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César Oliveira:
Floradas Campeiras

 

03/12/2006 16:48:44
OS MATIZES NATIVOS DAS CAMPINAS DO RIO GRANDE DO SUL!
 
Campos do município fronteiriço sul-rio-grandense de Bagé!
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Os campos do Rio Grande do Sul, além das naturais gramíneas, são também compostos de diferentes herbáceos e pequenos arbustos. Dependendo do tipo do terreno, entre as ervas se encontram o capim roseta, as salsaparrilhas ou salparrilhas, as guanxumas, os carrapichos, o picão, o mio-mio, as pega-pegas, quebra-pedras e carquejas. Umas tóxicas, outras medicinais, essas plantas compõem o panorama campeiro e o matiz nativo das verdes campinas sul-rio-grandenses. No entanto, é em outubro que os campos do Rio Grande do Sul, do Uruguai, da Argentina, e de outros estados brasileiros como Santa Catarina, Paraná e São Paulo, vestem-se de um bonito e colorido amarelado. É a Maria Mole, uma planta do gênero Senecio, da família Compositae, que inclui mais de 1.200 espécies, e conhecida no Brasil por cerca de 128 diferentes qualidades. No entanto, não deve a Maria Mole ser confundida com outras plantas de florada amarelada, como a macela ou marcela, ou a camomila, popularmente designada por maçanilha. Estas, embora fisionomicamente distintas, são pertencentes aos Ântemis, Calêndula, Matricária e Tagete, de cujas flores de aroma agradável se prepara um chá medicinal. A marcela tem flores pequenas e ramos ressecados, sendo colhida na sexta-feira santa, antes de nascer o sol, conforme a crendice popular, para que tenha uma maior eficácia. Antigamente era muito usada em travesseiros, contra a insônia ou a enxaqueca. Seu chá ainda é utilizado contra problemas estomacais e gástricos. Já as flores da camomila, popularmente conhecida como maçanilha, são maiores e parecidas com as de uma margarida. Entretanto, as flores amarelas mais presentes nas pastagens do Rio Grande do Sul, especialmente na Fronteira Gaúcha, são aquelas da Maria-Mole ou Flor das Almas. Esta última denominação deu-se pelo fato de a mesma ser colhida na véspera do Dia de Finados, para ser oferecida aos mortos. Essas tasneirinhas, o outro nome atribuído à Maria-Mole, são plantas com folhas tóxicas que invadem as culturas e as pastagens nativas; e podem causar lesões no fígado e nos pulmões dos animais, quando por eles ingeridas. Mas, apesar da nocividade dessa planta herbácea, quando um peão gaúcho campeiro, enamorado de sua prenda querida, cruza os campos verdes pintados com o tom amarelado dessas ervas, montado no seu pingo amigo, sente seu coração bater mais forte, sua alma serenar e o seu viver campechano tornar-se mais feliz, com esses matizes campeiros de seu belo Pago Sul-brasileiro!

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03/12/2007 23:58:30 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Renê. O sítio Bombacha Larga agradece as tuas gentis palavras. Um forte abraço a esse Vivente Velho! E ao prezado Jorge, comungamos da mesma preocupação, pois sabemos que as medidas de precaução e de prevenção não são observadas nesses casos, aonde o interesse econômico normalmente soterra o ambiental, assim como o faz também com o cultural. Como informa uma matéria publicada na ZH de hoje, o TRF/4a Região suspendeu a execução da liminar concedida pela Vara Federal Ambiental, que impedia a Fepam de licenciar grandes empreendimentos ligados à silvicultura no Estado, transferindo ao Ibama - órgão federal - tal encargo. Agora, provisoriamente, o licenciamento de tais empreendimentos volta a ser do órgão estadual, a Fepam: A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler. Resta-nos saber se este pioneiro ambientalista gaúcho será honrado com ações de proteção ambiental ou desprestigiado, diante dos grandes interesses desses empreendedores florestais. Saudações Gauchescas e um quebra-costelas cinchado!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
07/12/2006 12:38:58 jorge paulo canterle lavarda - Capitão / RS - Brasil
A Biodiversidade do pampa Gaúcho é linda - e única. Preocupa-me muito essa invasão de empresas estrangeiras introduzindo monocultura (eucalipto) e destruindo todo esse bioma. Pois parece que o Stora Enzo e Cia não estão nem um pouquinho preocupados com "esses matizes campeiros do belo Pago-Sul" e nem o Governo do Estado que fomenta esse projeto suicida. É tema para reflexão. Abração aos amigos.
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05/12/2006 08:04:43 Renê Costa - Alegrete / RS - Brasil
Ao ler a matéria não poso furtar-me de parabeliza-los pelo conteúdo da mesma , a qual contribui para o enriquecimento cultural de nosso povo.
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Listados 3 Comentários!
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