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Os Monarcas:
Milonga pra Ti,
de Salvador F. Lamberty
e Ernany Apatto

 

16/01/2007 00:48:46
O ASSERTANEJAMENTO DA MÚSICA GAUCHESCA DO RIO GRANDE DO SUL!
 
Além do desafino na cantoria, indicado pelos uivos do cusco, a xiruzada
da serenata ainda não percebeu que quem se achega à janela não é a moça,
mas o pai dela, e com uma espingarda carregada com chumbo de matá pato!
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A Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense, herança cultural recebida, por Tradição, dos antepassados gaúchos do Pampa do Rio Grande do Sul, é patrimônio que deve ser mantido, defendido, preservado e retransmitido para as novas e futuras gerações, por todos: Estado do Rio Grande do Sul, Sul-rio-grandenses, o Brasil e todo o Povo Brasileiro. Por isso, as influências que a Música Gaúcha Tradicional do RS vem recebendo dos mercados, configuram um grave atentado cultural praticado contra a antiga, campeira e regional Tradição dos Gaúchos Brasileiros. A música sertaneja - mesclada por conveniências mercadológicas na regionalista gaúcha -, é uma cultura musical de massa com pouca referência à temática rural. Ela está mais afeita a um sentimentalismo melancólico, comumente derivado do tema das infidelidades conjugais. Portanto, muito diferente da música caipira, de raiz, do interior e da viola, considerada esta um grande patrimônio cultural brasileiroFoi o grande mercado country-sertanejo, controlado pelas multinacionais sem fronteiras, que passou a influenciar esse meio artístico que se intitula gaúcho, mas que é só sul-rio-grandense ou apenas brasileiro, porque de gaúcho é que não tem nada! Nessa ampliação dos nichos de mercado, também estimularam o Sul do Brasil ao consumo da indústria dor de cotovelo sertanejista-texana. O estilo musical ofertado, no entanto, carece de fundamento regionalista. Estribado em um sentimento relacionado à traição, aonde seu consumidor apresenta um estado de ânimo comparado ao dos chamados psicóticos maníaco-depressivos, a chamada música sertaneja sempre terá público fiel em qualquer lugar do mundo, diante do eternamente explorado drama sentimental amoroso. Porém, não é razoável que grupos musicais que se intitulam gaúchos, vivendo do mercado gauchesco, tragam em seus trabalhos essas influências patrocinadas pelo Mercado de Barretos e as executem nos Eventos Tradicionalistas e no interior dos Centros das Antigas e Campeiras Tradições dos Antepassados Gaúchos Pampeanos do Rio Grande do Sul filiados ao MTG Brasileiro. É público e notório que não é da natureza da autêntica Música Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense os duetos próprios do estilo sertanejo, que esses artistas gaúchos tentam impor, goela a baixo, aos gaúchos tradicionalistascom a criminosa conivência de alguns Calaveiras da Tradição do Rio Grande, presentes nesse falso, explorado e desorganizado Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro. A Música Tradicional Gauchesca é, ao contrário da sertaneja, vinculada às coisas simples do cotidiano do gaúcho campeiro e até mesmo do urbano, desde que contemplando temáticas regionais, campeiras, nativas do antigo e tradicional Jeito Gaúcho Interiorano de Viver do Estado do Rio Grande do Sul. Mas se não bastasse essa ofensiva para mudar a Tradicional Música Gauchesca do Estado Garrão-sul do Brasil, os mercados country-texa-sertanejo, mercosurista-crioulista, comercial-nativista, tchesista-urbano e outros sob a influência e o controle do mercado texano, há muito que vêm interferindo também no antigo e igualmente tradicional Jeito de Vestir dos Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-brasileiro. E para satisfazer seus ávidos interesses mercadistas tentam confundir o povo, fazendo-o crer que o processo de integração econômica abarca ou estende-se à apregoada integração cultural, no sentido da união de culturas regionalista-tradicionais diversas. Na verdade, eles iludem o Povo Gaúcho Brasileiro com uma grande e criminosa falácia. O Mercado Comum do Sul, Mercosul, não inclui nenhuma integração cultural, enquanto fusão de culturas regionais próprias de cada um dos países do Cone Sul-américa. O que pode haver no âmbito desse Bloco Econômico, como acontece com a União Européia, é o instituto do Intercâmbio Cultural, aonde o respeito às naturais diversidades existentes entre as culturas dos países integrantes do bloco devem ser, sempre, respeitadas. Começa-se a ver, então, no lugar dos tradicionais Conjuntos Gaúchos, os agora corrompidos Grupos e Bandas Nacionais. Alguns, após as patrocinadas visitas à América do Norte, com seus novos meios de transporte e contratos vultuosos com as novas grifes patrocinadoras da Nova Ordem Mundial, trocaram a típica e tradicional Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do RS, prevista na Lei/RS Nr. 8.813/89, pelas coloridas e descaracterizadas indumentárias do modismo imposto. Regravações de músicas sertanejas; massificação dos Sertanejos em todos os eventos culturais gauchescos, sob a suspeira de criminosos superfaturamentos que financiam políticos locais e lesam o Patrimônio Público, do povo; vê-se em Barretos a presença dos lencitos estampados, pretos, das bombachitas enfiadas, das camisas de cores berrantes, vermelhas e outras; dos coletes countries; das boinas importadas, coloridas, desbeiçadas; das cintas urbanas, das guaiacas porchetão freio de ouro e das rastras platinas; das botinhas à meia-canela; dos suportes às novas tendências musicais dos grupos Tchês – que de tchês nada têm, e cujo termo music do estilo musical criado não por acaso encontra-se expresso em língua estrangeira -, são consequências dos interesses privados de alguns diante de um Bem Cultural Público pertencente ao Rio Grande, aos Sul-rio-grandenses, ao Brasil e a todo o Povo Brasileiro. Dessa forma, por conta desses e outros interesses escusos, a Música Regionalista-tradicional dos Gaúchos Brasileiros vai assertanejando-se, assim como vai, de forma igualmente criminosa, texanizando-se mercosurizando-se a mundialmente conhecida Pilcha Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Sul do Brasil. Por questões de lógica mercadista, a Cultura Regionalista-tradicional Gaúcha Sul-rio-grandense segue subjugada, aviltada, corrompida, assassinada. Órgãos governamentais e políticos financiados, folcloristas, instituições tradicionalistas, mídia impressa, falada e televisiva patrocinada; personalidades da cultura, pretensos programas culturais gauchescos; autoridades de governo, todos, sem exceção, compartilham da mesma leniência com esse referido modelo neoliberal globalizante da Nova Ordem Mundial. Compactuam, todos, com esse visível assassinato cultural regionalista-tradicional sul-rio-grandense, com a perniciosa desnaturação da autêntica e tradicional Música Gaúcha da Região Sul-brasileira, especialmente nos pseudos Eventos Tradicionalistas Gaúchos. Contudo, se depender dos gaúchos que honram o antigo Patrimônio Sociológico-tradicional dos Gaúchos Sul-brasileiros, também constituído pela Música Tradicional dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sulo peculiar estilo musical gauchesco do Rio Grande jamais morrerá. A Música Gaúcha Sul-brasileira, em que pese essa inescrupulosa e indevida ação dos Exploradores da Cultura Regionalista-tradicional Sul-rio-grandense, continuará tendo a importância que sempre teve na caracterização da Identidade Cultural Regionalista-tradicional dos Gaúchos do Sul do Brasil! 

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17/01/2007 22:03:01 GODOFREDO MARIANTE - CANOAS / RS - Brasil
BUENAS, MOÇADA! NÃO concordo que sejamos caipiras, mas, SIM, muito autênticos. O nosso folclore é lindo, mas quem não goste que pegue suas coisas e se mande desse RIO GRANDE VÉIO MACANUDO e rico, de políticos sérios. Há aqueles que não conhecem e que nunca irão conhecer a nossa cultura a fundo, mesmo lá no GARRÃO DO RIO GRANDE; a boa música, aquela boa carne e sempre uma BOA PROSA, REGADA COM UM CHIMARRÃO gostoso e suculento. UM GRANDE E FORTE QUEBRA-COSTELAS A TODOS! Godo.
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