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Walther Morais:
Tordilho Negro, de Teixeirinha

 

28/07/2005 11:18:24
PASSAGENS DA HISTÓRIA DO CAVALO CRIOULO DA AMÉRICA DO SUL!
 
Lucero: Tordinho Negro da Cabanha Az de Ouros, de Gravataí-RS!
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Dante de Laytano, na sua obra Folclore do Rio Grande do Sul: levantamento dos costumes e tradições gaúchas, reproduz pontos do trabalho de Aurélio Porto, no que diz respeito à história da origem do cavalo no Rio Grande do Sul, nos seguintes termos:Em 1580, cabe a Juan de Garay fundar a segunda Buenos Aires. Quando os novos fundadores penetram nas campanhas transplatinas, um espetáculo assombroso aí se lhes depara. As manadas de éguas, as tropas de cavalos, em estado selvagem, procedentes dos animais que deixara D. Pedro de Mendoza, parecem 'ao longe montanhas que se movem', no dizer dos cronistas da época. O tesoureiro Hernando de Montalvo estimava essa produção em 800.000 cabeças. Para a fundação de Santa Fé e outras povoações que vão se erigindo na província do Paraguai, segundo Fulgêncio Moreno, saíram de Assunção, entre 1582 e 1588, cerca de 4.000 cavalos. Procedem daí os rebanhos de éguas e os cavalos que dão origem à pecuária rio-grandense, e que produzem esse tipo de seleção que é o cavalo crioulo, notável pelas suas qualidades de escol. Vem de troncos raciais da Andaluzia. Em todos os tempos não houve animais mais famosos do que os celebrados cavalos andaluzes. Raízes profundas determinam-lhe a nobilíssima estirpe sete séculos antes da invasão dos árabes, quando Cartago e Roma disputavam a posse da península, vieram de todo orbe conhecido os mais finos exemplares equinos. Depois, com a dominação os árabes foram introduzindo os mais puros sementais de suas terras, agindo por cruzamento e nas raças superiores que encontram já na Andaluzia. As cruzadas, que sucedem, trazem, também, reprodutores das melhores coudelarias da Europa. Carlos V introduz cavalos da Alemanha e da Hungria, e D. João da Áustria outros finíssimos exemplares da Ásia, provavelmente árabes, com que se montam as reais coudelarias de Córdoba. Mas fica predominando o tipo árabe geralmente denominado cavalo espanhol ou, mais propriamente, andaluz. Pertencem, também, a essa origem que 'é a raça mais antiga, mais nobre e mais pura do mundo', grande parte dos cavalos introduzidos no Brasil e no Peru, o que faz com que as primitivas raças cavalares que povoaram inicialmente toda a América do Sul se assemelhem todas por traços característicos comuns. Com os jesuítas, que transpõem o Uruguai para fundar as reduções primitivas, entram alguns animais cavalares, mas a cria destes inicia-se nas reduções do Uruguai em 1634. Com o gado bovino introduzido neste ano pelos padres Cristóvão de Mendonza e Pedro Romero entram também algumas dezenas de éguas escolhidas e bons reprodutores, trazidos dos campos de Corrientes para nuclear o casco do equídeo a oriente do grande rio. O primeiro lote que se tem notícias é levado para São Nicolau, onde se encontram excelentes campos de criação e boas aguadas, capazes para tão útil ramo da incipiente pecuária missioneira. Em 1637, quase todas as reduções da Serra tinham as suas manadas de éguas e cavalos de que se serviam os próprios índios". (Porto, Aurélio, in Laytano, Dante de, Folclore do Rio Grande do Sul: levantamento dos costumes e tradições gaúchas, Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 1984)

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