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Os Monarcas:
Prece Telúrica, de Arabi Rodrigues
e Luis C. Lanfredi

 

18/12/2006 09:44:04
CTG: PRESERVANDO AS RAÍZES DO POVO GAÚCHO BRASILEIRO!
 
Povo Gaúcho Brasileiro: valores históricos, culturais, regionalistas,
tradicionais e espirituais dos Antigos Pampeanos do Rio Grande do Sul!
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Aos Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, que integram ou não o Movimento Tradicionalista Gaúcho do Brasil, cabe a preservação das Raízes Culturais Regionalista-tradicionais dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. Quem é Tradicionalista sabe que, com relação ao Patrimônio Sociológio-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul, há grande diferença entre o que é antigo, tradicional, espontâneo e regionalista dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil daquilo que é artificial e imposto pelos modismos dos mercados sem fronteiras. Qualquer estudo nesse sentido pode facilmente demonstrar as influências nocivas que esses interesses econômico-financeiros e comerciais, financiadores das ações politiqueiras, exercem sobre a diversidade cultural própria do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense. E a constatação de Dante de Laytano, fundador, em 1948, da Comissão Gaúcha de Folclore, cujo objetivo era o de incentivar a pesquisa e o estudo da Cultura Popular Gaúcha Sul-brasileira, é de uma consistência e logicidade ímpar. Para o eminente folclorista, os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros pregam o retorno às raízes campesinas. O ciclo da pecuária domina, por assim dizer, todas as manifestações do MTG Brasileiro. Os Centros de Tradições Gaúchas transformaram-se em agentes de defesa do passado regionalista-tradicional gaúcho sul-rio-grandense, o qual regressa imponente no interior das Entidades Tradicionalistas, restaurando a vida campeira, as danças, a indumentária, a música, o cancioneiro e demais aspectos da Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha oriunda do Pampa do Rio Grande do Sul. Permite-se, dessa forma, que os regionalista-tradicionais e autênticos usos e costumes dos gaúchos campeiros do Pampa Sul-brasileiro sejam revividos nesses Templos da Tradição Regional do Estado do Rio Grande do Sul. Portanto, para não fugir de seu mister finalístico, todo o ambiente tradicionalista gaúcho brasileiro deve evitar os modismos e as importações desses usos e costumes alienígenas impostos pelos mercadistas, para poder continuar na trilha dos reais Fins Culturais do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Preservar o Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - fundado na região do Pampa Sul-rio-grandense -, o Patrimônio Sociológico-tradicional do Estado e do Povo Gaúcho do Rio Grande do Sul e a Filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro, decorrente de sua Carta de Princípios, é um dever institucional-estatutário e uma obrigação moralista-cultural de todos aqueles que integram o MTG do Brasil. A orientação disposta no item V da Constituição Tradicionalista, cuja previsão orienta a todos no sentido de se criar barreiras aos fatores e ideias que nos vêm pelos veículos normais de propaganda e que sejam diametralmente opostos ou antagônicos aos costumes e pendores naturais do nosso povo, deve ser observada e seguida, por uma questão de Coerência Cultural Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense e de Propriedade Tradicionalista Gaúcha Brasileira. Nesse sentido, para que se mantenha a desejada fidelidade às Tradições Regionais do Rio Grande do Sul os Gaúchos Brasileiros devem valorizar, com ações práticas, os usos, os costumes e a moralidade regionalista-tradicional dos Antepassados Gaúchos Interioranos do Pampa do Rio Grande do Sul. Da mesma forma os gaúchos detentores do estado de espírito dos Campeiros Sul-brasileiros, mediante seus eventuais vínculos, sejam eles de ordem familiar, informacional ou preferencial qualquer. Assim, respeitando as nossas Raízes Culturais Regionalista-tradicionais, estaremos todos, especialmente os Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros, preservando, de forma efetiva, as boas coisas do passado, as antigas, as verdadeiras, as regionais e autênticas Tradições dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!

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23/01/2008 14:13:35 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Jorge Webber. Em sede de contra-argumentação, e com a obrigação institucional de bem orientar aos visitantes deste espaço cultural tradicionalista gaúcho, respondemos-te o seguinte: 1) o artigo não afirmou nada em contrário; o mercado gerado pelo Tradicionalismo é legítimo em uma sociedade capitalista como a nossa; o que não é legítimo, como está bem delimitado no artigo, são os artificialismos impostos por esse mercado de índole nitidamente globalizada, como, por exemplo, as cintas urbanas e as “rastras” platinas – que não são do uso e do costume tradicional dos gaúchos sul-rio-grandenses; as boinas coloridas da “Cataluña” e de outras plagas; os arreamentos texanos, australianos...; os chapéus claros, chaparral, "countries", de copa alta, abas viradas; os lenços pretos e estampados da Argentina e do Uruguai; as camisas pretas, vermelhas e de outras cores fortes; as calças estreitas com alças no cós para a cinta; e por aí vai... Portanto, para que o dito não fique pelo não dito, ou distorcido, esclarecemos aos prezados visitantes deste sítio que em momento algum a matéria em comento afirmou não poder haver comércio no Tradicionalismo (pois pilchas são necessárias, evidentemente), ou que as pessoas não podem ganhar honestamente o seu pão de cada dia. No entanto, da mesma forma que um vivente, nesse mesmo capitalismo selvagem, é levado a comprar para seu filhos um leite com água oxigenada e soda cáustica, também o pretensamente Tradicionalista Gaúcho que não tem a informação adequada esteja a comprar parafernálias estranhas à sua Terra, para encher as burras de alguns “exploradores da cultura regionalista-tradicional gaúcha sul-rio-grandense”, atendendo, assim, aos objetivos das modas “mercosuristas” e “country-texa-sertanejas" e ao lucro de outros mercadistas, por meio dos engodos, das falácias de uma pretendida, forçada, mas insustentável “integração cultural” de culturas regionalista-tradicionais distintas, diversas; 2) quem é Tradicionalista é, necessariamente, conservadorista, preservacionista regional, sob pena de ser incoerente e de contribuir para a desnaturação da essência daquilo que deveria estar preservando, por Tradição. Quem é "modista" não tem qualquer responsabilidade com filosofia alguma, a não ser com a sua própria de usar e abusar do que bem entender, onde e como quiser, e de atender aos apelos comerciais de certos “Modistas da Tradição" (!?!). E, para esclarecer outro equívoco registrado por esse prezado missivista, informamos aos nossos visitantes que não acabou a produção do artesanato folclórico no Rio Grande do Sul; em todas as regiões, principalmente nas de pecuária, há a confecção de palas de lã e outras peças da tradição gaúcha sul-rio-grandense; que o Senar - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - promove em todo o Estado cursos de tecelagem e confecção em lã pura; que no Alegrete o Pedroso vende pala feito na sua empresa, assim como acontece em inúmeras outras cidades, como Santana do Livramento, Jaguarão, Bagé, Vacaria e tantas outras; 3) há um outro equívoco em confundir-se o termo “nativismo” com aquele Movimento Comercial "Nativista" criado com o fim de ampliar, além fronteiras, o mercado musical sul-rio-grandense, no ano de 1971, em Uruguaiana; este último já nasceu desvinculado do Tradicionalismo Gaúcho, utilizando-se apenas das estruturas físicas do CTG Sinuelo do Pago, desnaturando-se ao longo do tempo por suas próprias incoerências praticadas no seu “nativista” e comercial fim; e a primeira definição desse termo “nativista” é a da aversão a estrangeiros, o que na verdade significa apenas a valorização das coisas do pago, das usanças gauchescas da Terra Sulina, dos usos e costumes regionais e do que é nativo do Rio Grande do Sul, objetivos estes que são do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro desde as primeiras iniciativas de organização do culto ao folclore e à tradição gaúcha do Estado, realizadas pela Sociedade Sul-riograndense, fundada no Rio de Janeiro, em 1858; e depois, dentro do Rio Grande, com a fundação do Partido Liberal Histórico, por Gaspar Silveira Martins, Osório, Félix da Cunha, Pinheiro Machado, em 1860; e a Sociedade Partenon Literário, criada por estudantes, em 1868, em Porto Alegre; todos esses fizeram parte de um Tradicionalismo Nativista, ou seja, não da Argentina ou do Uruguai, mas do Estado do Rio Grande do Sul; nem Júlio de Castilhos, em 1887, no seu artigo publicado no Jornal “A Federação”, defendeu a comemoração do Dia 20 de Setembro como o Dia do Gaúcho do Mercosul ou pensando nas comemorações do Dia dos “Gauchos“ do Cone Sul-américa; ao contrário, pensava ele tão-somente no Dia dos Gaúchos do Rio Grande, povo que tem como parte de sua História o Decênio Heróico, a Revolução Farroupilha; ou seja, pensava ele, e com razão, no Dia do Gaúcho Brasileiro; 4) o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro nada tem a ver com “lusofilia castelhanófoba”, ele apenas foi criado para cultuar, preservar, defender, zelar, cultivar e corretamente divulgar as autênticas tradições dos gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, não as de nossos vizinhos, cuja História, formação, folclore e muitos usos e costumes são diversos daqueles nativos do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense; por isso a Chacarera, a Resbalosa, a Zamacueca, a Vidalita, as Tristes, o Malambo e o Tango fazem parte do folclore de lá, não daqui; por isso o pezinho, o caranguejo, a chula, a chimarrita balão e tantas outras de origem portuguesa-açoriana são daqui, não de lá, pois o nosso folclore é, como é a formação do povo e do território do Rio Grande do Sul, é basicamente português-açoriano, e não de origem espanhola como é o dos nossos irmãos platinos; por isso as sensíveis diferenças na culinária, nas cores das camisas e dos lenços, no chapéu, na cuia de chimarrão, na prataria, e por aí a fora...; a Identidade Cultural Regionalista-tradicional de gaúchos e “gauchos” não pode ser comparada a uma “geladeira”; esta tem a mesma constituição e serve sempre para o mesmo fim; já os gaúchos brasileiros tem História diversa para cultuar, vultos diferentes para honrar, princípios moldados por seus fundadores, que não são os mesmos dos povos platinos; interesses conflitantes e antagônicos históricos, desde o início das suas formações geopolíticas; por isso as mesmas lidas campeiras praticadas em uma área geografica parcialmente comum, o Pampa, não tem o poder de forjar uma Identidade Cultural Regionalista-tradicional única para gaúchos brasileiros e “gauchos” uruguaios e argentinos, a não ser para aqueles que têm o interesse de formar grandes mercados e dizimar culturas locais, diversidades regionais; 5) a Mãe Terra Pampa só pode ter sentido poético diante da História Bélica dos referidos países; o neologismo “pangauchismo” só se sustenta no que se refere à atual fraternidade existente entre gaúchos e “gauchos”, jamais quanto às respectivas Identidades Culturais Regionalista-tradicionais, pelos motivos já elencados acima; só na construção poética a mera geografia pampeana pode ser tida como uma Mãe Pátria; e Jayme Caetano Braun, homem e, portanto, também ser político, não deixa de fazer a política da boa vizinhança (e, de certo modo, também comercial) na sua poesia Milonga das Três Bandeiras – e não por acaso escrita na língua espanhola -; e não esqueçamos que o tema central dessa sua referida obra é a Milonga; esta, não há qualquer dúvida, tem três bandeiras, por ter se expandido da Argentina e Uruguai para o Sul do Brasil, pelas ondas do Rádio; e na sua primeira estrofe o poeta é categórico ao classificar “Los gauchos de trés banderas”, portanto, cada um com a sua; não esqueçamos que em uma outra obra, a “Pajada”, o Pajador do Rio Grande não é menos categórico aos expressar que: “Por mais de trezentos anos fui pastor e sentinela na linha verde e amarela, peleando com castelhanos; gravando com "los hermanos" a epopéia do fronteiro! Poeta, cantor e guerreiro da América que nascia, na bendita teimosia de continuar brasileiro!”; e, ainda: “A pátria é minha família! Não há Brasil sem Rio Grande e nem tirano que mande na alma de um Farroupilha!”; não creio que o sentido de Pátria tenha mudado tanto assim, ao longo do tempo; ou por acaso na União Européia um alemão deixou de ser alemão, um inglês deixou de ser inglês...; ao contrário do pretendido pela famigerada globalização, o sentido de Pátria ganhou ainda mais vigor e o conceito de soberania firmou-se ainda mais; 6) naturalmente que não sou apenas eu quem sabe que aqueles que estão a pregar a mentira da “integração cultural”, da fusão regional, na esteira da “integração econômico-comercial”, são os “exploradores de culturas alheias”, como se isso não fosse um crime contra a natural diversidade existente entre os povos e os seus direitos de mantê-las incólumes, como fator de Identidade Cultural Regionalista-tradicional; como se a Lei Maior de nosso país não contemplasse ao Estado Brasileiro o dever de garantir a todos os segmentos da sociedade brasileira o seu direito à cultura regional; 7) ações institucionais como aquela do MTG/RS, que incluiu o bandôneo no Regulamento Artístico do Rio Grande do Sul, como sendo um instrumento típico e tradicional do Estado e do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense, e ações individuais como essa tua de introduzir o “bombo leguero” no meio tradicionalista do Distrito Federal, no ano de 1982, embora, a princípio, não tenham objetivos econômicos, certamente que serão exploradas com esse fim, pois para isso não faltará o sempre presente “explorador de culturas alheias”; ambos os instrumentos, no entanto, não são nem típicos nem regionalista-tradicionais dos gaúchos sul-brasileiros nem do Estado do Rio Grande do Sul; não será o fato de alguém gostar ou tocar um bandôneo ou um “bombo leguero” que fará com que esses instrumentos platinos transformem-se em apetrechos musicais típicos e tradicionais dos gaúchos do Rio Grande do Sul; fosse assim a arpa paraguaia também o seria, pois há quem goste e quem a toque naquele Estado Sulista Brasileiro; e até o banjo texano, tão tocado ultimamente por alguns grupos da “Tchê Music”, também, por esse raciocínio, o seria; 8) que os irmãos platinos não estejam nos imitando já era previsível, diante dos seus naturais e efetivos sentimentos nativistas; já a moda que os “exploradores culturais” estão impondo ao povo do Rio Grande e do Sul do Brasil, almejando o nivelamento cultural para vender tudo a todos, nos Mercados do Mercosul e "Country-texa-sertanejo", inclui lenços de pescoço virados, de formato e cores que não são nossas, mas do uso de platinos e texanos; as "rastras" deles, não as nossas tradicionais guaiacas sul-rio-grandenses; os barbicachos de metal platinos, não os nossos de couro; as bombachas que não respeitam nem as naturais diferenças regionais, internas, dos três países do Cone Sul-américa; e provas comerciais de rodeios que em nada representam a antiga Tradição Regional do Rio Grande do Sul; ou seja, percebe-se que o Nativismo deles - platinos e texanos - continua firme, sem abrir a guarda para as importações do mercado; enquanto o Movimento Nativista daqui, de "nativismo" só carrega o nome, pois na essência nunca existiu; já o Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro inclui, necessariamente, na sua filosofia própria, o mesmo sentimento nativista de nossos irmãos platinos, guardando as peculiaridades próprias de seu chão, o seu Regionalismo Gaúcho peculiar, as suas tradições regionais, o seu modo particular de vida, a sua música, a sua culinária, a sua Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra, o seu vocabulário regionalista, seus adágios, suas crenças, sua especial cultura formada por contribuições diversas e em desigual número de etnias formadoras de seu povo, enfim, a sua Identidade Cultural Regionalista-tradicional própria, característica; e essa Cultura Regional Popular deve ser encarada como a área comum de um condomínio; todos a respeitam, a cuidam, a protegem, pois é de todos e não apenas de um morador, prodecer esse perfeitamente comparado à Atuação Filosófica e Cultural do Movimento Regionalista-tradicional Gaúcho Sul-rio-grandense denominado de MTG Brasileiro; e como frisa Paulo Cesar Almeida Scarpa, Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, "in" Ideologia, Indivíduo e Sociedade em Althusser - Paulo Scarpa: “o conceito de ideologia não é correspondente à categoria de “falsa consciência”. A ideologia, pelo menos em sua concepção althusseriana, é o próprio processo de cognição do mundo, de codificação deste mundo e o viés pelo qual os atores sociais tomam consciência dos seus atos”; como um ator social, tenho consciência dos meus atos diante do que preconiza a Filosofia Tradicionalista de preservação da riqueza cultural regionalista-tradicional do Rio Grande do Sul; assim é com a Tradição Gaúcha dos sul-brasileiros, herança recebida dos antepassados e repassada, por Tradição, e ao longo do tempo, preservada, às novas e futuras gerações; o que, infelizmente, não está acontecendo no atual momento do Tradicionalismo organizado, aonde interesses de mercado, político-partidários, de ordem pessoal, privada, e de outros matizes, contribuem para alterar, deturpar, desnaturar, "integrar", corromper aquilo que deveriam, por um dever institucional-estatutário, estar cultuando, preservando, zelando, defendendo e adequadamente divulgando; é para isso que serve a Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira, cuja formulação não é daqueles que hoje comandam os órgãos tradicionalistas, mas de um grande Gláucus Saraiva, sul-rio-grandense, tradicionalista gaúcho, poeta, nativista, telurista, um dos fundadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado e Patrão do primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o 35 CTG de Porto Alegre, fundado aos 24 de abril de 1948, e, ainda, formulador da Carta de Princípios do Tradicionalismo, a principal base filosófica do MTG Brasileiro; e normas, regras, diretrizes, são instrumentos próprios de qualquer sociedade que se julgue organizada; com o Tradicionalismo Gaúcho não pode ser diferente, pois se com regras baseadas no Núcleo da Formação Gaúcha Sul-rio-grandense - que é a região do Pampa Sul-brasileiro - já temos no interior de CTGs a chaparreira texana no lugar do tirador; as gineteadas comerciais em vacum, as "garupa sureña","basto aberto" e outras essencialmente comerciais; o rodeio com vaca mecânica; o maxixe, o remelexo, o vuco-vuco, o pancadão, as indumentárias coloridas, as "bandas nacionais" de rockeiros despilchados ou muito mal pilchados; as grifes do mercado musical e seus lencitos floriados, calças justas em vez das bombachas, e outros modismos do “mercado”, o que será desse MTG Brasileiro se não houver regulamentação alguma no tocante ao seu mister de preservar a Cultura Regionalista-tradicional do Estado do Rio Grande do Sul!!!; 10) divergências de opiniões, de visão filosófica, de propósitos, são naturais em um regime democrático; portanto, no campo das ideias podemos pelear à vontade pelo que acreditamos; o respeito mútuo e o sentimento telúrico pelo Pago Sul-brasileiro certamente que continuarão prevalecendo nestas nossas pendengas filosóficas. Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse ilustre colaborador do sítio Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições dos Gaúchos Sul-brasileiros!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
22/01/2008 13:52:43 Jorge Frederico Duarte Webber - Brasília / DF - Brasil
Prezado Dom José: O MTG também gerou um mercado em torno das demandas surgidas na atenção aos seus objetivos. Apenas a título de exemplo, já paraste para pensar em quantas lojas de pilchas e artigos regionais surgiram na esteira do tradicionalismo, quantas bombacheiras e guasqueiros puderam manter sua ocupação? Vivemos em um mundo capitalista, portanto nada mais lógico do que as pessoas valerem-se de seus ofícios, para ganhar honestamente seus pão de cada dia. Já eu não vejo o Movimento Nativista Gaúcho como um meio “extremamente explorado” nem “com objetivos globalizantes”, pois o pangauchismo não tem nada que ver com globalização. A mesma loja de artigos veterinários e de campo que vende guaiacas, chapéus, bombachas, vende rastras e yuntas, palas argentinos, lenços italianos com guardas pampas, comprovando que a moda existe inclusive no gauchismo, analisando gostos e lançando tendências. E se o RS não têm mais teares que fabriquem palas, nada mais lógico do que comprar onde ainda são manufaturados. Artigos importados da Uropa é uma realidade que data da Abertura dos Portos às Nações Amigas, por Dom João VI. Desde então as nações amigas vêm inundando os mercados de seus empórios latino-americanos com seus produtos mais baratos, matando a indústria local. Se os objetivos do Nativismo vêm de encontro a um dos objetivos do Tradicionalismo, que é justamente o de preservar as coisas tradicionais da Região Sul do Brasil, como disseste, “preservar o que é nativo é próprio do Tradicionalismo”, isso deve-se ao fato do Nativismo não é tão diferente do tradicionalismo, posto que a fruta nunca cai longe do pé. Aquele nasceu no seio deste, só que não se prende à estreita leitura da lusofilia castelhanófoba que perpassa o Tradicionalismo, entre outras pequenas diferenças no modo de encarar o gauchismo. Não é por uma questão de política de boa vizinhança, para manter boas relações com os nossos vizinhos uruguaios e argentinos, que se fala em Pátria de Três Bandeiras. Jayme Caetano Braun, em sua emblemática Milonga de Tres Banderas, musicada por outro grande missioneiro, Noel Guarany (cuja sobrinha Carmen, filha do Neto, foi minha primeira namorada, ainda na infância), sintetizou bem o tema. Aqui o uso da palavra pátria é usado em sentido poético, , não meramente politológico ou sociológico, chamando a atenção para uma identidade e um berço comum: a mãe terra Pampa. A análise do discurso revela que há muito mais por trás das entrelinhas, o que não captaste bem, ficando as superfície ao afirmar que isso, “fáticamente, não se sustenta. Não há Pátria sem Nação, e esta só se constitui pelo conjunto dos indivíduos que habitam o mesmo território, falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e obedecem à mesma lei. Para a Sociologia, p. ex., Pátria é a sociedade politicamente organizada que adquiriu consciência de sua própria unidade e controla, soberanamente, um território próprio; um país, um território habitado por um povo em condições de autonomia política; enfim, a Pátria é o País Natal.”. Não discordo dessa acertiva, mas fizeste uma tradução ao pé da letra, sem captar a essência da mensagem pangauchista. Além do que o conceito de pátria tem variado ao longo da história. Mas erras ao afirmar que gaúchos e “gáutchos” (acaso geladeira e heladera não são o mesmo ente, a mesma coisa?) não têm identidade, porque “não têm a mesma origem, nem falam a mesma língua e, ainda, possuem diferenças significativas em muitos dos seus usos e costumes tradicionais”, pois resbalas no mesmo erro daqueles que estudaram os gaúcho em termos de raça ou etnia. As questões identidárias não se resumem a estes aspectos, embora os englobe e ressignifique. Há uma vasta bibliografia sobre esse tema tão caro à Antropologia Social e seria interessante para ti compulsá-la. Além disso, há um outro detalhe: o gaúcho, numa área de dispersão tão grande como o bioma Pampa, não poderia jamais ser o mesmo em todas partes. Daí as diferenças encontradas entre nós mesmos internamente, dentro do RGS, da RA e da RodelU, sem que deixemos de ser gaúchos. Também afirmas, em relação ao pangauchismo: “Sabe-se que para os exploradores do grande mercado gaúcho esse é um discurso muito usual e propício aos seus objetivos comerciais. Por isso mesmo revela-se falacioso e nitidamente interesseiro”. Nada mais verborrágico. Em primeiro lugar, dizes “sabe-se”. Quem sabe? Por que tenho a impressão de que é só tu que sabe ou pensa que sabe? Em segundo lugar, sou um dos precursores do Pangauchismo no DF, ao lado de outras personalidades mais antigas que eu no MTG-DF, a exemplo de Darwin Araújo de Carvalho, Bayron Prestes Costa, Ney Dumont Ribeiro, Waldir Müller e outras figuras tradicionalistas de projeção. O primeiro bombo legüero quem introduziu no meio tradicionalista do DF fui eu, em 1982, e tanto eu quanto os supracitados não temos nenhum interesse econômico movendo nosso credo. O que até hoje tenho tentado explicar – talvez eu não esteja consegundo ser bastante didático – é que ser gaúcho fronteiriço não significa, de modo algum, imitar os gaúchos castelhanos, nem trair as origens lusitanas do sul-riograndense original (depois vieram os povos transplantados da Itália, Alemanha, Polônia etc), pela excusa e malévola finalidade de “forrar os bolsos dos ‘exploradores da Cultura Gaúcha brasileira’". Eles também não nos imitam e sua identidade cultural-regional, que tem algo de lusitana também, não implica em perda alguma, pelo contrário, só nos enriquece. Respeito o teu posicionamento e, por tudo o que defendo, também não posso compactuar contigo neste assunto, embora concorde com muito do que defendes com um denodo digno do meu respeito e admiração. Quero que continues a usar a tua bombacha larga, característica da região da tua zona da Campanha Gaúcha Brasileira, a tomar o teu chimarrão na cuia grande (a minha região não é produtora de erva-mate, por isso usamos cuias menores do que aqueles exageros do Norte do RS e não por copiar os castelhanos), a usar o teu tradicional e histórico lenço maragato, o teu chapéu de aba larga e a tua antiga e velha guaica, como os teus ancestrais o fizerem naquelas plagas sul-rio-grandenses. Tens que estar bem contigo mesmo e satisfeito assim, te sentindo lindo como laranja de amostra e contente como cusco com duas colas, e não porque algum regulamento mal-feito (redigido por uns bacudos que não sabem da missa um terço), assim ordena. A minha resistência não é contra escolhas individuais embasadas no bom senso e no conhecimento bem fundamentado, mas contra a o senso comum e as meias verdades assimirem foros de verdade ontológica e contra a errônea visão de que há no Pangauchismo e no Nativismo – que também não coaduna com a Tchê Music e não compactua com a ignorância geral que impera no Tradicionalismo – “uma forçada generalização cultural promovida por quem está mais interessado em lucrar com essas imposições, alicerçadas pelo Poder Econômico, do que propriamente respeitar e preservar um patrimônio cultural do qual não poderiam e não têm o direito de dispor, alterar, deturpar, por pertencer a todo o Povo Gaúcho Brasileiro, sejam sul-rio-grandenses ou gaúchos, tradicionalistas ou não”! O fato de ser um patrimônio (seja de ordem cultural ou não) implica, pelos seus próprios termos, em poder usá-lo em meu próprio proveito pessoal, porque essa visão imobilista da cultura é ideológica (no sentido althusseriano de falsa consciência). Mas, apesar das nossas divergências (inclusive ideológicas), estou seguro que todos temos sentimentos de amor pelo nossa querência, sua gente e sua cultura! E admiro a tua luta em prol do que tu acreditas. Saudações Nativistas e um quebra-costelas bem cinchado a esse paladino do Tradicionalismo e honrado proprietário do BL...!!! Brasília/DF, 22JAN2008. Jorge Frederico Duarte Webber, el Chango Duarte.
Sítio: *****
19/12/2006 19:08:53 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Xiru Velho Jorge Webber. Vejo o comercial Movimento Nativista como um mercado com objetivos globalizantes, o que vem de encontro a um dos objetivos do Tradicionalismo Gaúcho brasileiro, que é justamente o de preservar as coisas tradicionais da região Sul do Brasil. Preservar o que é nativo é próprio do Tradicionalismo. Por uma questão de política de boa vizinhança, de boas relações com os nossos vizinhos e irmãos uruguaios e argentinos, fala-se em Pátria de Três Bandeiras. Mas isso, historicamente, fáticamente, não se sustenta. Não há Pátria sem Nação, e esta só se constitui pelo conjunto dos indivíduos que habitam o mesmo território, falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e obedecem à mesma lei. Gaúchos e "gauchos" não têm a mesma origem nem falam a mesma língua e, ainda, possuem diferenças significativas em muitos dos seus usos e costumes tradicionais. Para a Sociologia, p. ex., Pátria é a sociedade politicamente organizada que adquiriu consciência de sua própria unidade e controla, soberanamente, um território próprio; um país, um território habitado por um povo em condições de autonomia política; enfim, a Pátria é o País Natal, "Pátria é a nossa casa". Sabe-se que para os exploradores do grande mercado gaúcho sul-brasileiro esse é um discurso muito usual e propício aos seus objetivos comerciais sem-fronteiras; por isso mesmo é que ele revela-se falacioso e nitidamente interesseiro. Eu, sinceramente, nada tenho contra os nossos irmãos castelhanos, muito pelo contrário, respeito-os e os admiro. Mas não irei imitá-los e trair as minhas origens de gaúcho brasileiro para forrar os bolsos dos "exploradores da Cultura Gaúcha Sul-rio-grandense". Até porque sei que eles, muito provavelmente, e por razões óbvias, seja porque baseadas no sentimento nativista ou mesmo no nacionalista, não se submeteriam à idêntica perda da sua identidade cultural regionalista-tradicional. Portanto, respeito o teu posicionamento, mas dele não posso compactuar. Eu continuarei a usar a minha bombacha (calça larga característica dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil), a tomar meu chimarrão em cuia grande, a usar meu tradicional e histórico lenço maragato sul-rio-grandense, meu chapéu escuro e de aba larga e a minha antiga e velha guaica, como meus ancestrais o fizerem naquelas plagas sul-rio-grandenses. Mas, como dissestes, cada um deve agir conforme seu foro íntimo. A nossa resistência não é contra escolhas individuais, mas contra a forçada generalização cultural promovida no meio tradicionalista por quem está mais interessado em lucrar com essas imposições comerciais alicerçadas pelo Poder Econômico-financeiro, do que propriamente respeitar e preservar um Patrimônio Cultural Regionalista-tradicional, do qual não poderiam e não têm o direito de dispor, alterar, deturpar, "integrar", corromper, por pertencer ao Estado do Rio Grande do Sul, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro! Contudo, apesar das nossas divergências ideológicas, tenho a certeza de que, como os demais que compartilham de uma ou outra posição, todos temos os sentimentos de sublime amor pelo nosso Pago Gaúcho Sul-brasileiro! Saudações Tradicionalistas e um quebracostelas cinchado a esse prezado e prestimoso colaborador do BL!
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19/12/2006 13:54:38 Jorge Frederico Duarte Webber - Brasília / DF - Brasil
Então te aviso, o Movimento Nativista Gaúcho trata de assuntos relativos aos gaúchos uruguaios e argentinos, porque são nossos irmãos! O que temos, os nativistas, por coerência, fidelidade e identidade cultural valoriza o regional de cada vivente, de cada Pago e da Querência de todos os gaúchos: a Pátria Gaúcha, de Três Bandeiras, como o velho Jayme Caetano Braun dizia. Agora, o que chamas de questões pessoais vão muito além da vã filosofia conservadora do Tradicionalismo Gaúcho brasileiro. Aliás essa filosofia retrógrada e reacionária está sendo repudiada em grande parte da Região Sul do Brasil. Quem como eu, aprendeu a ser gaúcho com os argentinos e uruguaios tem que ter a liberdade de agir conforme o foro íntimo, sem que a bacudama bitolada pense em barrarnos nos CTGs, pois somos coerentes com a identidade gaúcha, que é mais do que apenas brasileira. Os usos e costumes tradicionais das várias regiões do Rio Grande do Sul são bem conhecidos e registrados na literatura e na memória de todos os gaúchos. Ninguém está pensando em alterar os costumes de região alguma, nem agir em detrimento do patrimônio cultural de todo o Povo Gaúcho. Valorizar o regional é básico no Nativismo, que surgiu no seio do Movimento Tradicionalista Gaúcho brasileiro, mas deste se apartou porque tem asas para vôos mais altos. Vocês não são diferentes de nós, pois também cultuamos, defendemos, preservamos e divulgamos a cultura popular tradicional rural do nosso pago, do nosso rincão, da nossa querência, da nossa mãe terra Pampa: a Pátria Gaúcha, de três banderas! Um abraço bem cinchado, ermão! Não me quera mal que não te custa nada! Nossa divergência é no entendimento de como amar a nossa terra!
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19/12/2006 13:24:42 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado Jorge Webber. Como o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado não trata dos assuntos relativos aos "gauchos" uruguaios e argentinos, acreditamos que para haver a recomendável coerência e fidelidade regionalista-tradicional sul-rio-grandense, e a identidade cultural gaúcha sul-brasileira, há de ser valorizado o que é nativo, regional, de cada Pago e dos seus viventes. Agora, questões pessoais certamente que não têm o condão de sobreporem-se à Filosofia Tradicionalista Gaúcha Brasileira, à ideologia de um Movimento Cultural Regionalista próprio da Região Sul do Brasil. A questão é de bom senso. Quem nasceu na Argentina que se vista como argentino. Quem nasceu em Porto Alegre, - a Capital de Todos os Gaúchos Brasileiros -, como tu, e sofre a influência da cultura regional argentina, tem toda a liberdade de agir conforme o teu foro íntimo. No entanto, conforme o nosso já conhecido posicionamento, nem coerência cultural regionalista nem identidade tradicional de gaúcho sul-rio-grandense, brasileiro, haverá. Os usos e costumes tradicionais do Rio Grande do Sul são bem conhecidos e registrados na literatura e na memória de todos os gaúchos brasileiros. Alterá-los por interesses de uns, em detrimento do Patrimônio Sociológico-tradicional pertencente ao Estado Sulino, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro, não nos parece lícito nem razoável. Valorizar o regional é fundamento básico em qualquer Movimento Nativista, e este incluso está no MTG Brasileiro. Mas cada um faz o que achar melhor para si. Contudo, Tradicionalista só será aquele que cultuar, zelar, defender, preservar e adequadamente divulgar, por anuência aos fins culturais do Tradicionalismo, as coisas tradicionais da Terra Sulina, do Torrão Natal dos Gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, da Pátria Gaúcha Sul-brasileira, e, para os que nasceram no Estado Garrão-sul do Brasil, do seu Nativo Chão! Saudações!
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19/12/2006 12:13:27 Jorge Frederico Duarte Webber - Brasília / DF - Brasil
Parafraseando-te, eu diria: Nesse sentido, por exemplo, e para manter a desejada fidelidade cultural, os gaúchos oriundos da Serra, da Campanha, do Planalto, das Missões e da Fronteira devem vestir-se conforme os usos e costumes tradicionais das suas respectivas regiões. Da mesma forma, os gaúchos detentores do “estado de espírito” dos gaúchos sejam eles brasileiros, argentinos ou uruguaios, mediante as suas preferências pessoais ou eventuais vínculos, sejam eles de ordem familiar, informacional ou qualquer outro. Assim, respeitando as nossas raízes culturais, estaremos preservando, de forma efetiva, as “boas coisas do passado”, as verdadeiras e autênticas Tradições do Povo Gaúcho! Uma preguntita: E aqueles que, como eu, nascemos em Porto Alegre (somos gaúchos do asfalto e, pa' peor, de uma cidade em nada gaúcha) e nos agauchamos sob influência castelhana, como ficamos? Ah, otra pregunta - a mais importante: Quem tem autoridade intelectual para definir quais são os "fatores diametralmente opostos ou antagônicos aos costumes e pendores naturais do nosso povo", os ignorantes do MTG-RS que criam normas absurdas? Não admito que uns bacudos, que sabem menos do que eu, me venham ditar regras boludas!
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