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Nossa vanera,
de Elizeu Vargas Capim

 

10/01/2007 10:03:16
O FANDANGO GAÚCHO TRADICIONAL DO RIO GRANDE!
 
Dança Gaúcha Tradicional de Salão do RS: desejo de vida e movimento!
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A Dança Gaúcha Sul-rio-grandense Tradicional de Salão exige de quem a pratica mais do que satisfação pessoal e ritmo. A postura do dançarino deve representar sempre a altivez do antigo Povo Gaúcho Campeiro do Pampa do Rio Grande do Sul. A maneira de o peão segurar e conduzir a prenda, a evolução do par pelo salão, o respeito, entre ambos e, principalmente, com relação aos demais participantes do Fandango Gaúcho Tradicionalista são, também, parte da compostura de todos aqueles que integram um Evento do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro. Clóvis Rocha, no seu ABC das Danças de Salão, Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 2002, p. 36-40, aborda o tema de forma a esclarecer aos iniciantes na arte de dançar um Fandango Gaúcho da Tradição do Rio Grande do Sul alguns requisitos mínimos a serem observados na dança gauchesca sul-rio-grandense. O autor enfatiza que postura significa a posição do corpo ou dos corpos, ou a atitude desses corpos. E exclama: como seria estranho assistir a um tango portenho executado por dançarinos que o fazem com uma postura de sambista malandro do Rio de Janeiro! Da mesma forma, tanto a Dança Folclórica como a Popular e a Regionalista-tradicional tem o seu tipo peculiar de postura, feita com maior ou menor altivez. Em um Fandango Gaúcho do Tradicionalismo não é diferente. Alguns casais se sobressaem, ou por apresentarem uma bonita postura ou por exagerarem tanto que se tornam ridículos. Em Fandangos de CTG, portanto, a dança deverá ser a gaúcha tradicional sul-rio-grandense, com a correta postura dos executantes, ritmo, compasso e conteúdo musical típico e moralmente adequadoe a característica altivez dos Gaúchos Sul-brasileiros. Na sua execução, quem conduz a prenda e controla a dança é o peão. E a adequada postura do par começa com o aspecto físico correto de cada um dos dançarinos. Clóvis Rocha, no seu trabalho, cita seu avô, que dizia: “bom dançarino não é aquele que chega em um baile e faz mil piruetas e figuras, mas aquele que em um salão cheio dança toda uma marca e não bate em ninguém”. Em outras palavras, continua o autor, dançar é antes de tudo buscar divertir-se, mas deixando espaço para que os outros também se divirtam. E salienta: hoje em dia, nos fandangos ou bailes o respeito nem sempre é levado em conta, pois muitas vezes parece impossível dançar sem termos feito antes algum curso de defesa pessoal. Para se ter uma postura correta na dança, portanto, é preciso começar pelo posicionamento dos dançarinos A colocação do corpo do homem de frente para o da mulher, o ombro direito dela na linha central do peito dele; a perna direita dele em direção ao meio das pernas dela e a perna direita da mulher em direção ao meio das pernas do homem. A condução é feita pela mão direita do dançarino, a qual é colocada na altura da cintura da mulher, com a palma da mão na linha da coluna. A mão dele deve ter firmeza, mas não é preciso pressionar de tal forma a juntar os corpos, postura incorreta no Tradicionalismo; basta que a mulher consiga sentir a intenção dos movimentos que o homem está querendo fazer, evitando ter de adivinhar para aonde tem de ir. Exemplificando: se o dançarino pretender realizar um giro para a sua direita, pressionará com a parte do punho de sua mão direita; se for para a sua esquerda, fará uma leve pressão com a parte dos dedos. Já o braço esquerdo do homem é utilizado apenas como forma de manter uma boa postura, não sendo utilizado para a condução da prenda. A mão esquerda é elevada na altura do ombro com a palma da mão voltada para cima e sem apertar a mão da mulher; o cotovelo é só levemente flexionado, caso contrário, poderá vir a lesionar algum outro dançarino. A mão esquerda da mulher é colocada suavemente na parte de trás do ombro direito do homem, colocando toda a mão e não apenas a ponta dos dedos, o que daria a impressão de nojo. O cotovelo esquerdo não deve descansar sobre o braço do homem, pois isso faria a mulher tornar-se mais pesada para dançar, perdendo também a sua postura. A mão direita da mulher é elevada à altura do ombro, sendo colocada suavemente sobre a mão do homem, com o cotovelo levemente flexionado. O tronco é sempre mantido ereto, procurando não deixar cair os ombros. A distância entre os corpos deve ser a compatível com a antiga tradição dos antepasados gaúchos do Pampa Sul-brasileiro, ou seja, em um Fandango Gaúcho Tradicionalista o ato de dançar “colado”, “apertado”, nunca foi, não é e jamais poderá ser considerado como uma postura correta da Dança Gaúcha Sul-rio-grandense Tradicional de Salão. E danças como o “maxixe”, o pula-pula, e as que se desenvolvem mediante um compasso estranho ao gaúcho tradicional do Rio Grande são impropriedades tradicionalistas que não devem prosperar nos ambientes do MTG Brasileiro organizado, por se tratarem de notórias aberrações culturais e visíveis incoerências culturais reginalista-tradicionais gaúchas sul-rio-grandenses. Enfim, a não observância de atitudes como as indicadas por Clóvis Rocha comprometem o aspecto físico dos dançarinos e a própria execução da Dança Gaúcha Tradicional do Rio Grande do Sul. É o conhecimento que irá transformar uma eventual consciência ingênua em uma consciência crítica. Por isso, os aprendizes da Dança Gaúcha Sul-rio-grandense Tradicional de Salão devem ter muito cuidado ao receberem instruções de determinados “professores” ou de certas “academias de danças gaúchas”, assim como determinados estilistas de moda, que por motivos comerciais começam a inovar e a desnaturar a Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Estado Sulino. Alguns "inventores de danças" criam coreografias que deturpam o ritmo de inúmeras Danças Gauchescas Tradicionais do Rio Grandeacrescentando, inclusive, figuras em danças de pares enlaçados, como vem acontecendo no chamamé. E não esqueçam os prezados leitores: o conhecimento é a base da liberdade! Assim, para que o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul continue preservado, os atuais e os futuros Tradicionalistas Gaúchos Brasileiros devem, antes de tudo, libertarem-se de todas essas infundadas imposições mercadistas vigentes hoje no Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro organizado. Só dessa forma o autêntico Fandango Gaúcho da Tradição Sul-rio-grandense continuará sendo repassado para as novas e futuras gerações conforme o legado de nossos antepassados sulistas, com a altivez, o conteúdo moral, o ritmo e o compasso musical dos Pampeanos do Rio Grande do Sul, em nome da efetiva preservação da antiga, rica e genuína Tradição dos Gaúchos Campeiros do Sul do Brasil!

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14/01/2007 15:35:19 CLEBERSON FABRICIO SANTANA DE VARGAS - QUARAÍ / RS - Brasil
Materia para ti saber
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