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Terno de Reis - Canto de Porta

 

23/12/2006 02:18:03
A FRATERNA E SOLIDÁRIA TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS SUL-BRASILEIROS!
 
Natal Crioulo Gaúcho Brasileiro: motivos regionalista-tradicionais
gaúchos sul-rio-grandenses
nas comemorações do nascimento do Divino Tropeiro Jesus!
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O CTG Palanque da Tradição já recebia os primeiros associados para o último evento do ano. Seu Bento e o neto Maneco regozijavam-se diante do salão enfeitado. Com júbilo, recepcionavam a todos os que chegavam àquele evento tradicionalista gaúcho. Fundador do CTG de Coxilha Bonita, o velho Bento mais uma vez exercia o cargo de Patrão. No entanto, não mais administrava a entidade, como nas demais oportunidades em que esteve à frente do cargo máximo da Patronagem. Atualmente, após as alterações promovidas pelo Quadro Social, reunido em Assembleia Geral, o cargo representativo de um dono de estância do Rio Grande passava a ser exercido por alguém que, por suas qualificações pessoais e tradicionalistas, agora figurava como um verdadeiro Chefe de Estado, sem atribuições de governo ou de administrador. Concluíram os detentores do destino daquela Entidade Cultural que o sistema anterior de escolha de seus dirigentes não mais atendia aos interesses culturais e tradicionalistas daquele Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul; que uma Sociedade Cultural não deve agir tal qual uma agremiação estritamente recreativa, um partido político ou uma sociedade empresarial. Como bem demonstrava o histórico da entidade, a realização dos inúmeros pleitos eleitorais, desde a sua fundação, geraram, quase na sua totalidade, mais discórdia e fúteis contendas políticas entre os diversos concorrentes aos cargos da Patronagem, do que benefícios culturais e tradicionalistas à Entidade, aos seus integrantes e ao Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Além disso, já era uma praxe a candidatura ao cargo de Patrão do CTG de gaúchos não tradicionalistas, cujos objetivos reais gravitavam entre a promoção pessoal, a conquista de um suposto poder derivado do cargo, e o atendimento de outros interesses particulares, pessoais, dentre estes o sentimento de vaidade e a busca de futuros sufrágios em disputas eleitorais, no âmbito do sistema político partidário brasileiro. Este último, inclusive, há muito que desvirtuava os fins do Tradicionalismo, ao redundar nas omissões, conivências e abstenções propositadas ou dissimuladas daqueles que ocupavam os cargos tradicionalistas máximos com fins essencialmente eleitoreiros, comerciais ou econômico-financeiros. Agora, sendo a entidade administrada por um Conselho Diretivo Tradicionalista composto por dez Posteiros e liderado por um Capataz, o Patrão não mais exercia a gestão administrativa da Sociedade. Ele agia como um Presidente de Honra, pelo fato de ter sido considerado pelo Quadro Social como o mais respeitado representante de todo aquele grupo social tradicionalista. E por isso exercia também o mesmo poder de fiscalização atribuído aos membros do Conselho de Vaqueanos eleito. E a democracia continuava a ser praticada, pois embora não houvesse mais a inscrição de chapas, o Quadro Social continuava elegendo o Patrão, os Posteiros do Patrão e os Fiscais de Campo, em Assembleia Geral e mediante o voto secreto. No entanto, a indicação ao cargo de Capataz era da competência do Patrão eleito. Dessa forma, não se eliminava por completo, mas reduzia-se significativamente a possibilidade de interesses eleitoreiros e comerciais virem a desvirtuar os objetivos precípuos daquele Centro de Tradições Gaúchas. Afinal, os interesses culturais de uma Entidade Tradicionalista e do Tradicionalismo devem se sobrepor aos de índole pessoal, particular, individual. E o novo sistema, já em prática há dois anos, desde o início revelava as vantagens trazidas pelas novas regras estatutárias. A harmonia social, por exemplo, passou a ser uma marca da Sociedade Tradicionalista. Antigos sócios, afastados por questões relacionadas às antigas disputas eleitorais, reintegrados estavam à vida da Associação Tradicionalista. O Patrão Bento, investido de sua incumbência moral e social, auxiliava os trabalhos naquela Noite Natalina com distinção e pundonor de Tradicionalista Gaúcho, para o orgulho de todos. O Terno de Reis já pedia que o Dono da Casa abrisse a porta. O Patrão abriu-a, convidando-os a entrar. O Terno, sempre cantando, deslocou-se até o presépio montado ao lado do palco, aonde continuou a ladainha para anunciar aos presentes o nascimento do Menino Jesus. Ao final, todos juntaram-se aos Reis para cantar, repetidamente, a última estrofe: - Vamos dar a despedida, vamos dar a despedida, como deu Cristo em Belém; este Terno se despede, este Terno se despede: até o ano que vem! Logo em seguida, emocionados, os tradicionalistas passaram à Ceia Natalina, decorada no estilo gaúcho sul-rio-grandense. Para simbolizar a luz trazida para este mundo pelo Menino-Deus - a chama que ilumina a existência humana, o nosso caminho, emanando claridade e calor e eliminando a escuridão de nossas vidas -, não partia de velas - costume e hábito europeu trazido por nossos colonizadores -, mas do mesmo candeeiro crioulo utilizado tradicionalmente no interior sul-brasileiro e, também, na guarda da Chama Crioula, criada por Paixão Côrtes, em 1947, na 1ª Ronda Crioula, com o objetivo de iluminar as novas gerações e de reativar nelas os ideais dos jovens integrantes do Grupo dos Oito, aquecendo os seus corações de gaúchos sul-brasileiros, preservando a claridade da História e das Tradições do Rio Grande do Sul. A Mesa Natalina, bem posta, não continha iguarias oriundas da tradição de outros povos, mas os pratos típicos mais utilizados na mesa dos gaúchos campeiros do Pampa Sul-rio-grandense. Churrasco de ovelha e de gado; carne assada de porco e de frango; linguiças e morcilhas caseiras; arroz-de-carreteiro; batata- doce e abóbora; saladas de maionese, cebola e tomate; pão; frutas; sucos e vinhos da Terra; sobremesas tradicionais. Enfim, uma ceia desprovida dos artificialismos e das importações, e mais representativa do viver simples dos sulistas brasileiros. E o único presente de Natal da noite estava sendo ofertado ao Aniversariante do dia 25 de Dezembro, Jesus Cristo. Crianças carentes, acompanhadas de seus familiares e especialmente convidadas, participavam daquela Festa de Natal Gaúcha, compartilhando a Ceia Natalina Tradicionalista e o verdadeiro Espírito de Natal, fundado nos exemplos do próprio Aniversariante, de caridade, humildade, sacrifício e amor ao próximo. E para finalizar a comemoração da chegada do Menino Jesus, um Fandango Gaúcho permitiu que todos pudessem externar, por meio da dança fandangueira, a alegria e a felicidade pelo nascimento do Divino Tropeiro Jesus. O CTG Palanque da Tradição, como nunca dantes, estava respeitando tradições e irradiando sentimentos de cristandade, caridade, solidariedade, fraternidade, e de humanidade exemplar. Por tudo isso, a comunidade de Coxilha Bonita orgulhava-se de sua Entidade Tradicionalista e do trabalho desenvolvido pela sua Digna Patronagem e demais integrantes do seu Quadro Social, na consecução de mais um Natal Crioulo Gaúcho estribado na fraterna e solidária Tradição dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul! Um FELIZ NATAL a todos os amigos visitantes deste sítio cultural tradicionalista gaúcho Bombacha Larga: na luta pela preservação das autênticas Tradições do Povo Gaúcho Sul-brasileiro!

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