os filhos, pelos tempos. A evolução, portanto, como sendo a transformação lenta, em leves mudanças sucessivas, só pode ser atribuída ao progresso e às alterações naturais decorrentes do próprio desenvolvimento social, não à necessidade comercial de exploração do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional de um povo. Por tudo isso, em um Fandango Gaúcho da Tradição do Rio Grande do Sul não devem - ou não deveriam - ser tidos como tradicionais os artifícios e as inovações comerciais nele implantadas hodiernamente pelos interesses econômico-financeiros de quem não faz parte do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado, embora continuamente o explore com fins pessoais, empresariais, comerciais. Essas imposições, além de contrárias ao Fim Cultural de preservação da antiga, da regional e campeira Tradição Gaúcha Sul-rio-grandense, não podem ser justificadas como sendo uma decorrência da evolução, pois este é um argumento falho que cai, por si só, em contradiçãoSe não ocorre a valorização e a transmissão às novas e futuras gerações dos antigos, dos autênticos usos e costumes tradicionais dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro, também não há Tradição do Rio Grande do Sul; e esta não ocorrendo, corrompido está o Fim Cultural do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Dessa forma, compasso musical criado com intuito comercial, fumaceira nos palcos, ausência ou incorreções no uso da atual Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul, pela ação dos modismos, o ato de dançar com cobertura à cabeça, a inexistência do Giro Saudação na Dança Gaúcha de Salão, os telões transmitindo cenas do baile nas paredes dos CTGs, prendas chapadas convidando peões para a dança, à distância e com gestos grosseiros, o som alto, estridente, exagerado e de ritmo acelerado, batucado, e o ambiente escuro e próprio das boates são apenas algumas das incoerências tradicionais e das impropriedades tradicionalistas verificadas em determinados e pretensos Fandangos Gaúchos do Tradicionalismo. Permiti-las é o mesmo que compactuar com essas interesseiras e inconsistentes alterações atribuídas, indevidamente, a uma falaciosa evolução. Se a bomba de chimarrão, inicialmente de taquara, evoluiu para o artefato de metal; se a água da chaleira passou para a garrafa térmica; se a gaita passou a ser acompanhada do violão e de outros instrumentos musicais, estes são fatos que podem ser atribuídos à uma necessidade da sociedade, no decorrer do tempo. No entanto, alterar a essência do chimarrão, dos conteúdos morais, ritmos e compassos musicais gauchescos, e outros usos e costumes regionalista-tradicionais sul-rio-grandenses não é Fazer Tradição do Rio Grande, mas contrariar os Fins Culturais, Filosóficos, e a própria Ideologia de um Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro sem fins lucrativospautado na preservação do Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense, fundado na região do Pampa Sul-brasileiro, na conservação do antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e na necessária aplicação da Filosofia Tradicionalista erigida na sua Carta de Princípios. Dessa forma, para que uma Entidade Cultural possa vir a ser considerada Tradicionalista não basta aumentar seu público e sua arrecadação, em muitos casos sem qualquer retorno cultural. Ela há de efetivamente fazer, no seu Meio Tradicionalista, verdadeira Tradição do Rio Grande: antiga, campeira, regional; e conhecimento histórico, cultural, regionalista-tradicional do Pampa Sul-brasileiro. Sem esse trabalho o Tradicionalismo fatalmente continuará a vivenciar as nomeadas incoerências tradicionais sul-rio-grandenses e muitas outras impropriedades tradicionalistas gaúchas brasileiras. Afastar-se o CTG, a Entidade Tradicionalista, do seu Fim Cultural Maior, sem a implementação da Educação Tradicionalista no seu interior, só produzirá, para a comemoração dos politiqueiros e comercialistas que o corrompem, a progressiva inobservância da sua própria Filosofia de Atuação. Se a Tradição Gaúcha Brasileiratransmissão preservada dos antigos usos e costumes dos antepassados gaúchos do Pampa Sul-rio-grandense aos filhos e netos - continuar sendo negligenciada, como há muito acontece, em pouco tempo veremos um Tradicionalismo maculado, desnaturado, desqualificado, adulterado, corrompido por esses e outros falsos argumentos produzidos por aqueles que pretendem apenas explorar comercial e eleitoralmente esse imenso nicho de mercado em que se transformou, indevidamente, o referido Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Assim, para que o legítimo Fandango Gaúcho Tradicional do Rio Grande do Sul venha a ser novamente valorizado no Meio Tradicionalista há de haver a necessária Coerência Cultural Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense e a devida Propriedade Tradicionalista Gaúcha Brasileira, por parte de todos: dirigentes e integrantes do MTG. Só assim estaremos retransmitindo aos nossos descendentes aquilo que recebemos e que deve ser preservado por todos os seus detentores naturais: o Estado do Rio Grande, os Sul-rio-grandenses, o Brasil e todo o Povo Brasileiro. O rico e antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul é um direito de propriedade de todos. Por isso, é o genuíno Fandango Gaúcho Tradicional dos Antepassados Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense que deve estar sendo promovido no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. Só com o seu culto, o seu zelo, a sua efetiva preservação, retransmissão e correta divulgação é que poder-se-á manter, pelo tempo, a verdadeira Identidade Cultural Regionalista-tradicional e a autêntica, a antiga Tradição Regional dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Sul do Brasil!

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