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Os Farrapos:
Estampa do Pampa

 

27/11/2006 10:10:37
ASSIM SE FEZ O GAÚCHO BRASILEIRO!
 
Tradição Gaúcha Brasileira: Herança Cultural Regionalista-tradicional
recebida dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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O gaúcho brasileiro se fez no Sul do Brasil, na região do Pampa do Estado do Rio Grande do Sul. O grande folclorista Dante de Laytano, fundador da Comissão Gaúcha de Folclore de 1948, no capítulo “o legado e as etnias”, de sua obra “Folclore do Rio Grande do Sul: levantamento dos costumes e tradições gaúchas” (Caxias do Sul, EDUCS; Porto Alegre, Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, Martins Livreiro Editor, 1984. 350 p. – Coleção Temas Gaúchos, 30), categoricamente demonstra que a herança que persiste no gaúcho brasileiro é exclusivamente luso-brasileira. Em seu estudo, alerta o autor que o gaúcho-brasileiro - para distinguir do gaucho - argentino, uruguaio, paraguaio - é de formação autônoma, e não se deve confundi-lo com os outros gaúchos. Dante de Laytano ensina que: "A herança, que é legado, ampara-se por completo nos povoadores e sua procedência. Assim, o Rio Grande do Sul foi, numa época do século XVIII, mais de 50% açoriano e os bandeirantes tropeiros, os militares, soldados e oficiais, vieram das mais variadas regiões brasileiras, predominando Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Pernambuco. Os portugueses eram minhotos ou algarvias e de todas as regiões que chegavam eles, ou beirões ou alemtejanos, do Douro ou Trás-os-Montes. E o folclore gaúcho repousa compacto nas etnias dos povoadores. Houve espanhóis e rio-platenses, porém em número limitado. O índio e o negro montaram o arcabouço deste folclore gaúcho, um folclore nitidamente luso-brasileiro, nossas puras raízes. O espanhol e o rio-platense ou as etnias alemãs, italianas ou polonesas completam o quadro, mas não o modificam. Acrescentam, mas não tocam no cerne, no fundo, na origem. O quadro folclórico multiplica-se através da geografia dos povoadores. O predominante vem do início da formação do Rio Grande". Podemos, portando, diante dessa histórica constatação, afirmar que o gaúcho brasileiro, na realidade, se fez basicamente pelos portugueses-açorianos, negros e índios. As demais etnias contribuíram para o folclore sul-rio-grandense, como nas artes culinárias e na religião, mas jamais podem ser tidas como formadoras do folclore gaúcho ou do Povo Gaúcho, entendido este como o constituído pelos campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul. O gaúcho do Brasil - e não o sul-rio-grandense em geral - se fez, fundamentalmente, pelo português-açoriano, índio da terra e negro levado o território pelos colonizadores portugueses. Etnias diversificadas, como a luso-açoriana e a luso-brasileira, as secundárias, como a hispano-rio-platense e a judia, as atuais, como a alemã e a italiana, e as etnias menores, como a polonesa, japonesa, libanesa, holandesa, chinesa, francesa, uruguaia, argentina, espanhola, ucraniana, russa e letoriana, contribuíram somente para a formação do Folclore Sul-rio-grandense, no seu aspecto estadual amplo. Todas elas já encontraram um gaúcho formado, com usos e costumes campeiros próprios de um modo de vida forjado, desde o seu surgimento, na região do Pampa Sul-brasileiro. Assim, é de se concluir que o Povo Sul-rio-grandense é que foi formado por toda essa mistura de raças, resultando desta um Folclore Sul-rio-grandense influenciado por determinados aspectos culturais recebidos, inclusive, dos povos imigrantes. Entretanto, essas etnias secundárias não são formadoras do gaúcho campeiro do Pampa do Rio Grande do Sul nem dos seus usos e costumes regionalista-tradicionais. Negar este fato é não valorizar a História e a Cultura Regional do Povo Gaúcho Sul-brasileiro; é beneficiar apenas ao comércio de artigos da Espanha, Argentina, Uruguai e de outras plagas. É, igualmente, contrariar frontalmente os registros históricos e a coerência cultural regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul. Para contradizê-los, a todos os mercadistas que negam essa histórica constatação, nada melhor que o registro de pesquisadores e folcloristas do naipe de Dante de Laytano. Contra seus reconhecidos estudos não há argumentos; contra a verdade dos fatos históricos não há falácia sem fronteira que se sustente. Por isso, os espetáculos e as representações teatrais que se utilizam das inverdades culturais, como um expediente para alavancar setores como o turismo e o comércio de cavalos, por exemplo, hão de encontrar, sempre, a oposição dos autênticos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros. É com a educação, alicerçada no trabalho de pesquisadores como Dante de Laytano, que a Cultura Regionalista-tradicional e a verdadeira História do Povo Gaúcho Sul-brasileiro será sustentada e repassada, pelos tempos, para as novas e futuras gerações, ensinando-lhes como e onde se fez o gaúcho brasileiro!

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