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De bombacha e de a cavalo,
de Odair Fernandes GUASCA e
Adriano Gross

 

17/01/2007 09:18:06
HISTÓRIA E TRADIÇÃO DOS GAÚCHOS DO RIO GRANDE! - I
 
MTG Brasileiro: História Sul-rio-grandense e Tradição Regional
dos Gaúchos Campeiros do Pampa do Rio Grande do Sul!
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O uso do lenço de pescoço pelos gaúchos sul-brasileiros começara na época da chamada Era da Bombacha, a partir de 1865, aproximadamente, por influência européia. Desde o início ele fora de uma única cor, com exceção do tecido xadrez dos lenços carijós, usados em todo o território sulino para caracterizar a neutralidade de seus portadores, durante as disputas políticas entre Pica-paus e Chimangos com Maragatos, por ocasião das Revoluções de 1893 e 1923, no Rio Grande do Sul. E se em alguma época passada o lenço de pescoço sul-rio-grandense fora usado transpassado à meia-espalda ou preso à cabeça ou exagerado e trazido por fora da gola da camisa ou, ainda, escondido, virado, com pontas triangulares para trás, esses usos não podem ser considerados como da Tradição Gaúcha do Estado do Rio Grande do Sul, pois não foram eles retransmitidos, de pai para filho, pelo tempo, de forma espontânea e contínua até os dias de hoje. Tais usos são folclóricos, mas não tradicionais do Rio Grande. Por consequência, só devem ser apresentados com as Indumentárias Folclóricas, antigas, não mais pertencentes à atual Pilcha Gaúcha Oficial e de Honra do Rio Grande do Sul. Assim, essa importante peça da Pilcha dos Gaúchos Brasileiros, de acordo com a antiga, campeira, regional e atual Tradição oriunda dos Antepassados Gaúchos Campeiros do Pampa Sul-rio-grandense, deve ser ostentada diretamente por sobre o pescoço dos peões tradicionalistas gaúchos, especialmente daqueles que integram o Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro organizado. Este foi o lenço de pescoço repassado, de geração em geração, por Tradição, pelos gaúchos sul-rio-grandenses. E as cores regionalistas e tradicionais do lenço da Tradição dos Gaúchos do Rio Grande são a branca, a vermelha, a azul, a verde, a amarela ou a preta, esta última somente para os casos de luto. Porém, três cores de lenços têm grande importância no cenário sociológico-tradicional do Rio Grande do Sul, uma vez que marcaram época, fizeram História e Tradição: a vermelha, a verde e a branca. Adotados como um símbolo de luta pelos partidos envolvidos na Revolução Federalista de 1893, esses lenços eram verdadeiras bandeiras políticas. E hoje, ainda que ausente aquele fator político, os lenços brancos e vermelhos servem, ainda, para externar opções ideológicas e afinidades filosóficas de muitos gaúchos brasileiros. Os Fagundes, do Alegrete, e o ex-Presidente do MTG/RS e atual Presidente do IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Manoelito Carlos Savaris, são alguns exemplos disso. Adeptos do uso dos lenços brancos são eles identificados com o Positivismo, um sistema criado pelo francês Augusto Comte. Quanto à expressão chimango, é de se ter em conta que a mesma foi largamente utilizada na Revolução de 1893, ao lado do apelido de Pica-paus, atribuído aos integrantes do Partido Republicano. Na sua obra Chimango e Pica-Paus (Porto Alegre: Martins Livreiro-Editor, 1987, Série História Gaúcha – 5) o pesquisador Helio Moro Mariante é bastante esclarecedor ao afirmar que o termo chimango surge no cenário nacional desde o alvorecer da nossa independência quando, com essa alcunha, em várias províncias do Império, eram conhecidos os adeptos dos partidos conservadores e moderados. No Rio Grande do Sul não foi diferente. Os filiados ao Partido Republicano Rio-grandense, desde o seu surgimento, em 1882, também ficaram conhecidos por chimangos. E com a acepção castrense, o verbete chimango é mais antigo, ainda, remontando dos princípios do século XIX. Na administração de D. Diogo de Souza, entre os anos de 1809 e 1814, como governador da então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, o 8. Batalhão de Infantaria já era assim conhecido; da mesma forma o Corpo de Voluntários Abreu. Constituído por desertores anistiados e por paisanos armados em pé-de-guerra, por ocasião da Batalha do Passo do Rosário (1827), aquele contingente igualmente ficou conhecido por Corpo de Chimangos. Na Corte, os adidos à Guarda Municipal Permanente, criada em 1831, eram chamados de chimangos. No Rio Grande do Sul, por pica-paus e chimangos eram conhecidos não só os adeptos do Partido Republicano, como também os combatentes das tropas fiéis à situação, os primeiros com mais amplitude nos tempos da Revolução de 1893 a 1895. Percebe-se, assim, diante dessas históricas constatações, que normalmente os chimangos ideológicos - portadores dos lenços brancos ou verdes, e positivistas - ou estão no poder ou a apoiar os poderes constituídos, os governos, enfim, a situação. (Continua...)

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06/10/2008 15:40:13 adri - passo de torres / SC - Brasil
Olha só que interessante isso...
Sítio: *****
26/06/2008 22:26:58 José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF - Brasil
Prezado "Eu"! Com o fim de melhor orientá-lo nos assuntos históricos do nosso Rio Grande, respondemos-te o seguinte: 1) não houve uma Revolução da Degola, mas duas, com a diferença de que a de 1923 foi um pouco menos bárbara que a de 1893, conforme já registrou Nico Fagundes; 2) o texto da matéria, em análise, em momento algum afirmou que os chimangos não eram os pica-paus; entretanto, este último termo está vinculado somente à Revolução de 1893, enquanto o termo chimango é designação atribuída ao Partido Republicano Rio-Grandense, tanto em 93 como em 23; 3) e para que a tua dúvida possa ser bem esclarecida, reproduzimos aqui as palavras de Antonio Augusto Fagundes, referentes ao apelido "picapaus", dado pelos maragatos aos governistas do PRR, na Revolução de 1893, publicadas "in" Cartilha da História do Rio Grande do Sul: uma nova visão da formação da terra e do povo gaúcho, Porto Alegre: Martins Livr. Ed., 1986, p. 86: "Como os partidários do governo usavam a farda azul e um gorro da mesma cor com uma borla escarlate em cima, passaram a ser chamados pelos maragatos de 'picapaus'. O PRR ainda tentou impor aos governistas a cor verde, do Positivismo, mas estes preferiram mesmo a cor branca nas fitas dos chapéus e no lenço de pescoço...". Esperamos, assim, prezado "Eu", ter contribuído para melhorar o teu conhecimento a respeito dessas importantes fases da história política do Estado do Rio Grande do Sul. Saudações Tradicionalistas e um quebra-costelas cinchado a esse anônimo Vivente!
Sítio: http://www.bombachalarga.com.br
26/06/2008 19:16:36 Eu - Não interessa / RJ - Brasil
aff.... os que disputavam na revolução da degola eram soh chimangos e maragatos... e os chimangos que eram os pica-paus
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Listados 3 Comentários!
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